Covenant of Risk

12 Laços de Sangue - Parte 1


Notas iniciais
Era para esse capítulo ter só uma parte, mas assim como aconteceu com o "Shadow's Everywhere", ele ficou muito grande, dessa vez não foram 9.000 e fucking palavras, foram 7.000 e alguma coisa, o que é um número grande. Os capítulos de Covenant of Risk costumam serem bem grandes, mas há um limite de número de palavras que podem estar em um capítulo porque, não é todo mundo que consegue ler 7.000 palavras de uma vez, então o capítulo foi dividido em dois de novo, e vejo vocês lá nas notas finais

Assim que terminou de se arrumar, Ally foi até a casa da Kat para busca-la e leva-la até o colégio, onde elas se encontrariam com Carrie, Amy, Josh e o resto do grupo de ciências. Quando chegou lá, Kat não estava a esperando do lado de fora como o combinado, o que fez Ally deduzir que a amiga deveria ainda estar se arrumando. Com isso, ela resolveu tocar a campainha e foi atendida por uma empregada da casa.

— Oi, eu só queria que avisasse a Kat que eu já cheguei — Ally pediu.

— E você seria a? — A empregada perguntou.

— Alyssa, eu sou amiga da Kat — Ally respondeu.

— Ok, eu avisarei a Katherine — a empregada respondeu.

— Espera um pouco — o Sr. Hargen interviu. — Você disse amiga da Katherine? — Ally ficou em pânico por dentro, aquele era o tal pai da Kat, ou melhor, o cara que matou a família da Kat e adotou a garota como algum tipo de sequestro ou prêmio.

— Sim, estudamos na mesma escola — Ally respondeu tentando conter o pânico. O Sr. Hargen estava incrédulo, a Ally parecia discreta e até mesmo tímida demais para ser amiga da Kat.

— Na verdade, estou tentando leva-la para o mal caminho — Kat interviu ao ver aquilo. Ela levou Ally até o lado de fora da casa enquanto as duas eram observadas pelo Sr. Hargen. — Até mais, babaca! — Enquanto as duas iam em direção a moto, Ally tentou pedir desculpas a Kat, mas foi interrompida por esta. — Apenas, nunca mais toque a campainha.

***

Assim que Carrie e Amy terminaram de se arrumar para encontrarem Ally e Kat no colégio em que estas estudavam, Amy enrolou Josh enquanto Carrie foi escondida até o apartamento de Ally, que já havia saído e a tia de Ally estava trabalhando, Carrie sabia onde a tia de Ally escondia a chave para que Ally pegasse. Assim que entrou lá, Carrie pegou o traje invisível, o escondeu na mochila e em seguida, ela voltou para o apartamento de Amy, e as duas, juntas com Josh, foram até a escola de Kat e Ally e as encontraram lá.

— Vocês colocaram tudo o que precisam na mochila? — Kat questionou. — Lanche, água, essas coisas?

— Sim — Amy respondeu, ela havia colocado muito mais que apenas lanche e água.

— E seus documentos? — Kat checou.

— Sim, todos os documentos necessários — Carrie respondeu.

— Ok, vão até a mulher com uma prancheta nas mãos e preencham o formulário que ela entregar e tudo dará certo — Ally orientou e Josh, Amy e Carrie as obedeceram. — Acho que elas estão aprontando alguma.

— Eu também, por isso vou mantê-las por perto — Kat respondeu também desconfiada de Amy e Carrie.

— Ainda acho que foi uma péssima ideia trazê-las, ainda mais depois de toda aquela confusão com a Shadow — Ally respondeu.

— Eu também, mas quero ver onde isso vai dar — Kat respondeu e Ally achou aquilo bastante inconsequente.

Assim que terminarm de preencher os formulários, Amy, Carrie e Josh foram para perto de Ally e Kat esperarem a hora de entrarem no ônibus e assim que essa chegou, eles entraram no ônibus que foi até o grande salão onde a FGI estava acontecendo.

— Lembre-se, é muito tarde para voltar atrás — Carrie cochichou no ouvido de Amy.

— Eu sei — Amy respondeu. As duas entraram no evento juntos com os outros alunos e professores e ao chegarem na área onde a equipe da escola da Kat apresentariam seu projeto, as duas ajudaram os alunos a montarem os equipamentos para que não levantassem nenhuma suspeita. Enquanto isso, Ally apenas tirava fotos para o Jornal da Escola.

— Pai, está tudo bem? — Amy perguntou ao ver que Josh estava completamente admirado com o evento.

— Sim, é só que faz muito tempo que eu não venho a um lugar assim — Josh respondeu se lembrando dos velhos tempos.

— Você já veio a um evento assim? — Carrie questionou.

— Muitas vezes e há muito tempo atrás — Josh respondeu. Enquanto isso, Roger foi até a equipe do colégio de Kat para poder entrevista-los.

— Com licença, vocês se importariam de responder algumas perguntas? — Roger os abordou.

— Claro — Oliver respondeu. E então todos a equipe respondeu as perguntas de Roger e quando elas acabaram, Ally o abordou para conversar com ele.

— Olha, se for sobre aquele lance da Shadow e aquele plano maluco, eu já deixei bem claro o que eu penso sobre isso, só estou nessa por causa do meu dever com a verdade e com aquelas crianças — Roger deixou claro.

— Olha...

— Você sabe que isso é praticamente suicídio, não sabe? — Roger questionou.

— Acredite, eu sei disso melhor que todo mundo — Ally respondeu e Roger viu uma pessoa com a qual ele não se dava muito bem indo na direção dele.

— Puta merda — Roger disse ao ver aquilo.

— O quê? — Ally questionou confusa.

— Desculpe, essa não foi para você — Roger respondeu.

— Olá, Sr. Lester — Tony Stark disse para Roger.

— Olá, Sr. Stark — Roger respondeu.

— É bom vê-lo novamente — Tony disse sarcasticamente.

— E é bom que só para variar você não esteja expondo a minha identidade, ou ameaçando a minha família — Roger disparou.

— Primeiro, isso faz muito tempo, você nem tinha dezoito anos, e segundo, não fui eu, foi o Obadiah Stane, ele nem está mais vivo — Tony respondeu.

— Achei que eram a mesma coisa — Roger respondeu.

— Josh? — Tony perguntou surpreso ao ver Josh de longe, este ao se ouvir se aproximou.

— Oi Tony — Josh respondeu.

— Vocês se conhecem? — Ally e Roger perguntaram juntos.

— Como está a Josie? — Tony perguntou.

— Ela morreu — Josh respondeu.

— Que pena, a Josie era legal — Tony comentou. — Você voltou ao que fazia nos velhos tempos ou é professor de um desses adolescentes?

— Nenhum dos dois, estou acompanhando a minha filha — Josh explicou.

— Ela está participando da feira? — Tony perguntou. — Não ficaria surpreso se algumas coisas passassem de pai para filho.

— Não, ela veio ver o projeto de uma amiga dela — Josh respondeu. — O negócio da Amélia é mais com computação.

— Então, a Amélia é uma hacker? — Tony perguntou.

— Não, ela ainda é muito nova — Josh respondeu e Ally se segurou para não rir.

— E onde ela está? — Tony perguntou.

— Ela... — Josh percebeu que Amy e Carrie haviam desaparecido. — Está... Em.. Algum lugar... Com Carrie... Não acredito que elas me enganaram!

— Fico surpresa por você estar surpreso com isso — Kat comentou se aproximando.

— E você é? — Tony quis saber.

— Katherine.

— A conversa está boa, mas eu tenho mesmo que ir para preparar um discurso inspirador para que essas crianças não surtem, então com licença — Tony terminou. — Foi bom ver você de novo, Sr. lester. — Tony saiu e Josh não conseguia encontrar a Amy ou a Carrie.

— Para onde as duas foram? — Josh perguntou procurando por Amy e Carrie.

— Para onde quem foi? — Carrie perguntou aparecendo atrás de Josh junto com Amy.

— Onde vocês estavam? — Josh questionou.

— Estávamos ajudando a tirar as coisas das caixas — Amy explicou.

— Com licença, todos os participantes devem ir para uma sala especial atrás do palco, o resto, vão para a platéia do auditório porque logo as apresentações dos projetos devem começar — uma mulher avisou e enquanto Carrie, Amy e Josh foram para o auditório, Ally, Kat e o resto da equipe de ciências foram para a sala atrás do palco.

— Senhoras e senhores — um homem chamou a atenção das pessoas no auditório para o palco. — Todo ano, fazemos esta feira, não só pela competição, mas também para mostrar os talentos da próxima geração. Então, não importa qual projeto vença, todos estes jovens, de alguma maneira, mudarão o mundo, e este processo começa hoje. Há anos, várias corporações e universidades oferecem oportunidades para os jovens que vem neste feira, então, hoje, será um grande dia para todos aqui. E agora, com vocês, Tony Stark.

Assim que Tony entrou no palco, ele foi aplaudido por quase todos no auditório.

— Bem, como ele mesmo, disse, hoje será um grande dia, eu deveria fazer um discurso longo e inspirador, mas assim como vocês, estou com pressa e quero ver logo a apresentação dos projetos, mas para os jovens aqui, eu quero dizer uma coisa. Quando eu tinha a idade de vocês, eu já estava no MIT, vocês não são eu e provavelmente não estão no MIT, no entanto estão aqui, porque provavelmente tem um projeto que foi considerado especial, e provavelmente, vocês devem ser especiais, apenas estar aqui, já é uma grande coisa. Quando vocês saírem daqui, não importará quem ficou em primeiro lugar ou em último, vocês receberão grandes propostas, algumas provavelmente das Indústrias Stark. E alguns de vocês, poderão sair daqui como grandes nomes da ciência. Então, aproveitem, porque hoje é um grande dia.

Em seguida a apresentação dos projetos começou. Foram várias apresentações de escolas e universidades de várias partes do mundo. Os jovens mostravam vídeos explicando seus respectivos projetos, e em seguida eles mostravam o protótipo no palco, o mostravam em funcionamento, explicavam algo a mais e para terminar, respondiam algumas perguntas dos jurados.

Quando a apresentação do penúltimo projeto estava quase acabando, Amy e Carrie foram até o banheiro escondidas, e Amy começou a colocar o traje e quando terminou ela e Carrie terminaram de discutir o plano.

— Assim que eu der o sinal você sabe o que fazer — Carrie orientou Amy.

— Ok — Amy respondeu e apertou o botão que tinha na luva e ficou invisível.

Enquanto isso, Kat e a equipe de ciências se preparavam para entrar no palco e apresentar o projeto deles. E Kat estava bastante nervosa.

— Daqui a pouco é a nossa equipe — Oliver disse.

— Eu tô muito nervosa — Kat não conseguia se conter. — E se eles não gostarem do PULF? E se eu não conseguir falar direito?

— Mas você já não fez algo parecido? — Ally questionou.

— Sim, mas isso faz muito tempo, eu era uma pessoa diferente — Kat respondeu.

— Eu já te vi lidando com coisa pior, tenho certeza que você vai se sair bem — Ally tentou inspirar confiança a Kat.

— Você acha mesmo? — Kat questionou.

— Eu tenho certeza — Ally respondeu.

— Vocês são os próximos e tem dez minutos para organizar no palco tudo o que tem que ser organizado — uma mulher avisou. — Vocês já entregaram o vídeo de vocês?

— Sim — Emma respondeu.

— Eu tô indo — Ally avisou a Kat. — Boa Sorte. — Em seguida Ally foi para a platéia do auditório para assistir junto com os outros.

— Pessoal, lembrem-se de não falarem da função secreta acidental do PULF — Kat avisou à equipe.

— Ainda acho que essa função poderia ser a nossa grande chance de vencermos a FGI — Oliver disse.

— E eles provavelmente deturpariam o PULF então é melhor que isso fique em segredo — Kat respondeu e depois de dez minutos, uma mulher foi ao palco para anunciar qual seria a próxima equipe.

— Senhoras e senhores, o próximo projeto se chama PULF e foi desenvolvido pelos alunos do 11º e do 12º ano do Clements High School daqui de Seattle. Assim que a mulher terminou de anunciar, algumas das luzes do palco se apagaram e o vídeo da equipe de Kat começou a ser mostrado.

Olá, este vídeo serve para apresentar o nosso projeto — Kat falou no vídeo.Mas antes de apresentarmos o nosso projeto, precisamos nos apresentar. Eu sou Katherine Hargen.

— Eu sou Oliver Brown.

— Eu sou Andrew Pevensie.

— Christopher Johnson.

— Daniel Wilson.

— Emma Smith.

— Jacob Smith.

— E eu sou Olivia Brown.

— E nós somos o clube de ciências da Clements High School. — Kat completou.

— O nosso projeto é uma interface que conecta a mente do usuário a alguma coisa que use o mesmo sistema — Oliver explicou.

— Nós o chamamos de PULF, que é uma sigla aleatória e sem nenhum significado — Emma explicou.

Nós não somos os primeiros a desenvolver algo assim, já que existe vários protótipos do tipo pelo mundo — Andrew explicou.

— Porém descobrimos uma maneira de diminuir o tempo de resposta entre o cérebro do usuário e o que tem o sistema instalado para praticamente imediato — Christopher explicou.

O que trás uma infinidade de possibilidades — Daniel explicou.

Com isso poderíamos fazer próteses mecânicas de pernas e braços que pareceriam mesmo pernas reais, isso poderia ajudar vitimas de acidentes, soldados que perderam algum membro em batalha — Emma explicou.

Mas essas não são as únicas possibilidades — Jacob disse.

Com isso, poderíamos dirigir carros apenas pensando — Kat propôs. — Ou como um dos protótipos que fizemos, o Big Bang — no vídeo, Kat pegou um pequeno carrinho que tinha um suporte que podia carregar alguns objetos. — Nós chamamos esse carrinho de Big Bang, porque somos ótimos com nomes. Mas enfim, usamos o Big Bang para transportarmos pequenos objetos pelo laboratório, mas isso não é o mais impressionante — Kat disse.

Pra movê-lo pelo laboratório precisaríamos de algum tipo de controle — Oliver disse. — E esse tipo de coisa é muito fácil de perder.

— Então usamos o PULF para conseguirmos mover o Big Bang pelo laboratório — Emma disse. — Acabo de notar que o que eu disse ficou um pouco estranho.

— Enfim, o Big Bang não foi o único protótipo que construímos e mostraremos todo o resto no palco — Kat disse e o vídeo acabou, então as luzes foram ligadas e a equipe do colégio de Kat foi até o palco

— Basicamente, para fazermos o PULF funcionar, primeiro, temos que colocar essa coisa que parece uma tiara e um capacete na cabeça — Kat colocou o dispositivo na cabeça de Emma. — E agora, é só a nossa colega Emma pensar em movê-lo. — Emma levantou o braço para indicar para a platéia para onde queria que o carrinho BIG BANG fosse e em seguida, ele começou a andar sozinho para a direção apontada por Emma.

— E agora, vamos mostrar como ele funciona em um outro protótipo — Oliver mostrou uma perna robótica de metal construída pelo grupo. — Emma, você sabe o que fazer. — De repente, Emma conseguiu fazer a perna de metal se mexar, mas, involuntariamente, acabou mexendo a dela junto.

— Claro, essas não são as únicas possibilidades, mas são interessantes — Andrew disse e Emma tirou o dispositivo da cabeça.

— Acho que agora é a hora das perguntas — Kat disse.

— Com este projeto, alguém que nunca andou, poderia finalmente andar pela primeira vez na vida? — Um dos jurados perguntou.

— Depois de um período de adaptação, é claro que sim — Kat respondeu. — Afinal, esse é um dos objetivos do PULF.

— Poderia haver algum dano colateral? — Outro jurado questionou.

— Só se houvesse alguma adulteração — Kat respondeu.

— Pode explicar isso melhor? — Um dos jurados pediu.

— Bem, é meio óbvio, mas pelo PULF ser relacionado com a mente humana, se fosse adulterado por alguém com más intenções, para machucar outra pessoa, isso seria um efeito colateral, e dos bem ruins — Kat respondeu.

— Mas o sistema do PULF foi feito para ser a prova de adulterações, então dificilmente isso aconteceria — Olivia completou.

— Então haveria uma possibilidade disso acontecer? — Outro jurado questionou.

— Bem, nunca dizemos nunca na ciência — Oliver respondeu. — Exceto à teoria da terra plana e coisas do tipo.

— Quais poderiam ser os tais efeitos colaterais de uma adulteração? — Um jurado questionou.

— Bem, no caso de um PULF ligado a uma perna protética de alguém, ele estaria ligado a parte do cérebro que controla os seus movimentos, e já dá para fazer um grande estrago — Andrew respondeu.

— Mas, com melhorias constantes e updates, isso seria quase impossível de acontecer — Kat completou.

— Há mais alguma função do PULF que vocês não tenham falado? — Um jurado questionou.

— Na verdade, há — Oliver respondeu e recebeu um olhar repreensivo de Kat. — É mais uma função secreta, que foi removida, mas com alguns ajustes, poderíamos reativa-la.

— O que seria essa função? — Outro jurado questionou.

— Durante um dos testes, houve um erro no computador e ao invés de controlarmos o Big Bang, nós sobrecarregamos o servidor da escola e o derrubamos por algumas horas — Oliver explicou e Kat se segurou para não bater nele. — Depois que olhamos para vermos o que aconteceu, percebemos que enquanto tentavamos controlar o Big Bang, sem querer entramos nos computadores da escola, que não aguentaram e fizeram o servidor cair.

— Então, esse PULF é capaz de invadir sistemas? — O jurado questionou.

— Não mais, porque essa função foi removida, e mesmo se não tivesse sido removida, seriam necessários muitos ajustes para que uma pessoa conseguisse invadir um sistema de maneira consciente e sem deixar rastros — Kat respondeu.

— Mas, com alguns ajustes, poderíamos fazer com que pessoas comuns acessassem a internet apenas pensando — Oliver contrariou Kat.

— Ou poderíamos construir uma grande arma de espionagem — Kat rebateu.

— Pode explicar isso melhor? — Tony Stark pediu.

— Bom, Sr. Stark, o senhor, melhor que todos aqui, conhece bem de perto coisas como a espionagem industrial, invasão de privacidade, cybercensura, essa função do PULF poderia facilitar esse tipo de coisa — Kat explicou.

— Não acha que essa é uma visão um tanto pessimista? — Um dos jurados questionou.

— Eu não sei, talvez devessem perguntar ao Sr. Stark já que entre vocês, ele é o único que entende como é ter suas tecnologias praticamente roubadas e usadas para ferir aqueles que ela deveria proteger — Kat saiu do palco e foi seguida por Oliver enquanto os outros membros da equipe tiravam os equipamentos do palco.

— Kat, espera! — Oliver gritou. — Dá para parar de dar uma de idealista?

— Dar uma de idealista? Você tá de brincadeira, né? — Kat não conseguia acreditar no que tinha ouvido.

— Graças a mim, o nosso projeto tem mais chances de vencer agora — Oliver respondeu.

— E todo aquele lance de estarmos fazendo isso por amor a ciência? — Kat questionou.

— Idealismo não leva ninguém a Havard — Oliver respondeu. — Como acha que o Stark chegou aonde ele chegou?

— E precisamos seguir o mesmo caminho? — Kat questionou.

— Diferente, de você, eu não nasci em uma família rica, essa feira realmente importa para mim — Oliver respondeu.

— Você não sabe nada sobre mim — Kat respondeu. — Essa feira é tão importante para mim, quanto é para você, é provavelmente o momento mais importante da minha vida, só o fato de estarmos aqui já nos faria ganhar uma bolsa de estudos, mas não, o grande Oliver não se contenta com isso, o grande ego dele precisa ter certeza que ele é o melhor!

— Então eu sou o egocêntrico agora? — Oliver questionou.

— Os dois, já chega! — Emma os interrompeu. — O que passou, passou, então se puderem fazer o favor de voltarem para aquele palco, para vermos os resultado, juntamente da equipe na qual conta com vocês, eu agradeceria bastante.

Após pensarem um pouco, Kat e Oliver voltaram para o palco junto da equipe deles, enquanto as outras equipe também voltavam para o palco para esperarem os resultados.Assim que todas as equipes estavam no palco, um telão mostrou os resultados e omitiu os três primeiros colocados e a equipe de Kat não aparecia nas outras colocações o que significava que eles estavam entre os três primeiros.

— Estamos no top 3 — Andrew comemorou.

— Não precisam agradecer — Oliver ironizou.

— Convencido — Kat resmungou ainda brava com Oliver.

— E agora, os três primeiros colocados — o telão anunciou e os nomes foram mostrados.

1º | PROJETO | Tokyo Institute of Tecnology | JAPÃO

2º |PROJETO PULF | Clements High School | ESTADOS UNIDOS

3º | IIDA | Universidade Federal do Ceará | BRASIL

— Estamos em segundo! — Todos da equipe comemoraram, mesmo Kat estando brava com Oliver, ela estava feliz com o resultado. Após isso, eles saíram do palco, andaram separados pela feira, e cada um, individualmente, recebeu algum tipo de proposta de bolsa de estudos ou trabalho.

— Conseguiu o que queria? — Ally perguntou para Kat.

— Mais ou menos, estou feliz por termos ficado em segundo lugar, mas tenho um pouco de medo das consequências do que o Oliver fez — Kat respondeu. — Acho que é melhor eu não desenvolver mais nada relacionado ao PULF.

— Bom, você é bem inteligente, provavelmente alguma universidade vai querer você, independente do PULF, mas ainda não entendo, você criou um traje invisível, mas ficou com medo de que descobrissem a função secreta do PULF — Ally disse.

— A diferença, é que o traje invisível nunca foi criado para ser mostrado em feiras ou desenvolvido para alguma empresa ou exercito, ele sempre teve apenas o propósito de atender as necessidades da equipe, eu jamais deixaria algo como a SHIELD ou o exército colocar as mãos nele — Kat explicou.

— Você pelo menos decidiu para qual universidade vai? — Ally perguntou.

— Estou em dúvida entre Havard e MIT — Kat respondeu.

— Eles te chamaram? — Ally perguntou impressionada.

— Sim — Kat respondeu.

— Fico feliz por você — Ally respondeu. — Eu tenho que ver as fotos e pensar no que eu escrevo para o jornal da escola então...

— Ok, depois nos falamos mais — Kat respondeu e Ally se afastou para achar um lugar onde pudesse escrever um rascunho da noticia que publicaria no jornal da escola.

— Sorria! — Shadow surpreendeu Kat e tirou uma selfie surpresa com ela.

— O que você está fazendo aqui? — Kat questionou surpresa e um pouco assustada.

— Vim ver a feira — Shadow explicou. — A propósito, amei a apresentação da sua equipe!

— O que você quer? — Kat questionou.

— Nada, só vim avisar que a Carrie e a Amy acabaram de se meter em uma encrenca muito feia — Shadow avisou.

— O quê? — Kat estava espantada.

Notas finais
Referências e outras coisas: #1: Finalmente chegou o grande dia da FGI #2: Antes de adotar a Amy, o Josh era físico-mecânico e trabalhava para o Tony Stark #3: Obadiah Stane meio que era um mentor para Tony Stark, ele também foi o vilão do primeiro filme. #4: Roger ainda adolescente expôs alguns problemas das Indústrias Stark (com a ajuda da Samantha), foi descoberto e teve a identidade exposta por Obadiah Stane, mas por causa da repercussão do caso, eles acharam melhor não prenderem o garoto ou algo do tipo porque isso poderia gerar uma repercussão negativa, porém, por ter tido a identidade exposta, o Roger nunca mais teve paz. #5: Josie, a mãe adotiva da Amy, que morreu, ela também era uma agente da SHIELD #6: MIT: Instituto de Tecnologia de Massachusetts #7: Big Bang é uma torre que fica em londres e também é o nome dado a grande explosão do universo e que continua acontecendo já que o universo continua se expandindo (não sei se isso está certo, então se estiver errado, fiquem a vontade de me corrigir) #8: Como vocês devem saber, o Tony é perito em ter suas tecnologias roubadas e usadas contra inocentes (e contra ele mesmo) #9: Havard é uma universidade que fica nos Estados Unidos. E nos vemos na parte 2!