Courage

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Brace yourself ... drama is coming! haha

Finn

A consagração do meu trabalho em Amor, Sublime Amor se deu no dia 8 de junho do ano seguinte, quando ganhei um Tony para ator revelação. Meus pais aplaudiram da plateia quando subi no palco para receber o prêmio, assim como D. Clotilde, senhora Walters e senhor Tony. Rachel também estava lá, usando um longo vestido perolado, também me aplaudindo. E ela estava tão linda.

Em meu discurso de agradecimento ao prêmio, falei dos meus pais e do meu irmão Kurt, que havia partido muito cedo, mas que sempre me apoiara em minha decisão de ser ator. Também falei de D. Clotilde, agradecendo-a por deixar sempre uma parte do jantar para mim guardada no forno todas as noites. Em seguida, demonstrei gratidão à senhora Walters e ao senhor Tony, por serem os avós que eu nunca tive a sorte de ter. E por fim, agradeci a minha menina.

Eu disse, olhando-a no fundo dos olhos: — O melhor momento da minha vida foi o dia em que você apareceu para mim. Eu a amo com todo o meu coração.

Rachel começou a chorar e foi amparada pela a minha mãe, que estava sentada ao seu lado. Um sorriso enorme cobria o seu rosto.

Por fim, nem acabamos indo para a festa depois da premiação, o que deixou o meu empresário maluco. D. Clotilde deixara preparado mais cedo um banquete e todos comemos ao redor da mesa da pensão. Depois do jantar, eu e Rachel dançamos na sala ao som dos The Beatles e de Elvis. Eu havia melhorado bastante na arte de dançar, devido à cobrança do meu trabalho, mas Rachel continuava a rir de mim mesmo assim.

Depois das festividades, Rachel sugeriu que dormíssemos na sala da pensão, como naquela noite de Ação de Graças há alguns anos. Deitamos no tapete e eu a puxei para perto de mim. Ela estava calada e olhava para o teto enquanto eu fazia carinho em seu cabelo. Vi que alguma coisa a incomodava.

–O que tanto pensa, Rachel?

–Estava pensando se ainda faremos isso daqui a alguns anos. Ter um jantar animado, dançar ao redor da sala. Dormir juntos. – ela olhou para mim tristemente. –Você virou um ator famoso agora. Você vai... voar. Entende o que estou dizendo? Alguma hora você vai ter que ir embora daqui.

–É verdade. Mas para onde eu for eu a levarei junto comigo. – beijei-a na testa, enquanto ela lutava para não chorar.

–Às vezes eu não entendo... – ela desistiu de falar e continuou a olhar para o teto.

Olhei para ela e sentei.

–Não entende o que?

–Deixa para lá.

–Fale. – eu a encorajei gentilmente.

–Não entendo por que estamos juntos.

–Como assim, Rachel?

–Por que um rapaz como você queria ficar com alguém como eu?

–Ainda não estou entendendo.

–Você é um garoto estudado, tem uma carreira em ascensão. É bonito, talentoso. – ela disse, com os lábios trêmulos. – Eu não sou boa o suficiente para você. E nunca vou ser.

–Sua boboca. – deitei-me ao lado dela, beijando-a nos cabelos. – Você é inteligente, tem um bom coração. Sabe escrever como ninguém. E também é muito, muito bonita. Você sempre foi muito mais do que eu mereço.

Rachel suspirou triste e virou as costas. Ela cruzou os braços como sempre fazia quando tentava não chorar. Toquei em sua cintura e virei-a gentilmente para mim. Em seguida, abracei o seu corpo e beijei os seus lábios.

–Desculpe, Finn. Não sei por que dei esse ataque.

–Tudo bem.

Ela ficou calada e fechou os olhos, afirmando estar cansada. Antes de dormir, ela me disse:

–Eu te amo, Finn. Você é tudo que tenho.