Courage
9 Capítulo 10
Notas iniciais
:)
Finn
Rachel arrumou as malas naquele mesma noite. Disse que se demorasse mais um dia, talvez desistisse de ir para a Califórnia comigo. Sua despedida de nossa família na pensão de D. Clotilde rasgou o seu coração. Ela prometeu que levaria o nosso bebê para conhecê-los e que sempre passaria os feriados com eles, exatamente como havia sido nos últimos anos.Eu estava preocupado com ela. Nunca havia visto Rachel tão fragilizada e naquela época, justifiquei seu estado como um enjoo da gravidez. Não queria acreditar que a razão de sua tristeza era porque que eu a estava separando da única família que a amou de verdade desde que sua mãe partiu. Quando chegamos à nossa casa na Califórnia, onde eu havia passado sozinho nos últimos meses, Rachel nem se preocupou em trocar de roupa e foi direto para cama dormir. Acordou apenas às duas da manhã, quando correu para vomitar no banheiro. Perguntei se precisava de um médico, mas ela disse que estava bem.–Vamos voltar para a cama. – eu falei ajudando Rachel a se levantar. Ela deitou comigo na cama e deixou que eu moldasse o meu corpo ao dela. – Você está arrependida, Rachel?–Não. Estar com você não me deixa arrependida.Fiz com que ela se virasse para mim.–Mas você não está bem. Ela ficou calada por um tempo até me responder:–Só vou sentir falta do pessoal da pensão. Principalmente de senhora Walters. Ela é como se fosse a avó que eu nunca tive.–Entendo.–Quero que ela seja a madrinha do nosso bebê. O que acha?–Acho maravilhoso, Rachel. – eu sorri, tocando levemente em sua barriga. Rachel também sorriu, colocando a mão sobre a minha. – Você quer que seja menino ou menina?–Quero que venha com saúde. – ela respondeu, sorrindo tristemente para mim. – É só isso que desejo. Seja qual for o sexo, vou amá-lo incondicionalmente. –Eu também, Rachel. – meus olhos se encheram de lágrimas. – Eu também.__________________________________________Quando a gravidez de Rachel chegou a um estágio avançado, mamãe e papai foram à Califórnia para prestarem ajuda. Rachel estava muito mal, sofrendo com os enjoos constantes e o inchaço nos pés. Às vezes ela nem conseguia sair da cama de tão fraca. Mamãe a fazia tomar diversas vitaminas e até fazia massagem quando suas costas ou seus pés doíam. Eu trabalhava o dia todo, mas tentava chegar em casa o mais cedo possível para ver Rachel. Eu temia bastante pela a saúde dela e do bebê, mas me tranquilizava quando mamãe dizia que também passava muito mal quando estava gravida de mim. E então, durante o inverno daquele ano, Rachel entrou em trabalho de parto. Era uma terça-feira à noite e estávamos todos ao redor da mesa do jantar quando sua bolsa estourou. –V-vai nascer. – Rachel disse, começando a chorar. Mamãe pegou a bolsa do hospital, enquanto eu e papai carregamos Rachel até o carro. As contrações viam rápidas e fortes e ela suava tanto que achei que fosse desmaiar. Estava também muito pálida e seus gritos eram tão altos que até meu pai se assustou. Chegamos ao hospital com ela consciente e os médicos logo a levaram para o centro obstétrico. Eu segurava sua mão o tempo todo, acalmando-a e dizendo que tudo ficaria bem. Devido ao estado de Rachel, os médicos optaram pelo parto cesáreo. Não ousei sair do seu lado durante todo o processo e chorei quando vi o bebê nas mãos da obstetra. –É uma menina, Rachel, é uma menina! E perfeita. Dez dedos nas mãos, dez dedos nos pés... – eu disse, sorrindo de orelha a orelha, enquanto as enfermeiras cortavam o cordão umbilical do neném e o enrolavam em um cobertor. Rachel esticou os braços para que lhe entregassem a filha e chorou de alegria quando a enfermeira colocou nossa menininha sobre o seu peito. Beijei-as delicadamente e então fiquei olhando para as duas, com o coração cheio de amor.Rachel olhou para o bebê e depois para mim. Com os olhos cheios de lágrimas, ela perguntou:–Como posso amar tanto alguém que acabei de conhecer? __________________________________________–Precisamos dar um nome a ela. – eu disse, sentado ao lado do leito de Rachel no quarto de recuperação. Rachel amamentava a filha, enquanto o papai e a mamãe nos observavam com os olhos cheios d’água. –Sempre gostei de Helena. – disse minha mãe, aproximando-se da nora e da neta.Olhei para Rachel, gostando do nome, e vi que ela sorria.–É um lindo nome. – Rachel disse, acariciando o cabelinho escuro da filha. – Helena Hudson-Berry. É bem forte. Espero que, quando crescer, faça jus ao nome.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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