Counting Stars
12 Superman
Notas iniciais
O treinador estava ofegante, vermelho e suando tanto que poças escuras se formavam embaixo de seus braços.
Ele segurava seu inseparável taco de beisebol de forma selvagem e violenta, havia começado a batê-lo no chão liso das bordas da piscina.
— Você só pode ta brincando comigo Jackson — Hedge agora estava vermelho como um pimentão, e Percy tinha medo que sua cabeça explodisse que nem nos desenhos animados.
— Eu prometo manter total foco nas estaduais, e até chegarmos nas nacionais... — Percy falava ofegante, sentado a beira da enorme piscina vazia, mas foi interrompido.
— Como pode ter total foco, se vai ficar por aí dando uma de Elvis?! — Hedge gritava, o que na verdade era seu tom normal — Jackson, você é o nosso único nadador, você entende que se perdermos a vaga, eles vão fechar o time, certo?!
Percy encolheu os ombros perante as palavras do treinador, começava a sentir um frio tocar sua pele nua e ainda molhada da piscina, enquanto tentava concentrar-se na água quente e cristalina aonde suas pernas ainda estavam submersas.
— Sim, eu sei — Coçou a nuca — Mas eu ainda não perdi uma competição sequer, eles não podem simplesmente...
— Sim, eles podem! — Hedge interrompeu com um grito no pé do ouvido do moreno — Eles podem e eles vão, se não conseguirmos essa vaga — O treinador deu um longo suspiro exausto e soltou o taco de beisebol, sentando-se ao lado de Percy — Olha garoto, você é um atleta incrível, a universidade não nega suas vitórias e a sua importância, o problema é que como você é o nosso único nadador, a derrota em qualquer competição significa o fim desse “time” — Enfatizou — Não é viável financeiramente para a instituição manter um esporte que não da nenhum tipo de retorno.
Hedge suspirou novamente, passando a mão pelos poucos fios de cabelo que ainda lhe restavam. E Percy suspirou em seguida.
— Por que será que ninguém quer entrar para o time? — O garoto falava, enquanto brincava com a água que cobria seus pés, sem levantar os olhos para o home ao seu lado.
Hedge não o olhou.
— Sinceramente? — O mais velho jogou o corpo para trás, apoiando-se nos braços — Talvez as pessoas tenham medo — Percy finalmente o olhou — Sabe, nós tínhamos um grupo consideravelmente bom de nadadores, você devia ter visto — Ele riu, sofrido e com os olhos apagados — Participávamos de todas as competições pelo país, éramos respeitados — O treinador olhava sonhador para a água que ondulava levemente na piscina — Mas um pouco antes de você entrar, na universidade digo, nosso time participou de uma nacional, havíamos no preparado o ano inteiro para aquele dia, já tínhamos conseguido ganhar as duas primeiras provas, e precisávamos de apenas mais uma para desempatar e conseguir o primeiro lugar — Hedge sorria, mas logo sua expressão mudou para algo ilegível — Mas algo aconteceu, no último revezamento, o nadador da nossa maior concorrente simplesmente submergiu junto com um dos nossos, eles ficaram debaixo da água por muito tempo, e quando voltaram, apenas um deles estava consciente, o nosso nadador — Hedge suspirou novamente, projetando o corpo para frente novamente, apoiando o rosto nas palmas das mãos — Bem, não é difícil imaginar o que aconteceu depois.
— Fomos culpados?
O homem soltou uma risada seca.
— Mais do que isso, além de entrar numa batalha judicial, fomos banidos por todo o ano seguinte, e só recentemente conseguimos voltar — As mãos rechonchudas começaram a fazer pequenos círculos na água — Isso sujou nossa reputação, e todo mundo que demonstra qualquer interesse em entrar para o time, acaba descobrindo sobre esse dia.
— Mas eu não.
— É — O treinador disse, sorrindo de lado — Você não, e eu nunca entendi o por que — O homem agora sacudia a mão, jogando um pouco de água para os lados, tentando secá-la — Imagino que o motivo seja que você não sabia da história.
Percy encolheu os ombros novamente buscando diminuir, puxando as pernas e as dobrando na beirada.
— É eu não sabia.
Hedge se levantou, alongando-se rapidamente, fazendo com que um estalo vindo de suas costas soasse pelo lugar, enquanto mantinha-se de frente, olhando para a água.
— Bem — Cruzou os braços — Foi bom tê-lo no time, acho que perdemos nosso único atleta, não? — Hedge riu.
As mãos de Percy se juntaram como em uma prece repousando em suas pernas molhadas, seu corpo havia parado de tremer e ele finalmente começava se levantar, chamando a atenção do homem para ele.
— Bem... — Ele começou — Não necessariamente.
— Deixa eu ver se eu entendi — Leo falava, enquanto deitava-se sob os bancos que havia juntado da sala de gravação de Apolo — Nossa Universidade tem uma história sombria na natação?
Percy assentiu, afinando um violão ao lado do amigo, sentado na cadeira de frente para o painel de mixagem.
— E você acabou de descobrir e tá de boa com isso?
Percy levantou os ombros, sorrindo normalmente com os olhos ainda presos no braço do instrumento.
— Cara, por que você faz isso com você mesmo ein? — O Valdez suspirou, balançando a cabeça em reprovação.
O Jackson arqueou uma sobrancelha, levantando o olhar.
— O que?
Leo sentou-se em um pulo, escorando-se relaxadamente na parede para encarar o moreno.
— Não me venha com essa — Apontava acusativo, com os olhos semi-cerrados — Você sabe o que fez.
— Hum... — Percy olhava confuso — Eu sei?
— Claro que sim, é a mesma coisa de quando você entrou pro time.
— Amar nadar?
— A outra coisa.
Percy repousou o violão no colo.
— Teve outra coisa?
Leo revirou os olhos, cansado.
— O seu complexo de herói.
— Eu não tenho complexo de herói — Percy se defendeu.
— É claro que tem, esse foi um dos motivos pra entrar nesse time falido pra início de conversa — Leo cruzou os braços, demonstrando uma feição de vitória — Você queria salvar o time, e ajudar o treinador.
— Não mesmo.
— Sim mesmo.
Percy afundou na cadeira acolchoada e confortável, carregando uma careta.
— Eu gosto de nadar, foi por isso cara, e eles precisavam de um nadador, só uni o útil ao agradável.
— Uniu seu nariz — Leo debochou — Você faz esse tipo de coisa desde que eu te conheço, e olha que eu te conheço a bastante tempo, precisa que eu refresque sua memória?
Percy riu.
— Até parece que você vai lembrar.
E dessa vez foi a vez do pequeno garoto de cabelos encaracolados sorrir.
— 5º série, você vendeu todos os biscoitos de escoteiro do Nico só por que ficou com pena dele, e ele foi premiado com uma bicicleta.
— Ele precisava da bicicleta — Defendeu-se.
— Ele nunca aprendeu a andar Percy, ele odiava aquela bicicleta — Leo suspirou — Mas continuando, 7º série, você dividia seu lanche todos os dias com a Nancy.
— Ela não levava, não podia deixar com fome.
— Percy — Massageou os olhos — Ela te batia.
— Mas..
— 8 série — Leo interrompeu, ignorando os protestos do moreno — Você entrou para o time de futebol da escola só para tentar chamar a atenção das pessoas por que via o treinador choramingando pelo cantos por não ter ninguém para ver os jogos, e você odiava aquilo — Percy encolheu os ombros — Durante todo o ensino médio você foi representante de turma e servia de saco de pancadas dos alunos — Suspirou alto — Isso por que nem contei de toda sua infância fazendo tudo que seus tios te pedem.
— Tá, já entendi — Percy grunhiu — Eu tenho um problema, mas eu mudei desde que entramos na universidade.
O Valdez deu de ombros.
— Mudou mesmo, mas eu aposto minha caixa de ferramentas que você só entrou e vai continuar no time de natação, por ter como um de seus objetivos, limpar a barra da instituição — Sorriu por fim, se divertindo com as caretas do amigo.
Percy abriu e fechou a boca pelo menos umas 2 vezes, quando finalmente desistiu de dizer algo, e levantando-se abruptamente carregando o violão, entrou na sala de gravação.
— Vou ensaiar — Disse apressado.
— Opa — Leo pulou na cadeira de escritório onde Percy anteriormente estava sentado, e se debruçou na mesa de mixagem, abrindo o microfone assim que o garoto entrou na sala — Eu tenho a música perfeita pronta, e pode soltar o violão ai, vamos fazer um acústico aqui.
Percy olhou o amigo confuso, e relutante soltou o instrumento em um dos suportes vagos na sala.
— E cadê a letra? — Perguntou, enquanto se acomodava em um banco em frente ao microfone e pendi os fones no pescoço.
O latino sorriu, daquela forma que fazia ele parecer um elfo, e Percy soube que o garoto estava aprontando.
— Não precisa de letra, confia em mim, você conhece — Falou por fim, fazendo um joinha e apertando em um dos botões da enorme mesa.
E quando a música começou a tocar, o Jackson revirou os olhos.
— Sério?
Leo apenas fazia sinais positivos do lado de fora, e gesticulava para que ele começasse a cantar. Percy suspirou e começou.
She’s watching the taxi driver, he pulls away
She’s been locked up inside her apartment a hundred days
(Ela está observando o taxista, ele se afasta
Ela esteve trancada em seu apartamento por cem dias)
Percy respirou, fechando os olhos.
She says, “yeah, he’s still coming, just a little bit late
(Ela diz: "sim, ele ainda está vindo, apenas um pouco atrasado)
He got stuck at the laundromat washing his cape”
She’s just watching the clouds roll by and they spell her name like louis lane
And she smiles, oh, the way she smiles
(Ele ficou preso na lavanderia lavando sua capa"
Ela está apenas observando as nuvens passarem e elas soletram seu nome, como Louis Lane
E ela sorri, oh, o jeito que ela sorri)
O moreno cantava concentrado, abria os olhos uma vez ou outra, intensificava o tom em vários momentos, mas como sempre acontecia quando ele estava cantando, as coisas ao seu redor pareciam estar em segundo plano. Segurava o fone forte contra seus ouvidos e seu peito subia e descia com a música.
Então cantou novamente o refrão.
Waiting for superman to pick her up
In his arms, in his arms
She’s waiting for Superman
(Esperando pelo Superman para pegá-la
Em seus braços, nos seus braços
Esperando pelo Superman)
A batida diminuiu, e a voz de Percy diminuiu junto, mas mantendo um tom grave que fazia com que seu pescoço tremesse, terminando a música.
To lift her up and take her anywhere
Show her love and climbing through the air
Save her now before it’s too late tonight
(Para erguê-la e levá-la a qualquer lugar
Demonstre seu amor subindo pelos ares
Salve-a agora, antes que seja tarde demais nesta noite)
She’s waiting for Superman
(Ela está esperando por um Super Homem)
A música cessou, o fone deslizou pelo pescoço de Percy, e os aplausos e a voz entusiasmada de Leo tomaram conta do recinto. Percy sorriu.
— Foi incrível cara — Leo pulava do outro lado — Sabia que ia curtir a música, agora vem aqui fora que tem alguém impressionada.
Percy olhou pro amigo, e antes de perguntar qualquer coisa, ele a viu e sorriu bobo, se dirigindo a porta.
E com aquele sorriso sem definição, sendo uma mistura entre diversos sentimentos, e que ele havia notado dar apenas com ela. Falou.
— Você não consegue nunca ficar longe de mim, não é?
A garota sorriu, colocando cachos soltos e rebeldes que caiam por seu ombro, atrás da orelha.
— O que posso dizer — Annabeth sorriu — Essa matéria nos uniu.
Então alguém suspirou, e os dois pares de olhos se voltaram para um Valdez encolhido na cadeira, descansando o rosto nas palmas das mãos, enquanto olhavam para os dois.
— Adoro como vocês flertam descaradamente.
Percy sentiu seu rosto queimar e as palavras engasgarem em sua garganta.
— O que, não, não tem ninguém flertando — Percy cruzou os braços, nervoso.
— É, até parece — Annabeth disse, controlando a voz, mas não menos envergonhada.
Leo riu da cena.
— Claro, claro — Suas orelhas pontudas estavam evidentes sob os cachos, enquanto ele olhava provocativo, até que tamborilou na cadeira, se levantando — Bem, eu até gostaria de ficar mais um pouco aqui, vendo que quer que seja isso — Disse apontando para os dois, recebendo um olhar assassino de Percy — Mas eu realmente tenho que ir pra aula — Pegou uma bolsa jogada no chão ao lado, prendendo a alça no ombro — Então, Percy se puder, entrega a chave pro professor Apolo quando terminar? — Chegou perto do Jackson, forçando uma chave na mão do garoto, que até tentou negar, mas Leo foi mais rápido — Valeu cara, você é o melhor! — Soltou a chave apressado, correndo para a porta.
E agora só sobravam um Percy confusamente irritado com o Valdez e uma Annabeth rindo da careta do garoto.
— Ele tem pleno controle sobre você — Ela soltou rindo, sentando-se no banco mais próximo.
— O que? Claro que não — Percy deu ombros, enquanto ria nervoso, sentando-se desastrosamente na enorme cadeira de escritório de Apolo.
Annabeth riu do moreno, ele percebeu.
— Ei — Um sorriso infantil brotou — Não ria de mim.
A loira apenas assentiu com a cabeça, mordendo o lábio inferior para conter o riso, uma simples ação que fez Percy engolir em seco.
— Mas ei — Começou tentando mudar sua própria atenção sob a garota — Como me encontrou? Não devia estar em aula?
A Chase sorriu.
— Não estou em horário de aula, e sei que pode ser uma surpresa, mas cheguei aqui totalmente despropositadamente, desculpe se machuquei seu ego.
Percy pôs a mão no peito.
— Ouch — Sorriu — Mas eu me recupero — Ele sorria divertido — Mas então — Ele começou novamente, coçando a nuca, parecendo novamente envergonhado, ou pelo menos esperançoso — Você gostou? Digo, da música?
Annabeth arqueou uma sobrancelha.
— Na verdade — Ela parou, olhando para a expressão ansiosa de Percy, rindo — Sim, você é muito bom, não entendo por que você parece tão infeliz com a ideia de ser de uma banda — Ela começou, o que surpreendeu Percy.
O moreno desviou o olhar, tomando uma expressão que Annabeth percebeu ser um misto de vergonha e tristeza. Ele passava os dedos pelos cabelos desgrenhados, conseguindo desarrumá-los ainda mais, enquanto afundava confortavelmente na cadeira. Seus olhos alternavam entre a garota e algo na parede.
— É complicado — Respondeu simplesmente, dando um sorriso que Annabeth não admitiria, mas achou adorável.
— Por que não tenta explicar — Encorajou, notando o desconforto do garoto — Eu prometo que isso não mais uma entrevista — Sorriu sem nenhum sinal de provocação dessa vez.
Percy pareceu ponderar, mas suspirou e se ajeitou na cadeira, segurou nos cordões do moletom azul claro que usava, brincando com eles, e começou.
— Bem, você conhece TAG?
Annabeth assentiu.
— Transtorno de ansiedade generalizado certo?
Percy acenou.
— Bem, fui diagnosticado com 12 anos, logo depois de também ser diagnosticado com dislexia e TDAH — Ele riu — Sou um cara bem problemático — Annabeth apenas continuava a sorrir tranquilamente, enquanto aconchegava-se na parede atrás de si, procurando conforto — Por causa da TAG, eu não consigo lidar muito bem com atenção, eu sei, sou um atleta e quase toda a faculdade me conhece, mas não foi intencional, eu só vi uma piscina e queria nadar, mas as pessoas transformaram isso em algo um pouco maior.
Annabeth não conteve um riso baixo.
— Um pouco? No caminho pra cá, eu ouvi pelo menos 3 grupos diferentes de garotas falando sobre você e como não é justo que os treinos de natação não sejam abertos para o público.
Percy a acompanhou no riso, enrolando os cordões entre os dedos.
— Por isso pedi que os treinos fossem fechados — Explicou, mais tranquilo — Mas com a banda não tem isso, de uma forma ou de outra vão ter pessoas nos cercando, e digamos que minhas crises de ansiedade tendem a aparecer na frente de muitas pessoas.
— Não consigo imaginar como seja isso — Disse a garota, sinceramente — Você faz algum tipo de terapia?
O moreno coçou a nuca, puxando um pouco o capuz, cobrindo parte de seus cabelos negros.
— Eu fazia, mas recebi alta, e bem, eu faço minha própria terapia, nadar...
— Cantar — Annabeth interrompeu, então cruzou os braços, enquanto os cachos rebeldes que haviam se soltado de seu rabo de cavalo, caiam por seu ombro como uma cascata dourada.
Percy perdeu a atenção por um segundo.
— O que?
— Por favor — Os olhos da garota brilharam — Da pra ver, quando você canta, parece estar no seu lugar perfeito — Enfatizou.
— Bem, depende muito — Admitiu sorrindo, e dessa vez seus olhos verde mar brilharam — Uma coisa é estar na frente de uma plateia ou multidão, outra é estar com minha família.
A loira apoiou a cabeça entre as palmas das mãos, fazendo novamente com que seus cachos loiros balançassem na frente do seu rosto, o que tomou novamente a atenção do moreno, que podia jurar que tinha algo na luz daquela sala que estava fazendo aquela garota brilhar.
— Mas aposto que se estivesse com alguém que te apoia, uma multidão seria um pouco mais fácil de lidar — Disse suavemente.
— É, talvez, eu sei que um dia vou ter que aprender a controlar muitas coisas.
— Você é alguém bem corajoso.
— Obrigado.
E então seus olhos se encontraram, o mar calmo e inseguro de Percy, encontrou a tempestade de Annabeth, e eles apenas sorriram.
Bem, até o telefone dela tocar.
O contato visual entre eles foi quebrado de forma relutante, e quando se deram conta do momento que haviam acabado de ter sorriram envergonhados, a loira fingia que seu comportamento se devia ao telefonema, enquanto Percy apenas desviou o olhar e escondeu-se por completo dentro do moletom.
Após alguns minutos, numa ligação, que o moreno tinha percebido ser com a mãe da garota, ela desligou e voltou sua atenção para ele, já em pé, com as mãos juntas como em uma prece.
— Desculpa, era minha mãe e chefe, tenho que ir.
— Não tudo bem, e nossa, incrível trabalhar com a sua mãe — Ele sorriu, levantando-se em um pulo, o que fez com que seus fios negros e rebeldes reaparecessem, espalhados de uma forma que o deixava mais charmoso — E é melhor eu ir também, tenho que entregar as chaves — Riu nervoso.
Annabeth sorriu.
— Me deixa só pegar umas coisas e desligar tudo que te acompanho até a saída, tudo bem? — Perguntou se virando antes mesmo de receber a resposta, começando a desligar tudo.
Após verificar pela segunda vez se tudo estava certo e devidamente guardado e fechado, ele se dirigiu para a porta onde a garota já se encontrava, segurando sua bolsa.
Mas então, em um momento de desequilíbrio, quando estava prestes a desligar as luzes da sala, tropeçou em seus próprios pés, caindo sob uma Annabeth surpresa. A garota colocou as mãos espalmadas na frente do corpo para se proteger, enquanto que com o peso do garoto que tentava recuperar o equilíbrio, ela recuou até que suas costas batessem na porta escancarada.
Percy a apertava contra a parede, ela segurando em seu abdômen, que notou ser robusto, enquanto ele evitava cair em cima dela. Estavam tão próximos que ele conseguia sentir o perfume doce dela dominar suas narinas, enquanto Annabeth sentia a respiração quente dele tão perto de seu rosto, que suas respirações se misturavam.
Então o moreno engoliu em seco.
— Desculpe.
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