Could You Ever See?
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Não se esqueça de deixar um comentário! Boa leitura, espero que gostem;
Eu estou no avião, que está quase decolando da Califórina, e vai me levar pro Texas; m menino mais ou menos da minha idade acabou de se sentar ao meu lado; Tenho certeza que já o vi antes, mas sou timida o sifuciente para não conseguir começar uma conversa com ele. O avião decole; Espero-o estabilizar-se nas alturas, para então pegar meu livro. Minha mochila está comigo, e abro-a para pegar O Céu Está em Todo Lugar;
-Bolsa legal! — O garoto disse, do nada. Eu fiquei meio envergonhada, sei lá. Disse então, com um sorriso no rosto: -Ah, obrigada! — A conversa acabou por ali; Voltei a ler e ficamos uns 15 minutos em silêncio; Logo, tomei coragem e falei:-Tenho a impressão que já te vi em algum lugar, o que é bem difícil, porque provavelmente você mora nos Estados Unidos e eu sou do Brasil. — Assim que terminei de falar, fiquei vermelha e amargamente arrependida; NÃO DEVIA TER FEITO AQUILO.Ele olhou pra mim sem esconder o espanto, e disse.:-UAU! Já chegou lá?! -Chegou o que? — Ok, isso me deixou confusa;-Nada não! Você deve ter cometido algum engano, tenho certeza que nunca nos vimos antes — Disse ele, ao dar um simpatizante sorriso. Foi ali que notei tamanha beleza e fofura;Não falei mais nada, até chegar a aeromoça com o lanchinho. GRAÇAS À DEUS, EU ESTOU MORTA DE FOME! Eles estão servindo pão bauru, com a opção de pegar suco de laranja DelValle, Coca-Cola e Guaraná Kuat.-Vou querer o Bauru e um copo de suco, por favor; — Eu disse, e logo fui servida.-Vou querer só um copo de Coca-Cola! — COMO ASSIM? EU AQUI QUERENDO PEGAR TODOS OS PÃES QUE TEM ALI, E VOCÊ PEDINDO SÓ A COCA-COLA? Desculpe, issoo é inaceitável.-Pega o pão e me dá; — Nunca me arrependi tanto de ter falado alguma coisa na minha vida, é sério; -HAHAHAHAHAHHAHAH! Claro! — Logo, ele se virouu para a aeromoça, e disse: -Pensando melhor... Eu vou querer o pão também!Fiquei com vontade de serrar a janelinha do avião, e pular;-Tá aí seu bauru! -Valeu! É que eu tô viajando desde às oito horas da manhã, e a única coisa que eu comi até agora foi uma barra de cereal; — Falava enquanto abria o papel que envolvia o pão;-Hahahahahahhahaha! — QUE RISADA MARAVILHOSA DESSE GAROTO, DEUS NOS ACUDA! — Então... Qual é o seu nome?-Jade. Pra onde você está indo? — DROGA! Não perguntei o nome dele, PUTAQUEPARIU!-Estou voltando pra casa. — Me segurei muito pra não falar "Você pode ser mais específico por favor? Obrigada!". A convesa acabou ali, eu peguei meu livro e voltei a ler. Por volta de meia hora depos o avião pousou e os avisos dizendo que as portas do avião já estavam abertas foram dados;-Até mais, Jade;-Tchau! Ah, e obrigada pelo pão!-Hahaha, não há de que! Saí do avião e fui me encontrar com a minha mãe no lugar de pegar as malas; Assim que pegamos a bagajem, procuramos com os olhos a dinda Lúcia, que já deveria estar ali;-MEU DEUS, COMO VOCÊ CRESCEU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! QUE MOÇA LINDA QUE VOCÊ ESTÁ, VEM CÁ ME DAR UM ABRAÇO! — Escandalosa, como sempre, nem tivemos que fazer muito esforço para acha-la; Fui até ela e ela me deu um esmagador abraço de urso, e deu um na minha mãe também; Nós sentamos em tipo uma lanchonete do aeroporto, eu pedi um café e minha mãe pediu um suco de abacaxi; -Como foi a viajem? — Disse a dinda Lu, como costuvava chamá-la;-Cansativa. — Minha mãe falou; À partir dali não prestei mais atenção em nada; As duas começaram a contar novidades uma pra outra, se divertindo como crianças em um parquinho; Me veio à cabeça o garoto do avião, ele era tão perfeito! Na hora eu nem tinha me dado conta, mas agora, lembrando daquele vôo junto com ele... Foi tão constrangedor, nunca paguei tanto mico em tão pouco tempo! Mas fooi bom. O fato de eu saber que nunca mais o verei na vida, ao mesmo tempo me deixa feliz e triste. Feliz porque paguei muito mico, e ficaria muito envergonhada em vê-lo novamente. Triste porque eu gostei dele, sei lá. Ele me chamava atenção, acho que foi aquela simpatia, aquele sorriso, sei lá! Do nada a minha mãe me balança e eu fico tipo "WHAT THE FUCK?".-Onde você está com a cabeça, minha filha? Deixou lá nas nuvens? Sua madrinha está falando com você! -Ah, desculpa. O que estava falando, dinda?-Como foi na escola esse ano?-Ah, sacomé, né? Meio lá meio cá. Mas consegui passar, é isso que conta. — Quando eu falei isso minha mãe olhou pra mim com cara de desaprovação;-E os namoradinhos? — CARA, EU ODEIO ESSA PERGUNTA COM TODAS AS MINHAS FORÇAS! Quando a dinda Lúcia falou isso, não sei porque, mas me veio a imagem do garoto do avião na cabeça; E eu nem sei o nome dele. -Ah, não tenho namoradinhos não dinda! — E na realidade não tenho mesmo; Nem nunca tive. Namorado, namorado mesmo, nunca! Já fiquei com uns garotos aí, mas coisa de um, dois dias. Essas coisas que fica numa festa e nunca mais vê na vida, sabe? Mas o que a minha mãe e a dinda tem que pensar é que eu sou totalmente pura;-Ah, estava quase me esquecendo! Eu tenho um presente pra você! — Ela tirou uma caixinha da bolsa dela, e me deu. Eu a abri, e dentro tinha uma moeda Brasileira, com aspecto velho, e não era desse século. Fiquei encarando, sem saber bem o que era, porque ela me deu aquilo.
-Essa é; ou melhor: era; a minha moedinha da sorte, está na família à muito tempo, e eu ganhei ela quando tinha a sua idade; Acho que já tá na hora de repassar. Toma muito cuidado, é sério. — A dinda Lu é irmã da minha mãe, e elas são tipo muito unidas, por isso que a mamis escolheuu-a para ser minha madrinha;-Meu Deus! Esse foi o melhor presente que eu já recebi, muito obrigada tia! -Imagina, querida! Vamos pra casa, então?
Notas finais
Façam seus comentários, não se esqueçam! O próximo capítulo será postado em breve;
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