Could It Be Any Harder
34 Goodbye For Now
Notas iniciais
http://www.vagalume.com.br/p-o-d/goodbye-for-now-traducao.html
A banda é muito boa, adorei mesmo...
Se a alegria realmente vem
Pela manhã,
Eu irei me sentar
E esperar pelo
Próximo nascer do sol...
Adeus por enquanto
Adeus por enquanto
(até logo)
(8)
Pov, Sam
O que passaria pela minha cabeça naquela altura? O que realmente circulava entre meu coração?
Porque ver o Freddie ali parado ao lado da minha cama, primeiramente foi uma sensação de pavor, medo, susto até. Porém, me rendi tão facilmente as palavras dele, que me esqueci da promessa que eu tinha feito, da escolha que eu havia feito, do singelo beijo que eu tinha dado no Brad. Tudo se foi, tudo mesmo. Bastou aquele cara que tomou meu coração pra si, falar apenas uma única palavra, pra eu me entregar em seus braços, aquele lugar não qual eu me sentia tão bem e tão segura.
Me esqueci da Sam destruidora de lares, que queria roubar o que Carly tinha de mais preciso em relação ao amor corporal.
Sentir todas as sensações que eu senti dentro daquele carro, mesmo que tão desconfortavelmente, foram únicas, Freddie era o único homem que me fazia se sentir assim, plenamente completa. Engraçado, porque eram mínimos os homens com que tinha saído, entretanto sabia que poderia arranjar milhões e jamais teria aquela sensação.
Me entregar a ele novamente, me pareceu um sonho bem agradável, afinal naquele momento não me sentia mal por culpá-lo, então deixei relar, queria saber até onde iria e quais sensações teria após aquilo, a principio eu não pensava até ouvir um estrondo vim de fora daquele quarto.
De principio obvio que só queria minha filha ali comigo, não sabia o que se passava do lado de fora, e essa foi a mesma preocupação do Freddie. Então rapidamente tentamos ir em direção ao quarto dela.
Entretanto tudo se desfez quando observei um rosto de extrema decepção e outro que nem me olhava, meu coração regressava agudamente. Era dolorido ver faces como aquelas de acusações e decepções.
' Esqueceu sua bolsa dentro do meu carro. Brad falou sem me fitar, preferia olhar o chão. Mas era eu quem estava com vergonha ali, tinha me passado por mentirosa, que provavelmente o enganou, e ele fitava o chão? Aquilo me fez se sentir pior.
Porem era outro rosto que dava uma desordem na minha cabeça, não sabia se estava feliz por vê-la ali ou triste pela cara de decepção que ela estava dando pra mim.
– Foi assim que eu criei você? Minha mãe falou me fazendo assim como o Brad fitar o chão, eu sabia em que assunto ela iria tocar e isso só não me fazia se sentir mais mal porque era impossível. Minha mãe que pegou a bolsa das mãos do cara que provavelmente me achava um nada naquele momento.
– Senhora Pu...Freddie tentou argumentar, mas foi logo cortado por minha mãe
– E você? Que lindo, muito lindo. Pra um Homem casado esta aqui. Ela se dirigiu ao Freddie e depois a mim. — Samantha o que você esta pensando? Pelo amor de deus, que tipo de pessoa você se tornou? Acha divertido fica se agarrando com o marido da sua melhor amiga? Ela falava irritada. Eu apenas fiz um sinal de negativo na cabeça, estava preocupada agora com tanta coisa, que não iria discutir.
– Estávamos falando justamente disso, Senhora Puckett eu quero ficar com sua filha, eu amo sua filha. Freddie desta vez se pronunciou e já observava Brad ir embora.
Tentaria impedir, mas seria egoismo meu, o que ele virá me tornava algo repugnante a sua mente naquele momento.
– É mesmo? Mas isso não impediu de anos atras você a trair, com quem você é casado agora? Minha mãe cuspiu aquelas palavras ironizadas. — Acha certo isso? . Freddie calou-se absolutamente.
Tudo na minha mente começava a se dar como uma eterna reviravolta, afinal aqueles sentimentos de algumas horas voltava com força total. O que eu estava fazendo? Meu deus o que eu estava fazendo?
– E você Samantha, aonde esta com a cabeça? Se por acaso no meu lugar fosse Carly? Gostaria que fosse ela? Lembra da sensação de alguns anos atras? Minha mãe minha insistia, sim eu sabia a sensação de devastação que era, sim eu estava devastada naquele momento.
Olhei para porta do quarto de Jonny que abriu-se e assim vi a face do cara com os cabeços negros e meio desarrumados, mas seu rosto denunciava que já estava a par da situação.
– Isso não se compara. Freddie falou.
– AAAA, se compara sim ou você acha que o sofrimento não é o mesmo? Minha falou sorriu irônica. — Alias, esse é você senhor Benson, o cara que adora machucar minha filha. Sempre destruiu o coração dela, anos atras e se alastra até hoje. Sera que não percebe o quanto mal faz a minha filha? O Quanto a faz triste? Minha mãe aproximou -se de nos dois que estávamos ali parado perto da porta do meu quarto.
– Mãe por favor. Desta vez eu tomei a iniciativa.
– Por favor? Quantas vezes eu tive que ver você chorar por ele ? Aqui, não se trata só de vocês dois, estão agindo como egoístas sem pressentir as dores futuras.
Estava fraca ali demais pra argumentar qualquer coisa, era triste perceber tais palavras, que destruíam, que acabavam comigo naquele momento.
– Senhora Puckett, sabemos o que envolve. Eu fiz minha decisão, e... Freddie tentou argumentar novamente, porem minha mãe outra vez o tomou a palavra.
– Samantha, lembra-se do que seu pai disse ? A voz dela saiu falha.
Aquele assunto, aquele maldito assunto que guardei de todos, estaria ali à tona.
Preferi ficar ali, de cabeça baixa, como uma derrotada. Afinal tudo que ela estava falando era verdade. — Se o Benson realmente quisesse ter voltado pra você, já teria feito isso há muito tempo. Minha mãe completou tais palavras que fizeram meu coração parar, ela tinha razão, não tinha? Eu estava aqui o tempo todo, porque não antes?
– Sam... Freddie falou, me fazendo o olhar rapidamente. — Por favor, fale algo. Ouvi a voz dele sair rouca. Entretanto continuei no meu silencio absoluto, sem coragem de abrir minha boca pra qualquer tipo de reação que fosse. — Sam... Freddie insistiu e percebi a respiração dele ofegante.
Era tão dolorido saber o quanto minha mãe estava certa.
O fato ocorrido lembrava da promessa que meu pai fez, me fazia pensar no que minha mãe tinha dito, eu recebi tantas declarações do Freddie a tempos atras, mas isso não impediu dele dormir com minha melhor amiga, ele por tanta vezes falou que eu era única e estava casado agora com outra pessoa. Existiu sofrimento sem fim na nossa relação, mas do que nunca de minha parte.
Era inútil, tentar novamente.
Olhei pra minha mãe, que por mais aborrecida que estivesse, olhava triste pra mim.
Só ela sabia das noites em claro que passava chorando, pela dor que eu passei.
Era um caso sem esperança, não se dava pra crer mais em nada que pudesse acontecer na nossa relação.
– Por favor, vai embora. O tom da minha voz saiu baixo.
– Sam, não... Observei os olhos deles já tão lacrimejados.
– Por favor... Respirei fundo e fitei Jonny que ali estava parado a sua porta, também com um olhar triste.
– Ok, eu entendi. Freddie disse. — Prometi que essa era a ultima vez que tentava. Observei ele se distanciar de mim e de minha mãe. — Eu errei, muito. Mas passaria a vida ao seu lado só pra te pedir perdão todos os dias. Ele completou e nem mesmo assim tive coragem de olhá-lo.
– E seria assim com Carly também? … Freddie Apenas siga com sua vida e deixe minha filha em paz. Ouvi a voz de minha mãe se concretizar agora ao meu lado, era um conforto desconfortável tê-la ali. A qualquer momento eu iria desmoronar e que bom que Pam estava li, mesmo que me dizendo '' eu te disse'' ela estaria ali pra me socorrer.
– Eu entendi senhora Puckett. E por fim o silencio se deu, e era o que bastava pra minhas lagrimas virem com força total, não podia crer no sofrimento que passava.
Na infelicidade que era minha vida em relação a esse amor.
Nunca havia acreditado em contos de fadas, mas pensei que o amor era algo que te deixava feliz, em plenitude, com a sensação de espaço preenchido.
Mas isso nunca aconteceu comigo, só me perguntava porque ? Será que eu não merecia ser feliz? Maldito erro que nos fez parar aonde estamos agora.
Sentia os braços de minha mãe em volta da minha cintura, e via Jonny se aproximando de mim e tudo acontecia tão em câmera lenta, meu sofrimento se intensificava bem lentamente. Pra que soubesse que ele existia, que ele estava ali tomando conta do meu corpo e da minha mente.
Me sentia fraca, impotente, inútil, não conseguia respirar, nem falar, nem fazer nada além de chorar.
Me lembrava da minha dura infância, com promessas intermináveis de meu pai que nunca se concretizaram, hoje em dia não sei nem mais se esta vivo ou morto.
Lembrava do inicio do meu amor pelo Benson, e tudo só me remetia aquele erro.
O erro que poderia nunca ser cometido.
Pov, Freddie
Eu me afundava perfeitamente naquela dor insuportável, não conseguia me tirar do fundo daquele poço no qual eu mesmo havia me jogado.
Tinha ódio de mim mesmo, de todos meus atos, de qualquer coisa que viesse de mim. Que tipo de homem eu havia me tornado?
Por mais que também detestasse Pam naquele momento, existiam coisas ali que eram verdades, entretanto que poderiam ser revestida, eu estava disposto a ficar com Sam, estava mesmo.
Por um momento pensei que Sam também, estava tão errado disso.
E não a culpo, a culpa de tudo foi minha, tudo tinha sido causado por mim.
Eu era um monstro odioso, sem amor próprio e principalmente amor pela pessoa que menos eu queria machucar em toda minha vida.
Fui saindo definitivamente da casa da Sam com aqueles pensamentos, de que mais uma vez estava fazendo ela sofrer, como tantas vezes fiz.
Era como se nossa historia que por tantas vezes havia terminado e voltado de única vez, se desfizesse totalmente, sem precedência de voltar, a ultima esperança estava no seu ultimo suspiro, preparando-se para morrer.
Não queria ir pra casa agora, precisava esquecer aquilo, expandir minha dor em qualquer lugar, minha lastimável e péssima dor estava ali latejando, queria rasgar meu coração porque era insuportável sentir tudo aquilo. Então sem exitar peguei meu carro e segui...Segui sem um rumo exato, não precisava de um lugar especifico, precisava de um lugar que pudesse acabar com minha dor, e só havia um único jeito pra isso.
Parecia loucura, mas parei meu carro em uma ponte que havia ali, ela nunca foi tão convidativa aos meus pensamentos, então parei no acostamento e desci do carro, e caminhei até a borda daquela ponte extremamente alta, no qual passava por cima do lago de Washington... Respirei fundo e fiquei pensando toda minha vida, enquanto analisava aquela altura.
– É bem alta, não é? Ouvi uma doce voz se pronunciar ao meu lado. Uma voz estranhamente conhecida, mas quando me virei não reconheci aquele rosto.
Era uma moça, linda. De cabelos loiros, lisos, cerca de 1,70 de altura, magra até, tinha os olhos escuros, achocolatados pra ser sincero. Via uma estranheza familiar nela, mas nada me remetia a ela. Que tão delicadamente se posicionou ao meu lado.
– Muito... Falei totalmente sem ação após aquilo, eu precisava de um momento só e agora me aparecia uma estranha.
– Não estava pensando em se jogar, não é? Ela colocou as mãos no bolso de sua calça jeans, e rapidamente a olhei respirando fundo. — Meu pai a treze anos atras, fez a mesma coisa. Ela fitou o chão, me fazendo fazer o mesmo. — Então todas as noites venho aqui, pode ser loucura mas sinto ele sempre quando estou exatamente nesse lugar. Observei a tal garota olhar para o horizonte, e engoli seco por aquelas palavras.
Aquilo só me fazia pensar o quanto eu era egoísta, afinal como Pam disse não se tratava só de mim, o que Sophie pensaria depois? O que Meu filho que nem nasceu pensaria depois? Enxuguei rapidamente uma lagrima que veio atona.
– Que mal me pergunte, porque ele se matou? Perguntei a moça que me deu um leve sorriso.
– Talvez estivesse sofrendo tanto que preferiu morrer. Ou talvez estivesse cansado da vida, nem me lembro mais do rosto dele essa ponte é coisa mais próxima agora que tenho dele. Ela respirou fundo tremendamente triste e me fitou. — Porque esta aqui? Não vê outras possibilidades na vida?' Ela estranhamente mordeu o canto inferior do lábio, o que remetia muito ao costume de outra pessoa.
– As vezes você encara a morte, como uma das melhores possibilidades da vida. A olhei triste.
– E as pessoas que iram ficar? Acabar com sua dor é fácil, mas e a dos outros? Ela me fitava sem parar, eu queria me lembar aonde tinha visto tal olhar, queria me lembrar. Mais não conseguia.
– Eu sei, seria egoismo da minha parte. Falei com a voz rouca, e ela sorriu triste.
– Hoje moro com meus tios, minha mãe acabou ficando louca, depois sendo internada em um sanatório em New York, pouco a vejo. Mais uma vez aquela moça linda voltou a olhar o horizonte.
De alguma forma aquilo me fez rever tanta coisa.
Que minha vida não era uma das piores, que existiam pessoas sofrendo muito mais enquanto eu fazia um eterno drama.
A vida daquela menina tinha se tornado um verdadeiro inferno por um ato inconsequente do pai, e assim como eu iria fazer.
– Sinto muito. Essa foi a única palavra que consegui dizer.
– Sabe as vezes na vida, tudo acontece porque tinha que acontecer. Umas coisas dão certo, outras não. E devemos seguir, a vida não para pra você, não para concertar seus erros, existem oportunidade pra isso. Sua família deve te amar, sua mulher deve te amar, então não complique as coisas, afinal tudo que tiver de ser resolvido, será. Não importa como, o destino dará um jeito. Apenas tenha paciência, deixe o tempo trabalhar.' Ele voltou o olhar pra mim e definitivamente abriu um singelo sorriso, naquele momento meu coração se aqueceu. Tais palavras ditas por qualquer garota que eu nunca nem tinha visto, me faziam respirar novamente. — Tente ser feliz como esta. Ela completou, fazendo meus olhos se enxerem de lagrimas.
– Tentarei. Disse fracamente, observando o vento se deu fortemente fazendo aqueles lindos cabelos loiros voarem por cima do seu rosto.
E logo depois voltamos a olhar aquele imenso lago que fazia uma enorme volta na grande Seattle, ficamos no imenso silencio, por um breve momento com ela ali me senti em paz, como se não existissem problemas grandes.
Existia no momento apenas o frescor do vento que agora se dava tão forte, fazendo aquelas águas se agitarem.
O único som também vinha do vento, das águas e da movimentada ponte. Ficamos ali por um bom tempo. Até que ela quebrou o silencio
– Acha que se o Kurt fosse vivo, o nirvana ainda existiria? Ela franziu o cenho sorrindo e me olhou, soltei um sorriso também e dei com os ombros.
– É uma boa pergunta, acho que assim como Guns, estavam se separando e voltando o tempo todo. Provavelmente sem o baterista, que estaria agora com o Foo Fighters. Teriam outro e não seria a mesma coisa. Ela rapidamente assentiu e olhou para o relógio.
– Preciso voltar, antes que meu tio volte e veja que o carro dele não esta na garagem. Ela disse e somente naquela hora pude perceber um carro estacionado atras do meu, um carro nem tão novo, porem conservado.
– Falar nisso....Tem idade pra andar de carro, tem pelo menos carteira de motorista
pra dirigir assim a noite? Ergui as duas sobrancelhas
– Ninguém precisa de carteira para dirigir. Ela escondeu um sorriso e caminhou até seu carro. Eu a segui com os olhos, depois virando-me para olhá-la, era triste saber que aquela moça tinha me dado uma perspectiva e apenas não podia fazer nada.
– Sinto muito, mais uma vez, você fez uma coisa boa por mim e não pude fazer nada por você. Falei enquanto aquela moça parava na porta do motorista ainda sem entrar no carro. Observei ela respirar profundamente e voltar o olhar pra mim, sorrindo...
– Me ajudou bastante. Aquela voz doce se pronunciou e definitivamente ela entrou naquele carro. — Heyy...Espera. Ela voltou na mesma hora e me fitou pensativa. ' Qual o seu nome? Eu sorri na mesma hora, tínhamos falado de tanta coisa, menos das coisas básicas.
– Freddie... A respondi. -E qual o seu? Completei ainda parado no mesmo lugar.
Ela franziu o cenho não acreditando em qualquer coisa que existisse naquela mera frase ali, será que ficou com raiva porque tinha perguntando seu nome? achou que eu estava dando em cima dela? Porque em nenhum momento havia pensando nisso.
– Freddie? Seu nome é Freddie? Ela perguntou-me e eu apenas assenti sem entender.
Logo após ela soltou um belo sorriso e me olhou.
– Qual o seu? Insisti me aproximando daquele carro e ela esboçou outro sorriso contagiante.
– Pode me chamar de Bobs, é uma apelido que meu irmão me deu. Ela deu com os ombros, olhando cada detalhe que havia em mim.
– Ok, '' Bobs'' . Sorri de leve. — Quer que a leve em casa? A perguntei.
– Não precisa, tem muita coisa pra fazer na sua. Ficarei bem, sempre venho aqui a noite e volto. Esta tudo bem. Ela deu com os ombros
– Então dirija com cuidado e obrigada. A Alertei mais uma vez, ela assentiu sorrindo e assim entrou no carro para seguir seu caminho.
Quantas coisas repensava agora, quantas coisas se passavam no meu coração.
Eu pensei que tirar minha vida ajudaria com meus problemas, e enquanto aos outros? E enquanto a Sophie? Enquanto minha pequena ? Não pensava nela?
Tentaria agora segui por causa dela, por conta dela, ela precisava de mim e eu dela.
Fiquei pensando por mais algum tempo e depois entrei no carro e segui de volta pra minha casa, o lar que eu tinha escolhido. E que eu tentaria ser feliz.
Notas finais
(8)
Sophie linda....
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