Could It Be Any Harder
25 Everything
Notas iniciais
Tantas coisas acontecendo,
Minha mãe acha que o problema do computador sou eu, MAIS ELA QUE FICA MEXENDO, COMOASSIM?
Cortei meu pé, que coisa horrivel >3
Mais uma coisa boa, Gabs voltou. ♥ Que bom que voce ficou boa branquinha ♥
...
Musica de hoje vale muito apena ouvir, LIFEHOUSE
http://www.vagalume.com.br/lifehouse/everything-traducao.html
Pov, Sam
O transtorno na minha mente era algo inevitável, altamente visível naquelas lágrimas que preenchiam meu olhar, lágrimas que a tanto tempo ficará guardadas. Confessava minha dor latente ali, na frente dele, eu era como um prédio exatamente pronto para desmoronar, desabar em mais lágrimas, em mais dor. Era injusto o que ele tinha feito comigo, injusto.
Agora eu estava perdida, totalmente perdida, não sabia como prosseguir com o real motivo que o trouxe até aqui. Minha cabeça estava a mil, enquanto meu coração começava a querer a parar. Era uma dor tão forte que corria sobre minhas veias, que procurei o lugar mais próximo para sentar, me sentia tão suja por permiti aquilo, ou pelo menos permitir até onde tinha ido tudo aquilo.
Como eu pensava, não era justo aquilo comigo, nem com ele, nem com Carly. Não entendia o porque que ele insistia nesse nosso amor fracassado.
Freddie se mantinha ali, intacto aos meus pensamentos, apenas me olhando envergonhado. Era impossível ficarmos próximo um do outro, sozinhos, sem ninguém para nos vigiar. A droga é que éramos como imãs que se fundiam com perfeição. E isso me deixava com raiva, triste, angustiada. Havia uma mistura de sentimentos que na verdade me levou a um fato, da época da faculdade, na época em que eu encontrei o amor da minha vida e minha melhor amiga juntos na cama.
– Por favor Sam, me perdoa. Ele insistiu. Aquela cena voltou com força total a minha mente, aquela frase tinha era exatamente igual a daquele maldito dia. O dia em que eu parei de viver.
– Foi assim que você e Carly ficaram juntos? Cedeu aos desejos do momento? Falei friamente mantendo meu olhar fixo nele. Freddie logo abaixou o olhar. Eu estava cansada...
– Sam... Ele tentou falar mais eu logo o interrompi.
– Por tanto tempo eu tentei evitar que todo esse sofrimento voltasse, que essa dor não me consumisse de novo. E cá estou, chorando. Mas que saber estou cansada, cansada de tudo isso. Me levantei com força. — Quem você pensa que é? Quem realmente pensa que é pra chegar aqui e achar que pode simplesmente tentar me beijar? Acha que sou fácil assim? Falei alterada. Ele me olhou com tamanha tristeza e fez um sinal negativo com a cabeça.
– Não, você ... Mais uma vez eu o interrompi.
– CALA A BOCA! QUE DROGA. Falei Gritando e fui me aproximando dele com fúria. — Sinceramente a um dia atrás eu queria agradecer você, tem noção disso? Mais analisando bem, você é só mais um canalha. Você merece exatamente o que tem. Meu rosto banhando por lágrimas, nem se comparava ao dele, que sofria de tanta dor com minhas palavras. Meu coração doía também, mas não era justo comigo. Não era justo com meus sentimentos, nunca pensei só em mim, sempre no bem estar dos outros e já tinha cansado.
– Sam, não fala assim por favor. Freddie tentou amenizar, mas já era tarde pra mim. Totalmente tarde para os meus sentimentos.
– Eu passei parte da minha vida querendo ser a Carly. E sabe porque? .Eu estava a sua frente, com fúria nos olhos. Freddie no entanto apenas me olhava com tristeza. — Só pra ter o amor do vizinho dela, sabe como é isso não é? Amar sem ser correspondido? Você entende não é Freddie? E sabe porque entende ? Por que enquanto eu estava do seu lado tentando mostrar de formas idiotas o quanto eu te amava, você simplesmente me ignorava. E na faculdade, na faculdade. Eu te ligava todos os dias, todas as manhãs , só pra vê se você lembrava de mim. Me afastei dele, mas ainda mantinha meu olhar fixo. — E sabe quantas vezes você ligou ? Respirei fundo. — Nenhuma. Minha voz saiu baixinha e absolutamente falha, nessa altura era impossível esconder a dor que se expandia naquela sala. — Quando eu descobri que estava gravida, nossa, fiquei desesperada. Mais sabia que você era o cara certo, e eu queria realmente passar o resto da minha vida ao seu lado e construir uma família. Mesmo que atrapalhasse seus estudos. Mais uma vez eu me afastei. — Mais descobri na verdade que você era idiota que estava transando com minha melhor amiga. Cuspi todas aquelas palavras frias que por tanto tempo ficaram guardadas .
– Eu preferia a minha morte, que a dor no seu olhar. Freddie falou baixinho mais eu havia escutado, havia escutado aquelas triste palavras que fizeram meu coração parar.
– Chefa, eu consegui ... Meu olhar se desviou para Jonny que paralisou ao ver a situação em que estávamos ali.
– Me desculpa. Ele falou com a boca entre aberta, nos olhando com curiosidade.
– Não Jonny tudo bem. Falei enxugando rapidamente minhas lágrimas. Olhei para o Freddie que preferiu virar-se para que ninguém o observa-se daquela forma deplorável.
– Tem certeza ? Jonny insistiu ainda parado a porta.
– Claro. Falou com alguém da construtora ? perguntei enquanto me aproximava novamente da porta.
– Sim , o nome dele Peter Adams, e é o proprietário da construtora e por sorte ele tinha hora as 10:00. Jonny falou desviando o olhar para Freddie.
– Ok. Olhei para o relógio — São 09:40, mande alguém ir busca-lo e prepare a sala de reuniões, ligue para o senhor Phillips e diga que preciso com urgência de 3 milhões de dólares na minha conta até amanha. Liguei para os responsáveis da agência da Chevron no Brasil, e veja como anda a situação lá, preciso ainda fica informada disso. E quando for 14:00 me avisei porque preciso ir pegar Sophie. Ok? Respirei fundo .
– Mais alguma coisa ? Jonny me perguntou e fiz um sinal de negativo com a cabeça. Jonny se retirou dali, e me voltei para olhar o cara que eu tinha feito chorar. Ele parecia paralisado, anestesiado. Isso só fazia minha dor aumentar.
Pov, Freddie
Sentia uma dor tão insuportável se espalhar sobre meu corpo, que era impossível distinguir ou pelo menos explicar o quão doía. Uma dor física, mental e emocional e precisas palavras cruas e verdadeiras. E era mais dolorido saber que eu era o causador de tudo aquilo, da dor estampada nas suas lágrimas, no seu olhar. Da ultima vez que eu tinha visto Sam daquele jeito, foi a mais ou menos cinco anos atrás, na faculdade. E eu fui o responsável também.
Meu Deus o que eu tinha feito com o coração dela?
O que realmente eu tinha feito ao amor da minha vida?
Eu não conseguia enxergar a dimensão dessa angustia, e eu tentava, até que tentava imaginar, mais parecia fora do alcance da minha mente, do meu coração.
O momento da conversa dela com Jonny me fizerá pensar o quão monstro eu fui aos sentimentos da única pessoa que eu amei de verdade até hoje. Nem quando eu pensei que amava Carly Shay, nada se comparava ao que eu sentia por Sam Puckett.
Por um breve momento fechei meus olhos como se pedisse para acordar de tudo aquilo, mais quando realmente voltei a olhar novamente ao redor , eu estava de volta aquela praia, aquela do meu sonho, aquela na qual eu era feliz. Instintivamente sorri.
Era maravilhoso estar de volta, e queria permanecer ali para sempre, sendo feliz, feliz com a minha Princesa Puckett. Esse seria meu pedido, ser feliz com Sam Puckett, era o que eu mais queria na vida. Existir apenas o mar com aquele som magnifico, o céu azul, a luz fraca do sol. Olhei ao redor procurando quem eu realmente queria ver. E lá estava ela, exatamente como eu havia deixando.
Sam vinha calmamente em minha direção com um sorriso entre os lábios. Ela era tão linda, tão perfeita que ma faz querer perder o ar.
– Freddie. Aquela voz delicada se pronunciou e no mesmo instante o sorriso se desfez completamente.
O cenário em que eu estava se mudou completamente a minha vista, eu via nos dois em uma estação de trem completamente vazia, suja, de paredes bem velha. Toda a paz que eu sentia quando estava com ela naquela praia desapareceu.
– Porque estamos aqui? A olhei sem entender. Sam não me respondeu, olhou para o túnel que agora emergia uma luz e o sinal de que o metro estava vindo.
Ela continuava ali parada me olhando, apreensiva, como se a qualquer momento fosse desmoronar, não entendia muito bem, porem aquele trem repassou fazendo os cabelos delas voarem.
– Porque estamos aqui ? Insisti na pergunta quando aquele trem parou. Ela olhou para frente e somente assim consegui ver Carly ali quase que irreconhecível, ela tinha feridas pelo rosto todo que ainda sangravam, parecia estar tão mal, estava chorando . Olhei para Sam que também a olhava triste.
Estava totalmente perdido, eu tinha medo de entrar naquele trem e simplesmente Sam sumir, porem não poderia deixar Carly daquela forma.
Comecei a chorar novamente, desesperado. O que eu iria fazer ? O que eu poderia fazer ?
Segurei na mão de Sam fortemente, enquanto a porta daquele metro se abria, parecia que sabia que eu havia escolhido. escolhido salvar Carly daquele estado deplorável. Eu não conseguia para de chorar, no entanto era o certo a fazer. Salvar Carly daquela situação. Precisava tira-la dali. Olhei para Sam que ainda estava segurando minha mão.
– Me perdoe. Falei olhando. Peguei a mão de Carly sem mesmo soltar a de Sam e fui a tirando dali.
– Porque fez isso? Carly falava chorando.
– Não poderia deixa-la assim. Disse enquanto saia daquele metro, Carly logo abaixou a cabeça. Sam ia a minha frente, eu também não a soltaria por nada na vida.
– Eu não estou falando de mim. Carly falou baixinho, me fazendo olhar rapidamente pra ela.
– Do que você esta faland...Não deu tempo para terminar minha frase, olhei para frente. E aquela estação vazia, começou a encher de pessoas, tão rapidamente que quando me dei conta Sam já estava do lado de fora e eu continuava aqui dentro, minha mão não segurava dela. Começava a da um no na minha garganta.
Todas as pessoas começavam a tentar entrar naquele trem de uma só vez, impedindo que eu a alcance de novo, eu repassava por entre todos tentando atingir a porta, porque eu ainda conseguia enxergá-la. Eu não acreditava no que eu tinha feito, a escolha. Meu desespero era enorme, estava sem ar, eu queria gritar de dor. E quando finalmente conseguir atingir a porta e ver somente Sam sozinha de novo naquela estação, a porta fechou-se.
– Não...Não...Nãoo.. Falava para mim mesmo. -Sam...Samm...Por favor, abra a porta. Eu batia com força , com uma força inigualável. Eu parecia invisível a qualquer um ali, eu gritava, tentava falar com alguém, mas nada. Nada, ninguém parecia ligar pra mim.
– SAAAM!!! eu gritei já chorando. Ela simplesmente abaixou a cabeça e meu desespero aumentou. O Trem que antes estava parado, começou a se movimentar.
– Não...nãoo....nãoooo.... Eu tentava ainda abrir aquela porta inutilmente. — Samm por favor !!!! Eu gritava em desespero. Eu queria morrer, eu queria deixar de existir. Não acreditava que havia perdido ela, mais uma vez. Era uma dor insuportável.
Aquele trem ia dando continuidade enquanto eu repassava de ala em ala para tentar...tentar....encherga-la. Eu queria pega-la pra mim novamente... Não acreditava, sinceramente não acreditava na escolha que eu tinha feito. Eu estava sangrando. Sangrando por dentro...Cai no chão de joelhos, totalmente derrotado e fechei meus olhos. Sofrendo por dentro e por fora.
Tomei fôlego e quando abri meus olhos novamente eu havia voltado a Sala da Sam.
– Freddie , você esta bem ? Ela falou assustada a minha frente. Eu jamais saberia agradecer por estar ali novamente e ela também. — Eu decepcionei você. Sam eu não te escolhi. Eu disse transtornado e sem pensar eu a tomei pra mim e a abracei forte, forte. Eu não queria que aquilo acontecesse novamente.
– Me perdoa, por favor, me perdoa. Eu insistia, começando a chorar descontroladamente.
– Ok, calma. Ela envolveu os braços em mim. — Eu estou aqui. Calma. Sam tentou me acalmar, mais no momento era impossível. Eu apenas chorava, abraçado a ela. Abraçado a mulher que eu amo e não escolhi. Teria dor maior que isso?
Passou-se 10 minutos até eu me acalmar depois daquele surto.
Eu fiz uma monstruosidade com ela, ela que estava alheia a tudo . Agradeci por Sam não saber da minha perversidade.
Notas finais
440 reviews Awnnnnnnnnnnnnnnnn só tenho a agradecer sinceramente. meus amores *O*
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