Could It Be Any Harder

28 Calling Out Your Name


Notas iniciais
Passei um bom tempo sem postar. Isso é tenso.
Mas hoje nem queria fala muito, apenas sobre esse incidente que teve no Rio de Janeiro.
: Força a todas as famílias que agora estão precisando de um conforto, não sei o quão estão mal, mais posso pelo menos imaginar e fazer orações por vocês
Hoje é dia de Luto para essas pessoas, e só me faz pensar o quão a vida é imprevisível
Então saber realizar sonhos na vida, não fique esperando que o dia termine para que a noite chegue e você possa sonhar novamente. Realize o que tiver pra realizar....
Força a todos os parentes!
Tradução de hoje : http://www.vagalume.com.br/james-blunt/calling-out-your-name-traducao.html
''Ficam os pedacinhos até que não sobre mais nada
Sobram os restos de quem você era antes
Apenas respire fundo para o seu próprio bem
E se você está esperando algo te aproximar''.



Pov, Sam



Acho que de todas escolhas e posições que eu tinha feito nesse dia tão louco, ter deixado Sophie passar o restante desse tempo com o pai foi uma das melhores decisões, ambos teriam muita conversa pela frente, muito assunto para por no lugar e eu sabia bem quem era minha filha, então palavras naquele tempo era o que não ia faltar. E internamente era isso que eu queria, aquela aproximação dos dois, aproximação de pai e filha. Boa ao menos alguma coisa estava se encaixando nessa minha vida caótica.

Sempre quis proporcionar a Sophie, algo que eu nunca tive, a companhia de um pai.

Que no final me fez uma diferença enorme. Aproximação deles era uma prioridade em minha vida agora.

Mas enfim, achei tão apreciável o fato dela dizer o quanto o Freddie era um cara legal.

Isso enchia meu coração de uma tal forma, que mal eu podia conter minha felicidade. Freddie havia conseguido o espaço merecido no coração dela em tão pouco tempo, que às vezes me surpreendia, ver o quão eles eram perfeitos um para o outro, uma junção perfeita.

Agora era só dar continuidade na minha vida.


Mas mudando totalmente de assunto e voltando a vida real e caótica de Sam Puckett, eu remexia em algumas papeladas acima da minha mesa, e como tinha papel, eu olhava cada um atenciosamente já que se referia a parte administrativa da empresa. Infelizmente eu teria que ter uma atenção redobrada equivalente a isso. Sim existia pessoas para isso, mais como eu disse INFELIZMENTE eu era obrigada. Aquele monte de papel tirava toda minha paciência e já que meu dia foi terrível, eles só fizeram piorar a situação. Mas por fim eu havia terminado de revisa-lo, afinal o pior ainda viria.


Teria que revisar outra coisa, o caso da Chevron no Brasil, e como isso me fez ter uma dor de cabeça maior, poxa era emprego do filho do meu chefe que estava l em jogo, isso foi tenso demais para mim. No entanto olhando bem o caso, tudo que se via era um descaso com o meio ambiente, descaso da própria empresa, que não estava a fim de investir em cuidados e manutenções.


Então formalmente eu o demiti.


E após esse dia absurdamente louco e cansativo, olhei para o relógio que já marcava 21:00 fazendo-me lembrar que era hora de ir, ir embora daquele loucura, então nem fiz questão de pensar duas vezes.


Me levantei rapidamente, peguei minha bolsa e fui caindo para fora daquela sala.


– Aiii você vai agora? Jonny perguntou enquanto caminhávamos por aquele imenso corredor de azulejos e paredes de cores bem clara.

– Cara, estou cansada. Você vai agora? O perguntei virando-me para olha-lo, sem parar de andar.

– Não. Vou me divertir hoje. Ele revirou os olhos como se sentisse prazer com aquelas palavras e depois voltou uma gargalhada.

– Tudo bem então. Sorri de lado.

– Ah e amanhã quero falar com você sobre sua mãe. Ele me confirmou com a cabeça e depois eu segui pro meu caminho, sozinha.


Era bom saber que pelo menos alguém estava feliz sendo amado, e principalmente estava amando. Sem regras, apenas vivendo o momento como ele deveria ser vivido.

Mas enfim, cheguei ao elevador com minhas pernas extremamente doloridas, aqueles saltos me matavam e me maltratavam, não entendia porque alguém conseguiu ficar com isso direto sem reclamar. É algo bonito, mas apenas para alguns minutos.

Olhei para meus pés exprimidos e não pensei duas vezes retirei aquilo rapidamente como algo que fosse preciso. Sorri altamente aliviada por sentir a temperatura do chão, e logo aquela ''caixa'' chegou.

Entrei no elevador totalmente vazio, o que na verdade era bom, talvez não tivesse mais quase ninguém naquele prédio, mas nem me preocupei com isso.

Cheguei ao meu destino sem muita lástima agora que estava melhor sem aquele salto.

Fui para entrada do Prédio, daquele jeito descalça, descabelada, sem me preocupar com os olhares das meninas da recepção, nada mais me importava a não ser meus dedinhos livres e respirando.


– Boa noite Ben. Falei observando o homem quase intacto ali do mesmo jeito. Sem aparência cansada que eu tinha. Isso sim era incrível.

– Boa noite. Ele sorriu e aproximou-se de mim.

– Cansado? Falei enquanto observei o olhar dele vinha em direção a minha mão direita que segura aquela maldita sandália.

– Um pouco. Ele me respondeu ainda muito gentil.

– Então vai sair daqui que horas? O olhei questionando por ele ainda esta ali.

– 30 Minutos no máximo Ele me respondeu e eu sorri meio sem graça. Logo após fitei o chão.

Eu reclamei tanto de ficar um dia todo de salto, ou de ficar o dia todo resolvendo as coisas, mais isso nem chegava perto do que o cara fazia, eu fiz minhas coisas sentada em uma cadeira mega confortável, apenas olhei papeis e falei ao telefone enquanto ele praticamente tinha ficado toda hora em pé, pegando e deixando carros. Quando eu cheguei ele já estava aqui e agora eu iria embora o cara ainda iria continuar.

– Senhora seu carro. Olhei rapidamente para ele e depois pro meu carro que vinha com outro manobrista.

Eu me mantive ainda pensativa.

– Senhora? Ben me alertou mais uma vez pro mundo.

– Sim. Respondi com um singelo sorriso. — Ah sim meu carro. Sai dali e me dirigi até meu carro.

– Até amanhã Ben. Me despedi gentilmente.

– Até mais. Sam. Ele falou meu nome com dificuldade e depois sorriu. Eu retribui o gesto.

– Aqui as chaves senhora. O outro manobrista falou entregando aquele bolinhos de chaves, no qual o chaveiro era uma foto de Sophie.

–Obrigada e boa noite. Falei pegando aquelas chaves indo em direção ao lado do motorista.

Entrei no carro pensativa e fui para casa, pensativa nas infinitas escolhas que eu havia tomado.

Eu me sentia tão incompleta.



Pov, Freddie



Que linda era o sorriso da minha pequena.

Aquele tempo com ela tinha me servido tanto, Sophie era o remédio para minha tristeza. E sem contra indicações, depois de um dia traumático ali estava quem conseguia expulsar qualquer pensamento ruim e implantar a paz que me faltava a tanto tempo.

Nosso dia foi tão agitado, porem se passou como vento, cozinhamos bobagens, tivemos conversas intermináveis sobre pontos conclusivos que ela tinha sobre a NASA.

Mostrei para ela alguns projetos que eu tinha, já ela se mostrou tão interessada.

Sophie falou que eu estava pelo caminho certo, porém era longo. Isso me fez sorrir. Sim me fez.


Assistir por duas vezes o filme preferido dela, que ao contrário da maioria das crianças que adoravam desenho, não tinha muito haver. Ela amava ''Little Miss Sunshine'' o que no final era um filme maravilhoso, abordava coisas adultas, sem perder o senso de humor. Mas mostrava que a família era um elo forte. Independente das diferenças que tinham, família era algo para cultivar, para se adorar, para se amar. Afinal as pessoas que estão ali, só passavam na sua vida uma vez, e cada uma tem uma lição que precisaria ser aprendida.


Como agora com Sophie, estava me ensinando a ser felizmente novamente.

E para uma criança achei apreciável o fato de ela entender tudo que se passava, do meu relacionamento com a mãe dela, do meu relacionamento com a Carly. O que ela significa para mim e o que eu significava para ela.


Depois do filme, eu ajudei na lição do colégio, e mais tarde pedimos uma pizza de calabresa.

BOM....

E agora estamos aqui sentados no sofá assistindo o seriado preferido dela arquivo X.

– Não estou entendendo nada. Falei fitando a TV. Realmente não estava peguei a serei do meio, então jamais entenderia.

– Mulder e Scully eles estão atras da garota. Sophie levantou-se e apontou para tv. Bom eles descobriam, que a garota era parte de um grupo de quadrigêneas.

– Quadrigêmeas. Corrigi sorrindo.

–ÈÈ. Dai todas filhas de um Serafim uma espécie de Anjo de Deus, todas ameaçadas pelo mesmo homem... O Demônio. Sophie falou agora me fitando.

–Isso é bem tenso. Falei a olhando também. Ela soltou um sorriso e depois voltou-se a sentar no sofá ao meu lado.


Passamos o restante do tempo assim, assistindo o tal do Arquivo X, logo apos Carly chegou.

E ao contrário do que pensei, Sophie não se manteve quieta. Pelo contrário conversou muito com Carly, mudando completamente aquele humor cansado. Perguntou como tinha sido o dia dela, como ela estava, se no trabalho da Carly era muito cansativo assim como o da mãe dela....E por ai vai.

Engraçado...Sophie operava milagres em quem ela quisesse Carly estava ali rendida, sorrindo, brincando..

Olhei para o relógio que marcou 21:40 e naquele exato momento a Campânia tocou.

Confessava ali no meu olhar, que meu coração acelerou. Eu sabia quem era, eu sentia quem estava ali, atrás daquela porta.


–È minha mamãe Sophie falou levantando-se do sofá no qual estávamos todos sentados. Carly rapidamente me olhou e quando eu fiz um movimento para me levantar, ela se pronunciou.

– Eu vou lá, vou atender a porta. Carly se adiantou tomando minhas palavras.

– Tudo. Bem. Claro. Disfarcei meu olhar.

Carly foi até a porta calmamente, enquanto Sophie já colocava sua mochila nas costas.


Fiquei ali parado, olhando cada movimento e ouvindo cada palavra que ambas conversavam.

– Bom... Eu já vou. Sophie falou aproximando-se de mim. Soltei um sorriso fraco.

–Isso é uma pena. A respondi abaixando o meu olhar até atingi-la.

– Se você morasse comigo, não precisamos nos despedir. Soltei outro sorriso fraco com aquelas palavras. Tão sufocantes para mim.


– As coisas deveriam ser simples assim. A respondi. — Agora vem cá me da um abraço de boa noite. Falei arrancando tal reação dela. Sophie veio até mim e eu abracei

– Boa noite. Ela falou baixinho.

– Boa noite minha princesa. A respondi e logo apos colocando ela no chão.


Sophie saiu dali, direto para sua vida, para vida que eu não escolhi, mas que todos os dias eu desejava ter.



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Notas finais
3x Sophie -q
AAAAAWNNNNNNNNNNNNNN musica do proximo capitulo.
http://www.vagalume.com.br/keane/this-is-the-last-time-traducao.html
ACHO LINDA. POSSO MORRER? VAI SER TÃO PERFEITO *o*
Vou caprichar devido a essa linda musica *O*