Could I Touch The Sky?
9 Capítulo 8 - Parte I
Notas iniciais
Boa leitura!
Enfileirei teste por teste, lado a lado em cima da bancada do banheiro, e não sei ao certo quanto tempo fiquei olhando os 7 sinais positivos, como se jogassem para mim o quanto eu estava amaldiçoada por carregar um filho de um homem que eu tinha nojo. Josh jamais assumiria a criança. Se quer se importaria em saber dela algum dia. Com as mãos trêmulas, e a visão um tanto turva peguei os 7 testes na mão e joguei no lixo, não suportando mais ver nenhum deles. Estava grávida.
– Meu Deus, grávida! — Pensei alto, estupefata com tudo aquilo. Minha mente começou a pensar em coisas, como o que eu faria, o que os meus pais pensariam, faculdade, penúltimo ano do colegial e entre esse furacão de pensamentos veio a suposta solução. Aborto. Ainda com o suco na mão, corri para o quarto, pegando o notebook na esperança de encontrar algum método rápido e eficaz que não deixasse vestígios, e após alguns minutos de procura encontrei uma clínica clandestina, há mais ou menos duas quadras da Biblioteca Pública de Seattle, na 1000 Fourth Avenue. A atendente — que foi muito gentil comigo, talvez por estar completamente acostumada com jovens desesperadas com um grande problema em seus ventres, assim como eu — explicou com calma todo o procedimento, garantindo-me que seria rápido e eficaz, e que eu não sofreria de algum efeito grave. Marquei hora, as duas da tarde do dia seguinte. Não poderia perder mais tempo.
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