Could I Touch The Sky?
7 Capítulo 7 - Parte I
Notas iniciais
Quero agradecer de alma e coração a Camilaa e a Thais Ribeiro, fico muito feliz que estejam gostando da história, e também quem mais estiver lendo, OBRIGADA! Isso me motiva a continuar e escrever mais e mais.
Beijos e boa leitura ♥
Beijos e boa leitura ♥
Não consegui pensar em mais nada. Levei a mão a meus cabelos, e num movimento rápido os alisei para trás, suspirando fortemente e desejando com fervor que aquilo não fosse verdade. Apesar disso, não poderia ficar com dúvidas. Abri meu closet, jogando algumas peças no chão até encontrar a velha caixa preta, empoeirada, na qual guardava minhas economias desde pequena, no sonho de conseguir comprar algum carro antes que entrasse na faculdade. Retirei de lá uns 100 dólares, pensando o quanto seria um teste de gravidez.
- Ah meu Deus... Eu nunca precisei pensar nisso antes — suspirei, colocando uma roupa qualquer que estava jogada no chão, e colocando o dinheiro no bolso da calça jeans antes de pegar os chinelos de dedo e descer as escadas num disparate.Ao descer, pude ver minhas duas irmãs mais novas, Allie e Luna brincando na sala de estar com algumas bonecas. Apesar da preocupação do momento, tinha que me manter calma. Sorri docemente para as duas, que sorriam de volta para mim, acenando. Respirei fundo e segui para a cozinha, onde meu pai e minha mãe se encontravam tomando o café da manhã. Mamãe era uma senhora doce, de uns 45 anos mais ou menos. Olhos verdes, e um sorriso amável... Ainda era uma mulher — apesar de todas as dificuldades — muito bonita. Eles sorriram ao me ver, e eu murmurei um 'bom-dia'. Tudo estava no mais completo silêncio. Papai lia o jornal, e mamãe fritava algumas panquecas para nós. Pareciam perfeitos. E eu deveria ser a filha perfeita. A que casaria virgem, com chuva de arroz, véu e grinalda e um lindo vestido branco. Minhas irmãs carregariam a cauda e seriam daminhas lindas e meigas, com seus cabelos loirinhos com cachos nas pontas e olhos verdes. Luna poderia carregar as alianças de ouro branco, e logo depois eu teria uma casa perfeita, em frente a um lago em alguma cidade litorânea como Santa Mônica, na Califórna ou Seabrook, no Sul. Mas não seria assim. Não era isso o que iria acontecer. E se eles soubessem de tudo? Sua filha de 16 anos, grávida, vítima de um estupro horrível, praticamente 'vendida' pela ex-melhor amiga. Eu não pude evitar a vontade de sair correndo dali.
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