Could I Touch The Sky?
12 Capítulo 10
Notas iniciais
FINALMENTEEEEEEEEEE ~~ ♥
Depois de muita espera, o Chris aparece. Espero que gostem. Boa leitura ♥ ~
Depois de muita espera, o Chris aparece. Espero que gostem. Boa leitura ♥ ~
Com lágrimas nos olhos, peguei o pedaço de papel. Tinha o cheiro delas. Eramos nós três, com nossa antiga labradora chamada Buttercup. Estávamos em algum lugar florido, e alguns passarinhos tortos estavam no desenho. O sol sorria, e atrás elas assinaram com seus nomes e suas letrinhas tortas e um grande coração escrito: "Nós amamos você". Não pude deixar de abraçá-las, e beijar suas bochechas vermelhas dizendo o quanto as amava também. Era o momento mais difícil da minha vida.- Sophie, você pode colocar as meninas para deitar? — Disse minha mãe, da cozinha, enquanto lavava a louça- Sim — Respondi com algum esforço. Parecia haver um caroço enorme em minha garganta, me impedindo de fazer o que eu precisava. — Vamos meninas, sim? — Elas assentiram e cada uma pegou uma de minhas mãos, e subimos as escadas. Li Branca de Neve, e imaginei comigo mesma de que seria uma boa mãe. O pensamento me fez ter arrepios. Elas bocejaram, e logo em seguida se ajeitaram — uma do lado da outra — e dormiram, num sono cheio de paz. Olhei para cada uma pela ultima vez, e desliguei o abajur, tentando não olhar para trás.Passei pelo quarto de minha mãe, e ela estava sentada em sua penteadeira escovando os cabelos cor de mel e sorriu ao me ver no reflexo. Corri para seus braços e a abracei com força. Ela riu, e me sentou em sua cadeira e começou a pentear meus cabelos com cuidado, cantarolando alguma melodia. - Eu te amo, Sophie.- Eu também te amo mãe. Te amo muito. — Fiz força para que ela não percebesse que eu estava chorando, e sequei minhas lágrimas rapidamente, antes que elas pudessem escorrer sob minhas bochechas. Ela se deitou, e papai saiu do banheiro, com seu robe verde escuro e chinelos e sorriu, com seus cabelos molhados e bagunçados e seus olhos azuis. Beijou o topo de minha cabeça, e eu o abracei. Logo após isso, sai do quarto dando uma ultima olhada neles. Eu não os veria por muito tempo.Esperei todos dormirem, e quando eram aproximadamente duas da manhã, deixei a carta de despedida dando alguma desculpa idiota para que não me procurassem em cima da mesa da cozinha. Tirei o chip do celular, para que não conseguissem me ligar, e enquanto descia as escadas e passava pelo hall as lembranças começaram a me bombardear. Uma por vez. E assim, se passou um filme na minha cabeça, tipo daqueles que as pessoas costumam passar em suas próprias mentes quando estão na beira da morte. Talvez fosse assim que eu estivesse... Quase morta. Cheguei a rodoviária, que eram a mais ou menos 3 quadras de casa. Andei pelo frio cortante, com uma mala pesada de rodinhas nas mãos e uma bolsa no ombro, tentando ir o mais rápido possível o caminho inteiro. Ao comprar as passagens, esperei. O último ônibus para Joplin sairia as 3:30 da madrugada, e ainda eram 2:50. Ótimo. Tenho ainda algum tempo — pensei. Até que um garoto com apenas um violão na mão e uma mochila velha, que cheirava a cigarro nas costas se sentou do meu lado. Assobiou, e disse como quem não pensa antes de falar- Parece que alguém está fugindo de casa — E riu um pouco. Virei o rosto, incrédula, para mandar ele para onde ele merecia. Até que cruzei com aquele par de orbes castanhas olhando diretamente para as minhas. Tentei não ficar fissurada na beleza que o tal garoto tinha, e lhe respondi ríspida:- O que você tem haver com isso?- Ei, calma — Ele riu de novo, completamente relaxado, suspirou e disse — Só estou tentando ver se você pode sorrir um pouco ao invés de ficar tão amargurada assim. - Engraçadinho. — Na verdade, não tinha graça alguma! O garoto deu de ombros, como se não se importasse nem um pouco com as minhas respostas afiadas como flechas, pegou um cigarro do bolso e acendeu. Deu um trago, e disse:- A propósito... Sou o Chris. E te garanto que é melhor se animar um pouco, pois a viagem será muito longa. — Meu olhar voltou a encontrar seus olhos, e de repente havia me esquecido o quão aborrecida eu estava. Ele fechou os olhos, tragou seu cigarro e soltou a fumaça para cima, e eu lhe respondi:- Muito, muito longa? — Respondi, já ficando entediada com tudo aquilo.- No mínimo umas 7 ou 8 horas mais ou menos, já que vamos de ônibus. Mas diga-me lá, qual é a sua poltrona? — Lhe entreguei a passagem em suas mãos um pouco encardidas, tragou seu cigarro e disse — 18A. Não sei se diria que é sorte ou azar, porém... — Ele pegou sua passagem e me mostrou. 19B, bem ao meu lado.
Fale com o autor