Cougar Chonicles I - Beginning
7 Capítulo 6 - Normality
Nos dias que se seguiram Quinn fazia de tudo para ter uma amizade com Rachel, mas ela perecia apenas querer fugir da loira.
Depois de quase um mês de persistência, Quinn parou de pressionar a Berry e criou uma nova rotina que não incluía a morena: Lutas ilegais e rondas anticrime tarde da noite.
Porém, numa quarta feira, Quinn se viu fora da rotina quando Beiste, professora de Ed. Física e Treinadora do time de futebol americano do Columbus, pediu que ela guardasse os materiais da aula.
Quando terminou o serviço, saiu da quadra amaldiçoando Beiste, Deus e o mundo.
Chegou no estacionamento com pressa e notou que Jessie estava ao lado da sua morena. “Minha? De onde diabos eu tirei isso?!” Recriminou-se em pensamento e parou ao notar que eles também pararam, discutindo.
Fechando o punho e tentando não prestar atenção seguiu seu caminho, até que ouviu um grito agudo e se virou para a discussão.
Jessie estava segurando Rachel pelo braço e gritando com ela.
Não foi necessário mais nada para que Quinn visse tudo vermelho. Não se lembrou quando, nem como, mas chegou ao lado de Rachel e acertou um soco perfeito no nariz perfeito do Jessie.
Postou-se ali, ao lado da diva, e não se moveu em momento algum, observando enquanto Jessie se levantava limpando o nariz.
– Então Quinnie... Foi contaminada pelas Lesbos? – Imediatamente os músculos de Quinn tencionaram e ela ficou realmente tentada a espancar Jessie até a morte. Mas sua consciência falou mais alto, porque se começasse a bater nele não iria parar... Pelo menos enquanto ele estivesse vivo.
– Eu só não sou covarde o suficiente para não me mexer quando vejo um filho da mãe implicando com uma amiga. – disse Quinn.
– Covarde? Acho que a única covarde aqui é você... Big Mamma. – Ironizou.
– Não ouse falar dela! – Rosnou Quinn avançando a passos largos e perigosos. – Se você falar de Beth eu quebro toda a sua cara...
– Até agora Fabray, eu só estou ouvindo você me ameaçando, mas você não fez nada. – Não foram necessárias mais palavras. No instante seguinte St. James estava caído dois metros mais para trás com uma loira descontrolada que lhe batia como se fosse o fim do mundo.
– Quinn! – O grito grave e alto ecoou milésimos de segundos antes de um corpo forte e grande se jogar contra a loira. Um rosnado revoltado saiu do peito da loira que empurrou seu atacante, fazendo-o cair para a direita.
– Não se meta nisso Evans. – Rosnou, a visão ainda vermelha enquanto avançava a passos precisos e ferozes em direção a Jessie que tentava se levantar atrapalhado e tremendo de medo.
– Hey! Chetara*, da pra parar? – Resmungou uma voz rosnada enquanto uma latina irritada se aproximava.
– O que está fazendo aqui, Chacal**? – Retrucou.
– Apenas te colocando nos eixos. – e no instante seguinte a latina indicou para a direita com a cabeça, fazendo Quinn se virar.
No instante que seus olhos verdes encontraram os olhos chocolate assustados, tudo caiu por terra e ela simplesmente deixou sua postura cair, como um gato diante de um leão.
Santana se virou para Jessie e dando seu pior olhar ‘cadela assustadora’ fez o garoto sair dali correndo, desesperado.
– Essa foi boa Q. – Disse Sant vendo o garoto correndo para o mais longe possível da escola. – Acho que ele pede transferência ainda hoje por telefone.
Quinn hesitou e engoliu em seco. Não conseguia olhar para os olhos de Rachel e por isso ficou observando os próprios pés, como se fossem a coisa mais interessante do mundo.
– Obrigada Satan... – Disse Quinn com um murmúrio quase inaudível.
– Hm... Agradeça mesmo, porque por mim... Esse playboy maldito estaria morto. – Disse Santana. – Eu vou indo. Quer uma carona Evans?! – Perguntou Santana saindo do estacionamento.
O loiro olhou para as duas garotas ali, Berry e Fabray. Hesitou e olhou para Santana, que rolou os olhos e puxou o garoto pelo braço.
Quinn observou a rua, os olhos perdidos, os sentidos completamente desligados. Só percebeu que Rachel estava ao seu lado quando a mão macia e morna tocou sua bochecha e ela se virou para a morena, os olhos cheios de remorso.
– Obrigada. – Sussurrou a morena beijando a bochecha de Quinn.
A loira hesitou por alguns segundos antes de abrir um sorriso tímido e sussurrar:
– Sempre que precisar. – E então ouviu uma risada melódica e braços rodeando seu pescoço, imediatamente rodeou a cintura da morena em um abraço apertado, o rosto afundado na curva do pescoço da morena sentindo-lhe o cheiro doce.
– Obrigada. – Sussurrou contra a pele do pescoço da loira que se arrepiou e apertou Rachel com mais força.
Era como se nada tivesse acontecido nas últimas semanas.
Notas finais
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Chetara*: Representante das cheetas no desenho animado estadunidense ThunderCats
Chacal**: Homem-cão vilão de ThunderCats.
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