Cougar Chonicles I - Beginning

3 Capítulo 3 - Guerra declarada


Notas iniciais
Mas a demora pessoal, foi sem querer, eu juro
Mas eu fui arrastada até a roça (não que eu não goste, muito pelo contrário) nesse final de semana e fiquei sem NET, ;3
Pra compensar vou postar dois capítulos e tentar escrever (e postar) um capítulo que eu sem querer apaguei e é de alta importância (Ou assim penso).
Bem, sem mais enrolação, ao capítulo finalmente! (;P)

Abriu os olhos lentamente, e se deparou com um quarto todo embaçado. Fechou os olhos com força e abriu-os novamente, se deparando com paredes brancas e aparelhos médicos ligados a si.

Olhou ao redor e viu a figura inusitadamente bonita para a idade, sentada de forma desleixada sobre o sofá. Soltando uma risada baixa e rouca chamou:

– Mãe. – E, mesmo a voz tendo saído baixo e fraca, foi o suficiente para acordar a loira na poltrona a alguns metros.

– Quinney. – Sussurrou a senhora com os olhos cansados e um sorriso ferido.

– O-Onde eu estou? – Perguntou Quinn olhando para a mãe.

– Está no hospital... Você foi atacada no CPB por algum tipo de animal enorme e—

Quinn soltou um grunhido e levou a mão até a testa, imediatamente Judy se aproximou e segurou suas mãos.

– Está tudo bem? – Perguntou preocupada. – Está com alguma dor?

– Não... Eu me sinto... – Ela hesitou por um instante e se avaliou com os olhos. – Ótima.

– Isso é tão bom! – Disse Judy abraçando Quinn e sorrindo, fazendo a mais nova sorrir também.

– Mãe... Por favor... – Sussurrou Quinn sentindo a pressão dos braços de Judy apertando suas costelas dolorosamente, graças aos machucados que ela só viria a notar mais tarde.

– Desculpa... – Sussurrou a mais velha com um sorriso doce. – Eu vou chamar a enfermeira.

– Ahn. Mãe. – Chamou num sussurro enquanto Judy já abria a porta.

– Pois não querida?

– Poderia me trazer um pouco de bacon? – Perguntou Quinn desviando do seu próprio foco, dando um sorriso amarelo para a mãe.

– Claro. – E no instante seguinte Judy tinha saído atrás de uma enfermeira.

–--

Duas semanas depois...

– Lar doce Lar... – Quinn de um largo sorriso se jogando no sofá da sala no primeiro momento.

Judy soltou uma risada e viu Quinn se virar para ela com um sorriso genuíno.

– Mãe, poderia fazer um pouco de bacon para mim enquanto eu olho as coisas na internet?

– Claro meu amor. – E dando um beijo no topo da cabeça da filha Judy deu meia volta e se virou para a cozinha. Imediatamente Quinn se levantou e correu até o computador, ligando-o e olhando as redes sociais.

Alguns comentários maldosos posto pelo “Esquadrão J” a deixaram furiosa, mas ela não respondeu, porque muitos outros valeram a pena.

Kurt: Espero que fique bem logo, Q... Você pode ser uma merda de uma Ice Queen, mas é uma garota legal.

Puckossauro: Hey, Big Mamma, fique boa logo. Okay? ;)

CedesJ: Hey branquela! Fique bem logo, aquela tal de Rachel está roubando meus solos e se você não aparecer eu vou mostrar a ela quantas mil partituras ela consegue engolir com aquela boca gigante. Melhoras Branquela!

Satan: Sua vadia! Como pensa em ficar dormindo por duas semanas? O Gales me passou um trabalho e eu não faço a mínima ideia de como fazer, porque ele é um velho esclerosado e não sabe explicar nada. Melhore logo para poder me dar aulas, bitch!

Britt: Q, papi disse que você vai acordar logo, mas eu estou com medo de ser igual à vovó Mary, então... Por favor... Acorda logo?

P.s.: Você sonhou com patos?

FinnH: Hey Quinn, melhoras...

Grande criatividade Hudson... Quinn rolou os olhos e olhou o primeiro comentário a ser postado, seu coração falhou uma batida e deu um sorriso largo.

BarbraBerry: Quinn, melhoras. Eu estou rezando para você todos os dias e também ando cantando sempre que passo ai, dizem que faz bem aos pacientes, eu espero que sim.

Quero te ver logo no corredor da escola... Eu ando tomando muitos banhos de slushies e é meio nojento e como Finn não tem essa coisa de impor respeito como você, não consigo me salvar nunca... Aparece logo... Beijos, Rachel. *

O segundo comentário a fez rir:

Kurt: Caramba Rachel! Até mesmo no cybermundo você da enormes monólogos O.O

Riu de vários outros comentários e se virou quando ouviu sua mãe chamando para o café-da-manhã. Aquele sábado não podia estar melhor.

–--

Naquela segunda-feira Quinn tremia antes de entrar na escola. Depois do que aconteceu no final de semana... Deus ela se sentia uma anomalia.

Saiu do Volvo preto e caminhou até Puckerman, tampando-lhe os olhos em seguida.

– Hm... Britt-Britt?

– Um-um...

– Rachel? – Perguntou confuso.

– Um-um

– Ahn... Violet...

Uma risada rouca e felina ecoou pelos ouvidos de Noah.

– Desisto! – Disse por fim e seus olhos foram banhados por luz enquanto ele dava um giro 180º graus e encontrava nada mais nada menos do que sua Big Mamma. – QUINN!

A loira sorriu e abraçou Noah com força. Suas mãos gigantes apertando sua cintura e um sorriso de Bad Boy no rosto.

– Então, Puck... O que me conta de novo? – Perguntou a loira com um sorriso caloroso e aberto.

– Ahn... Nada realmente... Não, espera. A Sant e a Britt levaram três slushies semana passada. O Kurt tá levando slushies todos os dias e o “Capitão J” ordenou que Mike jogasse slushie na Tina... Além que um garoto novo chegou na escola.

– Nossa, foi bastante coisa.

– Pode crer Big Mamma. – Os dois caminhavam sorrindo e conversando pelos corredores.

Os ouvidos de Quinn latejavam com o barulho ao redor, mas ela estava começando a se acostumar. O novo corte de cabelo chamava atenção de várias pessoas, mas ninguém, nem Puck, havia perguntado algo.

Entraram na aula de Ecologia calmamente. Quando o professor Gales entrou na sala o silêncio que se instaurou foi reconfortante para a loira de cabelos curtos e rebeldes.

– Bem, começando nossa aula e continuando a linha de raciocínio da última semana... Vamos falar sobre uma família de animais muito comum em sistemas: Os Felinos.

Quinn deu um largo sorriso. Conhecia quase tudo sobre os felinos agora e logo deu um bocejo típico de um leão antes de se debruçar sobre a mesa e dormir.

–--

– Você dormiu na aula de Ecologia? Quem vai me traduzir o que aquele escroto do Gales falou então? – Perguntou Santana enquanto Quinn comia seu lanche calmamente.

– Felinos são gatos, é tudo que você precisa saber... – Disse Q enquanto tomava um pouco do seu refrigerante.

– Isso eu sei HBIC! – Reclamou Santana.

– Falou a Big Bitch Cheerio. – Resmungou Quinn suspirando e levantando o olhar.

No mesmo instante que seus olhos subiram eles se encontraram com olhos chocolate que a deixaram tonta.

A garota passou por ela, mas mesmo assim não parou de observá-la.

Ouviu a voz que odiou por todo o final de semana, novamente, na sua cabeça. As frases de Lionel sobre como ser um 'rei/rainha-leão' pertubaram-na.

– Hey. Por que tá olhando a anã? – Perguntou Santana depois de seguir o olhar de Quinn.

– N-Nada... – Sussurrou, ainda hipnotizada.

Balançou a cabeça e olhou para seu lanche como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

Segurou sua bandeja e se levantou, recebendo um comentário debochado de alguém a alguns metros.

– Hey grande Q. Fiquei sabendo que o leão te soltou rapidinho... Talvez seja pelo fato da sua carne ser de segunda. – A voz masculina ecoou por seus ouvidos e ela apertou sua bandeja, mas manteve a postura.

– Não... É por causa do cheiro de álcool que ela exala, graças a mãe alcoólatra. – Disse outra voz, agora feminina, mas não menos irritante.

Respirando com dificuldade colocou sua bandeja de volta na mesa e andou a passos precisos e velozes para fora dali, não iria arranjar confusão. Não podia.

– Hey Juno! – Ela respirava com dificuldade quando a voz de Santana ecoou pelos seus ouvidos.

Quinn estava parado ao lado do seu armário, tentando abri-lo com as mãos trêmulas.

– Perdeu sua senha também? Por mim era só a Britt que fazia isso. – Santana soltou uma risada e abriu o cadeado do armário com facilidade. A mão de Quinn entrou no cubículo como um raio e logo tirou um frasco alaranjado cheio de comprimidos.

Tirou dois comprimidos e tomou-os de uma vez, sentindo o corpo se acalmar lentamente.

– Agora tá se drogando também, grande Q? – Perguntou a mesma voz do refeitório a fazendo apertar o frasco com força. Colocando o frasco de volta no armário para não quebrá-lo no aperto fechou o armário com toda sua força e saiu dali marchando. – Do que está fugindo grande Q? Eu posso te dar o número de um grupo de apoio ótimo e você pode aproveitar e colocar sua mãe lá também... Soube que— Ele foi interrompido por uma força abrupta que o empurrou contra o armário mais próximo.

– Eu não me importo de que fale de mim. Não me importo mesmo. – A voz não era calma e melodiosa como os amigos lembravam, nem fria e cortante como a de uma HBIC. Era rosnada, quente e psicótica, como a de um animal. – Mas se abrir a boca para falar dos meus pais eu juro que quebro todos os seus dentes Jessie St. James.

O garoto estremeceu com a ameaça e, ao perceber que uma rodinha se formava ao redor deles puxou uma coragem que não tinha e disse:

– É mesmo, e o que vai fazer? Drogar-me com os calmantes do seu pai, ou quebrar uma das garrafas da su— Ele foi interrompido novamente por uma força abrupta, agora acertando sua boca em cheio.

– Eu avisei seu cachorro. – E no instante seguinte ele recebeu outro soco, agora na costela e uma joelhada na boca. Combinação dolorosa.

Sentiu suas costas batendo contra o chão da escola quando foi jogado em direção a ele. Viu Quinn avançando com um porte animal, psicótico, e tremeu de medo.

– Azímio! Karofsky! – Chamou assustado, quase choramingando.

Os dois jogadores não precisaram fazer nada. Um terceiro garoto segurou Quinn selvagem com força.

– Charlie... Se acalme. – Pediu uma voz no seu ouvido, fazendo-a acalmar imediatamente. Conhecia aquela voz, e o chamado que ele fez não foi para a Quinn, foi para Charlie... Seu animal interior.

– Da próxima vez Jessie não vai ser um garoto qualquer que vai me segurar, eu realmente vou quebrar todos os seus dentes! – Rosnou e saiu dali com fúria palpável.

– Isso se ela ainda estiver estudando aqui. Depois do que ela fez vou falar com a Sue e ela vai ser expulsa! – Disse Jessie saindo com o peito estufado, dois dentes quebrados e um olho roxo.

–--

Quinn se sentou na calçada e logo viu uma garota se sentar ao seu lado.

– Hey... Não devia estar com o St. James? – Perguntou Q com uma expressão de desgosto.

– Eu gosto mais de você. – Respondeu simplesmente fazendo Q corar e abrir um sorriso malicioso. – N-Não nesse sentido...

O sorriso de Quinn se tornou singelo antes de colocar a cabeça no ombro da garota ao lado.

– Eu gosto de você também. – Sussurrou de volta.

A morena deu um sorriso 1000 watts. Ficaram assim por alguns minutos, tempo suficiente para fazer a pulsação de Quinn sair do normal.

– Rachel! – Uma voz chamou um pouco distante e a Fabray fez uma cara de desgosto, vendo a Berry se virar para o chamado.

– Por que? – Rachel se virou para Quinn que continuou: — Por que está com ele?

– Ele pode me proteger. – Disse Rachel de volta.

– Eu também posso. – Retrucou.

– Eu não quero levar outra raspadinha Q... Aconteceu enquanto você estava em coma—

– Eu posso te proteger contra isso também... Posso conquistar respeito de outra maneira diferente da dele.

– Batendo em todo mundo? – Perguntou Rachel ressentida. Quinn não mudou sua expressão determinada. Queria que Rahcel se afastasse o máximo do garoto.

– Ele vai te machucar.

– Quem me garante que você não vai?

– Eu garanto. – Respondeu, os olhos ardendo em determinação.

– Eu gosto dele. – Quinn fechou os olhos com força. – A gente tem muita coisa em—

– Rach. – JS apareceu atrás de Rachel e a abraçou possessivamente, recebendo um olhar matador de Quinn.

A loira se levantou e aproximou do garoto, o corpo tremia de raiva.

– Se você machucá-la eu vou fazer mais do que quebrar todos os seus dentes, entendeu St. James? – Ameaçou Quinn, com todas as letras.

James deu um sorriso sacana e de repente Quinn ouviu um grito agudo, seguido de uma pancada forte nas costelas direita, fazendo-a ir de encontro com uma das árvores da entrada.

Praguejou antes de se virar para seu atacante, dando de cara com Azímio.

– Sabe, a Sue falou que não ia te expulsar por algum motivo que não me lembro, mas isso não me impede de pedir para os meus amiguinhos te baterem – Disse Jessie.

Quinn respirava com dificuldade, a camisa cinza tinha uma mancha preta, na parte que se chocou contra a árvore. Maldito machucado... Rosnou para si em pensamento.

– Big Mamma! – Gritou Puck, sendo segurado por Karofsky.

– Dessa vez não, delinquente.

– É a hora da verdade Q... Fiquei sabendo que você é uma das pessoas mais ágeis da escola... Mas agilidade é capaz de vencer força? – Perguntou Jessie com um sorriso convencido enquanto fazia um movimento rápido para que Azímio continuasse.

– Acho que você se perdeu um pouco Jessie. – A voz arrastada e rouca saiu pela boca de Quinn, mas não foi reconhecida, e provavelmente diriam que não havia sido ela que falara, se não tivessem visto seus lábios se mexerem. – Eu tenho mais do que agilidade.

E num movimento feroz Azímio estava cambaleando com a mão no nariz, e Quinn já estava de pé, ofegante.

– Eu tenho força... E instinto. – No mesmo instante Azímio tentou lhe acertar um soco, mas a loira se desviou rapidamente e, aproveitando que tinha se abaixado ligeiramente para desviar do soco, deu um forte impulso para frente, batendo o ombro na caixa torácica do jogador de futebol.

Azímio cambaleou mais uma vez, e antes de manter o equilíbrio recebeu o segundo soco na cara e um forte chute na barriga que o fizeram cair.

– Agora, deixe-me explicar. – Começou Quinn caminhando até Jessie, o andar meio vacilante. – Ninguém vai me encher o saco e sair livre dessa, entendeu St. James? E... Da próxima vez que for tentar armar algo pra mim, tente não fazê-lo do lado da Santana. – E dando um sorrisinho debochado deu meia volta e saiu em direção a casa.

Mal sabia ela que agora, graças a aquela reação, guerra havia sido declarada.

Notas finais
bla, bla, bla, o capítulo não ficou tão bom quanto eu queria e tudo o tal e... Tense --'
De toda a forma, eu vou tentar recriar o capítulo que explica o porque da Quinn tá se achando uma anomalia
...
...
Acho que é só '-'...
Até mais '-'