Cougar Chonicles I - Beginning
13 Capítulo 11 - Cougar e Rachel, primeiro encontro
Fazia pouco mais de um mês que Santana desaparecera. Quinn havia proibido rituais de passagem.
A sucessora de Lionel e Noah estavam desolados, mas o desespero mudo de Brittany abalou o grupo como nunca.
A loira tinha os olhos vazios e não era tão espontânea e falante como antes, agora estava completamente calada e não comia direito.
– Brittany, por favor. – Pediu suavemente Quinn, era a amiga mais próxima de Brittany depois de Santana e pensou que talvez isso fosse ajudá-la.
– Não. – Respondeu Britt virando o rosto.
– Britt, você vai acabar passando mal e isso não vai trazer a San de volta.
– Claro que vai. – Os olhos de Brittany estavam vazios, mas sua voz era firme. – Ela sempre vem quando eu estou mal.
– Britt... – Quinn suspirou e desistiu, colocando a bandeja de doces em cima da cômoda da amiga. – Então, pelo menos, venha comigo para o Glee, o que acha? O K estava realmente mal, mas Terça, depois que ele foi pro Glee, ele ficou radiante... E vai ajudar a te tirar Santana da cabeça um pouco.
– Não vou Quinn, eu vou ficar aqui e esperar... Ela sempre escala a janela para me visitar quando eu estou mal, se eu sair quem vai recebê-la quando ela chegar?
Quinn deu um último suspiro. Não conseguiria nada de Brittany, não enquanto Santana estivesse desaparecida, afinal, mesmo que não estivessem verdadeiramente juntas elas se amavam e nem mesma a loba solitária da Santana poderia negar isso.
– Vamos fazer assim então. – Quinn pegou a bandeja e voltou a colocá-la sobre a cama. – Você toma esse suco e come o bolo, e eu prometo achar a Santana o mais rápido possível.
– Promete? – Um brilho de felicidade cintilou nos olhos azuis por alguns instantes, mas logo desapareceu.
– Eu prometo, e vou até chamar o Puck e o Sam pra ajudar nas buscas, o que você acha? Mas tem que comer tudo e ficar bem... – Brittany fez uma careta pensativa.
– Bolo de cenoura?
– De cenoura com recheio de chocolate que sua mãe fez com aquele tempero especial que só ela tem. – E a Fabray deu uma piscadela para a amiga que sorriu e atacou o bolo sem demoras. – Eu vou lá na sala avisar seus pais que você está comendo e passo direto na casa do Puck pra gente ir atrás da Santy.
– Obrigada Q. – Brittany disse depois de engolir um enorme pedaço de uma vez e Quinn sorriu de um jeito fraco enquanto saia do quarto.
– Eu consegui fazê-la comer. – Disse Quinn e os Pierce logo suspiraram aliviados. – Agora eu tenho que ir. – Disse rapidamente pegando sua bolsa e voltando para a porta.
– Obrigada Fabray. – Disse Sra. Pierce com um sorriso singelo.
– É apenas minha obrigação Sra. Pierce. – No instante seguinte a Fabray havia atravessado a soleira da porta e estava dentro do carro discando um número bem conhecido no celular.
– Alô?
– Precisamos achar Santana. Estou chegando aí. – Foi a única coisa que disse antes de fazer uma pequena pausa e desligar o celular.
–--
A sombra parou no telhado de mais um prédio, agora numa zona mais rica da cidade. Farejava o ar como um cão policial, mas interrompeu seu ‘rastreamento’ quando um grito preencheu seus ouvidos e ecoaram pelo seu cérebro.
Um ataque.
Imediatamente a figura avançou pelos telhados em direção a um beco mal iluminado onde um rapaz, aparentemente, um pouco “alto” tentava roubar uma adolescente baixinha e desprotegida.
Um rugido ecoou de sua garganta, apenas um aviso. Imediatamente o rapaz parou, o canivete ainda na mão direita.
A sombra pulou do telhado e caiu a alguns metros do ladrão. Mesmo com a péssima iluminação seus olhos brilhavam dourados como faróis.
Antes que o rapaz pudesse agir uma grande força bateu contra seu corpo, derrubando-o e fazendo-o bater na parede. O rapaz ficou alguns segundos acordado antes de se deixar cair pela força da pancada.
A figura soltou um ronronado e se virou para subir pela escada de incêndio, quando alguém segurou seu pulso. Imediatamente se virou, os olhos fechados reconhecendo o toque morno e macio.
– Obrigada. – A voz calma fez com que a figura sorrisse, revelando dentes afiados e brilhantes.
A figura não disse nada, apenas abriu os olhos calmamente, agora não tão brilhantes quanto antes.
– Obrigada. – Repetiu a garota e a figura assentiu, um sorriso sem dentes preenchendo o rosto. – Quem é você?
A menor se aproximou um pouco mais do vigilante, colando seus corpos.
– Cougar. – Disse numa voz quente e rouca, quase ronronada.
– Rachel... Berry. – A respiração da menor estava acelerada e a figura encapuzada sorriu
– Tome cuidado... Berry. – E no instante seguinte a figura escalava as escadas de incêndio rapidamente, desaparecendo na noite.
Rachel deu um pequeno sorriso e se virou para o rapaz que tentara lhe roubar, tentada a se aproximar e verificar se ele estava bem, mas pensando melhor ela deu meia volta e seguiu seu caminho, feliz pela interrupção do vigilante.
– Hey! Está atrasada. – A voz metros acima e quase a um quilômetro de distância ecoou pelos ouvidos da figura que acabara de salvar a doce Srta. Berry.
– Foi mal Puck... – Tirou seu capuz, revelando o rosto radiante e a expressão sorridente. – Tive que fazer uma agradável pausa. – E então um sorriso de dentes afiados se abriu no rosto de Quinn Fabray, a salvadora e protetora de Rachel Berry.
Fale com o autor