Cougar Chonicles I - Beginning
8 Capítulo 7 - Visitas e Roxinois
Notas iniciais
Bem Pat, teremos mais gente na "League Q", fora da escola, principalmente os vilõezinhos da segunda temp.
Essa temporada ficou mais as apresentações e a base da história mesmo.
Quando eu já tiver no décimo capítulo ou algo assim da minha outra história eu começo a postar (Se não estiver na epoca de prova ;/ )
Ninguém pode me ajudar com a capa não? ;3
Tava pensando em colocar numa capa, mas fiquei com preguiça de fazer e desisti ._.
Hm... Que mais?
Acho que é só.
O barulho de batidas na porta atordoou seus sentidos enquanto os olhos se abriam. O que estava acontecendo?
- Filha. – A voz mansa da sua mãe não impediu que ela se virasse. O que diabos estava acontecendo? Não podia descansar nem num bendito sábado?!
Resmungando se embrenhou ainda mais nos cobertores.
- Filha... Têm dois detetives da policia lá fora querendo falar com você. – Quinn imediatamente abriu os olhos e olhou para a mãe.
- O que eles querem? – Resmungou a loira.
- Não falaram para mim, parece que—
Antes que a mais velha terminasse Quinn correu até o banheiro da suíte e fez a higiene matinal batendo recordes. Vestiu-se devidamente e desceu as escadas, tentando normalizar a respiração.
- Olá. – Disse a loira para a dupla na sala de estar, tomando o que provavelmente seria chá, pelo cheiro.
- Quinn Fabray? – Perguntou o homem mais velho, os olhos duros como pedra.
- Sim. – Disse a garota.
- Olá, eu sou Simon e esse chato ai é Fernando, somos detetives da policia local – O mais novo mostrou o distintivo. – e gostaríamos de fazer algumas perguntas.
- Sobre? – Perguntou a loira se sentando na poltrona de frente para a dupla.
- Ontem a noite... Onde estava? – Perguntou Fernando, os olhos presos em cada movimento gracioso da garota.
A monitora pareceu pensar, não se lembrava da última noite.
- Estava aqui em casa, por?
- Encontramos isso num beco perto dos Heigths. – Disse Simon mostrando uma carteira de motorista onde Quinn reconheceu a própria imagem.
- Oh, minha carteira. – Disse a Fabray. – Vieram me devolver? – Perguntou inocentemente.
- Não... Você deixou cair ao lado do corpo desse rapaz. – E então Fernando tirou uma foto de dentro do sobretudo.
Quinn observou a imagem com um olhar frio e calculista.
- Estão me acusando de homicídio? – Perguntou cautelosamente observando a imagem.
- Não Srta. Fabray...
-... Ainda. – Completou Fernando.
- Você e o garoto são parentes, detetive Fernando? – Perguntou Quinn olhando nos olhos negros do latino que tencionou o maxilar em resposta. – Vejo que sim. Bem, eu gostaria que devolvessem a minha carteira de motorista que perdi há alguns dias, na escola, se não for um incomodo muito grande. – Disse Q estendendo a mão pra Simon que entregou a carteira de motorista sem hesitar. – Vocês sabem o caminho até a porta. – Completou enquanto caminhava até a cozinha.
- Foi uma honra Sra. Fabray. – disse Simon. – Espero que nos encontremos em outra ocasião. – Disse o detetive piscando para a Fabray mais velha que corou violentamente.
Fernando saiu furioso, quase marchando de tão irritado, com o parceiro do lado tentando lhe acalmar os nervos.
Assim que Quinn perdeu os detetives de vista correu para o banheiro e sem demoras vomitou sobre o sanitário toda a comida ingerida no dia anterior.
“O que diabos fez aquilo?!” Rosnou para si em pensamento lembrando-se da foto do rapaz, incapaz de segurar outra ânsia de vômito.
- Quinn? – A mãe chamou da porta do banheiro.
Segurando-se para não pensar no corpo mutilado que o Detetive Fernando lhe mostrara Quinn jogou um pouco de água no rosto e escovou os dentes demoradamente. Saindo do banheiro em seguida.
- O que eles queriam Quinnie? – Perguntou Judy preocupada.
- Só vieram me devolver a carteira de motorista. – Respondeu calmamente enquanto caminhava até a cozinha. – Que tal se você fritar uns bons pedaços de bacon enquanto eu arrumo os ovos? – Perguntou casualmente, como se não tivesse acabado de ver a foto de uma vítima de canibalismo.
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A cabeça de Quinn parecia cada dia pior, mais pesada, mas mesmo assim não deixou os seus afazeres de lado. Toda noite às 8:30 em ponto saltava pela janela e corria até as áreas mais ‘sujas’ de Columbus.
Fazia alguns dias que não tinha muita agitação, mas qualquer movimento leve que ocorresse ela detectava. E dessa vez não foi diferente.
Sentada na mureta observou quando um grupo de delinquentes invadiu uma relojoaria e o alarme disparou. Olhou calmamente e fez os cálculos.
Demoraria em torno de cinco a dez minutos até que uma patrulha ouvisse o alarme e o dobro de tempo para que chegassem ao local... É... Ela tinha tempo.
Pulando para a calçada, do telhado de um prédio de 6 andares, caindo em pé sem nenhum dano visível.
Deu um assobio alto e agudo, chamando atenção dos garotos.
- Hey, porque não devolvem os relógios e o dinheiro e vão calmamente para a casa assistir algum desenho idiota que anda passando na televisão? – Perguntou calmamente, imediatamente os garotos riram.
Dois dos cinco rapazes sacaram facas afiadas e postaram-nas frente ao corpo.
Suspirando pesadamente a figura vestida de preto desapareceu da visão dos rapazes, que ficaram atordoados.
O primeiro, mais próximo da relojoaria, caiu antes mesmo que notasse, espalhando uma dúzia de relógios e algumas poucas notas. O segundo, também sem tempo de notar, caiu... Estava ao lado do poste, completo oposto do primeiro.
O rapaz no meio, segurando uma das facas, caiu instante depois e então os outros dois cercaram a figura inusitada.
A figura olhou de um para o outro e calmamente desarmou o primeiro se virando para o segundo que havia puxado uma Beretta 9mm, uma arma fácil de esconder.
Antes que tivesse tempo para pensar a arma disparou e ensurdeceu-lhe por alguns segundos, mas seu braço ileso espremeu o pescoço do atirador e jogou-o contra a parede da relojoaria no instante que o projétil acertou seu braço. Virou-se para o outro, desmaiando-o com um único soco na têmpora.
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- Primeiro um extintor de incêndio, e agora um tiro? – Resmungou o loiro enquanto removia o projétil 9mm do braço da amiga.
- Ossos do ofício. – Resmungou simplesmente em resposta.
- Se continuar assim vai morrer antes dos 20. – Resmungou o loiro limpando a ferida.
- Dá pra parar de ficar resmungando ai e- AÍ! – Gritou a loira olhando furiosa para o rapaz que simplesmente não deu importância e continuou o trabalho, costurando o buraco no braço da amiga. – Carinho okay?
Alguns minutos depois o ferimento estava devidamente cuidado e a garota já recolocava o capuz, caminhando até a porta.
- Você poderia pegar um pouco mais leve. – Disse o loiro arrumando seu kit de primeiros socorros.
- A polícia foi lá em casa hoje. – Soltou de uma vez. – Estão me ligando a um homicídio.
- Você não seria capaz de matar uma mosca. – Disse simplesmente o loiro, guardando o kit debaixo da cama.
- Minha carteira de motorista estava na cena do crime e... – A garota engoliu em seco. – eu não me lembro do que fiz naquela noite.
- Você não seria capaz de matar alguém.
- Ele não estava morto. – Resmungou a garota. – Tecnicamente... Ele estava devorado. – E então os olhos da garota se viraram para o rapaz, que estremeceu.
- Deus! Você nunca faria isso! – Persistiu o loiro espantando.
- Eu. Não... Um leão. Talvez. – Disse ela abrindo a porta.
- Esqueça isso Quinn! – Gritou o loiro. – Você não matou o garoto, está bem? – Resmungou pegando Quinn pelo pulso. – A Quinn que me salvou dois meses atrás nunca faria isso.
Quinn olhou nos olhos do amigo e suspirando assentiu antes de sair sem se preocupar com as indagações do rapaz. Precisava pensar, e sabia exatamente onde fazê-lo.
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Abriu os olhos lentamente, a cabeça pesava e doía terrivelmente. Olhou para o lado e reconheceu uma cheerio qualquer.
Pegou a calça do lado da cama e tirou o celular, sem identificar o número que lhe atormentava àquela hora da manhã.
- Alô? – Sussurrou enquanto saia lentamente da cama, tentando não despertar a garota ao lado.
- Puckerman! – O grito fez com que o garoto arregalasse os olhos e olhasse para a garota na cama, esperando que ela despertasse.
- Fala baixo. – Resmungou o garoto terminando de colocar os tênis e procurando pela camisa pelo cômodo.
- É a segunda vez que te ligo! – Reclamou a voz do outro lado da linha. – Já são onze e meia, era pra você tá aqui. – Completou numa voz mais calma.
- Eu chego ai em dez minutos. – Disse o garoto.
- Cuidado. – Pediu suavemente antes de desligar o celular.
Puckerman olhou para a garota na cama e soltou um ruidoso suspiro. Dando meia volta abriu a janela e olhou para a cama uma última vez antes de se xingar milhares de vezes e saltar do 2º andar.
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- Você está cheirando a sexo. – Disparou a latina de uma vez, na Segunda Feira.
- Não enche Santana. – Resmungou Quinn. – Já me basta o Sam alugando meu ouvido sobre os perigos de impedir assaltos e o Puck reclamando de como a vida dele é uma merda.
- Nossa... Parece que seu final de semana não foi muito bom.
Quinn soltou um suspiro e olhou para a latina, fez um gesto para que a cheerio lhe seguisse e se encostou num banheiro mais vazio.
- A polícia passou lá em casa no sábado. – Resmungou Quinn olhando para os lados.
- O que houve? – Santana ficou séria e se escorou na parede oposta.
- Um garoto morto... – Quinn respondeu lentamente. -... Devorado.
Santana engoliu em seco e levou a mão à boca, horrorizada.
- Diabos! O que isso tem haver com você Fabray?
- Eu queria que você respondesse. – Disse Quinn olhando nos olhos da latina. – Ele devorado Santana... Vivo pelo que pareceu. – Santana se virou para um dos boxes e Quinn ouviu a garota vomitando, provavelmente, todo o café da manhã.
- ¡Dios mío! ¿Cómo podría lo sé? – Disse Santana horrorizada.
Quinn olhou bem para a latina, os olhos analisadores.
- Parece que Lionel estava errado. – sussurrou simplesmente antes de sair do banheiro e caminhar até as arquibancadas.
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'Cause the world keeps spinnin' round and round
(Porque o mundo continua girando e girando)
And my heart's keepin' time to the speed of the sound
(E meu coração continua batendo na velocidade do som)
I was lost 'til I heard the drums, then I found my way
(Eu estava perdido, até que ouvi o tambor, e aí achei meu caminho)
'Cause you can't stop the beat
(Porque você não pode parar a batida)
Ever since this whole world began
(Desde que todo o mundo começou)
A woman found out if she shook it, she could shake up a man
(A mulher descobriu que se ela se mexesse, ela conseguiria mexer um homem)
A música ecoava pelo lugar mansa e baixa, quase como sussurros contra o microfone. Quase pessoal.
And so I’m gonna shake and shimmy it the best that I can today
(E então eu vou mexer e remexer o melhor que eu puder hoje)
‘Cause you can’t stop the motion of the ocean or the sun in the sky
(Porque você não pode parar o movimento do oceano ou o sol no céu)
You can wonder, if you wanna, but I never ask why
(Você pode se perguntar, se você quiser, mas eu nunca pergunto porque)
And you can try to hold me down, but I’m gonna spit in your eye and say
(E você pode tentar me segurar, mas eu vou cuspir no seu olho e dizer: )
That You Can’t Stop the Beat!
(Que você não pode parar a batida!)
O garoto se virou para a porta e sorriu ao ver um moreno calmo olhando para ele com olhos serenos e gentis.
- Não sabia que estávamos ensaiando Hairspray. – Disse o recém chegado se aconchegando ao lado do amigo.
- É só que... Eu gosto da música. – Foi a resposta que recebeu enquanto o garoto se deitava em seu colo.
- O que houve, babe? – A pergunta calma, mas preocupada, fez com que o garoto sorrisse.
- Nada... Nada. – Respondeu enquanto sentia os cafunés do amigo.
Escondidos nos bastidores os olhos verdes observavam eles com inveja e compaixão.
- Blaine. – A voz calma e feminina fez com que os dois garotos se virassem para a garota que caminhava pelo palco. – Me deixa conversar com o Kurt? – Perguntou a garota com os olhos tristes e pidões.
O moreno olhou para o amigo e depois assentiu lentamente, saindo pelos bastidores.
- Qualquer coisa é só gritar. – E então o moreno piscou uma última vez para o castanho e saiu.
- Fabray. – Disse o castanho já de pé.
- Eu sinto muito Kurt. – Disse a garota, os olhos tristes e sentidos. – Eu não escolho quem serão os sucessores deles, mas eles fizeram uma escolha excelente.
- Excelente?! Eu- Eu...
- Eu te entendo, é confuso. Eu passei por isso Kurt. – Disse a loira se sentando no canto do palco e balançando os pés infantilmente.
- Eu quase pulei do prédio de Física hoje Fabray! – Gritou o castanho, exaltado.
- Eu comi carne crua no jantar e no almoço ontem e toda semana passada. – Disse a garota. – Se quiser eu posso te dar um pouco de alpiste... Imagino que você goste, e eu tenho muito lá em casa, por causa do Frei.
- Frei? Seu pássaro?
- Correção: Falecido pássaro. – As bochechas pálidas da loira coraram violentamente e ela roçou a língua contra os dentes, nervosa.
- Você se alimentou do próprio pássaro? – Perguntou Kurt, divertido.
- Qual é Hummel! Eu estava com fome e não tinha nada descente em casa e—
- Ai você decidiu que deveria comer o próprio pássaro.
Quinn coçou o nariz e depois balançou os cabelos curtos, nervosa.
- Isso tem alguma coisa haver com seu corte de cabelo?
- O quê? O Frei?
- Não... Esse... Isso... Essa coisa. – Kurt sussurrou, quase como se fosse algo ultramente confidencial e que se falasse um tom acima seria preso e condenado a cadeira elétrica.
- Não sei... Simplesmente quis cortar e cortei. – Quinn deu de ombros e se jogou para trás, deitando no palco. – Eu acho que vou tirar um cochilo. – E então abriu um grande bocejo antes de sentir algo batendo contra suas costelas.
- O pessoal do teatro chega daqui a pouco. – Disse Kurt. – Então... Saia do palco. – O olhar de Kurt era furioso.
- Tá sabeno não, Roxinol? – Perguntou Quinn com um sorriso travesso. – Eu preciso ficar perto dos meus súditos babe... Faço parte do clube de teatro agora. – E então se levantando Fabray piscou para o castanho e deslizou pelo palco, se sentando no piano.
Kurt abriu e fechou a boca por minutos a fim, até que o clube de teatro apareceu e Artie, um dos co-diretores da peça atual, pediu que todos fossem para seus postos.
Notas finais
Vou tentar já começar a segunda temp e acelerar a outra fic, pra poder postar a "Contagem Regressiva" em abril/maio próximo do retorno de Glee.
Hmmmm... Sei lá, acho que não tenho nada pra falar...
O capítulo 8 e 9 vão ser meio estranhos, mas eu acho que vou fazer um bônus '9/10.5' pra explicar.
Eu achei que essa temporada ficou bem (frisamos o 'bem') sem sal e vou tentar recompensar na próxima.
#Spoiler: Kurt é o penúltimo aluno da Columbus High a se juntar ao 'bando' da Q (Vulgo "League Q")
#Spoiler 2: Talvez vocês me odeem por causa do dêcimo capítulo e da provavel pausa de suspense que eu vou fazer '-'
Fuck off, cansei. Boa noite pra tudo mundo, até o final de semana ou outro dia qualquer '-'.
P.S.: As 'propagandas' não vão voltar cedo, porque eu to postando muito tarde (Considerando que eu acordo 5hrs da manhã) e preciso dormir, então não dá pra escolher uma fic legal. Mas gosto de "Diário", muy cool ;D
Até a próxima pessoal... ( e minhas notas finais e de capítulo parecem ter tomado anabolizantes O.O )
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