Cougar Chonicles I - Beginning
4 Capítulo 3.5 - Quinn e Lionel, reencontro
Não fazia a mínima ideia de como chegara ali. Talvez tivesse sido abdusida... Com certeza Brittanny concordaria.
Olhou para os muros de mais de dois metros de altura e estremeceu, um arrepio subindo a espinha.
Por que não voltava para casa?
Algo lhe puxava para o lugar, reconheceu a entrada alguns metros a direita, mesmo no escuro, e isso lhe assustava, pois não era fã do mesmo e nunca gostou do modo como ele lhe impedia de ver. Mas, mesmo às quase quatro horas da madrugada parecia que era dia e o sol estava no pino, porque não podia enxergar com mais perfeição os detalhes do muro de concreto a sua frente, ou o guarda sentado em frente a uma televisão assistindo um jogo de baseball dos Cincinnati Reds contra os Cleveland Indians, onde o rebatedor acabava de correr para a segunda base.
Balançou a cabeça e voltou a se focar no muro a sua frente, não podia prestar atenção em um jogo idiota de baseball.
Com alguns saltos que há dois dias acharia impossível escalou o muro de segurança e entrou, sem nenhum dano excedente.
Parou e olhou para os lados. Nenhuma câmera (e mesmo que tivesse o segurança não veria graças ao jogo de baseball) e nenhum guarda a vista, mesmo que ouvisse passos ruidosos alguns metros a esquerda.
Em segundos estava correndo pela enorme propriedade sem olhar para nenhum lugar, apenas a frente, ouvia o barulho de passos a direita e instintivamente desviava, com facilidade e reconstruia um curso que nunca vira na vida.
Parou em frente a uma porta na parte de trás do galpão mais afastado, quase totalmente escondido por árvores artificiais... Um perfeito esconderijo.
Com força que não conhecia quebrou a tranca e adentrou o local, os olhos se adaptando a escuridão do local onde notou enormes jaulas.
Demorou a chegar, pequena lince. A voz sussurrante fez com que desse um pulo de puro susto e olhasse ao redor.
– Quem está ai? — Rosnou olhando para os lados.
Não precisa me procurar, sabe quem sou pela minha voz. E um ronronado baixo a fez arregalar os olhos.
– O... O leão que me atacou... Eu só posso estar ficando doida. — Sussurrou a última parte enquanto levava a mão a cabeça.
Se lembrava vagamente do delírio que teve antes do leão lhe soltar, pensando ser a voz do felino e agora ouvia-a novamente, ecoando na sua cabeça.
Não estás louca, lince, mas depois que eu te tornei minha sucessora, que eu te escolhe para ser minha representante entre os bípedes, tu tens uma ligação comigo e eu posso falarte quando estivermos próximos...
Tentou pensar em algo. Em algo racional, mas nada lhe veio, e quando passos vieram do mesmo caminho que usara para entrar se assustou.
Se acalme, lince, esse é o servo de Raven, ele vem do mesmo modo que você hoje, trazido por um instinto mais primitivo que seus próprios pensamentos. Ronronou o animal.
Logo ela viu o feixo de luz que lhe feriu parcialmente a visão.
Tentou se esconder como pode e esperou para entender o que se passava.
A prisão de Raven está a alguns metros de você. Abra-a.
O que "Raven" era? O que ela faria ao garoto que acabara de entrar no galpão? Ela atacaria ele como aquele leão lhe atacara, e o deixaria para morrer?
Eu mandei que abrisse! A voz atravessou seus ouvidos e prenetou de tal modo em seu cérebro que ela se moveu para abrir a jaula sem nem pensar que acabara de entrar na visão do rapaz, muito menos que ele lhe gritava para que parasse.
Ela simplesmente obedeceu o leão que quase lhe matara sem questionar.
Quando a jaula foi aberta um enorme lobo se postou diante da grade, mas não fez mais que isso, enquanto uma águia levantava voo o máximo que podia e deu um único rasante contra o guarda.
Abra as outras. O leão ordenou-lhe e novamente as ordens ecoaram em seu cérebro e seu corpo agiu por conta própria, obedecendo.
Logo se viu cercada de animais mostruosos, ora grandes demais, ora pequenos demais, alguns que nunca vira na vida, outros bem semlhantes aos que conhecia.
Aprendera daqui alguns dias, o nome deles todos. Mas por ora, basta saber que eles são seus aliados, companheiros, mas também súditos. A voz do leão ecoou em sua mente enquanto via a imagem negra de listras areia caminhando até ela.
– O que são? Quem são? — Perguntou espantada.
Eu sou Greto Lionel, conselheiro do Faraoh, filho da rainha do Egito Farie e do faraoh Greto. Ronronou o leão. Que fui escolhido entre muitos dos filhos do Egito para carregar a maldição do leão da savana.
– Explique. — Pediu olhando para os outros.
Sou um egípcio que foi amaldiçado e por ter sido preso em jaulas por mais anos que tu vivestes esqueci como ser humano e estou preso na forma de meu espírito... Um leão negro. Rosnou furioso.
Aquilo era muito conto de fadas para sua cabeça. Olhou para o guarda e notou que não deveria ter mais de dezoito.
Era loiro e tinha os olhos verdes vazios e sem vida.
Ele vai ficar bem... Terminemos isso e depois cuidaremos dele. Disse Lionel, parecendo olhar para o guarda também. Vou te explicar o que quero de você. Ronronou divertido.
Olhou-o com curiosidade e depois voltou o olhar para o guarda.
– Estou te ouvindo.
Meus caros amigos precisam ser soltos dessa prisão e também precisam arranjar um lugar para ficar. Rolou os olhos para a ideia que lhe veio de cuidar dos numerosos animais-monstros ali. Mas acima de tudo, eles precisaram de sucessores e você vai ajudar a cuidar dos sucessores e a encontrá-los.
– Quer que eu veja pessoas morrendo e se transformando em coisas como eu? — Perguntou.
Tecnicamente... Retrucou Lionel, entediado.
– Nunca.
Se não o fizer, jamais será livre de mim, Quinn Fabray. Não será um leão completo e assim sepre obedecerá aos completos: Nós.
– Se eu fizer o que está me pedindo, não terei de te obedecer nunca mais.
Nunca.
– O que eu perco não o fazendo?
Irá definhar e nunca será livre dessa maldição. Quando completar a eu te der todo o poder de leão você terá mais uma década e meia, ou até sua morte, como soberana antes de poder finalmente entregar seu posto a alguém que seja digno.
Quinn se espantou. Deveria viver mais de quinze anos com aquele desejo insano por carne mais que mal passada, odio por cães e todas as coisas que viu horas antes?
Com tempo eu te ensinarei a domar Charlie, sua fera interior.
Por que sua fera interior tinha um nome masculino? Rolou os olhos com o próprio pensamento e se abaixou até o guarda, ele estava murmurando coisas incoerentes.
Ele está começando a delirar. A voz um tanto debochada ecoou em sua mente, não era Lionel. A voz do leão era grave, poderosa e ecoava na sua mente.
Essa não, era também forte, mas um pouco rouca e congelava seus nervos todos. Olhou para os animais atrás de si e encontrou o lobo com seus dentes expostos no mais próximo de um sorriso que o animal podia fazer.
Sou Lipunos, braço direito de Lionel.
– Você é um cão. — Disse sem medir palavras.
Não, eu sou um pássaro, não está vendo as minhas asas? Resmungou rolando os olhos. Por um momento aquele tom de voz e as palavras lembraram Santana e acabou por rir.
Quem é a garota? Perguntou Lionel em sua imponência.
Engoliu em seco e olhou para eles, o que fariam se ela contasse sobre Santana? Machucariam sua amiga?
– Santana, o jeito irônico de Lipunos me fez lembrá-la — E novamente a imagem da latina apareceu em sua mente e ela ouviu um rosnado baixo e contente vindo dos animais.
Então, esse tempo todo tinha uma loba solitária ao seu lado? O lobo soltou um longo uivo. Preciso que me tire daqui, para que marque a garota.
Imediatamente Quinn se espantou. Não! Eles não podiam machucar Santana.
A imagem do lobo atacando a latina como o leão lhe feriu fez com que um arrepio percorresse sua espinha e olhasse com temor para os animais, logo mudando esse olhar para um frio e ameaçador.
Eu te feri no nosso primeiro encontro porque não vieste de livre e espotânea vontade, e ainda por cima os guardas com bastões de energia vieram e me feriram enquanto ainda era necessitado que ficasse imóvel. Quase morrestes graças ao 'resgate' dos seus.
Quinn olhou espantada para os animais e finalmente notou as falhas nos pêlos.
Tire-nos daqui e assim que nossos servos estiverem prontos e proteriaros todos unidos conosco treinaremos vocês de tal forma que não haverá na terra, no céu ou no mar, ser desprovido de bênçãos que possa vencê-los. Disse uma voz sábia, mas aguda e que penetrava na alma de forma que qualquer um que ouvisse nunca duvidaria de sua veracidade.
E assim o reencontro de Lionel e Quinn Fabray decidiu, além do futuro da adolescente, também o futuro do jovem guarda, Sam Evans, e dos vários outros sucessores que viriam a ser escolhidos.
Notas finais
Vou postar o capítulo 4 e talvez o cinco ainda hoje, se não ocorrer nenhum imprevisto.
Só posso voltar a postar ou na quinta ou no sábado, por causa das aulas de inglês (Terça e Quinta) e da aula de informática (Sexta).
Nos vemos por aí ._. (Ou não)
(Nesse capítulo não tó com muito tempo/paciência pra colocar minhas adoradas propagandas, talvez no próximo ;/ )
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