Cougar Chonicles I - Beginning

14 Capítulo 12 - Alfa Sanguinário


– Como anda a busca? – Perguntou Mike se sentando ao lado de Puck e Quinn que estavam praticamente dormindo sobre a mesa do refeitório.

Um resmungo alto veio da loira e logo um rapaz que acabava de sentar entre Puck e Mike disse:

– Ela quis dizer que foi uma merda. – Sam Evans olhou pelo refeitório em busca da tão preciosa dona de sua admiração, os olhos felizes.

– O que foi uma merda? – Perguntou Finn puxando a cadeira para Rachel se sentar.

Dessa vez o judeu que soltou um resmungo, ainda mais alto que o da loira.

– Sabe tem vezes que eu sinto falta da Santana. – Disse Sam suspirando. – Ele disse: “A busca pela vadia solitária idiota que sumiu do mapa”.

Outro resmungo, vindo da loira novamente.

– Eu não vou dizer isso. – Resmungou Sam.

– Santana é uma vadia solitária latina idiota e fraca que foi seqüestrada... É o que eu penso. – Disse Quinn levantando a cabeça por alguns segundos antes de se jogar na mesa de novo. – Ela vai me obrigar a dar aulas de Ecologia para ela e vou ficar presa com aquela cadela por tanto tempo que vou tentar suicídio.

Algo que se assemelhava a um riso saiu de Puck e então Quinn pareceu se tocar de algo e levantar sua cabeça novamente e olhar para Rachel.

– Rachel, eu queria avisar pra você que não vou poder ir pro coral hoje. Foi mal, mas como não temos sinal da San... – Quinn engoliu em seco e deu um sorriso de lado.

– Tudo bem Q. – Quinn sentiu o coração disparar e abriu um largo sorriso em resposta do sorriso de 1000 watts da Berry.

O barulho de ringtones interrompeu o transe da loira que imediatamente, em sincronia com Puck e Sam, pegou o celular do bolso.

– O que diabos é isso? – Perguntou Puck assustado e engolindo em seco.

– O quê? – Perguntou Finn se virando para Puck.

– Precisamos rastrear esse número. – Rosnou Quinn, se levantando e quase correndo para fora do refeitório.

– O que foi Q? – Perguntou Rachel, fazendo a loira se virar para ela.

– Vai ficar tudo bem. – Sussurrou simplesmente antes de beijar o topo da cabeça da morena, sentindo seu cheiro doce, correndo para a saída em seguida.

– Nossa. – Sussurrou Mike olhando a imagem no celular de Puck, que o esquecera sobre a mesa.

– Deixa eu ver. – E Finn pegou o celular, observando a imagem, aterrorizado.

– Deus, quem faria isso?

Na tela do celular uma Santana, de olhos roxos e inchados, dentes trincados e manchados com o próprio sangue, estava caída no chão com centenas de cortes e machucados pelo corpo, deitada ao lado de um container.

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Santana tentou recolher as próprias presas, com dificuldade, e olhou para a garota que segurava o celular vitoriosamente.

– Hey baby, quer tirar outra foto?

– Vá se ferra vadia. – foi a única coisa que a latina disse antes de receber um forte chute na barriga.

– Por mais que você esteja sendo uma cadela, eu vou te dar um presentinho. – Então a garota saiu, trazendo uma criança, de pouco mais de doze anos. – Coma.

E então o garoto foi jogado me frente da latina que sentiu as presas ferindo sua gengiva enquanto o garoto chorava, sem poder se mexer por causa do veneno da garota que o levara até ali.

– Coma! – Ordenou a garota novamente.

Santana sentiu suas orelhas doerem e percebeu que suas unhas estavam levemente maiores, além dos próprios braços estarem doendo enquanto símbolos Cheeroke apareciam.

– Então você usou um feitiço em você? – Resmungou a garota. – Bom que assim eu posso alimentar minha gatinha. – Disse ela de forma malévola enquanto puxava o garoto para longe, fazendo um rosnado sair da garganta de Santana.

Por mais que o feitiço a impedisse de fazer o que a garota lhe pedira, aquele corpo, aquele monstro dentro dela queria, e queria mais do que nunca quis antes... Aquele monstro... A vontade dele se mesclava com a dela.

E naquele momento, ela percebeu que não foi ele que quis. Foi ela que quis arrancar o pescoço do garoto, devorar cada pedaço de carne e saborear o gosto de sua pele como um verdadeiro animal...

Como um verdadeiro lobo sanguinário.