Cotidiano de uma Velha Alma.

1 Capítulo 1: Introdução a Psiquia Corroída.


Notas iniciais
Início imediato: Primeira Lembrança da Própria Existência. Lembra da Sua?

Ainda retenho uma lembrança, logo após de ter ciência de que estava aqui. Lembro-me de criança, me levanto pela manha da minha cama, antigamente de estrutura metálica de cor vinho, levantei e me vi ali. Não tinha certeza de quem era; não sabia de onde vinha; reconhecia o lugar, minha casa perfeitamente sem ao menos ter uma lembrança concreta.

Lembro de ter descido as escadas, onde eram os quartos para a sala, não me recordo de nada na sala, lembro-me da cozinha, que tem uma imagem distorcida do que ela era antes mas, ainda lembro de detalhes relevantes: a mesa grande para seis pessoas; a fruteira vertical com três cestas; a bancada da cozinha que nunca mudou, permanece a mesma; e uma mulher lavando a louça na pia.

A mulher era minha mãe... De alguma forma eu sabia daquilo mas, era me estranho vê-la, completa desconhecida, e me termina aí o que lembro. Antes disso, absolutamente nada. Me parece que estava em um estado de hibernação e, naquele momento, tive ciência de estar ali. è a primeira memória que tenho, primeira de todas as que residem comigo.

Muito provável que tais influências da vocação e revelações intuitivas como descrito acima, de nada influenciaram meu desenvolvimento nesse ser tão deslocado da realidade atual (ao menos, foi a isso que entendo da ideia transmitida, talvez a mude posteriormente).

De fato. Indecorosamente, vivo uma vida mais bem aceita pela maioria e de fetil apto e útil para sociedade. Mas não por ser forçado. Meu daime (como é assim descrito um dos inúmeros adjetivos para vocação), fora diluído ou simplesmente, sua manifestação não notada.

Antes de tudo, mas de tudo mesmo, o objetivo: formação acadêmica em ciência da computação, especialização para o mercado de trabalho, SOBREVIVER até morrer. Deixo claro termo SOBREVIVER pois o mesmo expressa apenas a passagem no estágio vida, diferente de VIVER que é visto como apromeitamento do estágio paara outros focos menos concentrados em apenas o caminho em que essa dimensão proporciona.

Será que, tais repreensões ou representações empáticas ou ainda simples ações durante a infância vivida foram/são projeções da vocação? O daime, a alma escandalosamente tentando me estupefar daquilo que eu ja deveria ter feito? Será que sou tão despresível ao ponto de não perceber os chamados ou pura e simplesmente, termo mais atual "tapado", um ser tolo ao ponto de não perceber minha vocação cruzar meu caminho, me segurar pelos ombros, me sacudir violentamente ao custo de me acordar e dizer "- Vá por ali, agora!!! Me escute!!!"? Posso chegar a esse ponto de reclusão de minha própria doutrina vocacional? Veremos...

Quem sou eu? Assim que ter a resposta pela verdadeira realidade responderei. Até lá, me chamem apenas por Lucian e sejam bem-vindos à minha conturbada mente e cotidiano.