Cotidiano
60 Que os deuses digam amém
Notas iniciais
− Como funciona? – Naruto perguntou, do alto da pedra mais alta dos confins de Konoha enquanto olhava de canto para Kiba. Estavam no topo da cachoeira onde Kiba costumava nadar nu até que fosse decretada uma lei que proibia isso – fato que Inuzuka e Hatake Kakashi ainda consideravam uma afronta!
− Precisa fazer uma promessa, algo que seja realmente importante para você e gritar para os deuses daqui de cima. Os ventos levarão a sua mensagem embora, e então, dentro de um período de três anos, você volta aqui. Se tiver realizado sua promessa, solta fogos em comemoração como um sinal de agrado aos deuses, além de fazer uma oferenda. Caso você tenha falhado, pula daqui do alto e mergulha na cachoeira lá embaixo.
− Mas isso não faz o menor sentido! – Naruto franziu o cenho, um tantinho irritado com o que parecia ser mais uma das brincadeiras de Inuzuka. Olhou de soslaio para Shino, que era apenas uma estátua apoiada em uma árvore ali perto enquanto lia um de seus livros – ele nem parecia prestar atenção à conversa dos meninos.
Fazia pouco tempo que Naruto havia saído do hospital. A guerra havia levado um de seus braços embora, e Sakura havia entrado em contato com especialistas de Sunagakure que fariam uma prótese para ele e Sasuke – que também havia perdido um braço em sua estúpida luta final com Naruto.
− Não é ridículo porra nenhuma! Hana-nee me ensinou isso! Disse, inclusive, que veio aqui com o geniozinho do Itachi quando eram da mesma turma. – Kiba inflou uma das bochechas, ligeiramente irritado. À citação de Hana, Naruto tornou-se mais solidário; sabia que a Inuzuka mais velha ainda não havia sido encontrada. Shino apenas lançou um olhar de alerta na direção dos dois.
− Nenhuma notícia dela ainda, cara? – Naruto perguntou, sentando-se na pontinha da pedra mais alta que dava vista para todo o lago cristalino.
Kiba negou com a cabeça. Embora tivesse continuado as buscas por conta própria com Shino durante algum tempo, ainda não tinham notícia. Esperava que ela estivesse bem, mas quanto mais tempo passava, mais as pistas esfriavam e a esperança tornava-se morna.
Não sabendo o que dizer, Naruto ergueu-se, usando o único braço para fazer uma espécie de conchinha com a mão.
− EM TRÊS ANOS, EU VOU CRIAR A CORAGEM DE FAZER AQUILO QUE EU NUNCA CONSEGUI! – Naruto bradou.
− O-oe! Isso é muito subjetivo! – Kiba ralhou com o amigo.
− Você não disse que teríamos que ser específicos, além disso, tenho certeza que os deuses sabem aquilo que eu pedi, ‘te bayo!
Kiba franziu o cenho.
− Sua vez. – Naruto incitou.
Kiba respirou fundo.
− EM TRÊS ANOS, VOU ME TORNAR O RASTREADOR MAIS FODÃO DE KONOHA E ESTAREI MAIS PERTO DE SER O HOKAGE DA VILA!
Os dois caíram na gargalhada, divertindo-se como há muito não faziam. De longe, Shino apenas observava, talvez um tantinho incomodado com a interação deles quando Naruto passou um dos braços sobre os ombros de Kiba, próximo demais.
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