Cosmopolicchion
1 0.1 - Prólogo
As manhãs da cidade sempre eram frias, o sol pálido invadia as poucas janelas que a ele tinham acesso. Fraco, aquecia a pele gelada do nosso protagonista, que fumava na varanda de seu escritório que ironicamente chamava também de casa. Hans, o detetive particular da cidade. Usando só suas calças velhas, achava que podia ir até a varanda mais próxima pra poder fumar ao ar livre, tentando tomar o café horrível que acabara de fazer. O rapaz arranhava em sua mente os pensamentos que não queria ter mais, as lembranças que queria apagar mas o serviço de reciclagem de memórias é muito caro ainda. Morno como o sol tentou contemplar seus primeiros minutos do dia em paz, a calmaria da manhã disfarça a selvagem cidade que é escondida por de baixo das nuvens cinzentas.
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