Cosmo Reavivado
6 Capítulo 6: O Caminho para o Santuário
Depois de dias de recuperação no modesto hotel grego, Seiya finalmente sentiu sua força retornar. A Amazona de Águia, Washi, e o Cavaleiro de Prata de Baleia, Nikos, mantiveram um olhar atento sobre ele, observando cada movimento. A desconfiança que pairava entre eles começou a diminuir à medida que Seiya compartilhava mais detalhes de sua jornada e propósito. Finalmente, chegou o momento em que Seiya estava pronto para seguir em direção ao Santuário de Athena. A Amazona de Águia e o Cavaleiro de Baleia concordaram em escoltá-lo até lá, pois sabiam que o meteoro e a profecia estavam conectados de alguma forma. O caminho até o Santuário era árduo, com trilhas sinuosas pelas montanhas gregas. Seiya percebeu que a paisagem era deslumbrante, mas a sensação de estar sendo observado constantemente era inquietante. Ele sabia que o Santuário era um lugar cheio de desafios e segredos, e a expectativa o deixava ansioso. A decisão de ir caminhando com calma e não saltando ou correndo foi de Washi, que achou mais prudente poupar Seiya. Enquanto caminhavam, Washi começou a falar sobre os cavaleiros que estavam sob a liderança de Sasha de Coroa Boreal e Yanos de Coroa Austral. Eles eram os cavaleiros de prata que cuidavam do treinamento de jovens para o exército de Atena, que estava desfalcado. Sasha de Coroa Boreal, uma figura carismática. Seu cabelo prateado fluía ao vento, e sua armadura reluzia com detalhes celestiais. Ele personificava a graça e a força, com olhos que transmitiam sabedoria e compaixão. Apesar de sua aparência majestosa, Sasha era conhecido por sua humildade e dedicação à causa de Atena. Já Yanos de Coroa Austral, um homem de estatura baixa força formidável. Seus cabelos eram escuros, e seu olhar era firme e penetrante, revelando sabedoria adquirida ao longo de muitos anos de treinamento e batalhas. Ele vestia uma armadura azul-escura com o símbolo de Coroa Austral gravado em sua peitoral. Seu rosto estava marcado pelas cicatrizes das muitas batalhas que havia enfrentado em nome da justiça. Yanos era conhecido por seu senso de dever e pela devoção inabalável a Atena. Os cavaleiros treinados por Sasha e Yanos estavam imersos em intensos treinamentos na paisagem que cercava o Santuário. Era um cenário espetacular e desafiador. As montanhas altas e imponentes se erguiam ao redor, cobertas por densas florestas de pinheiros. Os picos das montanhas eram áridos, criando um ambiente que testava a resistência e a força dos cavaleiros. A trilha sinuosa que levava ao Santuário serpenteava entre as montanhas, forçando os guerreiros a demonstrar equilíbrio e agilidade enquanto escalavam. Na base das montanhas, vastos campos abertos eram usados para treinamentos de combate. Os cavaleiros se envolviam em duelos intensos e exercícios de aprimoramento de habilidades. Suas armaduras brilhavam ao sol, e o som de metal contra metal ecoava pelas colinas. O Santuário em si era um local majestoso, uma construção antiga que se erguia no topo de uma colina. As paredes maciças e os pilares de mármore branco refletiam a luz do sol, criando um cenário deslumbrante. A imponência do Santuário contrastava com a humildade dos treinamentos que ocorriam nas proximidades, demonstrando a dedicação dos cavaleiros à sua missão. O relevo que descrevia a lenda dos Cavaleiros de Bronze servia de inspiração constante para aqueles que treinavam no Santuário. Eles olhavam para a representação dos heróis que vieram antes deles e encontraram força e determinação em seu exemplo. Cada cavaleiro aspirava a seguir os passos dos lendários guerreiros, enfrentando desafios aparentemente insuperáveis e protegendo a deusa Atena e a Terra com coragem e honra. A obra de arte ficava na entrada do Santuário, no começo de um caminho que bifurcava em direções diferentes. No horizonte, o Relógio do Santuário emergia na paisagem, imponente, ainda que apagado. A estrada à direita levava para um caminho que descia o terreno montanhoso e levava a um campo com vegetação rasteira e ruínas. Era ali que os aspirantes a cavaleiros dividiam o teto e uma construção rudimentar. Naquela mesma região do santuário ficavam arenas de batalha e nas margens o cemitério de cavaleiros. Já a estrada à esquerdava levava para as Doze Casas e o Salão do Mestre. O Santuário guardava segredos profundos e desafios que Seiya estava ansioso para enfrentar. Seu coração batia com a promessa de aventuras e provações que o aguardavam adiante, mas ele sabia que cada passo o levaria mais perto de desvendar os enigmas do meteoro, da profecia e do seu próprio destino.
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