Cosmo Reavivado

4 Capítulo 4: Outro Dia


Seiya abriu os olhos lentamente e se viu deitado em uma cama simples, coberta por lençóis desgastados. A luz suave do sol da manhã iluminava o quarto modesto. Por um momento, ele se sentiu desorientado, tentando lembrar onde estava e como havia chegado ali.

Lentamente, a noite anterior voltou à sua mente, o meteoro, o encontro com a Amazona de Águia e o Cavaleiro de Prata de Baleia. Ele se lembrava de ter se sentido fraco e cansado, mas as circunstâncias exatas de sua chegada a este lugar permaneciam obscuras.

Sentando-se na cama, Seiya notou que sua armadura estava montada e repousando cuidadosamente no chão. Era como se ela estivesse aguardando seu retorno, pronta para a batalha.

A porta se abriu silenciosamente, revelando a figura da Amazona de Águia, Washi, acompanhada pelo Cavaleiro de Prata de Baleia, Nikos. Ambos estavam com suas respectivas armaduras, e a máscara de Washi escondia seu rosto.

"Você finalmente acordou," disse Washi com um leve sorriso, embora seu rosto permanecesse oculto. "Como se sente?"

Seiya coçou a cabeça, tentando reunir suas memórias. "Ainda estou um pouco confuso. Eu estava na praia, e então... desmaiei, acho?"

Nikos cruzou os braços, seu olhar penetrante fixo em Seiya. Ele parecia menos hostil do que na praia, mas a desconfiança ainda era evidente em seus olhos.

Washi assentiu, explicando: "Sim, você desmaiou na praia. Parece que a jornada no meteoro afetou seu corpo. Estávamos preocupados com sua condição, então trouxemos você para este local."

Seiya olhou ao redor novamente, percebendo que não estava em um local de luxo, mas sim em um lugar modesto e aconchegante.

"Onde estamos?" perguntou ele.

Washi explicou: "Este é um hotel modesto na costa da Grécia. É um ponto tranquilo e discreto, perfeito para evitar chamar a atenção indesejada. Você não tinha condições de viajar até o Santuário sem se recuperar antes".

O Cavaleiro de Sagitário assentiu, ainda se sentindo um pouco fraco e vulnerável. Ele se lembrou de sua missão, mas muitas peças do quebra-cabeça ainda estavam faltando.

"Eu não me lembro de como vim parar aqui," admitiu Seiya, frustrado com suas próprias lacunas de memória.

Nikos se aproximou de Seiya e encarou-o com seriedade. "É uma situação incomum, sem dúvida. Mas se você está a serviço de Atena, então estamos do mesmo lado. No entanto, continuaremos a manter nossos olhos sobre você."

Seiya assentiu, reconhecendo a cautela dos Cavaleiros de Athena. Ele sabia que precisava ganhar a confiança deles com o tempo.

Washi, por sua vez, queria esclarecer as circunstâncias que os uniram. "Você mencionou seu nome um pouco antes de desacordar, Seiya, mas ainda não sabemos muito sobre você. Gostaria de ouvir sua história e entender como você se encaixa nessa jornada."

O Cavaleiro de Ouro de Sagitário começou a compartilhar suas lembranças fragmentadas de se lembrar de guerreiros das mesmas constelações que eles, mas com nomes e aparências diferentes. Washi e Nikos ouviram com atenção, percebendo que esse enigma estava apenas começando a se desdobrar.

Enquanto Seiya explicava sua parte na história, Washi mencionou a profecia que Sidarta de Virgem ouvira no templo de Delfos. "Esta profecia é parte fundamental do que está acontecendo, Seiya. Ela parece estar ligada a você e ao meteoro que caiu na praia. Mas, para entendermos completamente seu significado, precisamos reunir mais informações."

Seiya absorveu as palavras de Washi, sentindo que estava imerso em uma narrativa que era maior do que ele próprio. As peças do quebra-cabeça começavam a se encaixar lentamente, mas ele sabia que havia desafios inimagináveis à sua frente.