Cosa Nostra

28 Capítulo 27: O Confronto


Notas iniciais
Em primeiro lugar, queria agradecer à JeySilva, Nicca, s2jully, Franbgs, Juliana_Pacheco e LBForEver pelas recomendações...Galera, esse é o último capitulo da 1ª temporada... espero que gostem... Nos despedimos lá embaixo...Bjins

Então, ela desamarrou Tanya da cadeira e a levantou da cadeira pelo braço sem o menor cuidado, apontando a arma para a cabeça dela.

- Você atira em Rose e eu acabo com a vida da sua noivinha e com a sua, Cullen. — Isabella falou.

Eu a olhei assustado. Então, ela já sabia de tudo?

- O que foi? Surpreso, Cullen? Você realmente achou que eu nunca descobriria seu segredinho? – ela perguntou sarcasticamente ainda apontando a arma para Tanya – Se quisesse manter o seu segredo guardado, você deveria ter sido mais discreto, evitando, por exemplo, se encontrar com Don em pleno Central Park. Nem parece que vocês são mafiosos profissionais... estão parecendo mais armadores...

Tanya se remexeu, provalvemente tentando se livrar... o que era uma burrice. Isabella, então, a segurou com mais força pelo braço.

- Fica quieta antes que eu perca o resto da minha paciência e te mate antes da hora. – ela falou entre dentes para Tanya.

- Isabella... me deixa explicar... eu não sou... quer dizer, eu estou aqui... bem... não é o que parece... – nervosamente, eu estava tentando me explicar, mas não estava tendo muito sucesso... merda de hora para gaguejar!

- Não é o que parece? – ela me perguntou – Então me diga se eu estou errada. Você é filho do Don Edward e Elizabeth. Noivo desse projeto de barbie. E membro da Cosa Nostra.

Eu fiquei em silêncio, afinal, eu não tinha como negar aquelas informações. Eu ainda não estava acreditando que ela sabia de tudo... mas ela sabia.

A pergunta que me vinha a cabeça era: desde quando ela sabia?

- Estou errada? – ela perguntou.

- Não. Você está certa. – eu a respondi – Mas me escute, por favor, Isabella. Eu...

- Você nunca vai sair daqui com vida, Cullen. – Isabella me interrompeu – Desista antes que seja tarde demais.

- Eu não posso. – eu falei desesperado, olhando nos fundos dos olhos dela.

Merda! Ela tinha que entender que eu não me preocupava com a minha vida... e sim com a dela! Mas pelo seu olhar mortal para mim, eu sabia que ia ser difícil fazê-la entender.

- Isabella... por favor... acredite em mim, você está em perigo. – eu finalmente completei.

Ela deu uma risada irônica.

- Em perigo? – ela perguntou sarcasticamente – Só porque você tem uma arma apontada para mim? Eu acho que não, Cullen.

Então, tudo aconteceu muito rápido.

De rabo de olho, vi Jasper levantar a arma em minha direção com o braço direito. Rapidamente, tirei a arma da cabeça de Rose e dei um tiro nele.

O tiro pegou o ombro direito, fazendo a arma cair longe dele. Ele se desequilibrou e caiu no chão. Escutei o grito desesperado de Rose e a segurei mais firme com minha mão.

Com Japer caído no chão, eu mirei em sua perna e dei outro tiro. Eu não queria matá-lo... claro que não! Apenas deixá-lo incapacitado naquele momento... para ele não ser um perigo para mim.

Ele estava sangrando muito e eu sabia que em poucos minutos ele estaria praticamente inconsciente.

Antes que Isabella desse um passo na minha direção, eu voltei a mirar a arma na cabeça de Rose.

Eu sabia que o fato de eu estar segurando Rose a impediu de me matar enquanto eu atirava em Jasper.

Nesse tempo em que nós dois convivemos, eu aprendi que quando se tratava de Jasper e Rose, Isabella não tinha a mesma confiança nem a mesma coragem de sempre. Eles eram o ponto fraco dela.

- Parada Isabella. – eu falei pressionando mais a arma contra a cabeça de Rose.

Ela parou imediatamente, não chegando nem a dar meio passo. Olhando para ela sem sequer piscar, eu andei com Rose até a arma de Jasper e a chutei para o outro lado da sala.

Eu olhei rapidamente para Jasper. Ele gemia fracamente e dava para ver que ele tentava não transparecer toda a dor que estava sentindo... mas dois tiros, são dois tiros... sendo você um ‘boina verde’ ou não.

Ele já tinha os olhos fechado e já estava perdendo os sentidos. Naquele momento, ele era carta fora do baralho.

Eu voltei minha atenção para Isabella. Agora, éramos somente nós dois. E esse era o momento de fazê-la entender o que estava acontecendo.

- Eu não sou o perigo aqui... Don é. Ele te quer morta a qualquer custo. – eu tentei explicar para ela.

Eu queria que ela visse nos meus olhos que eu estava falando a verdade... mas ela me encarava impassivelmente. E eu sabia que ela não estava acreditando em mim.

- Porra Isabella! Preste atenção no que eu estou te dizendo. – eu falei sem paciência – Ele vai colocar um preço na sua cabeça. Um valor alto... capaz de corromper até os mais honestos.

- Edward! – Tanya me repreendeu – O que você está fazendo?

- Cala boca, loira aguada! — Isabella falou para ela dando uma coronhada em sua cabeça.

O sangue escorreu pelo cabelo loiro de Tanya e ela caiu desmaiada nos braços de Isabella, que a soltou fazendo com que ela caísse no chão.

- Isabella... por favor... acredite em mim! – eu pedi.

- Não adianta gastar sua saliva comigo, Cullen. Eu vou acabar com você. – ela ameaçou com raiva, dando um passo na minha direção.

Nesse momento, ela olhou para Rosalie, que jogou a cabeça para trás com força, me dando uma cabeçada no nariz.

Completamente tonto com a cabeçada, eu soltei Rose e a arma e dei dois passos para trás.

- Cuide de Tanya, Rose. – Isabella ordenou sem desviar o ollhar de mim.

Ela se aproximou de mim, apontando a arma na minha direção. Sem ter nada para perder, eu decidi arrisar. Era tudo ou nada.

Sem que ela esperasse, eu a ataquei rapidamente, dando um chute em sua mão, fazendo com que a arma caísse em algum lugar no chão da sala.

- Eu acho que nessa altura do campeonato você já tinha aprendido que mesmo sem uma arma, eu posso acabar com você. – ela falou me encarando.

Ela se aproximou de mim rapidamente e me deu um soco no rosto e eu revidei, lhe dando um soco no estômago. Eu sentia o sangue escorrendo do meu nariz.

Porra... eu já tinha me esquecido como doía para caralho.Sem perder tempo, ela me deu outro soco no rosto. Eu tentei me desviar, mas ainda assim ela me acertou novamente.

Ela me deu mais um soco no rosto, mas eu consegui a empurrar para longe de mim com força. Ela deu alguns passos para trás e eu avancei nela.

Fui dar um soco no seu rosto, mas ela desviou e me deu uma cotovelada do peito.

Instintivamente, eu dei um soco na costela. Ela gemeu de dor, mas revidou me dando um chute no estômago, me fazendo cair no chão.

Eu caí e Isabella caiu em cima de mim. Antes que eu tivesse alguma reação, ela estava sentada em cima de mim, com a arma apontada para o meu rosto.

E mais uma vez, eu senti a corrente elétrica passear pelo meu corpo. Nós dois estremecemos com o contato... apesar de que eu já nem precisava de qualquer reação dela para saber que ela também havia sentido.

Eu a olhei nos olhos. Os castanhos agora brilhavam de uma maneira diferente... de uma maneira que eu jamais vi.

Então, eu me lembrei da primeira que eu vi esses olhos castanhos quando fui matá-la anos atrás...

E o tanto que eles mexeram comigo:

Respirei fundo, mas quando fui apertar o gatilho, ela olhou para mim. Seus olhos castanhos eram penetrantes. Quando eu digo penetrantes, eu digo penetrantes de uma forma assustadora.

Eu sabia que ela não podia me ver, mas eu podia jurar que ela estava olhando dentro dos meus olhos.

Imediatamente, me lembrei dos sentimentos contraditórios que ela provocava em mim desde o início:

Eu rosnei e avancei para cima dela. Eu queria tirar aquele sorriso maldito da sua boca! Eu tentei dar um soco nela, mas a maldita se esquivou e me deu um soco na costela. Eu ia acabar com aquela maldita!

Instintivamente, eu dei uma cotovelada no rosto dela. Ela se afastou, mas logo se aproximou e me deu um chute no joelho. Eu caí de joelhos e ela me deu um soco no rosto.

Eu a segurei pelos tornozelos e os puxei em minha direção, fazendo com que ela caísse de costas no chão com força. Rapidamente, eu subi em cima dela e segurei suas mãos em cima de sua cabeça na intenção de imobilizá-la.

E foi aí que toda a merda começou.

Pela segunda vez na minha vida, eu senti uma corrente elétrica passar pelo meu corpo e simplesmente paralisei. Foi uma das poucas vezes da minha vida que eu fiquei completamente sem reação.

Sabe... eu sempre tive reações rápidas e certeiras e quase todas as vezes que eu não tive, inexplicavelmente, eu estava perto da maldita da Swan.

Eu realmente estava alarmado por causa daquela sensação estranha. E mais. Por que aquela merda estava acontecendo novamente? E por que justamente com ela?

Eu a olhei nos olhos, buscando alguma resposta para as minhas muitas perguntas. O olhar dela era completamente neutro, assim como a sua feição. E mais uma vez, para a minha completa frustração, eu não conseguia saber se ela também havia sentido aquele choque ou não.

As nossas brigas:

- Assim como também não te interessa o meu relacionamento com Jasper. – ela retrucou.

Eu fechei as mãos com força para não bater nela.

- Royce estava certo. – eu falei com ódio – Você não passa de uma vadia.

Seus olhos castanhos brilharam de ódio e imediatamente, ela me deu um soco no queixo. Eu senti dor, mas já estava acostumado. Eu coloquei a mão no queixo a olhei sorrindo ironicamente.

- Pode me bater o quanto você quiser, mas isso não vai mudar quem você é. – eu falei.

- Você é um idiota Cullen. – ela falou com sarcasmo – Se acha superior... melhor que todos, mas, no fundo, não passa de um filhinho de papai.

Eu ri alto. Ela realmente não me conhecia.

- Eu sou tudo menos filhinho de papai. – eu afirmei.

- Só porque foi rejeitado pelos seus pais biológicos e adotado quando era adolescente, você quer vir com o papo de que teve uma infância triste? – ela perguntou – Ora, Carlisle e Esme até hoje fazem todas as suas vontades... ou o lindo volvo prata não foi um mimo dos seus pais? E as aulas de espanhol e italiano? As aulas de defesa pessoal? E o apartamento de Nova Iorque? Não foi outro presente dos seus queridos pais?

As minhas confidencias:

Eu fiquei pensando por um tempo, olhando para o céu, assim como ela, e quando percebi, já estava contando, com certa dificuldade, tudo o que tinha acontecido comigo:

- Desde os meus 06 anos, eu era obrigado a fazer toda tarefa de casa, como uma porra de um empregado. E se, por acaso, eu deixasse alguma tarefa mal feita, Sue me batia nas costas com um cinto de couro para eu “aprender a fazer as coisas bem feitas”, como ela mesma dizia.

Eu olhei cautelosamente para a Swan esperando alguma reação ruim por parte dela, mas ela não teve nenhuma reação e continuou apenas olhando para o céu.

Não sei explicar, mas essa atitude me deu uma confiança que eu nunca havia sentido antes e, então, eu continuei a contar mais sobre minha vida com Harry e Sue.

E as dela:

- Você não entende Edward... – ela falou e me olhou nos olhos – No fundo... a culpa é toda minha... meu pai culpou Derek quando a culpada era eu... se eu não tivesse tanto medo do meu pai, eu e Rose iríamos juntas para a casa e nada disso teria acontecido.

- Ou vocês duas teriam sido abusadas. – eu falei estremecendo com a possibilidade.

- Às vezes teria sido melhor que Rose carregar esse fardo sozinha. – ela falou baixo.

- Nem pense nisso. – eu falei bravo e a beijei.

Foi um beijo diferente... calmo... quase doce. Mas tão delicioso quanto todos os outros.

Como ela me deixava completamente louco:

Era tão violento nosso beijo que eu senti o gosto de sangue em minha boca... mas nós não paramos de nos beijar. Ela se agarrava a mim com desespero e eu a segurava com tanta força que com certeza deixaria marcas em sua cintura.

Nós nos afastamos um pouco. Nossas respirações já estavam descompassadas e eu percebi que seu lábio inferior sangrava um pouco.

Ela me pegou pela mão e me levou até o seu quarto. Eu apenas me deixei levar por ela.

Eu nem queria pensar na merda que eu estava prestes a fazer... mais um erro meu... mas naquele momento, não me importava nada... que eu pensasse nas conseqüências depois.

A nossa cumplicidade:

- Quer um pedaço? – ela me ofereceu um donut.

Eu assenti. Ela colocou o donut perto da minha boca e eu o mordi.

- Eu adoro donuts. – eu disse.

- Eu também. – ela falou dando outra mordida – Quer mais?

- Não... eu comprei para você. – eu falei.

- A gente pode dividir... – ela falou enviando um pedaço de donuts na minha boca praticamente à força.

- Quanta delicadeza... – eu resmunguei mastigando.

Ela deu uma risada.

- Como se você não quisesse, Capitão... – ela respondeu.

E como eu queria tê-la para mim.

- Quero ouvir... – eu falei olhando em seus olhos – Diga que é minha Isabella.

Eu estava quase gozando... e ela também...

Eu aumentei a velocidade quando senti seus músculos se contraíram, me apertando deliciosamente. Eu a levantei pela cintura, tirando meu pau.

- Fala... – eu sussurrei em seu ouvido e o enfiei de uma vez só.

- Sua! – ela gritou.

Continuei estocando mais rápido e cada vez mais fundo... senti todo o seu corpo estremecer...

- Sou sua. – ela gritou mais uma vez e me agarrou com força – Toda sua.

E agora... bem... ela estava sentada em cima de mim... e apenas me olhava, ainda apontando a arma na minha cara.

Seu olhar de repente perdeu aquele brilho e se tornou frio. A mágoa transbordava em seus olhos... e ela parecia estar quebrada por dentro.

Merda... eu queria tudo, menos fazê-la sofrer. Ela não merecia isso. E ver sua dor, provocada única e exclusivamente por mim, era pior que levar mil socos dela.

Mas o pior foi perceber que ela não confiava mais em mim. Eu senti uma dor no peito como jamais senti em toda a minha vida.

Naquele momento, eu soube que não adiantaria o que eu falasse para ela naquele momento... ela jamais acreditaria em mim... ela jamais acreditaria nas minhas palavras... e com razão... eu fui o maior filho da puta.

E agora só me restava tentar sair dali com vida... porque eu não conseguiria convencê-la de nada.

- Não se mexa Swan ou eu mato a loirinha. – a voz de Tanya preencheu a salam, nos assustando.

Isabella olhou rapidamente em direção da voz de Tanya e eu também olhei. Tanya, toda desfigurada, segurava Rose pelos cabelos e apontava uma arma para ela.

- Largue a arma, Swan. – Tanya mandou.

Eu voltei a olhar Isabella e ela me olhou novamente. Por trás da arma, eu via seus olhos castanhos em dúvida. Ela não sabia o que fazer.

- Não largue a arma Bella. – Rose implorou – Faça o que tem que ser feito, Bella. Faça o certo.

- Largue a arma agora. – Tanya ameaçou e provavelmente apertou Rose, porque ela gemeu de dor.

Isabella olhou para Tanya e Rose e me olhou mais uma vez.

Ela fechou os olhos, travou a arma e abriu a mão, fazendo com que a arma caísse do meu lado.

- Muito bem. Mãos para cima Swan. – Tanya falou e ela obedeceu – Agora saia de cima do meu homem.

Isabella se levantou ainda com as mãos para cima. Eu me levantei também.

- Agora, loirinha, vá até a Swan. – Tanya ordenou – Devagar... senão eu atiro na Swan.

Rose hesitou, olhando com desespero para Isabella.

- Faça exatamente o que ela disse, Rose. – Isabella falou com a voz calma.

Mas eu sabia que ela não estava calma... ela apenas era treinada para não deixar transparecer seu nervosismo.

Rose assentiu indo em direção à Isabella lentamente. Então, Isabella olhou para mim.

- Não faça nada com Rose. – ela pediu em um tom baixo.

- Sente-se na cadeira, Swan. – Tanya mandou sem perceber o que Isabella tinha acabado de me pedir.

Isabella respirou fundo e se sentou na cadeira que antes estava Tanya.

- Amarre-a bem firme amorzinho. – Tanya disse para mim com a voz enjoada de sempre.

Eu me aproximei da cadeira, olhando fixamente para Isabella, que também me olhava.

- E nem pense em fazer nenhuma gracinha Swan ou eu mato a loirinha antes que você pense em fazer alguma coisa. – Tanya ameaçou.

Eu sabia que a ameaça de Tanya não havia surtido nenhum efeito, porque Isabella não faria nada... não quando Tanya estava com uma arma apontada na direção de Rose.

Eu me ajoelhei na frente de Isabella e amarrei suas pernas nas pernas da cadeira com a corda que estava no chão.

Eu me levantei e me inclinei em cima dela para amarrar suas mãos atrás da cadeira. Meu rosto ficou na altura do seu ouvido.

- Eu sei que você não acredita em mim, mas ninguém vai machucar Rose... ou você. – eu falei baixo somente para ela ouvir – Eu te garanto.

Ela assentiu minimamente e eu acabei de amarrar suas mãos. Eu me afastei e fui em direção à Rose.

Peguei Rose, que estava próxima à Isabella e a levei para perto de Jasper, que estava desmaiado. Eu a sentei no chão, me ajoelhei e comecei a amarrá-la.

- Eu não estou te amarrando com força. Você conseguirá se livrar em alguns minutos. – eu falei baixo somente para Rose ouvir – Me desculpe por tudo.

Acabei de amarrar Rose e me levantei. Tanya caminhou até a mim, com dificuldade.

- Bem, deixe-me fazer as apresentações adequadamente. Esse é Edward Anthony Mansen. – ela falou me abraçando possessivamente e sujando minha roupa com o seu sangue – Filho do Don Edward e Elizabeth Mansen, meu noivo... e o tão famoso Assassino da Cruz

Inferno! Eu só queria sumi dali, mas pelo visto, Tanya ia fazer um showzinho.

Rose me olhava assustada com as informações. Mas não Isabella. Ela estava sem qualquer emoção, como se nada estivesse acontecendo... mas eu sabia... eu sabia que ela estava quebrada por dentro.

Mas nós nunca fomos feitos para durar. Eu não deveria ter deixado as coisas irem tão longe entre nós dois... eu sabia que era melhor manter distância, mas eu não conseguia... eu simplesmente não conseguia.

- Agora, amorzinho, acabe com a sua missão. – Tanya falou se sentindo mais poderosa do que ela realmente era – Mate de uma vez por todas a famosa e tão poderosa General Swan e acabe com a sua missão.

Sem largar a arma que estava em sua mão, ela foi até onde a arma estava jogada no chão e a pegou. Veio até a mim e a para mim sorrindo.

- Não Tanya. Acabou. – eu falei olhando para Isabella e depois para Tanya

O sorriso da Tanya sumiu e ela me olhou com raiva. Eu peguei a arma que ela ainda estendia para mim e a coloquei na minha cintura.

- Eu já copiei o disco rígido das Forças Especiais. – eu disse sem paciência – Agora vamos embora. Não temos mais nada que fazer aqui.

- O que??? Não! A missão era também matar a General. – Tanya gritou batendo os pés no chão igual a uma menina mimada – Acabe sua missão Edward! Agora!

- Eu já falei que não porra! – eu também gritei e ela se assustou, afinal, eu nunca tinha gritado com ela – Vamos embora Tanya.

Eu dei as costas e fui em direção à porta.

- Se você não faz, faço mesma eu. – Tanya disse nervosa.

Imediatamente, eu parei de andar... porque eu sabia que Tanya era perigosa. Quando eu me virei, vi Tanya apontando uma arma para Isabella.

- Você acha que Edward ia se envolver com você por vontade própria? – ela falou com desprezo – Tendo uma noiva como eu? Tola... saiba que você foi apenas mais uma na cama dele. Adeus, queridinha.

De uma coisa eu tinha certeza: ela ia matar Isabella.

Então, eu não pensei duas vezes. Peguei minha arma e atirei. Um tiro certeiro. Na cabeça de Tanya.

Ela caiu aos pés de Isabella, já sem vida. Eu olhei para Isabella, num pedido desesperado de desculpas. Ela me olhava confusa com o que tinha acabado de acontecer.

Eu me forcei a virar de costas para ela e, respirando fundo, comecei a correr e fui embora dali antes que fosse tarde demais.

Corri rapidamente para o estacionamento e entrei no meu carro. Agora era questão de tempo. Eu tinha que sumir o mais rápido possível.

Dirigindo rápido, eu liguei para meus pais e coloquei o celular no viva voz.

- Edward? – minha mãe atendeu – Aconteceu alguma coisa meu filho?

Com certeza ela estava preocupada pelo horário que eu estava ligando... afinal já era de madrugada.

- Não mãe... eu apenas queria falar com você e com meu pai. – eu falei – Ele está em casa ou de plantão?

- Ele está aqui do meu lado. – ela me respondeu.

- Eu queria falar com vocês dois. Coloque no telefone no viva voz, por favor. – eu pedi sem desviar o olhar da rua.

- Pronto. – eu escutei a voz do meu pai – Estamos no viva voz. Pode falar filho.

- Aconteceu um problema. – eu falei de uma vez só – E eu terei que ficar sumido por algum tempo.

- Edward? – a voz do meu pai soou preocupada – O que está acontecendo? Como assim sumido? Explique-se Edward.

- Eu não posso contar. Eu vou ficar incomunicável daqui algumas horas. Mas não se preocupem, pois eu entrarei em contato com vocês assim que possível. – eu expliquei.

- Meu filho, você está me deixando aflita. – minha mãe choramingou – Pode confiar em nós. O que está acontecendo?

- Me desculpem, mas é para o bem de vocês. – eu falei engasgado – Me desculpem por tudo. Eu amo vocês... de verdade. Agora eu tenho que ir.

Eu desliguei o telefone e acelerei o carro.

Mais uma missão cumprida... mas alguma coisa tinha mudado. Eu não era mais indiferente ao que estava acontecendo.

Na verdade, a indiferença foi substituída pela sensação era de vazio e... dor.

...

- É melhor ficar sumido por um tempo, moleque. Jogue o seu celular fora. Não compre nada com seu cartão de credito. — Don me dava instruções sobre como agir, mas eu mal entendia o que ele dizia.

Meus pensamentos estavam na base das Forças Especiais, ou melhor, em Isabella. Como será que ela estava?

Não teve nenhuma notícia na mídia sobre o que tinha acontecido. O que me deixou preocupado... o que eles podiam estar armando? Eles já deviam ter um plano, porque eu sabia que ela não deixaria isso barato.

- Edward? — a voz do Don pelo celular me trouxe de volta à realidade.

- Oi? — eu falei.

- Faça tudo do jeito que eu mandei moleque. É para o seu bem. — ele disse.

- Claro... assim que eu desligar, eu farei isso. – eu respondi.

- Sei que é difícil ficar um tempo longe de Carlisle e Esme, mas é para o bem deles. – Don falou com um tom de voz afetivo.

- Eu sei. Eu já me despedi deles. – eu falei.

- Eu os protegerei na sua ausência, Edward. – Don me garantiu – Eu não deixarei as Forças Especiais fazerem mal a eles. Confie em mim.

- Tudo bem. Até mais Don. – eu me despedi.

Eu desliguei o celular e fiquei olhando para o mar à minha frente. Eu estava em uma das praias desertas de Long Island. Era crepúsculo e o sol estava se pondo.

Eu me sentei na areia cansado... eu tinha passado o dia todo agilizando minha suposta fuga.

Suposta, porque eu não iria para longe. Eu ficaria por perto, vigiando Isabella, pois eu sabia que Don não desistiria de matá-la... e eu não deixaria isso acontecer.

Ele não tinha engolido a história que eu inventei sobre a morte de Tanya, mas ele também não parecia ter se abalado tanto. Ele apenas me disse que eu a substituiria e ele ficaria um tempo a mais no poder da Cosa Nostraaté acharmos alguém de confiança.

Fiquei com o celular na mão. Eu ia jogá-lo fora no mar... para evitar que me rastreassem. Então, eu pensei no olhar da Bella quando eu saí daquela sala.

Seu olhar, que antes eu achava tão frio, me dizia tudo que ela estava sentindo naquele momento.

E agora, meu coração estava tão quebrado quanto o dela.

Eu fechei os olhos. Merda de vida! Inferno! Madito dia que Don Edward e Elizabeth me encontraram.

Mas eu tinha que parar de culpar o mundo... quando o verdadeiro culpado era eu. Eu podia ter dito não a Don e Elizabeth desde o principio. Eu escolhi o caminho errado. Eu entrei para a Cosa Nostra mesmo sabendo que não era o certo a ser feito. Eu menti e enganei minha família. Eu traí Isabella... eu... e ninguém mais.

Fiquei ali... parado... pensando na merda da minha vida... olhando para o nada.

Eu nunca tinha me sentido assim antes... era tudo tão confuso...

As imagens de tudo que eu vivi com Isabella teimavam em me perseguir não sei por quanto tempo... até que eu entendi: eu não conseguiria mais viver longe de Isabella.

Um toque de celular chamou minha atenção. Era o meu celular. Só então eu percebi que já era noite... e eu nem tinha notado o escurecer.

Eu olhei o visor e vi que era minha mãe. Eu atendi, mesmo sabendo que não deveria, pelo menos até as coisas se acertarem.

- Edward? – a voz dela era desesperada, como nunca ouvi antes.

Eu fique alerta e tenso... estava acontecendo alguma coisa. A voz da minha mãe era de puro desespero.

Imediatamente, meu coração acelerou. Alguma coisa estava errada. Muito errada.

- Mãe? – eu perguntei preocupado – O que está acontecendo?

- Tem uns homens aqui em casa. – a falou com a voz falhada – Eles pegaram seu pai e estão atrás de mim... meu filho, nos ajude pelo amor de Deus.

Ela estava chorando muito e completamente desesperada. Eu tentei absorver o que minha mãe me dizia e respirei fundo para organizar meus pensamentos rapidamente.

- Onde você está? – eu perguntei a ela.

- Trancada no banheiro do meu quarto. – ela murmurou.

Eu tentava me controlar para ajudá-la. Eu tinha que ser frio agora. Só assim eu poderia fazer alguma coisa.

- Mãe, faça exatamente como eu mandei, ok? – eu pedi, tentando manter minha voz firme.

Ela não me respondeu.

- Mãe? – eu a chamei, nervoso.

- Eu vo... vou fazer... po... pode falar... – ela choramingou.

- Vá para baixo da sua cama. – eu mandei, mas ela não disse nada... apenas chorava – Agora mãe! Vai!

Escutei alguns barulhos e soube que ela havia me obedecido.

- Pronto. – ela falou com a respiração descompassada.

- Mãe, eu quero que você fique calma, ok? – eu falei no tom mais tranquilo que consegui naquele momento.

- Ok. – ela me respondeu tentando se controlar.

- Eu preciso que você fique calma porque vai dar tudo certo... mas eles vão te pegar. – eu falei com o coração apertado e ela chorou mais alto – Fique calma, mãe, por favor.

Ela não me respondeu e eu continuei:

- Eu preciso que quando eles te pegarem, você deixe o telefone no chão e grite para mim como eles são. Tatuagens, cicatrizes, cor de cabelo, cor dos olhos. – eu disse — Eu preciso que você o descreva para mim com o máximo de detalhes possível.

- Edward... – ela choramingou.

- Mãe, está tudo bem. Eu vou atrás de vocês. Nada vai acontecer... nem com você nem com meu pai. Eu te prometo. – eu assegurei a ela.

Um barulho alto do outro lado da linha e minha mãe gritou.

- Meu Deus Edward, me ajuda! Eles estão arrombando a porta. – ela falou desesperada.

- Mãe, eu preciso que você os descreva para mim. Eu te amo! Nada vai acontecer com você ou com meu pai. – eu falei tentando me controlar – Confie em mim.

- Eu confio. – foi a última coisa que eu a ouvi dizer.

Escutei mais barulhos de arrombamento e um grito da minha mãe. Senti um mal estar e percebi que tinha prendido minha respiração.

- Loiro, rabo de cavalo, cicatriz, rosto, esquerdo, tatuagem, CN, ombro. – minha mãe gritou.

E a ligação caiu.

Foi como se a terra tivesse se aberto sob meus pés. Merda!!!! Eu deixei o celular cair na areia e fechei os olhos, levando minhas mãos ao meu cabelo e puxando com força.

Eu não acreditava no que estava acontencendo. Eu sabia muito bem quem era o desgraçado que tinha pegado meus pais.

James.

Um assassino de meia tigela da Cosa Nostra.

Filho de uma puta!!! Desgraçado!!! Ele tinha seqüestrado meus pais. Desgraçado! Eu sempre soube que não podia confiar em Don¸ mas eu nunca imaginei que ele seria capaz de seqüestrar meus pais.

Eu respirei fundo tentando me controlar. Agora eu tinha que agir com todo cuidado do mundo. Eu não podia perder o controle... não agora... quando meus pais precisavam de mim.

Eu faria qualquer coisa para salvar meus pais... e depois, acertaria minhas contas com Don. Eu o caçaria no inferno se fosse preciso, mas ele pagaria... com certeza ele pagaria.

Eu sabia que só havia uma pessoa no mundo que podia me ajudar e eu tinha que encontrá-la o mais rápido possível.

Eu corri até onde meu carro estava estacionado, perto do calçadão. Eu entrei no carro e dei partida no carro e saí cantando pneu.

Eu acelerei sem me preocupar com nada. Eu já passava dos 160 km, mas não me importava. Eu tinha que chegar lá rápido.

Cheguei em frente ao prédio e parei o carro na entrada. Peguei no porta luvas a chave mestra que Isabella tinha me dado para invadir a casa do Black e minha arma. Respirei fundo e saí do carro.

Coloquei a arma na minha cintura e a chave no meu bolso. Era agora ou nunca.

Uma senhora segurando um monte de sacolas de compra entrava no prédio. Eu me aproximei dela rapidamente, sorrindo e me ofereci ajudá-la em carregar as suas compras.

Era a melhor forma de conseguir entrar no prédio sem o porteiro me barrar. A senhora sorriu de volta por causa da minha ajuda.

- Obrigada, meu filho. – ela agradeceu me entregando as sacolas que estavam com ela – Não é sempre que alguém me ajuda.

- Não tem problema nenhum. É um prazer. – eu falei disfarçando minha impaciência.

Nós entramos no elevador e ela apertou o botão para o 4ª andar.

- Você mora no prédio? – ela perguntou puxando papo enquanto o elevador subia – Porque eu nunca te vi aqui antes.

- Não, eu não moro aqui não. – eu a respondi – Na verdade, eu vim ver a minha namorada. Ela mora no 6º andar.

- Qual o nome dela? – a velha perguntou – Talvez eu a conheça.

- Isabella. – eu respondi.

A senhora ficou pensativa.

- Não. Eu não a conheço nenhuma Isabella. – ela falou por fim.

O elevador parou e a porta se abriu no 4º andar. Nós saímos e ela parou de frente ao apartamento 402.

- Muito obrigada, querido. – a senhora disse sorrindo – Diga a sua namorada que ela tem muita sorte em ter um homem bonito e gentil como namorado.

Eu sorri forçosamente... com certeza Isabella não pensava isso de mim. Sem nem comentar o fato que eu estava mais para inimigo mortal do que para namorado.

Eu me despedi da senhora do 4º andar. Assim que ela fechou a porta do seu apartamento, eu corri pelas escadas até o 6º.

O corredor estava completamente vazio.

Parei de frente ao apartamento e me agachei, ficando de cara para a fechadura. Silenciosamente, consegui abrir a porta com a chave mestra.

O apartamento estava todo escuro e silencioso. Pé ante pé, eu fui em direção ao quarto. A porta estava apenas encostada. Eu a abri lentamente e entrei no quarto.

O quarto estava escuro, a não ser pela luz que vinha da janela. Então, eu olhei para a cama.

Eu tenho que admitir que eu esperava tudo... menos isso. A cena que eu vi me deixou completamente sem reação.

Ela dormindo... tão tranquilamente... tão linda... tão serena. Ela estava deitada de barriga para baixo, abraçada a um travesseiro.

Ela usava um short branco super curto, que dava para ver o início da sua bunda, e uma blusinha também branca que ia até a metade da barriga.

Apenas a luz da lua a iluminava e ela estava ainda mais linda. Meu coração disparou em ver aquela cena.

Sem pensar na merda que eu estava fazendo, eu dei dois passos para dentro do quarto, em direção à cama.

E, então... a luz do abajur se acendeu, iluminando todo o quarto, ainda que fracamente.

Instintivamente, eu peguei minha arma e apontei para Isabella, que agora estava sentada na cama com uma arma apontada para mim.

Ela levantou o rosto, me encarando com a pose “sou foda” de sempre. Seu olhar era totalmente inexpressivo assim como todo seu rosto.

- Isabella... – eu falei com cuidado – Eu... eu preciso da sua ajuda.

Ela não falou e nem fez nada.

E ficamos assim: um apontando a arma para o outro, olhando intensamente um nos olhos do outro.

-- Fim da 1ª temporada --

Notas finais
Pessoas do meu coração... E esse foi o último capitulo da 1ª temporada... espero que vocês tenham gostado... o meu coração está apertado em postar esse cap.... Eu queria agradecer às 64 recomendações... eu adorei cada uma... e podem ter certeza que elas foram minha inspiração para escrever cada capitulo =) Eu queria agradecer a todos que leram... e a todos que comentaram... agora eu responderei a todos os reviews... (rrss)... Mas queria agradecer especialmente a Ju (gohans2videl), Nanda e Nani.. minhas lindas malvadas... rrss... pelas conversas que me deram mil ideias... Não sei ainda quando começarei a próxima temporada... mas vou tentar escrever o mais rápido possível... Ahhhhh... a cena dao sequestro da Esme é do filme "Busca Implacavel".... o filme é excelente e vale a pena ver.... Bjosssssssss