Cosa Nostra

19 Capítulo 18: A volta do Assassino da Cruz


Notas iniciais
Nos vemos no final... como sempre... Atenção: LEMONS!!!!

- Está tudo sob controle, Jazz. Ele acha... acha não... ele tem certeza que eu estou interessada nele. – ela disse rindo sarcasticamente – Como se isso fosse possível.

- Só tome cuidado, Bella. Eu não sei o que ele pode fazer com você, se desconfiar que está sendo enganado desse jeito. – o Coronel Hale falou.

- Pelo amor de Deus, Jazz! Ele não vai desconfiar de nada. Eu disse a ele que deveríamos manter segredo sobre nós dois, pois eu era chefe dele... e o idiota acreditou. – ela falou debochando.

- Eu só quero estar lá para ver quando ele descobrir que foi enganado. – Hale disse também debochando – Por isso que se diz que vingança é um prato que se come frio.

- Ele vai pagar pelo que fez. Eu jurei que eu acabaria com a vida dele e é isso que eu farei. – a Swan falou friamente.

- Eu sei por que você está tão empenhada nessa vingança. – o Coronel falou – Eu sei o que você está pensando, Bella.

Ela suspirou.

- Ele é o culpado pela morte do Derek. – ela falou, por fim.

- Bella...

- Eu sei, Jazz... eu sei que meu irmão se matou... mas foi por culpa desse desgraçado. – ela disse o interrompendo – Ele... ele arruinou.. destruiu a nossa vida... e eu vou destruir a dele também. Eu devo isso à Derek também.

- Todos nós sentimos como você, Bella. Mas você está se arriscando demais. – ele falou carinhosamente – Você está se colocando em risco o tempo todo que fica ao lado desse desgraçado.

- Eu preciso fazer isso, Jazz. O que eu estou fazendo não é nada comparada a dor que ele causou em todos nós.

- Derek era um irmão para mim. Você melhor do que ninguém sabe disso. – ele falou – Eu também sofri muito pela morte dele... mas eu preciso cuidar de você. Eu prometi isso a ele, Bella.

- Você sempre cuidou de mim, Jasper. – ela disse o abraçando – Mas eu preciso fazer isso. – ela falou irredutível.

- Eu te amo querida. Sempre vou amar. – ele falou.

- Ah... falando nisso, aqui está a minha aliança. Faça bom proveito... ou sei lá o que você quer fazer com ela. – ela falou.

- Obrigado. – ele agradeceu.

- Eu nem acredito que está chegando o grande dia. – ela falou.

- Nem eu... – ele disse brincando e ela riu – Mas eu vou precisar da sua ajuda para comprar o meu terno.

- Eu já sabia. Você não faz nada sem mim. – ela constatou.

- Convencida. – ele falou brincando.

- Realista, querido. – ela respondeu quase imediatamente.

Eu encostei minhas costas na parede, joguei a cabeça para trás e fechei os olhos. Meu estômago embrulhava e meu coração parecia que ia sair pela minha boca.

Demônio de mulher! Ela estava me enganando? Era tudo fingimento. Não... Não era possível... ela não podia ter fingido o tempo todo... podia?

Eu saí de lá o mais rápido possível e fui para o banheiro. Eu me sentei no bancão do banheiro e passei as mãos pelo meu cabelo.

Meu lado racional dizia: ela tinha se aproximado de mim de propósito... fora tudo friamente calculado por ela. Mas meu lado irracional gritava que era impossível fingir... que ela realmente tinha se envolvido...

Ela podia estar falando de outra pessoa, certo? Errado. Eu sabia que era de mim que eles falavam... mas... por quê? Porra.... eu nem conhecia o irmão dela.

As coisas estavam cada vez mais confusas. Eu sentia que tinha partes desse mistério que eu ainda não sabia... como peças faltando para completar a merda do quebra-cabeças.

E mais. Eu não entendia porque eu me sentia desse jeito... como se eu tivesse perdido o chão... como se eu tivesse sido traído... minha vontade era gritar e quebrar tudo na minha frente.

Eu fiquei um tempo olhando para o nada.

O que eu podia fazer? Ou melhor... o que eu queria fazer? A primeira coisa que eu tinha que descobrir que merda de segredo era esse.

Isso. Se eu descobrisse esse segredo, eu descobriria o que eles estavam planejando.

Pronto. Já estava decidido. Eu iria descobrir o que eles estavam planejando... e Isabella ia se arrepender amargamente de ter me enganado.

...

Eu troquei de roupa e fui treinar, como fazia todas as manhãs. Depois de um tempo, já estavam todos na academia, menos a Swan e o Hale.

Eu descontei no saco de boxe toda a minha frustração. Soco pós soco e eu fui pensando em tudo que tinha acontecido.

Se eu achava que estava puto com Don e Elizabeth, eu descobri que estava enganado. A raiva que eu tinha sentido não era nada comparando do que eu estava sentindo agora.

Eu já esperava uma traição de Don e Elizabeth... não é à toa que eu nunca confiei nos dois... só que eu não esperava que Isabella me traísse dessa forma tão... calculada.

Arghhhhhh!!!!!!!! Que merda eu estava pensando? Os ‘boinas verdes’ eram meus inimigos... Eu era a porra de um espião. Eu estava os enganando. Eu iria traí-los.

Eu os enganava e eles me enganavam... não tinha nada de mais... era normal... mas por que eu me sentia tão... magoado? Irritado? Traído?

Maldita Swan!!!! Filha de uma puta!!!

- Calma Cullen. – o Coronel McCarty falou divertido – Não adianta judiar do saco... ele não tem culpa de nada.

Eu parei de socar o saco e passei a mão pelo cabelo sem graça.

- Eu... – eu até tentei falar alguma coisa, mas ficou preso na garganta.

- Bem... antes o saco do que algum de nós, como da última vez, né? – ele disse rindo.

- Emmett! – Rose que estava passando o repreendeu – Deixa o Edward descontar tudo no saco. Ninguém te incomoda quando você faz o mesmo.

- Me deixa implicar com ele, Rose linda... – ele pediu igual a uma criança.

Rose riu e me olhou.

- Não liga para ele não, Edward. – ela disse ainda rindo – Ele adora encher o saco de todo mundo.

Eu também ri.

- Deixa Rose. – eu falei – Eu não ligo não.

- O Cullen é um dos meus, baby. – ele disse piscando para ela.

Ela riu e ele voltou a fazer as flexões que ele estava fazendo. E eu voltei minha atenção para o saco de boxe.

...

Depois do almoço, fomos todos para a sala de reunião. A General Swan e o Coronel Hale já estavam lá. Nós nos sentamos ao redor da mesa enquanto os dois ficaram em pé na ponta da mesa.

Eles estavam sérios e consequentemente todos se mantiveram também sérios.

Ele falou alguma coisa ao pé do ouvido dela e ela apenas assentiu.

- Hoje nós temos uma missão. Não é complicada, mas de extrema importância. – a General começou a falar passando o olhar em cada um sentado à mesa – Nós vamos “estourar” um ponto de venda de drogas da Cordopatri..

Ela apertou um controle na mão e atrás dela desceu um telão e logo em seguida apareceu a foto de um homem. Ele tinha os cabelos castanhos curtos, os olhos claros e parecia ter uns vinte e poucos anos.

- Esse é Alec. Ele é um dos mais competentes capos que a Organização tem atualmente. Ele está cotado para ser o novo consigliere da Cordopatri.

Ela apertou o botão e apareceu a foto de uma mulher loira de olhos claros.

- Essa é Jane. – o Coronel Hale explicou – Irmã gêmea de Alec. Ela é o braço direito do irmão e o auxilia em todas as atividades da Organização.

- Segundo as nossas fontes, eles sabem a localização do cônsul italiano Stefano di Tomasso. – a Swan completou – Nós vamos invadir o ponto de venda de droga da Cordopatri responsável por Alec e Jane.

- Esse ponto de droga é onde fica o escritório de Alec e Jane. – o Hale falou.

- Nossa missão é entrar no escritório e capturar os dois. – ela falou e apoiou as mãos na mesa, se inclinando em nossa direção – Atenção, boinas verdes: eu os quero vivos. Entenderam?

- Sim senhora. – todos responderam.

- Excelente. – ela falou ainda séria.

Na tela, apareceu um mapa e a General Swan passou a explicar como seria nossa missão. Tínhamos fotos que detalhavam o local que invadiríamos.

Assim, ela nos dividiu em três grupos: time um: ela, o Hale; time dois: McCarty, Royce, e Mike. time três: eu e Major Brandon.

A Major Weber ficaria na base e seria a responsável pela parte técnica da nossa missão.

Depois de explicado minuciosamente nossa missão e a função de cada um, nós fomos para o banheiro, colocar a roupa que era usada na missão: era uma calça do exército preta, uma blusa preta com o símbolo das Forças Especiais, um colete a prova de balas e a tão famosa boina verde.

Depois, fomos para a sala de armas, onde a Major Brandon nos entregou as nossas armas já carregadas e munição para recarregar.

Por fim, fomos a sala de comunicação, onde a Major Weber ficaria. Ela nos entregou um fone de ouvido sem fio e colocou um comunicador preso no ombro direito.

- Esses transmissores nos permitiram manter contato o tempo todo. – a Major Weber explicou – E será através dele que vocês receberam as ordens da General.

Nós assentimos e acabamos com as preparações para as missões.

...

Fomos para a garagem e partimos cada grupo em uma ‘blazer’ preta.

Uns quinze minutos depois, já estávamos chegando no local. Os três carros pararam bloqueando a rua.

Nós saímos do carro e nos posicionamos do lado de fora da casa. Eu e a Major Brandon estávamos na frente da casa. A equipe do McCarty estava nos fundos e a equipe da General estava no telhado.

- ‘Boinas Verdes’, aguardem minha ordem para invadir o local. – a Swan falou pelo rádio – Como está, time dois?

- Em posição, General. – o Coronel McCarty respondeu.

- Time três? – a Swan perguntou.

- Em posição, General. – a Major Brandon falou.

- Cullen? – a General me perguntou.

Eu tinha ficado com a função de atirar do “segurança” deles. Era um negão de dois metros de altura conhecido como “O Terror”. Pela janela aberta, eu mirei no brutamonte com a arma. O idiota estava tão distraído que era capaz de não ver uma bazuca na sua frente.

- Na mira, General. – eu falei.

- Agora, Capitão! – ela ordenou.

Eu respirei fundo e atirei um tiro certeiro na testa.

- Feito, General. – eu falei.

- Invadir. – ela ordenou.

O brutamonte mal caiu no chão e os três times entraram na casa.

Eu dei um chute na porta, a arrebentando. A Major Brandon entrou e eu a segui. Nós entramos com as armas em punho.

- Forças Especiais. Parados! – a Major Brandon gritou.

Na sala, havia umas sete pessoas, incluindo Alec e Jane. Todos começaram a correr, totalmente desorientados.

- Coronel Hale, Alec está indo para o norte. – a Major Brandon avisou.

- Entendido, Major. – ele disse pelo transmissor.

Eu tinha meus olhos vidrados na tal de Jane. Eu a vi correndo em direção às escadas.

- General, Jane está subindo as escadas. – eu avisei.

- Entendido, Capitão. – a Swan respondeu.

Todo mundo estava correndo e atirando. Eu e a Major estávamos usando uma parede como proteção.

Eu olhei para um drogado que apontava a arma em nossa direção e atirei. Ele caiu no chão, morto. Ótimo... menos um idiota.

- Me dê cobertura, Capitão. – a Major falou – Vamos avançar mais.

- Tudo bem Major. – eu assenti.

Ela foi andando na frente e eu atrás dela, atirando e rendendo em quem aparecesse. Aos poucos, nós fomos avançando pela casa.

- As duas salas estão liberadas. – a Major Brandon falou colocando duas pessoas encostadas contra a parede.

- O fundo também. – o Coronel McCarty se comunicou pelo transmissor.

- Algemem todos os sobreviventes, como a General já havia orientado. – a Major Weber falou – Eu já estou ligando para a polícia.

- Sim senhora. – a Major Brandon e o Coronel McCarty falaram simultaneamente.

Nosso interesse era somente em Alec e Jane, por isso, chamaríamos a polícia. Ela se encarregaria de prender as outras pessoas.

A General nos explicou que em algumas missões, eles comunicavam à polícia somente depois, para evitar que informações sobre a missão vazasse.

- Missão cumprida. – o Coronel Hale falou e nós soubemos que Alec já tinha sido capturado.

Agora só faltava Jane.

Mike, Royce e o McCarty trouxeram os presos para a sala. No total, havíamos prendido 06 suspeitos e matado 04. Os que sobreviveram, estavam todos com as mãos algemadas e estavam amarados pelos pés uns nos outros, para que ninguém fugisse.

O Coronel Hale chegou à sala segurando Alec, que estava algemado, claro.

- Tudo pronto? – o Coronel Hale perguntou.

- Só falta a General. – a Major Brandon falou.

Ele assentiu.

- General? – ele a chamou pelo transmissor.

Ele esperou um momento, mas não teve resposta.

- General? – ele repetiu o chamado.

- Espera porra. – ela respondeu ofegante.

Parecia que a coisa não estava boa para o lado dela não. Todos estavam tensos, esperando que ela falasse alguma coisa.

- Ela não precisa de reforço não? – Royce perguntou.

- Não. – o Hale respondeu friamente – Se ela precisasse de ajuda, ela teria pedido para mim, Major.

Ficamos em silêncio por alguns poucos segundos.

- Missão cumprida. – a General falou.

Segundos depois, ela desceu com Jane. A loira estava toda ensangüentada e com um corte enorme na boca. A Swan a jogou no chão com violência e fez uma careta.

Todos estavam prestando atenção nos nossos capturados. Eu olhei para a Swan e percebi que ela estava com a mão no braço, quase no ombro e sua camisa estava rasgada.

Eu cheguei perto, eu pude ver e entender o que havia acontecido. Fui então que eu percebi: ela tinha levado um tiro e estava sangrando.

- Você levou um tiro! – eu falei.

- Não faz escândalo, porra! – ela esbravejou – Não foi nada demais... foi de raspão.

- Mesmo assim... você tem que ir para um hospital. – eu falei.

- Dá para falar baixo, Capitão? – ela falou com raiva – Eu já disse que não foi nada demais e eu não vou para o hospital merda nenhuma. Na base, Rose cuida disso para mim.

- General...

- Calado, Capitão! E o senhor está proibido de falar sobre esse assunto com outro ‘boina verde’. – ela ordenou – Estamos entendidos?

- Sim senhora. – eu falei contrariado e saí de perto da maldita.

Diabo de mulher! Que morresse logo e acabasse com meus problemas.

Saímos da casa e vimos vários carros de polícia. Também havia algumas vans de canais de televisão. Tinha repórter e câmera para todo lado. Eles só não se aproximavam mais, pois a polícia tinha feito uma barreira.

O Capitão Jackson veio em nossa direção. Eu já o conhecia da noite do assalto.

- General, Capitão. – ele disse olhando para nós dois e prestou continência.

- Capitão Jackson. – nós dois falamos e retribuímos a continência.

- Esses são os suspeitos? – ele perguntou.

- Sim senhor. – ela disse – Todos vão com o senhor até a delegacia, exceto aqueles dois. – ela afirmou apontando para Alec e Jane,

Ele assentiu e pegou os outros presos.

O Coronel Hale colocou Alec e Jane em uma blazer. Cada um entrou no seu respectivo carro e fomos embora.

Assim que nós entramos na base, a Swan nos chamou.

- Ótimo trabalho, ‘boinas verdes’. Estão liberados por hoje. – a General falou.

- O que vai acontecer com Alec e Jane? – Royce perguntou.

- Eu, o Coronel Hale e o Coronel McCarty ficaremos responsáveis por ele. – a Swan respondeu.

Ela se virou para a Major Brandon.

- Chame Rose, Alice. – ela mandou.

- Sim, senhora. – a Major Brandon respondeu e saiu em direção à enfermaria.

- Vocês podem ir para a casa. – a Swan falou e se virou, indo embora.

Eu e o resto fomos para o banhiero, trocar de roupa para ir embora. Lá, a Major Weber estava conversando com Royce e Mike.

- Agora, eles irão interrogá-los. – ela explicou.

- Será que eles vão falar? – Mike perguntou.

- Digamos que Isabella tem um jeito especial de fazê-los falar. – a Major falou.

Eu sabia bem como qual era esse jeitop especial que a General tinha. Nós também tínhamos esse “jeito” nos interrogatórios da Cosa Nostra. Chamava-se tortura.

- O interrogatório demora muito? — Mike perguntou.

- Provavelmente levará a noite toda. – ela respondeu distraidamente.

Ótimo! Assim que começaria com meu plano de descobrir de uma vez por todas essa porra de segredo... Por mais que eu estivesse curioso, tratava-se da minha sobrevivência. Eu não podia dar mole.

Eu esperei que todos fossem embora. Eu dei uma desculpa para Mike, que foi embora com o Royce.

Apenas McCarty, Hale e a Swan estariam na base... mas eles estariam ocupados demais com Alec e Jane.

Eu fui para o 13º andar e entrei na sala da Isabella. Corri os olhos para dar uma examinada rápida no local. Era muito parecida com o escritório dela na fazenda onde foi o treinamento, só que mais elegante.

Tinha uma mesa de madeira e um computador de última geração. Em cima da mesa, tinha uma foto da formatura dela no exército. Ela estava ao lado de um homem, que eu concluí ser o pai dela, e ela parecia estar bem desconfortável com aquela situação.

Não tinha nenhum documento em cima da mesa. Então, fui mexer nas gavetas. Já na primeira gaveta, havia a ficha dos “novatos”.

Eu as peguei e me sentei na cadeira, para ler. Abri a ficha do Mike e não tinha nada que eu não sabia. Mike com a sua boca grande já havia me contado tudo que estava escrito na ficha, inclusive a vez que ele foi pego estourando bombinha na caixa dos vizinhos, quando era adolescente.

Peguei a ficha do Royce e li a história dele e a investigação que os ‘boinas verdes’ tinham feito sobre ele. Também não tinha nada de mais. Em resumo, o cara era um filhinho de papai que conseguiu subir rapidamente no exército por causa dos contatos do pai.

Então, eu abri a minha ficha. A investigação começava no orfanato em que eu havia sido deixado. Não constava o nome dos meus pais biológicos, apenas informava que eu havia sido deixado na porta do orfanato.

Havia uma investigação detalhada sobre Harry e Sue e também sobre meus pais. O relatório apenas confirmava que Harry e Sue eram a escória da humanidade e que meus pais eram bons samaritanos... o que eu já sabia.

No meu relatório, também tinha minha ficha da faculdade e meus relatórios no exército. Nada de novo... e nada incriminador. Eu bufei frustrado.

Foi quando eu vi no final da ultima folha do relatório uma anotação da Swan: O que ele esconde?

Eu gelei. Ela sabia que eu escondia alguma coisa. Ainda que na minha ficha não constasse nada, ela tinha quase certeza que ela sabia... mas eu precisava dessa certeza. Não sei porque, mas precisava.

Eu guardei as fichas e decidi ir embora para casa. Por hora, era tudo que eu podia fazer.

...

No outro dia, eu vi rapidamente a Swan. Ela estava com olheiras e parecia estar muito cansada... mas ainda assim ela mantinha a pose de general, distribuindo ordens e patadas.

Eu treinei normalmente durante o dia juntamente com Royce, Mike, a Major Weber e a Major Brandon.

À noite, eu tinha decido chamar a Swan para dar uma volta. Se as fichas não me disseram muita coisa, só me restaria tentar descobrir da própria Swan o que estava acontecendo.

Quase todo mundo já tinha ido embora. Eu estava na cozinha tomando um copo de água, quando ela entrou com o Coronel Hale.

- Eu já falei Bella. – ele disse – Vá para a casa descansar. Eu e Emmett damos conta de Alec e Jane.

- Eu quero ficar. – ela argumentou.

- Você precisa descansar. – ele falou.

Ela bufou, rendida e ele sorriu.

- Nos vemos amanhã. – ele disse e saiu da cozinha.

Ela me olhou pela primeira vez desde que entrou na cozinha.

- Por que você ainda está aqui? – ela perguntou.

- Eu queria saber se você queria dar uma volta comigo. – eu falei.

Ela pensou por alguns segundos.

- Já que fui expulsa da minha própria base, acho que dar uma volta é melhor que ir para a casa. – ela falou.

- Então vamos. – eu disse.

Eu sorri. Seria a oportunidade perfeita para saber mais informações sobre o irmão dela. Eu tinha que saber onde ele e eu nos encaixávamos nesse quebra cabeça dos infernos.

Nós fomos para o Central Park e nos sentamos exatamente no banco que ela estava sentada quando que errei o tiro.

- Eu gosto de vir aqui. – ela falou – Me ajuda a pensar na vida.

- Eu também gosto daqui. – eu falei sem vontade.

Ela me olhou com a sobrancelha arqueada.

- O que foi? – ela me perguntou.

Eu não podia dar na cara que eu sabia de alguma coisa.

- Nada. – eu menti – Só estou com raiva da vida.

Ela deu um meio sorriso.

- O dia que o Assassino da Cruz tentou me matar, era o aniversário de morte do meu irmão. O meu dia tinha sido infernal, então eu resolvi caminhar um pouco para desanuviar minha cabeça. – ela contou – No caminho, eu senti um aperto no peito e me sentei aqui. Exatamente nesse banco. Fiquei pensando na vida ate que senti uma queimação no braço. Quando olhei, percebi que havia sido um tiro.

- Sorte a sua que ele errou. – eu falei.

Ela deu os ombros.

- Para ser sincera, naquele dia eu o amaldiçoei por ter errado. – ela disse sem qualquer emoção.

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

- Por que seu irmão se matou? – eu perguntei na lata.

Ela ficou visivelmente tensa ao meu lado.

- Ele se sentia culpado e eu acho que ele não agüentou a pressão. Foi um tiro na cabeça. Rápido e indolor. – ela contou – Eu o achei no seu quarto.

- Eu sinto muito. – eu falei de verdade.

Eu sabia que ela ainda sofria por causa do irmão... e pela primeira vez na minha vida, eu senti culpa de ter matado todas aquelas pessoas. Foi uma sensação diferente... e ruim...

Ela se levantou bruscamente, provavelmente incomodada com o rumo da conversa, e eu a acompanhei. Fomos andando em direção ao seu prédio.

Ficamos em silêncio por um tempo. Era tudo tão confuso na minha cabeça. Só ela tinha esse poder de me confundir dessa forma.

- Não sinta. – ela falou friamente, do nada.

- O que? – eu perguntei confuso.

- Não sinto muito pela morte do meu irmão. – ela falou com aparente indiferença, mas eu sabia o quanto aquela história ainda a machucava – Foi a única forma que ele achou de se livrar do meu pai e de toda a culpa que ele sentia.

- Culpa de quê? – eu perguntei.

- Das merdas que aconteceram na nossa vida. – ela falou evasiva.

Nós entramos no prédio dela e depois no elevador.

- E você pensa em vingar a morte do seu irmão? – eu perguntei quando a porta do elevador se fechou.

Eu percebi que ela ficou tensa.

- Vingar? Vingar quem Cullen? – ela disse com sarcasmo – Ele se matou.

- Às vezes parece que tem mais nessa história do que você conta. – eu comentei como quem não queria nada – Você pode querer se vingar do responsável por essas merdas na vida de vocês.

- Isso não é da sua conta! E pare com essa mania irritante de bisbilhotar a vida alheia. – ela falou e a porta do elevador se abriu.

Ela saiu rapidamente, batendo os pés.

Ah! Mulher insuportável! Custava responder a porra da minha pergunta??? Caralho... ela queria me tirar do sério... só podia!

Ela abriu a porta do apartamento dela e nós entramos em seu apartamento. Eu mal esperei a porta do quarto se fechar e a pressionei contra a porta, a beijando com toda raiva que eu estava sentindo.

Era tão violento nosso beijo que eu senti o gosto de sangue em minha boca... mas nós não paramos de nos beijar. Ela se agarrava a mim com desespero e eu a segurava com tanta força que com certeza deixaria marcas em sua cintura.

Nós nos afastamos um pouco. Nossas respirações já estavam descompassadas e eu percebi que seu lábio inferior sangrava um pouco.

Ela me pegou pela mão e me levou até o seu quarto. Eu apenas me deixei levar por ela.

Eu nem queria pensar na merda que eu estava prestes a fazer... mais um erro meu... mas naquele momento, não me importava nada... que eu pensasse nas conseqüências depois.

Assim que entramos no quarto, eu a puxei pela mão e apertei meu corpo contra o dela, a beijando como se não tivesse feito isso há apenas segundos atrás.

Em resposta, ela esfregou seus quadris nos meus. Minhas mãos desceram até a sua bunda, a apertando e sua respiração oscilou.

Eu terminei o beijo mordendo seu lábio inferior. Nós nos afastamos um pouco e nos encaramos em expectativa.

Eu a empurrei fazendo que caísse deitada sobre a cama. Sem tirar meus olhos dos dela, eu dei dois passos em direção à cama, tirando minha camisa no caminho. Parei e tirei minha calça juntamente com a minha cueca.

Ela ainda deitada na cama também tirava as peças de roupa... uma a uma.

Quando que tirou a calcinha, ela lambeu seus lábios, que ainda sangravam. Meu pau latejou, dolorosamente. Então, eu desci minha mão até ele e o massageei.

Ainda me olhando, ela deitou a cabeça na cama e abriu as pernas para mim. Caralho... ela estava molhada demais. Minha boca encheu d’água.

Eu não resisti e me deitei sobre ela, apoiando as minhas mãos no colchão.

Com meus joelhos, eu afastei suas minhas pernas, moldado melhor seu corpo no meu. Meu pau já roçava a sua entrada... o contato nos fez gemer quase juntos. E com uma única investida eu enfiei todo meu pau na sua buceta.

Ela gemeu alto e arranhou as minhas costas com força. Sem perceber, soltei um rosnado e eu a segurei pela cintura com força, começando a socar seu pau bem forte e fundo dentro dela. Ela gemeu e fechou os olhos, totalmente entregue a mim.

Ela desceu com suas mãos, arranhando as minhas costas até chegar à minha bunda. Ela, então, agarrou minha bunda, me fazendo ir ainda mais fundo nela, o que eu achava que era impossível.

Eu a agarrei pelo cabelo e ela gemeu num misto de dor e prazer, mas ficou ainda mais molhada. Puta que pariu... que delicia de mulher.

Eu a beijei com paixão. Nossas línguas se exploravam com quase violência enquanto eu metia nela cada vez mais rápido. Comecei a sentir Isabella estremecer e apertar meu pau deliciosamente.

Eu aumentei ainda mais a velocidade das estocadas. Ela deu um grito e sua buceta esmagou meu pau... eu senti o calor do seu gozo escorrendo pelo meu pau.

Eu levantei suas pernas até meu ombro e socando fundo e forte, eu gritei e gozei ao mesmo tempo.

Eu apenas me deixei cair em cima do seu corpo, sem me preocupar em machucá-la com meu peso e sem sair de dentro dela. Ela passou os braços no meu pescoço, me abraçando.

Eu não queria sair daquela posição. Não queria ter que voltar à realidade onde eu era um merda de um mafioso e ela era a minha maior inimiga no momento.

Eu queria ser apenas Edward... e esquecer da missão e da Cosa Nostra. E eu queria ter apenas Isabella... e não a general das Forças Especiais.

Não sei quanto tempo ficamos assim... em silêncio e em total conforto... mas logo meus olhos foram se fechando e eu dormi.

...

Um toque de celular começou a me incomodar. Percebi que eu estava deitado de barriga para baixo, com o braço segurando possessivamente a cintura de Isabella, mas eu não abri os olhos.

Eu senti a cama se mexendo do meu lado e ela tirou meu braço de sua cintura. Percebi que ela se levantou da cama com cuidado.

- Jasper? – ela perguntou falando baixinho ao celular.

Depois de um tempo, ela respondeu:

- Esta tudo bem. Fica tranquilo. Nada vai acontecer comigo.

Ela ficou alguns segundos em silêncio.

- Eu vou desligar agora. Tchau. – ela se despediu rudemente.

Ela mexeu no celular por alguns segundos e suspirou. Ela voltou para a cama. Eu continuei fingindo que eu estava dormindo.

- Por que as coisas tinham que ser tão complicadas na minha vida? – ela perguntou baixinho.

Eu também me perguntava isso... merda, merda e merda! Eu precisava pensar... e tinha sair dali... eu não conseguiria raciocinar direito com ela tão próxima a mim.

Ela pegou meu braço e colocou em cima de sua cintura. Minutos depois, ela já estava dormindo.

Eu me levantei com cuidado para não acordá-la. Ela se mexeu e resmungou alguma coisa, mas abraçou o travesseiro que eu estava usando e continuou dormindo.

Peguei minhas roupas no chão e as coloquei enquanto eu rumava para a porta. Eu saí do apartamento.

Droga! Onde eu estava me metendo? Eu tinha quase certeza que ela estava armando para cima de mim e eu ainda ia para cama com ela? Eu era da porra da máfia.. não dava mais para fingir que o resto do mundo não existia.

Então, eu decidi. Eu ia dar um basta nessa merda de confusão. Eu ia assumir quem eu era de verdade: o Assassino da Cruz, filho do Don e Elizabeth.

A primeira coisa que eu ia fazer era acabar com a merda de missão de matar o policial idiota de uma vez por todas.

Passei em casa apenas para pegar minha arma. Peguei minha Glock 9MM e as balas marcadas com o símbolo do Assassino da Cruz.

Eu não vigiei o atual alvo merda nenhuma. Ele era tão imbecil e sua rotina tão igual, que eu não precisava de mais tempo para acabar com a missão... e eu também não estava com saco para ficar vigiando esse idiota.

Eu fui para o bar que ele freqüentava e fiquei esperando por ele. Eu tomava uma cerveja quente enquanto esperava o desgraçado chegar.

Minutos depois, ele entrou no bar e sentou em uma mesa, já pedindo uma dose de whisky.

Algumas longas horas depois, ele saiu cambaleando do bar. Eu paguei minha cerveja e fui atrás dele.

Eu andava atrás dele, o seguindo. Quando ele virou em uma rua deserta, eu tirei minha arma da minha cintura e deu um tiro na nuca dele.

Era a primeira vez que eu matava assim. Eu sempre atirava de longe, com meu fuzil... mas não hoje...

Eu olhei para o corpo do homem caído sem vida no chão. Mais uma morte causada pelo terrível Assassino da Cruz. Mais uma confirmação do poder da Cosa Nostra. Mais uma missão cumprida.

Então, fui para a casa dormir... mas de uma coisa eu tinha certeza: o Assassino da Cruz estava de volta e com força total.

Notas finais
Ei pessoas!!!!Em primeiro lugar, robpatzz, mtooooooo obrigada pela recomendação... eu ADOREI!!!!!=)Em segundo lugar, eu consegui postar hj sem falta!!!! rrss... mas os reviews nao foram respondidos... mas serão... eu juro... não deixem de comentar, pq eu adoro....:DEspero que tenham gostado do capitulo....Bjosssss