Cosa Nostra

45 2ª Temporada - Capítulo 16: Casamento


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora. Minha vida está uma loucura, mas espero que vocês gostem do cap. Lembrando que está chegando ao fim! bjs

– Elizabeth vai morrer? – eu perguntei olhando para o teto.

Eu estava deitado na cama com um braço para cima, embaixo da minha cabeça. Tendo em vista o silencio de Isabella, eu perguntei mais uma vez.

– Ela pode ser condenada a pena de morte?

– Edward... – ela começou hesitante, respirando fundo – eu... eu não sei.

– Pena de morte? – sussurrei.

Isabella se virou na cama, ficando de barriga para baixo e se apoiou em seus cotovelos para olhar para mim. Mesmo sentindo seu olhar, eu continuei a encarar o teto branco do nosso quarto.

– Edward, Elizabeth confessou centenas de assassinatos. Assassinato de pessoas importantes... políticos... generais... embaixadores.

– Eu sei muito bem quem eu matei, Isabella. – eu a cortei secamente.

Ela suspirou fundo.

– Elizabeth sabia muito bem das consequências, Edward. Eu mesma expliquei o que poderia acontecer. Ela quis assim. Foi uma decisão dela.

Isabella se levantou e eu a encarei pela primeira vez.

– E para ser sincera, eu prefiro que seja ela a você. Eu prefiro que ela encare o corredor da morte invés de você. Eu não me arrependo de fazer o que eu fiz. Eu fiz e faria mil vezes mais se isso significa te salvar.

No mesmo instante, as palavras de Elizabeth vieram na minha cabeça “Se você não deixar seu passado para trás, ele ficará sempre entre você e Isabella”.

Era verdade. Eu tinha que deixar toda essa merda para trás.

Eu me levantei da cama com um pulo, ficando bem na frente de Isabella.

– Eu sei que você faria. Você é bem cabeça dura quando quer. – eu falei dando um meio sorriso. Segurei-a pela cintura e trouxe-a para mim, até que seu corpo ficasse totalmente colado com o meu.

Ela abriu a boca para retrucar, mas eu fui mais rápido e colei minha boca à dela. Nossos beijos eram sempre explosivos. Em alguns segundos nós já estávamos ofegantes e completamente nus na cama.

Eu fui traçando seu pescoço com a língua até sua clavícula, enquanto Isabella passava a mão pelas minhas costas, arranhando-me.

Desci com minha boca até seus seios. Coloquei um na minha boca e passei a língua pelo mamilo. Eu suguei com força e ela arqueou o corpo, gemendo baixinho.

Minha mão acariciava sua cintura até chegar ao meio de suas pernas. Passei o dedo lentamente por seu sexo e senti o quanto ela estava molhada.

Soltei a boca do seu seio e antes que ela protestasse enfiei um dedo em sua entrada. Ela gemeu mais uma vez e dessa vez, mais alto.

Eu passei a movimentar meu dedo lentamente e capturei mais uma vez sua boca. Isabella rapidamente começou a mover seus quadris na minha mão.

– Mais. – ela exigiu com a voz abafada pela minha boca.

Eu a ignorei e continuei meu ritmo apenas acrescentando mais um dedo.

– Deus, Edward... mais. – ela pediu em meio a seus gemidos.

Eu mais uma vez ataquei sua boca, sentindo sua língua na minha. De repente, senti sua mão envolver meu pau, que nessa altura do campeonato já estava a ponto de explodir.

– Isabella. – eu gemi desesperado enquanto sentia sua mão descer por toda sua extensão.

– Mais. – exigiu.

Eu tirei meus dedos de dentro dela e me ajoelhei na cama, levantando suas pernas. Rapidamente eu me deitei em cima dela novamente, enquanto segurava suas pernas.

– Seu desejo é uma ordem. – falei enquanto a penetrava de uma vez.

Ela ofegou ao sentir a invasão e fechou os olhos, arqueando o corpo e jogando a cabeça para trás.

– Não tem nada melhor nesse mundo do que estar dentro de você. – eu falei com a voz rouca, enquanto eu me movimentava dentro dela e sentia seu calor.

Isabella apenas gemeu em resposta e me apertou dentro dela. Fui aumentando a velocidade a medida que ela exigia mais.

Senti ela me apertar continuamente quando seu orgasmo se formou. Assim que ela gemeu alto ao sentir o orgasmo em corpo. Eu me deixei levar também.

Senti todo o prazer se concentrar no meu pau dentro dela. Eu não sentia meu corpo. Era apenas ela. Seu calor. Sua excitação. Seu orgasmo. Era sempre assim. Eu me perdia nela por completo.

Gozei, derramando meu sêmen nela, enquanto ela me beijava o pescoço. E eu caí em cima dela, do jeito que ela, e eu, gostávamos de ficar depois do sexo.

Demorei alguns bons minutos até conseguir voltar de volta ao planeta terra. Só então saí de dentro dela e rolei na cama deitado de costas.

Depois de um tempo, Isabella se levantou.

– Agora trate de tomar um banho, porque Alice marcou o jantar para as oito horas. – ela disse.

Eu dei uma olhada rápida no relógio que ficava na cabeceira.

– São oito e quinze. – eu falei.

– Exatamente. – ela respondeu já indo para o banheiro – Banho agora, Cullen!

Eu sorri e me levantei, seguindo-a para o banheiro.

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Dois meses haviam se passado e minha vida não poderia estar melhor. O julgamento de Elizabeth ainda estava a todo vapor. O promotor estava fazendo disso a merda de um circo.

Todos os assassinatos estavam sendo revividos de novo e de novo. Elizabeth assistia a todos os depoimentos com a cabeça erguida. Sua atitude tranquila e firme tranquilizou minha consciência e, sinceramente, eu senti orgulho dela.

O advogado de Elizabeth havia feito um acordo com a promotoria. Elizabeth entregaria todo cartel de drogas dos Estados Unidos e ela seria poupada da pena de morte. O promotor responsável pelo seu caso foi contra o acordo, mas era mais vantajoso para seus superiores ter informações sobre a máfia do que a morte de Elizabeth.

Eu e Isabella fomos a todas as audiências. A desculpa era fácil. Todos queriam assistir em primeira mão ao julgamento do Assassino da Cruz. Uma vez ou outra nossos olhares se encontraram e nesses momentos seus lábios se curvavam levemente, em um sorriso secreto somente para mim.

Eu me olhei mais uma vez no espelho e ajeitei a gravata vermelha pela milésima vez.

–Eu detesto essa gravata. – reclamei para Isabella que estava no banheiro.

– Do que você está reclamando? – ela gritou do banheiro – Pelo menos você não tem que usar esses saltos enormes. Eu juro que se eu cair na igreja, eu vou matar a Alice.

Ela então saiu do banheiro e eu engasguei. Isabella usava um vestido vermelho longo, que ressaltava todas as suas curvas e com um decote que deixava muito pouco à imaginação. Ela se aproximou de mim, parou na minha frente e começou a ajeitar a minha gravata.

– Você está gostosa pra caralho. – falei passando a mão pela cintura dela e trazendo-a para mais perto, até que nossos corpos estivessem totalmente colados.

Quando eu me inclinei para beijá-la, ela desviou e eu beijei sua bochecha.

– Nem tente. Se você estragar minha maquiagem, eu te mato. – Isabella ameaçou.

Ela não tinha gostado nada de ter passado o dia inteiro com Rose e Alice em um SPA, pois agora só falava em matar todo mundo. Ela mexeu mais um pouco na minha gravata.

– Eu não entendo porque minha gravata tem que combinar com seu vestido. – eu disse, enquanto ela ajeitava minha gravata.

– É simples. Alice quis assim. – ela repetiu a frase que eu mais escutei nesses últimos meses.

Depois que as coisas se acalmaram com a prisão de Elizabeth, Jasper e Alice finalmente marcaram a data do casamento. Eles nos contaram a novidade em um jantar que Alice tinha marcado e nos convidou para sermos seus padrinhos de casamento.

E desde então, Alice ficou completamente insana. Eu a chamava carinhosamente de “a noiva louca”. E toda a vez que eu questionava o motivo de um desejo louco dela, a resposta que todos me davam era “Alice quis assim”.

E um dos desejos da “noiva louca” era que os casais de padrinhos usassem as gravatas e vestidos combinando. Como o vestido de Isabella era vermelho, então, minha gravata tinha que ser vermelha também. Loucura, eu sei, mas eu descobri que mulheres prestes a casar não são normais.

– Vamos? – Isabella me chamou e eu assenti. Peguei minha carteira e guardei-a no bolso de trás da minha calça social. Eu realmente tinha medo de chegar atrasado e ser atacado pela “noiva louca”.

No carro, à caminho da igreja, o celular de Isabella tocou.

– Swan. – ela atendeu e logo disse séria – Tudo.

Depois de um tempo, ela voltou a falar:

– Entendido. Amanhã irei até a prisão. – ela desligou o jogou o celular em algum lugar do carro.

– Quem era? – perguntei curioso.

– Era o promotor do caso de Elizabeth. Parece que teve uma tentativa de invasão no bloco onde está a cela dela.

– Invasão? Será que tem alguma coisa a ver com Elizabeth? – questionei.

– Eu sinceramente não sei, Edward, mas não acredito que isso seja coisa boa. – ela falou com simpatia e colocou uma mão em cima da minha, que descansava em cima da marcha.

Eu não sabia como eu me sentia em relação à Elizabeth. Eu ainda tinha ressentimento, por tudo que eu passei pelo abandono dela, mas tinha um carinho por tudo que ela fez por mim. Ela matou Don quando eu e Isabella estávamos à sua mercê. Ela me ajudou a salvar Isabella, nos levando ao hospital. E assumiu toda culpa por mim, mesmo correndo o risco de ser condenada à morte.

– Eu vou verificar o que houve. Quer ir comigo amanhã? – ela me perguntou. Eu apenas assenti.

Ficamos em silêncio durante o resto do trajeto. Minha mente estava a mil. Invasão? Realmente algo estava errado... errado para caralho.

Chegamos à igreja e fomos direcionados para a fila dos padrinhos por uma mulher do cerimonial.

– Não fica assim. – Isabella falou passando a mão lentamente pelo meu abdômen. – Esquece isso hoje e vamos aproveitar o casamento. Amanhã a gente pensa nisso.

Eu assenti, sabendo que não conseguiria deixar para lá. Então, ela segurou meu rosto com as duas mãos e me forçou a olhá-la.

– Esquece a porra desse assunto por essa noite. É uma ordem. – sua voz no eu seu melhor tom de general. E então me beijou.

Eu aprofundei o beijo, passando a mão por sua cintura, trazendo para mais perto de mim e afastando meus pensamentos caóticos.

Escutamos um pigarro e nos afastamos. A mulher do cerimonial nos encarava com o olhar repreendedor. Isabella me olhou, me deu um selinho rápido e se virou para encarar a mulher.

A mulher era a cerimonialista que Alice tinha contratado para ajudá-la com o casamento. Uma tal de Joana alguma coisa...

– Algum problema? – Isabella perguntou cruzando os braços em seu peito e encarando a mulher como se ela fosse o ser mais insignificante do planeta.

Joana desviou o olhar e me olhou.

– Eu peço para vocês se comportarem. Afinal, estamos em uma igreja. Estamos na casa do Senhor...

Isabella a interrompeu e se colocou na frente da mulher de forma que ela não pudesse mais me olhar.

– Se não, eu chamarei Jasper. – ela terminou e Isabella bufou. – Já está quase na hora de vocês entrarem.

– Pode deixar que vamos para a fila agora. – Isabella me puxou pela mão e entramos na fila logo atrás de Rose e Emmett enquanto resmungava algo como ‘vagabunda e piranha`.

Em poucos minutos, a música começou a tocar e nós entramos na igreja.

Andamos pelo corredor que estava enfeitado com um tapete vermelho e varias flores brancas e amarelas.

Quando chegamos ao altar, eu fui para um lado e Isabella foi para o outro.

A música cessou e logo começou a marcha nupcial. Então Alice entrou acompanhada pelo pai. Ela estava toda de branco, em um vestido que parecia um bolo, mas ela estava muito bonita. Jasper a encarava com a boca aberta, como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo.

Alice e seu pai chegaram até onde Jasper esperava visivelmente ansiosa. O pai de Alice deu um abraço em Jasper e entregou Alice a ele.

Os dois se viraram e encaram o padre. E então o casamento começou.

Já tinham se passado quase 40 minutos, mas a sensação era de que o padre estava falando há horas.

Enquanto o padre falava alguma coisa sobre Adão e Eva e a fruta proibida, eu olhei para Isabella, que parecia estar em uma sessão de tortura. Ela tentava fingir e parecer que estava concentrada no casamento, mas eu a conhecia melhor.

Ela me olhou e piscou.

’Eu nunca vou me casar com você.’’ Eu falei mexendo os lábios, mas sem som.

Ela sorriu. ‘’Eu te mato se você pensar em se casar comigo.’’ Ela respondeu da mesma forma e eu sorri abertamente. Caralho... Isabella era realmente a mulher perfeita para mim.

O casamento continuou até que finalmente os pombinhos prometeram se amar na pobreza e doença e todo aquele lengalenga dos infernos.

Então Jasper beijou Alice e todos aplaudiram, inclusive eu, aliviado porque o casamento tinha acabado.

Eu e Isabella saímos da igreja e fomos para o salão onde haveria a festa. Tiramos fotos com os noivos rapidamente e rapidamente fomos para perto do bar.

Peguei um whisky para mim e outro para Isabella. Eu entreguei o copo a ela, que tomou um longo gole.

– Finalmente acabou. – ela resmungou, enquanto sentava em uma mesa reservada para os padrinhos.

Eu me sentei ao seu lado e coloquei o copo na mesa

– Eu já não aguentava mais aquele padre falando. – ela resmungou fazendo um biquinho.

Eu ri e me inclinei para beijá-la rapidamente.

Novamente ouvimos um pigarro. Eu apostaria todo dinheiro que ganhei como Assassino da Cruz que era a tal de Joana alguma coisa.

Sem vontade, me afastei um pouco de Isabella e olhei para a pessoa que estava em pé ao nosso lado.

– Parece que vocês não conseguem ficar longe um do outro por muito tempo. – ela disse com um sorriso falso no rosto.

– Ou você que sempre aparece na hora errada. – Isabella falou e tomou mais um gole de whisky.

– Eu apenas vim me certificar que está tudo bem com vocês. – ela disse olhando diretamente para mim.

– Está tudo ótimo. – eu falei mostrando meu copo cheio de whisky.

– Jasper me disse para fazer tudo ao meu alcance para que Isabella se divirta. – ela se justificou.

– Aposto que ele disse. – uma voz irritantemente aguda veio por trás de mim.

Eu me virei, mas antes peguei um vislumbre de irritação no rosto de Isabella, que se levantou já com um sorriso forçado no rosto. Era a mãe de Alice.

– Mary! Parabéns pelo casamento. Está tudo lindo. – Isabella cumprimentou a mulher sem fazer qualquer menção de se aproximar dela.

– Obrigada. Paul e eu estamos muito felizes que Jasper finalmente cumpriu com sua palavra. Eu já estava começando a pensar que este casamento jamais aconteceria. – ela respondeu com um sorriso mais falso que uma nota de quatro dólares.

Isabella ia dizer alguma coisa, mas Mary se virou e me olhou sem esconder que estava me avaliando.

– Eu suponho que este seja Edward Cullen, seu namorado. – ela disse com veneno.

– Sim. – Isabella respondeu entre os dentes por ser obrigada a se comportar – Edward, esta é Mary, mãe de Alice.

– É um prazer conhecê-la. – eu a cumprimentei e lhe dei meu melhor sorriso.

– Prazer é o meu ao saber que Isabella finalmente desistiu de Jasper de uma vez por todas. Ou pelo menos assim eu espero. – ela disse.

Eu franzi o cenho, mas Isabella foi mais rápida que eu.

– Eu desisti de Jasper no momento em que rompemos nosso noivado, Mary. Acredite você ou não. E não se preocupe, esteja à vontade para circular pelo salão e cuidar dos seus convidados, pois eu e Edward estamos maravilhosamente bem aqui mesmo. – Isabella disse se sentando à mesa e me puxando para baixo também.

Eu me sentei desajeitadamente na cadeira.

– Ah! E pode levar a Joana com você. – Isabella completou e passou a ignorá-las por completo.

Rapidamente as duas se foram.

– Wow. Você pode me dizer o que foi isso? – perguntei.

– Mary acha que eu ainda quero Jasper e, por isso, ele não tinha se casado com Alice ainda. – Isabella me explicou.

– Parece que todo mundo tem ciúmes de vocês dois. – eu falei, enquanto me lembrava de como eu já tinha ficado louco por causa dos dois.

Ela deu de ombros e levou o copo a boca. Eu sabia o que ela estava pensando: “Foda-se o mundo”.

Emmett e Rose se sentaram em nossa mesa e começamos a conversar e a rir, aproveitando o melhor da festa. Passado algum tempo, Isabella bateu um garfo em seu copo de whisky chamando a atenção de todos.

Assim que todos no salão se calaram, ela se levantou.

– Uma vez Jasper me disse que faria qualquer coisa por Alice. Eu perguntei o porquê. – ela fez uma pausa e sorriu, como se estivesse relembrando a conversa dos dois – Ele me disse que era porque ela era a parte que faltava nele. Sua metade.

Nesse momento, todas as mulheres falaram “awnnnn”. Mas Isabella continuou.

– Vendo os dois juntos, é impossível não concordar com Jasper. Alice é a única mulher no mundo que o completa tão perfeitamente. – Isabella fez mais uma pausa e sorriu lindamente para Jasper e Alice – Parabéns ao casal. Vocês merecem!

Ela levantou o copo.

– Aos noivos. Que vocês sejam felizes assim todos os dias de suas vidas. – ela terminou.

Todos levantaram seus copos e falaram:

– Aos noivos.

Isabella se sentou ao meu lado e eu a beijei rapidamente nos lábios.

– Ótimo trabalho, General. – eu falei.

Ela tinha perdido algumas noites de sono pensando no discurso desde que Alice e Jasper a convidaram a discursar no casamento.

– Pelo menos eu não falei nenhuma merda. – ela respondeu.

Isabella olhou por cima do meu ombro e sorriu.

– Tio Peter. – Isabella se levantou e se jogou nos braços do pai de Rose e Jasper.

– Que saudades da minha menina. – ele falou lhe dando um beijo em sua testa.

– Também senti saudades. – Isabella respondeu ainda em seus braços como se fosse realmente uma menina.

Eu sorri com a cena. Ele era o mais perto de pai que ela tinha.

– Se você não largar a Bella, eu vou ficar com ciúmes. – Kate, a mãe de Jasper e Rose se aproximou sorrindo de uma orelha a outra.

Isabella riu e também a abraçou.

– Agora sim. Eu estava com saudades desse abraço. – Kate a abraçou e lhe deu um longo beijo na bochecha.

– Tia, tio, este é Edward Cullen. – Isabella me apresentou, colocando-se ao meu lado e segurando a minha mão.

Com a mão livre, eu cumprimentei Peter e depois Kate.

– É tão bom te conhecer, Edward. – Kate sorriu – Jasper e Rose falaram muito bem de você.

Então ela e Isabella começaram a falar sobre qualquer assunto de mulher. Ver Isabella solta e feliz, conversando com Kate me fez sorrir. Ela era tão dura e intocável como general por causa do seu passado, que raramente eu conseguia vê-la leve e livre de qualquer preocupação e responsabilidade.

– Isabella é como se fosse minha filha, Edward. – Peter falou com a voz séria e eu o encarei.

Ele tinha a feição mais séria ainda e me olhava com o mesmo olhar que eu via no meu pai.

– Eu e Kate ficamos aliviados quando Rose encontrou Emmett. – ele disse e eu fiquei quieto, esperando o que ele tinha a me dizer – Saber que depois de tudo minha filha passou, ela poderia ter uma vida normal ao lado de um homem bom e completamente apaixonado por ela foi... gratificante.

– Eu entendo, senhor. –respondi.

– Mas Isabella era a que mais me preocupava. Eu a vi crescer e se tornar distante de todos, inclusive de nós. Vi seu sofrimento causado por Charlie. Seu desespero pela perda de Derek. Sua culpa por Rose. Seu ódio por um desconhecido.

Ele engasgou com os olhos cheios de água e eu percebi o quão difícil tinha sido para ele.

– Ela é uma menina de ouro e eu te caço até os confins do inferno, se você a magoar. – ele ameaçou.

– Eu não vou magoá-la, senhor. – eu falei, enquanto olhava em seus olhos.

– Bom mesmo. – retrucou.

– O que é bom mesmo? – Kate abraçou o marido

– Nada não. – ele disse – Apenas conversa de homem.

Ela e Isabella riram. Isabella encostou seu corpo no meu e eu aproveitei e passei o braço pela sua cintura.

Kate e Peter eram fantásticos. Nós conversamos por muito tempo. Depois de um tempo, a cerimonialista os chamou para tirar algumas fotos.

– Vamos dançar? – perguntei para Isabella.

Ela me olhou como se eu tivesse duas cabeças.

– Eu não danço, Edward. – ela respondeu.

– Vamos lá... eu também não danço. É só uma desculpa para te agarrar na frente de todo mundo. – eu falei fazendo minha melhor cara de cachorro sem dono.

Ela riu e colocou seu copo de whisky na mesa.

– Se é assim... vamos dançar. – ela segurou minha mão e me arrastou para a pista de dança.

Chegamos à pista de dança e começamos a dançar. Ou fingir que estávamos dançando.

Assim que a musica acabou, eu senti alguém pegar no meu ombro. Virei-me e vi Jasper e Alice.

– Posso ter uma dança com a Bella? – ele perguntou.

– Claro. – eu falei e fui para o lado de Alice – Eu posso dançar com a noiva? – perguntei a ela.

Ela riu e assentiu. Começamos a dançar totalmente sem jeito. É... eu era uma negação na pista de dança.

– O casamento foi lindo. Parabéns. – eu falei usando toda a educação que minha mãe tinha me dado.

– Obrigada, Edward. – Alice falou sorrindo.

Ela então olhou para Isabella e Jasper. Os dois estavam mais desajeitados que eu e ela, mas pareciam estar felizes e os dois riam como duas crianças travessas.

– Gosto de vê-los assim. – ela me confidenciou – Acho que eles já passaram por muita coisa ruim. É hora de eles começarem a viver de verdade.

Eu sei o que ela estava dizendo. Eles já tinham vivido tempo demais presos na ideia de vingança. Era hora de eles viverem em paz. Era hora de todos nós vivermos em paz.

A música acabou e Jasper e Alice foram terminar de cumprimentar os convidados.

Isabella e eu voltamos a dançar. A música era lenta e ela colocou a cabeça em meu ombro.

– Eu gosto de ficar assim. – ela disse baixinho, como se fosse um super segredo.

Eu beijei sua testa carinhosamente e a apertei mais contra mim.

– Eu também. – respirei fundo sentindo seu cheiro e fechei os olhos – Eu também.

Porque por um momento, éramos apenas Isabella e Edward sem toda a merda que nos envolvia.

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.