Cosa Nostra

32 2ª Temporada - Capitulo 3: Distração


Notas iniciais
Feliz 2012!!!!!!!!!!!!!!!! Muito amor, muita paz e muita felicidade!!!!!!!!!!!!!
Nos vemos lá embaixo!!!!

Isso tinha como piorar?

Ouvi uma batida alta de porta no andar de cima.

Se dependesse da Isabella com certeza piorariam.


Puto, eu guardei tudo na geladeira e fui para o meu quarto. Isabella ainda estava acordada porque eu vi a luz do seu quarto acessa por debaixo da porta.

Fiquei um tempo parado olhando para a porta do quarto dela. Depois de não sei quanto tempo, eu respirei fundo e tomei coragem para bater na porta dela.

Quando fui bater, alguém me segurou pelo pulso. Eu olhei para a pessoa assustado, pois eu estava tão perdido em meus próprios pensamentos que nem vi ninguém se aproximar.

Era Emmett.

– Olha Edward. – ele disse tranqüilo como sempre – Eu gosto muito de você, cara, e vou fazer até o impossível para achar seus pais, mas deixe Isabella em paz. Ela não merece sofrer mais.

– Emmett, eu...

– Eu sei que você teve seus motivos. – ele disse soltando meu pulso – E acredito que você realmente gosta dela, mas ela precisa de um tempo para pensar direito em tudo que aconteceu.

– Eu preciso explicar a ela... que eu nunca quis fazê-la sofrer. – eu falei.

– Tarde demais, cara. – ele disse e se virou, indo embora.

Eu suspirei cansado e fui para o meu quarto. Tirei a roupa, ficando só de cueca e me deitei. Eu precisava descansar um pouco. Eu precisava estar no meu melhor para achar meus pais.

Meus olhos estavam pesados, mas eu não conseguia dormir. Eu sabia que tinha machucado Isabella, mas Jasper e Emmett estavam a protegendo tanto que eu estava começando a imaginar que eu não sabia o quanto ela estava magoada.

Depois de ficar não sei quanto tempo olhando para o teto, eu finalmente consegui dormir.

Quando acordei de manhã, escutei vozes vindo do andar de baixo. Pelo visto, o pessoal já tinha acordado.

Tomei uma ducha rápida e escovei os dentes. Coloquei uma calça jeans e uma camisa escrita “Buzine se sou gostoso”. Era até engraçado, mas todas as camisas do Emmett eram assim.

Quando desci, vi que a mesa estava preparada para o café da manhã. E sentados em volta dela estavam Jasper, Rose e Emmett.

– Bom dia, Edward! – Rose falou sorrindo.

– Bom dia. – eu respondi e me sentei ao lado de Emmett e Rose.

Eu me servi de um café e peguei um poptart. Eu comecei a tomar meu café em silêncio enquanto Rose e Emmett conversavam sobre algum filme que eles haviam assistido ontem.

Jasper apenas me ignorou, o que eu agradeci imensamente. Eu não estava com saco para ficar aguentando ele.

Isabella entrou na sala e se sentou sem cumprimentar ninguém. Ela colocou uma xícara de café e tomou quase tudo em um único gole.

– Dormiu mal? – Rose perguntou gentilmente.

– Não dormi. Passei o resto da madrugada analisando as imagens da câmera do Carlisle. – ela respondeu enquanto colocava mais café na xícara e pegava um donut.

– Descobriu alguma coisa, Bella? – Jasper perguntou.

– Consegui uma imagem de James. – ela disse dando uma mordida em um donut – Está destorcida, mas é o suficiente para fazer a identificação. Agora temos 100% de certeza que era James o sequestrador.

– Excelente. – Emmett falou sorrindo para mim – Estamos cada vez mais perto, Edward.

Eu fingi um sorriso. Ainda não queria ter esperanças demais. Eu precisava encontrar meus pais.

Nesse momento, Mike chegou em casa.

– Cadê a Alice? – Jasper perguntou antes que ele pudesse abrir a boca.

– Ela preferiu ficar com Victoria. – Mike respondeu.

– O que? Por quê? – Jasper perguntou.

– Vocês conseguiram alguma informação com ela? – Isabella perguntou antes que Mike respondesse.

Mike coçou a cabeça e fez uma careta. Caralho... eu sabia que lá vinha merda.

– Conseguiram ou não? – ela insistiu.

– Conseguimos. – ele falou hesitante – Mas não de um jeito muito tradicional. Quer dizer, não do jeito que você faria, General. Sabe como é... mas conseguir, nós conseguimos. Quer dizer, ela vai nos contar tudo o que queremos saber. Parece que ela não gosta muito do James não. Pelo que ela contou, ele é meio fixado nela. Do tipo maníaco. O que até seria bom, mas ele bate nela. E ela meio que não gosta de apanhar. Eu também não gosto de apanhar...

– Dá para contar logo o que aconteceu ou você vai ficar enrolando, caralho? – Jasper perguntou sem paciência.

– Nós meio que fizemos um acordo com ela. – Mike falou hesitante.

– Vocês o que? – Isabella rosnou.

– Nós fizemos um acordo com ela. 100 mil dólares pelas informações sobre James. – ele explicou.

– E como vocês conseguiram 100 mil dólares? – Emmett perguntou.

– Nós não conseguimos. E por isso marcamos com ela em um bar daqui uma hora. – Mike explicou.

– E como vocês vão conseguir 100 mil dólares em uma hora? – Isabella perguntou.

– Nós ainda não sabemos. – ele falou – Alice me disse para pedir para vocês.

– Claro! – Isabella disse sarcasticamente – Eu sempre tenho 100 mil guardados embaixo da porra do colchão.

Mike coçou a cabeça sem saber o que fazer.

– Eu tenho esse dinheiro. – eu falei e todos me olharam – Na verdade, eu tenho uma boa quantia guardada no banco. Então, dinheiro não é problema. Mas eu preciso passar no banco antes. O dinheiro que eu saquei para fugir ficou no meu carro em Nova Iorque.

– Tudo resolvido então. – Mike disse dando um sorriso vitorioso – Vamos logo. Alice e Victoria estão esperando pelo dinheiro.

Mike se virou e foi para fora de casa, onde estava o carro que ele e Alice estavam usando.

– Era só o que me faltava. Agora os meus homens estão negociando com mafiosos. – Isabella resmungou e me olhou – Ótima influência, Cullen.

Ela se levantou e eu a imitei.

– Esperem. – Rose gritou – Levem uma mochila para vocês levarem o dinheiro.

Isabella subiu para o segundo andar e logo voltou com uma mochila na mão.

– Vamos. – ela me chamou.

Eu assenti e nós fomos até o carro onde Mike já estava, impacientemente, esperando por nós.

Nós passamos no banco e eu retirei os cem mil dólares. O gerente ficou meio desconfiado. Ele fez algumas perguntas, mas Isabella logo resolveu esse contra tempo. Ser líder da equipe alfa das forças especiais tinha suas vantagens, tenho que admitir.

...

O bar era sujo e escuro. Quando entramos, nem parecia que estava de dia. Mike foi até a mesa onde Victoria estava com Alice.

Victoria usava uma mini saia de couro vermelha e uma blusa que mais parecia apenas um sutiã preto. Ela tinha um sorriso presunçoso no rosto e uma pose de “sou a dona do mundo”.

– Onde está James? – eu perguntei sem me dar ao trabalho de me sentar.

Na verdade, eu queria sair daquele lugar o mais rápido possível. E mais que isso. Eu tinha pressa em saber para onde James estava levando meus pais.

Victoria me olhou de cima a baixo como se eu fosse um pedaço de carne.

– Calminha, gostosão. – ela disse sorrindo – Eu quero o meu dinheiro primeiro.

Era óbvio que ela estava se sentindo no comando daquela merda toda. Eu respirei fundo tentando me controlar e não enfiar a mão nessa vagabunda.

– Mike, mostre a ela o dinheiro. – Isabella, que estava parada do meu lado, ordenou antes que eu fizesse alguma besteira.

Mike colocou a mochila em cima da mesa e a abriu. Os olhos de Victoria brilharam. Eu olhei rapidamente para Isabella, que retribuiu meu olhar. Sim... nós dois sabíamos que com aquele dinheiro nós conseguiríamos qualquer coisa dela.

– Onde está James, Victoria? – Isabella repetiu minha pergunta.

– Nossa, delícia... Vocês estão tensos demais. – Victoria ignorou Isabella e dirigiu-se a Mike e eu – Eu pensei que poderíamos nos divertir antes de irmos aos negócios. Sabe como é... dar uma relaxadinha.

Eu dei um passo à frente, pronto para quebrar a cara dessa puta, mas antes que eu fizesse alguma coisa, Isabella perguntou:

– E onde nós poderíamos relaxar?

Victoria abriu um sorriso malicioso.

– Me sigam, delícias. – ela se levantou e saiu rebolando do bar – Vocês não vão se arrepender.

Isabella foi logo atrás dela

– Não. – Alice a retrucou baixinho, mas Isabella a ignorou.

Tanto eu como Mike a olhamos confusos.

– Não se brinca com a Bella, Edward. – Alice explicou, enquanto saíamos do bar atrás de Victoria e de Isabella – Você melhor do que ninguém devia saber disso.

Quando nós saímos do restaurante, vimos Isabella jogando Victoria para uma rua sem saída.

– Victoria a provocou. – Alice falou justificando a atitude de Isabella – Agora vai arcar com as consequências.

Eu, Alice e Mike chegamos rapidamente à rua sem saída e vimos Isabella jogando Victoria contra a lixeira do restaurante.

A Swan tirou uma faca da cintura e levantou Victoria, que estava caída, pelo braço.

– Escuta aqui, sua puta de quinta categoria. – Isabella colocou a faca no rosto de Victoria – Eu acho um desperdício de dinheiro fazer negócio com uma vagabunda como você.

Ela desceu a faca pelo pescoço de Victoria e a cortou por uns cinco centímetros. O sangue começou a escorrer pela pouca roupa que ela usava.

– Então, escute bem o que eu vou dizer, porque eu não vou repetir. – Isabella a olhou no fundo dos olhos – Você vai falar por bem ou por mal. Por causa dos cem mil ou da minha faca. Mas, de um jeito ou de outro, tenha certeza que eu te faço falar. Então me diga, onde está James?

Victoria tremia e tinha os olhos arregalados de medo.

– No Kansas. – Victoria falou. O medo estava estampado em sua voz.

– Onde no Kansas? – Isabella perguntou.

– Eu não sei. – ela respondeu.

Isabella fez outro corte no pescoço de Victoria.

– Se ousar mentir para mim mais uma vez, eu lhe corto a cara. – Isabella ameaçou – Onde no Kansas?

Victoria hesitou e Isabella levou a faca até a bochecha dela e apertou.

– Em Topeka. – Victoria praticamente gritou.

– Me conte tudo o que sabe, Victoria. – Isabella mandou.

– Ele... James... me ligou algumas horas atrás dizendo que iria entregar uma encomenda na mansão de Don em Topeka e que voltaria hoje mesmo. – Victoria falou rapidamente, atropelando as palavras.

– Que encomenda? – Isabella perguntou.

– Eu não sei. – ela falou e Isabella pressionou ainda mais a faca no rosto de Victoria – Eu juro que eu não sei. Ele não me contou. Por favor. Eu não sei. Não me machuque.

Isabella soltou Victoria, que caiu no chão no mesmo instante.

– Mike, entregue a ela o dinheiro. – Isabella disse.

Mike entregou a mochila para Victoria que se levantava com dificuldade.

– Agora suma daqui. – Isabella a ameaçou novamente – Eu nunca mais quero ouvir falar de você. Esta me entendendo? Porque se eu te encontrar mais uma vez, eu serei o seu pior pesadelo.

Victoria assentiu assustada.

– Eu vou fugir daqui... nunca mais vocês me verão. Eu prometo. – ela disse e saiu correndo com a mochila.

– Vamos voltar para a casa de campo, Bella. Nós temos trabalho a fazer. – Alice falou e pegou seu celular.

Isabella assentiu. Alice e Mike foram para o carro na frente, deixando eu e a General para trás.

– Ela falaria tudo independente dos cem mil dólares. – Isabella falou com desdém – Gastou dinheiro à toa, Cullen.

Eu dei os ombros. Pouco me importava o dinheiro. Mas pelo menos agora, eu sabia o paradeiro dos meus pais.

...

Assim que chegamos à casa de campo, Emmett apareceu.

– Eu vigiei todas as atividades em Topeka e nada de Don. – ele disse – Eu desconfio que ele nem esteja mais no Kansas. Deve ter sido apenas uma rápida parada para a entrega.

– E James? – Isabella perguntou.

– Ele foi visto em um puteiro em Topeka. – Emmett explicou – Mas pelo visto já está voltando para Nova Iorque.

Todos nós fomos para a sala, onde Jasper estava sentado.

– Se James entregou os pais de Edward para Don, nós temos que agir o mais rápido possível. – Rose falou.

– Mas não sabemos sequer onde eles podem estar. – Alice falou.

– James pode saber. – Emmett falou.

– Eu também acho, Emm. – Isabella falou – Onde ele está?

– Chegando à Nova Iorque. – ele respondeu.

– Ótimo! Traga-o para nós. – ela ordenou.

– Sim, senhora. – ele disse prestando continência e rindo.

Ele se levantou e eu também.

– Onde você pensa que vai, Cullen? – Isabella me perguntou.

– Eu vou com Emmett. – eu a respondi como se fosse óbvio.

– Não vai não. – ela falou.

– Claro que eu vou! – eu respondi.

Ela se levantou e me encarou seriamente.

– Não foi um pedido Cullen. – ela disse – É uma ordem. Você não vai. Você só iria atrapalhar.

Eu abri a boca para retrucá-la, mas ela não deixou.

– Eu te disse que seria do meu jeito. É pegar ou largar. – ela deu a cartada final.

Filha da puta! Ela deu um sorriso sarcástico, pois ela sabia que eu estava a sua mercê.

– Faça como quiser, General. – eu falei puto e dei as costas, indo para o meu quarto.

Entrei no quarto e bati a porta com toda raiva que eu estava sentindo. Porra de mulher! Será que ela não entendia que eram os meus pais???

Precisava jogar na minha cara que sempre seria do jeito dela????

O que ela ganhava não me deixando ajudar Emmett? Merda!

Um tempo depois, eu escutei alguém batendo na minha porta. Eu não respondi. Queria que todos fossem para puta que pariu.

– Edward? – Alice me chamou e abriu a porta – Espero que você esteja vestido.

Ela brincou ao entrar no quarto. Ela me olhou por alguns segundos e depois sorriu.

– Não fique assim. – ela disse – Você está parecendo um menino mimado, sabia?

– São meus pais, Alice! – eu falei.

– Eu sei. E Isabella também sabe. É exatamente por isso que você não ajudaria Emmett em nada. – ela falou como se quem falasse com uma criança de cinco anos – Você está emocionalmente envolvido. Podia acabar prejudicando nossos planos.

– Acho que você tem razão. – eu falei contrariado.

– Agora vamos. – ela falou me dando a mão – James já está aqui.

– Já? – eu perguntei.

– Emmett o interceptou em uma estrada aqui perto. – Alice explicou.

Nós saímos do meu quarto e fomos para o primeiro andar, que estava vazio.

– Onde ele esta? – eu perguntei.

– No celeiro. Do lado de fora. Rose não gosta do que vamos fazer. – ela explicou e me guiou para fora de casa.

Andamos menos de um minuto e vimos uma casinha pequena de madeira. Era o celeiro. Ou melhor, o cárcere privado.

Isabella estava do lado de fora, encostada na parede. Assim que eu me aproximei, ela deu dois passos em minha direção.

– A condição para você ficar lá dentro é somente observar. – ela me disse.

Eu ia retrucar, mas Alice apertou minha mão ligeiramente. Então, eu engoli seco e respondi:

– Tudo bem. Como você quiser.

Ela assentiu e nós três entramos no celeiro. O cheiro de feno era forte. James estava amarrado pelas mãos no meio do celeiro. Seus pés quase não encostavam o chão.

Ele estava de cabeça baixa e parecia estar desmaiado.

Jasper estava sentado em um banco de madeira com cara de poucos amigos enquanto Emmett colocava alguns instrumentos de tortura em uma mesa velha de madeira.

– Sente-se ao lado de Jasper. – Isabella mandou.

E eu, claro, obedeci. Mas obviamente contrariado, pois Jasper me dava nos nervos com aquele olhar de “não estaríamos nessa merda se não fosse por você”

Isabella se aproximou de James e pegou um pano molhado que estava na mesa.

– Está na hora de acordar. – ela falou e colocou o pano no nariz dele.

James acordou completamente desorientado. Ele se mexeu algumas vezes e olhou por todo celeiro.

– Onde estou? – ele perguntou se debatendo contra as cordas que prendiam seu pulso.

– Acho que a pergunta correta seria: “o que vocês querem comigo?” – Isabella disse calmamente.

Ele a encarou.

– O que vocês querem comigo? – ele repetiu a pergunta de Isabella.

– Nós só queremos algumas informações. – ela disse.

Ele sorriu, mas não conseguiu esconder o desespero.

– Então vamos conversar. Me soltem e nós conversaremos. – ele quase implorou.

– Acho melhor não. – Isabella o respondeu.

Nesse ponto, eu não sabia se o que o estava aterrorizando era acordar amarrado em um celeiro ou a calma quase psicopata de Isabella.

– Quem são vocês? – ele perguntou.

– Excelente pergunta, James. – Emmett falou pela primeira vez – Eu sou o Coronel McCarthy. Esses são o Coronel Hale e a General Swan.

James arregalou os olhos.

– Os bo... boinas verdes? – ele perguntou assustado.

– Bom saber que nossa fama nos procede. – Jasper disse sarcasticamente.

– E você sabe quem é esse? – Isabella apontou para mim.

James apenas balançou a cabeça negativamente.

– Esse é Edward. Mas acho que você o conhece como o assassino da cruz. – Isabella disse – Ele é o filho do casal que você sequestrou a mando do Don Edward.

O olhar de pavor de James era o mesmo que eu vi em Royce.

– Nã... não acredito, não pode ser. – ele gaguejou.

– Meu nome verdadeiro é Edward Anthony Masen. Eu sou filho biológico de Don Edward e Elizabeth. Fui noivo de Tanya... até matá-la. Carlisle e Esme Cullen são meus pais adotivos. – eu falei ainda sentado.

Ele balançou a cabeça desorientado e murmurou que não acreditava no que eu dizia.

– Bem, não importa se você acredita ou não. – Isabella falou friamente – O importante é que você vai nos contar tudo que você sabe sobre o sequestro de Carlisle e Esme.

– Eu não sei de nada. – James falou – Vocês pegaram o cara errado.

Emmett pegou uma corda e passou pelo pescoço de James. Ele olhou para Isabella aguardando a ordem e ela assentiu.

Emmett apertou a corda e James começou a sufocar. Ele se debatia inutilmente tentando buscar ar.

Isabella deu o sinal para Emmett parar, e ele imediatamente parou.

– Esse joguinho de “eu não sei nada” não vai funcionar e eu estou sem paciência. – Isabella falou.

James apenas respirava desreguladamente.

– Por que você sequestrou Carlisle e Esme Cullen? – Isabella perguntou.

Ele não respondeu e Emmett apenas apertou a corda em seu pescoço.

Don mandou. – ele disse num ofego – Don me deu a ordem pessoalmente.

– O que ele disse? – Isabella perguntou.

– Olha... eu não sou bobo. – James disse – Eu sei que vocês vão me matar no final. Então, por que eu falaria qualquer coisa a mais?

– Você tem razão. – Isabella falou olhando nos olhos dele – Então vamos fazer um acordo.

– Um acordo? – ele perguntou desconfiado.

– Eu te dou a minha palavra que meus homens não te matarão. Se você cooperar, nós nem encostaremos mais a mão em vocês. – Isabella disse – E nós dois sairemos satisfeitos.

Ela o que???? Aquela merda já era demais para mim!!!

Eu já ia me levantar para gritar: que diabos ela estava pensando, quando Jasper colocou o braço na minha frente me impedindo de levantar.

– Calma, Cullen. – ele disse – Espere até o final ou você vai estragar tudo.

– Calma o caralho. – eu esbravejei – Você viu o que ela prometeu?

Então, eu senti uma coisa fria em minhas costas. Era uma arma.

– Fique quieto ou eu atiro. – Jasper ameaçou.

Eu respirei fundo e passei a mão pelo meu cabelo. Inferno! Eu voltei minha atenção para Isabella e James para saber onde aquela merda ia acabar.

– Temos um acordo. – James falou sorrindo – Agora me solte, doçura.

– Só depois que você contar tudo. – Isabella falou – Já lhe dei minha palavra. Agora fale.

James concordou e começou a contar:

Don me contactou, me oferecendo 500 mil dólares se eu sequestrasse um casal e os levasse até sua mansão em Kansas. Ele não deu me deu muitos detalhes, mas eu também não precisava. Ele apenas me ordenou a levá-los vivos.

– Quem te ajudou no sequestro? – Isabella perguntou.

– Laurent. Um cappo covarde para caralho que fugiu quando descobrimos que o casal eram pais de um boina verde. – James contou com o tom jocoso.

Don ainda está em Kansas? – Isabella perguntou.

– Está. Mas parece que ele não pretende ficar lá por muito tempo. A cozinheira me contou que a senhora Masen está com uma crise fortíssima de enxaqueca e está fazendo um tratamento no hospital de lá. – James contou.

– Por quanto tempo? – Isabella perguntou.

– Uns dois dias. – James contou – Mas o casal está em outro lugar. Eu não sei onde, mas vi o carro os levando de madrugada.

– E ele vai para onde depois? – ela perguntou.

– Não sei o lugar certo, mas as empregadas comentaram sobre Itália ou Espanha.

– Foi bom fazer negócio com você, James. – Isabella falou sorrindo.

James deu um sorriso.

– Agora me solte boneca. – ele mandou.

– Não. – ela respondeu simplesmente.

– O que? Me solte agora sua vagabunda! Foi o nosso acordo! – James gritou.

– Eu não vou te soltar. Nosso acordo não era esse. – ela falou e ele ficou sem entender – Eu falei que meus homens não fariam nada com você. E eu vou cumprir a minha parte do acordo. Mas Edward não é um dos meus homens e ele tem sérios problemas com você.

Eu sorri. Isabella o enganou direitinho.

– O que??? Não!!!! Você me prometeu, sua puta maldita! – James gritou.

– E vou manter minha palavra, como eu lhe disse. – Isabella disse quase com um sorriso psicótico – Jasper, Emmett, agora é entre Edward e James. Vamos embora.

Eu me levantei ansioso e fiquei cara a cara com James. Escutei os passos do pessoal indo embora e a porta se fechando.

– Parece que agora somos apenas eu e você. – eu falei.

James abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu o impedi, lhe dando um soco.

Meu ódio por aquele filho da puta era tão grande que eu apenas me permiti socá-lo como um dos sacos de pancadas da base.

Os flashes da gravação da câmera do meu pai passavam pela minha cabeça e eu apenas socava e socava. Depois de um tempo, eu sequer sentia mais a minha mão.

Ele não tinha mais forças para sequer se manter reto. Então, eu peguei uma faca na mesa e cortei a corda que o prendia pelo pulso. Imediatamente ele caiu no chão.

– Gostou de fazer meu pai sentir isso? – perguntei retoricamente, chutando-o no estomago.

– Não, por favor... – tossiu sangue da maneira mais pungente, caindo em posição fetal. – Você é um Masen... Você pertence à Cosa Nostra.

Sua última frase me atingiu como ácido nas veias. Maldito seja esse nome e esse sangue do Don que eu tinha em mim. Se James queria me provocar, ele conseguiu.

– Foda-se a Cosa Nostra. Eu não quero mais ouvir sua voz, seu desgraçado de merda. – chutei-o no rosto e passei a chutá-lo em todas as partes.

– Eu não sou um Masen! – eu falei e o chutei – Eu. Sou. Um. Cullen.

James tossiu sangue, me implorando para parar. Mas eu não ia parar. Não agora. Não tinha mais volta. Agora eu iria até o final, não me importando com as conseqüências.

– Isso é pelo meu pai. – chutei-o nas pernas. – Pela minha mãe. – no estômago – E isso é por ter chamado Isabella de puta. – dei-lhe um chute final no rosto.

Eu extravasei, deixando James todo arrebentado e desconfigurado no chão, respirando por pouco, já quase morto, mas em total agonia.

Eu estava ofegante, com um misto doentio de emoções percorrendo meu corpo. Alívio, angustia, tristeza, raiva...

Eu tinha a sensação que eu iria explodir a qualquer minuto.

Sem tirar os olhos dele, eu me sentei e, sem minha autorização, algumas lágrimas saíram dos meus olhos.

Eu sabia muito bem o que estava sentido. Era culpa. Culpa por tirar a vida desse desgraçado e voltar a me tornar aquele homem do qual eu não tinha porra nenhuma de orgulho.

Culpa por ter deixado meus pais nas mãos desses marginais. Culpa por ter confiado em Don. Culpa por ter traído Isabella.

– Acabe com isso de uma vez por todas. – eu ouvi a voz de Isabella de repente.

Eu me virei e só então percebi que ela não havia ido embora. Ela tinha ficado o tempo todo ali, me assistindo.

Como se estivesse anestesiado, eu apenas assenti. Peguei a arma que estava na mesa e apontei para James.

Eu tremia de ódio. Fechei os olhos para me concentrar. Era só apertar o gatilho. Tão fácil e tão difícil ao mesmo tempo.

De repente, eu senti o cheiro de morango tão familiar me atingir tão próximo e senti sua mão sobre a minha, que segurava a arma. Eu não abri os olhos. E por um segundo me permitir esquecer tudo.

– Será melhor acabar com isso de uma vez por todas. – ela disse em meu ouvido – Prolongar mais, só lhe trará sofrimento.

Então, ela pressionou meu dedo que estava sobre o gatilho. Ainda de olhos fechados, eu ouvi o barulho do tiro.

Ela se afastou e eu imediatamente abri os olhos. A primeira coisa que vi foi os olhos castanhos de Isabella. Ela não disse nada, apenas me encarou. Sem julgamentos e sem raiva.

Ficamos alguns segundos em silêncio, apenas nos encarando.

– Tome um banho e relaxe um pouco. Depois desça para comer alguma coisa. Emmett e Jasper cuidarão do corpo. – ela disse e se virou, saindo do celeiro.

Eu olhei para o corpo de James. Morto. Apenas o primeiro da minha vingança, que agora me parecia ter uma longa lista

...

Quando eu entrei na casa, Rose e Alice me olharam e deram um sorriso amarelo. Acho que a minha aparência não era uma das melhores. Mas foda-se. Eu estava me sentindo um lixo mesmo.

Fui para o meu quarto e tirei a roupa que estava imunda com o sangue de James. No banheiro, antes de entrar no Box, olhei para o espelho.

Eu estava um caco. Abatido, eu tinha olheiras enormes e escuras. Meu olhar estava opaco e completamente perdido. É... minha aparência era pior do que eu imaginava.

Eu tomei banho como Isabella havia aconselhado e depois fiquei deitado na cama. Eu não tinha descido, pois não tinha estomago para comer nada. Rose e Alice tinham desistido de bater na minha porta, me chamando para comer alguma coisa.

Eu me sentia nauseado, não sei se por não ingerir nada por longas horas, ou se por conta da minha raiva contra James, mas o pior de tudo é que eu nunca tinha me sentido tão só.

Virei-me de costas para a porta na cama e fechei os olhos. Estava prestes a dormir quando alguém abriu a porta sem bater.

– Mas que merd... – virei-me novamente e deparei-me com Isabella na soleira da porta com uma caixa de donuts e um copo de cappuccino de chocolate que fumegava mesmo àquela distância.

– Você não desceu para comer, então... – ela deu de ombros, fechando a porta.

Eu fiquei confuso com sua repentina aparição.

Uma hora, ela me fazia sentir como se eu fosse o pior dos merdas, jogava na minha cara como eu não passava de um servo das suas malditas ordens e agora aqui estava ela, trazendo donuts e capuccino, exatamente como eu havia feito no dia da morte de Royce.

Ela deu dois passos em minha direção. Sentei-me na cama e apanhei o cappuccino quente das suas mãos.

Nossos dedos se tocaram e foi como um choque, pois tudo o que eu sentia por ela pareceu vir à tona. Isabella me olhou daquele jeito enigmático de sempre e afastou a mão como se tocasse uma boca de fogão acesa.

– Donuts? – eu perguntei.

– Esperava um bufê completo com cevada da Alemanha? – perguntou sarcasticamente, embora eu soubesse que ela havia entendido o meu ponto.

Eu adorava donuts e ela sabia muito bem, senão não os teria trazido.

– Não, na verdade eu nem estou com fome. – menti, pois sentir o cheiro daquele cappuccino fez meu estômago doer.

– Melhor para mim. – sentou-se na borda mais afastada da cama, abriu a caixa apanhando um donut e mordeu um pedaço, provavelmente para me deixar com vontade.

Eu quis sorrir para como ela queria me alfinetar, mas ao mesmo tempo estava aqui, comendo comigo... O que eu não daria para beijá-la... Mas guardei tanto esse desejo quanto o sorriso para mim, pois com certeza isso a deixaria puta.

Sem conseguir conter a fome, apanhei alguns donuts e bebi do cappuccino quente. Comemos em silêncio, mas novamente senti a necessidade de falar com ela.

– O que foi aquilo no celeiro? – eu perguntei dando uma mordida no donuts.

– Aquilo o que? – ela perguntou distraidamente.

– Eu achei que você não fazia negócios com mafiosos. – eu a provoquei.

Ela apenas deu os ombros.

– E eu também disse que você é uma ótima influência, Cullen. – ela disse sarcasticamente e eu sorri.

Acho que foi meu primeiro sorriso real desde que toda a confusão começou.

– Esse sorriso de idiota é por quê? – ela perguntou.

– Você me chamou de Cullen. – eu falei.

– Eu sempre te chamei de Cullen. – ela me respondeu como se eu fosse um idiota.

– Eu sei. E sempre me incomodou, mas hoje não. – eu disse – Hoje eu gosto de ser chamado assim.

Ela me encarou intensamente.

– Sangue e nome não nos fazem ser quem somos. – ela disse – Nós escolhemos ser quem somos.

– E às vezes escolhemos mal... – eu completei seu pensamento.

Ela se mexeu desconfortável com o rumo da conversa.

– Sua mão está horrorosa. – ela disse apontando para minha mão direita.

Socar tanto James tinha deixado suas conseqüências. Minha mão estava ferida, com hematomas e inchada.

– Eu quis te matar quando você fez aquele acordo ridículo com James. – eu falei quebrando o silêncio – Eu só não entendo porque você fez aquele jogo com o ele e depois me assistiu surrá-lo...

– Foi só um modo de não trair minha palavra e ao mesmo tempo eu sabia que você não teria coragem de matá-lo sozinho. – disse ela com desdém.

Como é? Não teria coragem? Ela só podia estar brincando! Eu era a porra do assassino da cruz! Ou ela tinha esquecido quem eu era???

Irritado, pousei o copo no criado mudo e virei-me para ela.

– Eu teria o matado se você não tivesse atrapalhado. – eu falei.

– Não teria não. – ela retrucou me provocando – Convenhamos que você não é muito corajoso... Cullen.

– Vamos ver se eu não tenho coragem.

Em menos de um segundo, avancei para cima dela, roubando seu donut. Eu sabia muito bem que ela não deixaria isso barato.

Ela se jogou, caindo em cima de mim. Eu caí de costas na cama com ela por cima. Antes que ela conseguisse pegar o donut, eu coloquei tudo da minha boca. Eu mastiguei um pouco e engoli rapidamente.

Ela me olhou nos olhos e de repente o clima ficou tenso. Isabella tentou sair de cima de mim, mas eu a segurei firme pela cintura com uma mão.

Que o mundo inteiro fosse à merda naquele momento!

Com a outra mão, eu puxei seu rosto, trazendo sua boca para minha. No primeiro instante, Isabella parecia querer me matar, socando meus ombros, mas eu não podia parar.

Com um grunhido quase selvagem, apertei-a mais, beijando-a com toda minha vontade e descarregando aquele misto de emoções que me consumia.

Agarrei-a pela cintura, sugando e lambendo seus lábios e língua com força.

Era exatamente o que eu precisava naquele momento. Isabella era exatamente minha marca preferida de heroína.

De repente, para minha surpresa, ela correspondeu, mas não do modo como eu esperava. Isabella me beijava como se odiasse a si mesma por ceder, embora eu fosse capaz de sentir o gosto da paixão em seus lábios e o desespero com o qual ela agarrava o meu cabelo.

Eu não fazia ideia de quais seriam as consequências depois que esse beijo terminasse, mas eu estava cansado do clima de rancor entre nós e só percebi o quanto eu sentia sua falta quando nossos lábios se tocaram.

Pouco depois, precisávamos urgentemente de ar e o beijo foi quebrado. Estávamos ofegantes e com os lábios e os queixos tingidos de um vermelho pulsante pela força do beijo.

Isabella me lançou um olhar estranho em uma fração de segundos, mas não disse nada e eu apenas aguardava a sua reação.

Na verdade, eu esperava um soco ou qualquer coisa do tipo.

Mas para a minha surpresa, ela apenas se levantou.

– Descanse, porque amanhã será um novo dia. – ela disse – E a sua vingança acabou de começar, Cullen. Se quiser ver seus pais novamente, se foque nela. Sem distração.

Dizendo isso, ela simplesmente saiu do meu quarto. Eu suspirei, deitando a cabeça no travesseiro.

Ela tinha razão. Eu tinha que me concentrar apenas na minha busca. Mas eu tinha, e precisava de uma distração... que era uma morena linda chamada Isabella Swan.



Notas finais
Oi galera...
Ultima vez que eu estive aqui, eu estava correndo tanto que até esqueci que era natal... rrss...
Então, feliz natal atrasado para todos!!! E um 2012 cheio de luz!!!!
Adorei todos os reviews...
Espero que tenham gostado do cap...
Bjos
Su
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Oi pessoal, olha eu aqui de novo rsrs.
Queria agradecer pelo carinho de vocês comigo nos reviews do último capítulo. Eu fiquei muito feliz =D
O capítulo de hoje foi tenso, muita mistura de sentimentos para o nosso Capitão Edward, mas aposto que ninguém estava esperando esse final, não é mesmo? Muito menos a falta de reação da Isabella.
Espero mesmo que tenham gostado do capítulo.
Beijos carinhosos para todos. =*
Até a próxima.
Ju