Cosa Nostra
38 2ª Temporada - Capítulo 9: Finalmente
Notas iniciais
Bjs
- Nós temos que sair daqui urgente. – eu falei.
- Jura, Cullen? – ela falou sarcástica, ligando o carro e fechando a porta do carro – Eu pensei em ficar para tomar um cafezinho com eles.
Eu bufei e ela acelerou, cantando pneu e indo em direção à floresta.
Enquanto tentávamos nos esconder, eu escutei Isabella falar pelo rádio para o Jasper se manter escondido entre as árvores por causa da van.
Cosa Nostra podia me fazer um favor e matar Jasper de uma vez por todas. Mas seria bom demais para ser verdade. E pior que acho que nem morto ele ia me dar sossego.
— Você consegue ver quantas pessoas estão na van? – Isabella me perguntou.
- Não, o vidro é escuro. Eu consigo ver apenas o motorista. – eu a respondi.
Eu ainda olhava para trás com o binóculo, vigiando a van da Cosa Nostra, que se aproximava cada vez mais da pista.
- Eles estão se aproximando. – eu falei sem tirar os olhos do binóculo – Acelera mais.
- Eu estou acelerando caralho. – ela resmungou.
Ela acelerou ainda mais e nós entramos na floresta. Rapidamente, eu perdi a van do meu campo de visão.
- Pronto. Já estamos longe da vista deles. – eu falei voltando a me sentar normalmente no banco do passageiro.
Só que a doida não diminuiu a velocidade. As árvores passavam como um borrão e o carro balançava muito por causa do solo irregular.
- Nós já estamos seguros. – eu falei.
- Eu sei. – ela respondeu, mas continuou dirigindo como uma louca.
- Pode parar agora Isabella. – eu disse.
- Só mais um pouquinho.
- Você não consegue passar mais. – eu falei enquanto ela cismava de passar entre as árvores, que ficavam cada vez mais próximas.
- Não consigo uma porra... – ela disse e continuou.
No final, ela até que conseguiu mesmo passar por entre as árvores, mas o carro estava todo fodido, sem os retrovisores e todo amassado dos lados.
Ela continuou dirigindo até cairmos em um pequeno barranco. O carro ficou de lado, quase virando. Eu não conseguia abrir a minha porta, pois estava presa por causa de uma árvore.
- Você é uma péssima motorista. – eu resmunguei e ela me ignorou.
Olhei para os lados. Nós estávamos no meio floresta e com certeza não seríamos descobertos. E pelo visto não sairíamos dali tão cedo.
Isabella saiu do carro e começou a olhar para os lados. Eu tive que ir para o banco do motorista para então consegui sair do carro.
Isabella subiu em cima de uma árvore.
- O binóculo. – ela pediu.
Eu entreguei a ela. Ela pegou o binóculo e passou a ver o que estava acontecendo na pista.
- Os capangas da Cosa Nostra estão vistoriando a área. – ela disse ainda olhando pelo binóculo – Eu contei sete homens. Três estão armados com pistolas e um está armado com uma metralhadora. Os outros quatro estão apenas fazendo uma varredura na área.
- Até que Don é precavido. – eu comentei – Ou será que ele está desconfiado de alguma coisa?
- Por que ele desconfiaria? – ela perguntou agora olhando para mim.
- Pode ser uma armação de Elizabeth. – eu falei.
- Não começa, Edward. – ela me repreendeu já sem paciência – Eu tenho Elizabeth sob controle.
- Eu não confiaria nela.
- Já chega! – ela falou incisiva – Essa conversa acaba por aqui.
Eu revirei os olhos. A conversa nem começou e já estava acabando.
Um trovão escoou pela floresta e alguns pingos de água começaram a cair. Ela desceu da árvore e foi em direção ao carro.
- Aonde você vai? – eu perguntei.
- Para o carro ou você quer se molhar? – ela perguntou enquanto a chuva começava a se firmar.
Eu revirei os olhos. Que ótimo! Eu estava preso em um carro junto com ela... hoje o dia realmente prometia.
Ela entrou no carro pelo lado do motorista e se sentou no banco do carona. Eu também entrei no carro e me sentei no lado do motorista.
Mais um trovão ecoou e a chuva aumentou consideravelmente.
Eu me acomodei no banco e fechei os olhos tentando ignorar a presença de Isabella ao meu lado. Depois de um tempo senti que estava sendo observado. Eu abri os olhos e vi Isabella me encarando.
- O que foi? – eu perguntei incomodado.
- Achei que você iria preferir ficar na chuva. – ela disse.
- E por que eu ia preferir ficar na chuva?
- Para continuar fugindo de mim. – ela respondeu dando os ombros, como se fosse óbvio.
- Eu não estou fugindo de você. – eu menti desviando meu olhar.
Ela arqueou a sobrancelha como se soubesse que eu mentia. É... ela sabia que eu mentia.
- Só me deixa quieto no meu canto. – eu pedi.
E ela atendeu meu pedido... pelo menos por um tempo. Depois de alguns segundos em silêncio, ela ligou o rádio e passou por todas as estações e em seguida desligando-o.
Isabella estava estranha... inquieta. Por um momento, eu quase perguntei o que estava acontecendo, mas preferi me calar. Até porque provavelmente ela ia dizer que não era da minha conta mesmo.
Eu ainda tentava organizar meus pensamentos sobre o que Alice tinha me contado ontem à noite. Afinal, por que Isabella não me prendeu? O que ela estava esperando? Simplesmente não fazia sentido nenhum.
Então, Isabella começou a bater os dedos no painel do carro, fazendo um barulho irritante para caralho, me tirando dos meus pensamentos confusos. Eu até tentei ignorar aquele barulhinho irritante, mas não consegui.
- Para com isso porra! – eu explodi.
Ela respirou fundo e parou com o batuque dos infernos. Aquele delicioso silêncio se fez novamente.
- Posso te fazer uma pergunta? – ela perguntou.
Eu suspirei de saco cheio. Eu não ia ter paz nunca.
- Vai adiantar eu falar que não? – eu devolvi a pergunta.
- Não. – ela respondeu.
- Então faz logo. – eu disse mal humorado.
- Por que você não me matou? – ela perguntou.
O que? Eu a encarei confuso. Ela realmente queria saber isso?
- Por que você não me matou? – repetiu.
Sobre qual das vezes que ela queria saber? Era péssimo admitir, mas ela já esteve sob a minha mira mais vezes que eu gostaria.
- Há cinco anos... quando você atirou em mim no Central Park. – ela explicou.
Eu me lembrava perfeitamente desse dia. Eu a vigiei por um mês e quando achei a oportunidade perfeita, errei.
Eu fiquei na dúvida se respondia ou não, mas ao fitar seus olhos castanhos, decidi contar a verdade.
- Você me olhou. – eu falei sabendo que minha explicação era completamente maluca – Você já estava na minha mira e quando eu fui atirar, você olhou para mim.
Sinceramente, eu achei que ela fosse rir e me chamar de louco, mas não. Ela ficou quieta me encarando seriamente, então, eu continuei a falar.
- É claro que você não podia me ver, porque eu estava escondido, mas eu juro que você olhou dentro dos meus olhos.
Ela apenas assentiu, sem zoar com a minha cara, como eu esperava. Nós ficamos em silêncio por algum tempo. Não era o silêncio que estava acostumado a ter ao lado dela... dessa vez, era um silêncio desconfortável.
- Você gostava de ser o assassino da Cosa Nostra? – ela perguntou de supetão.
- Eu estaria mentindo se dissesse que não. A verdade é que eu gostava sim. – eu disse falando pela primeira vez do assunto.
Ninguém nunca tinha me perguntado se eu gostava ou não de ser um assassino. Então eu continuei:
- Era emocionante, sabe? Eu gostava de andar na rua e ver policiais procurando o Assassino enquanto eu passava tranquilamente ao lado deles. Gostava de ler matérias com mil suposições sobre quem eu era. A adrenalina era quase viciante. Por um bom tempo eu gostava muito de ser quem eu era, mas no final não. Eu fiz os últimos trabalhos por obrigação, porque eu nem queria mais. Não era mais a mesma coisa. Eu não conseguia me sentir bem.
- Por quê? – ela perguntou interessada.
Eu não a encarava, apenas olhava para a chuva que caia do lado de fora do carro.
- Sei lá... eu acho que eu mudei. Eu vivi o outro lado da moeda como um boina verde e gostei. Gostei mais do que devia, na verdade. E eu gostei de estar nas Forças Especiais não por estar enganando os outros, mas por realmente fazer parte da equipe. – eu respondi.
- Por que você matou Tanya? Por que você me salvou? Por que você não amarrou Rose direito? – ela questionou.
- Você tem muitos porquês. – eu disse desviando do assunto e a encarando.
- E você não? – ela quis saber.
- Não. – eu respondi simplesmente.
Eu não tinha muitas perguntas. Apenas uma. Uma que acabaria com todas as outras perguntas. Ela me amava?
Mais uma vez, nós ficamos em silêncio por alguns segundos.
- Você não me respondeu. Por que você matou Tanya? – Isabella insistiu.
- Eu não quero falar no assunto. – eu falei tentando colocar um ponto final naquela conversa.
Do que adiantaria falar que era porque eu a amava? Não adiantaria de nada. Era melhor deixar as coisas do jeito que estavam.
- Não adianta tentar fugir do assunto. – ela disse.
Eu não a respondi, tentando ignorá-la.
- Anda, Edward. Diz logo. – ela insistiu.
- Não. – eu respondi ríspido.
- Ficaremos presos aqui por um bom tempo. – ela disse – Eu posso te torturar até você falar.
Eu continuei ignorando-a. Era o melhor que eu podia fazer.
- Vamos, Edward! Diz logo. Eu tenho direito de saber.
Eu abri a porta do carro com violência e saí de lá antes que eu a esganasse. Senti a água da chuva me molhando. Mas era bom. Quem sabe a água fria não me acalmava? Eu me apoiei em uma árvore, ficando de costas para o carro.
- Vai fugir de novo? – ela perguntou com sua voz acima do barulho da tempestade.
Eu virei e a encarei. Ela estava na minha frente começando a ficar molhada por causa da chuva forte.
- Some da minha frente, Isabella. – eu falei.
- Não. – ela negou cruzando os braços na altura do peito – Não vou a lugar nenhum enquanto você não responder a minha pergunta.
- Sai daqui! Me deixa em paz caralho. – eu gritei.
- Então me diz!!! Me diz por que você não me matou e eu te deixo em paz. – ela falou gritando também.
- Vai para o inferno. – rosnei.
- Deixa de ser covarde, Cullen. – ela me provocou.
Eu me virei, dando as costas para ela. Ela tinha o dom especial de me tirar do sério. Eu estava respirando fundo tentando inutilmente me controlar. Tentei me concentrar na chuva que me molhava até que eu senti ela me segurar com força pelo braço e me virar para encará-la.
- Você me deve a verdade. – ela disse olhando nos meus olhos – Por tudo que você fez, você me deve pelo menos a verdade.
- Você quer saber o porquê? – eu perguntei me desvencilhando do aperto dela em meu braço e a segurando com força também pelo braço – Você realmente quer saber o porquê?
Ela tentou se desvencilhar, mas eu a segurei com mais força. Eu sabia que a estava machucando, mas ela que tinha pedido por isso. Ela tinha conseguido me deixar louco.
- Fica quieta! – eu falei com raiva – Você não quer tanto saber? Então fique quieta e escute o que eu tenho para falar.
Ela parou de se mexer, mas eu não a soltei e nem afrouxei meu aperto em seu braço. Eu olhei bem no fundo dos seus olhos. Eu queria enxergar a sua alma naquele momento e queria que ela enxergasse a minha também.
- Eu não te matei porque, por mais louco e surreal que possa parecer, eu te amo. – eu gritei sem desviar nenhum segundo do seu olhar.
Ela ficou em silêncio me encarando com os olhos arregalados e a boca aberta. Realmente por essa ela não esperava, mas eu me senti bem em falar o que estava engasgado na minha garganta há tempos.
- Eu não sei quando ou como aconteceu, mas eu me apaixonei por você. – eu continuei agora mais calmo. Parecia que eu tinha tirado todo o peso dos meus ombros. – E eu jamais permitiria que alguém te machucasse.
Ela se soltou do meu aperto. Pronto. Agora a merda estava feita. Eu a encarei e ela me olhava fixamente.
A essa altura, eu e ela estávamos completamente encharcados pela chuva, que não cessava.
- No final, eu tinha desistido de toda a porra de missão. Eu ia mandar Don, Elizabeth, Tanya e toda a Cosa Nostra para a merda... por você. – eu contei passando a mão pelo meu cabelo molhado – Porém Don queria que eu te matasse. Ele disse que se eu não fizesse, ele colocaria um preço na sua cabeça. Era muita grana Isabella e eu sabia que todo cappo metido a merda ia tentar ganhar a bolada. Então, eu copiei a porra do disco rígido, ou pelo menos acreditei que copiei, para tentar negociar com Don.
Isabella me olhava abismada, mas eu não iria parar. Agora que tinha começado, eu falaria tudo.
- Eu pensei em dar a ele o disco em troca da sua vida, mas vocês pegaram Tanya e foi aí que a merda toda desandou. Eu fiquei sem saber o que fazer. Só que quando eu vi aquela louca oxigenada apontando a arma para você... inferno... eu desmoronei. Eu não pensei... eu só agi, porque eu não a deixaria te machucar.
Eu fiquei em silêncio assim como Isabella. Eu fique esperando alguma reação sua... só que ela não fez nada. Apenas ficou me encarando. Eu não sei o que se passava com ela... mas em seus olhos eu via confusão.
- É isso. – eu falei – Por isso eu matei Tanya e eu não me arrependo. Eu fiz e faria de novo.
Isabella se aproximou lentamente de mim. Ela só parou quando estava quase colada em mim. Então, ela se jogou em cima de mim e me beijou. Ela passou os braços pelo meu pescoço colando mais os nossos corpos.
Eu sabia que eu devia pará-la, mas quem disse que eu consegui? Eu era um fraco quando se tratava de Isabella, mas naquele momento, eu não estava nem fodendo para isso.
Então eu comecei a retribuir o beijo segurando sua cintura com força. Eu explorava sua boca, sentindo todo o seu sabor.
Inferno... eu realmente sentia falta dela... Isabella era a minha perdição.
Senti suas mãos caminharem pelas minhas costas e rapidamente ela tirou a minha camisa molhada. Antes que ela voltasse a me beijar, eu também tirei a camisa dela, deixando-a somente de sutiã que há essa hora estava completamente transparente.
Ela me atacou novamente, colando nossas bocas. Eu a ergui e ela passou as pernas pela minha cintura. Eu caminhei até o carro e a sentei no capô do carro sem interromper o beijo.
Quando o ar faltou, ela passou a beijar meu pescoço. Eu a deitei no capô e a olhei. Ela estava completamente molhada e a chuva continuava a nos molhar.
Tirei sua calça jeans e a calcinha de uma vez só e as joguei no teto do carro. Eu aproveitei e abaixei minha calça e cueca.
Olhei seus olhos escurecidos de desejos, sua boca vermelha e inchada por causa dos nossos beijos, seus seios intumescidos que subiam e desciam rápido e em descompasso, sua barriga lisa e malhada, suas pernas grossas e firmes.
Caralho... ela era gostosa demais. Eu me inclinei e beijei sua barriga. Ela jogou a cabeça para trás e fechou os olhos, arqueando o corpo.
Minhas mãos apertavam sua cintura, passaram pela sua barriga, subiram devagar pelos seios até chegar ao seu pescoço e eu o apertei levemente.
Ela abriu os olhos e me encarou.
- Hoje será do meu jeito. – eu falei com a voz rouca.
Como resposta, ela sorriu maliciosa, fechando os olhos e eu apertei um pouco mais seu pescoço. Beijei mais uma vez sua barriga e com a língua fui subindo até seu seio esquerdo. Passei a língua pelo mamilo intumescido e depois passei a sugá-lo com força e Isabella mais uma vez arqueou o corpo.
Com uma mão eu apertava seu pescoço levemente e com a outra, desci até seu sexo e ela gemeu. Passei os dedos entre suas dobras e coloquei um dedo dentro dela, sentindo o quão molhada ela estava.
Eu me afastei minimamente, somente o suficiente para olhá-la. Ela abriu os olhos e me encarou.
- Céus... eu te amo tanto. – eu disse baixinho.
Então ela me abraçou com as pernas, fazendo meu pau roçar em sua entrada. Sem perder tempo, eu enfiei todo meu pau de uma vez só. Senti todo seu calor, toda sua excitação. E, puta merda, ela era muito apertada!
Nós dois gememos. Eu afrouxei meu aperto em seu pescoço e imediatamente, ela segurou meu braço.
- Continua. – ela pediu e eu sorri.
Hoje somente eu estaria no comando e ela não se incomodaria. Apertei seu pescoço sem força, é claro. Ela gemeu e voltou a fechar os olhos.
Comecei a estocar profundamente. Eu mantinha o ritmo rápido, sentindo ela me apertar cada vez mais.
- Mais rápido. – ela pediu – Mais rápido!
Eu a obedeci e acelerei meus movimentos.
- Assim... oh! Assim... – ela falava entre gemidos.
Eu sempre me perdia nela e dessa vez não era diferente.
- Isabella... – eu gemi sentindo meu orgasmo se aproximar – Eu vou...
- Eu também... – ela gemeu.
Continuei a estocar nela loucamente. Senti sua boceta se contrair, apertando deliciosamente meu pau.
Estocando cada vez mais rápido senti todo o seu corpo estremecer e seu gozo quente em meu pau.
Meu pau latejou fortemente e gozei... Gozei loucamente e assim que acabei, caí em cima dela.
Ela se mexeu e me acomodou melhor em seu corpo. Meu rosto estava entre seus seios. Eu estava em êxtase e sentir seus dedos delicadamente brincar com meus cabelos só tornavam as coisas mais perfeitas.
- Edward. – ela me chamou.
E eu olhei para cima, para encará-la.
- Eu... – ela começou a falar, mas parou.
Ela parecia em dúvida.
- Você o que? – eu perguntei curioso.
- Eu tam...
- Isabella? – escutamos Jasper se aproximando.
Eu me levantei rapidamente e escutei Isabella reclamar algo sobre empata foda, mas nem prestei atenção.
Nós nos apressamos em colocar as nossas roupas, que era uma merda, pois estavam molhadas. Só então eu percebi que a chuva tinha cessado.
Eu estava acabando de fechar o zíper da minha calça quando Jasper chegou onde estávamos.
Ele olhou desconfiado para mim e depois para Isabella. Ele fez uma feição de reprovação e então tirou a camisa, que era preta, e a entregou para Isabella.
- Vista. A sua está transparente. – ele disse.
Eu dei um sorriso. Mal sabia ele que eu tinha visto muito mais que aquilo.
Ela olhou para mim, depois para Jasper e abriu a boca para falar alguma coisa, mas desistiu. Então ela pegou a camisa e a vestiu.
- Está rindo de que? – ele perguntou me encarando.
- De você, seu idiota. – eu respondi.
Ele deu um passo em minha direção, mas Isabella se colocou entre nós dois.
- Não começa, Jazz. – ela disse.
- O que? Agora eu sou o culpado? – ele resmungou – Quer saber? Esquece... Os capangas da Cosa Nostra já foram há algum tempo, mas vocês não voltaram, eu decidi procurar por vocês.
- Vamos embora então. Estou louca para tomar um banho. – ela disse olhando para mim.
- Somos dois. – eu respondi sorrindo.
Jasper resmungou alguma coisa e entrou no carro.
- Jazz, você pode dirigir? – ela perguntou e logo se explicou – Estou com sono e com medo de dormir ao volante.
Ela mentia. Era claro para mim e com certeza para o Jasper também. Desconfiado, ele assentiu.
Ela abriu a porta do banco traseiro e entrou.
- Vem, Edward. – ela me chamou.
Eu sorri e entrei também no banco traseiro.
- Isabella! – Jasper esbravejou.
- Vamos logo, Jasper. – ela ordenou com seu tom de general – Eu não tenho todo tempo do mundo.
Ele resmungou e ela sorriu olhando para mim.
Jasper não teve outra opção a não ser dar partida e sair daquele lugar. Voltamos para a base com o mesmo silêncio da ida, mas o clima estava outro.
Eu e Isabella trocamos olhares durante todo o trajeto, enquanto Jasper resmungava. Quanto mais ele resmungava, mais eu e Isabella riamos em silêncio, como se fôssemos crianças peraltas.
Quando chegamos à base, fui direto para o meu quarto tomar um banho quente enquanto Isabella dava algumas ordens para Emmett e Mike.
Eu ainda sentia Isabella na minha pele e a sensação era perfeita. Depois do banho, eu coloquei uma calça de moletom e desci.
Estavam todos os boinas verdes e minha mãe sentados na sala.
- Já que estamos todos aqui, vamos passar o plano de ação. – Isabella disse.
Eu assenti e me sentei ao lado da minha mãe, que fez menção de se levantar. Eu segurei sua mão, mantendo-a sentada.
- Eu não quero atrapalhar. – ela disse se justificando.
- Você não atrapalha, Esme. – Isabella disse sorrindo para minha mãe.
Eu também sorri, ratificando o que Isabella tinha dito. Minha mãe voltou a se ajeitar no sofá e ficou calada enquanto Isabella começava a nos mostrar imagens da pista clandestina e dar detalhes de como seria o resgate do meu pai.
Depois de quase duas horas de explicações, acabamos. Alice tinha nos dado nossas armas e balas e Rose entregou nosso uniforme com o colete a prova de bala.
Olhei para a minha mãe e ela estava com a expressão preocupada.
- O que foi, mãe? – eu perguntei.
Ela hesitou olhando para os boinas verdes em dúvida.
- Pode falar. – eu a incentivei.
- Não é perigoso, não? – ela perguntou.
- Não, Esme. – Isabella lhe explicou – Nós somos treinados para isso e estamos preparados. Pode parecer meio estranho ou até mesmo perigoso para você, que não está acostumada, mas nós conseguimos fazer isso de olhos fechados.
Isabella conseguiu tranquilizar minha mãe e eu sorri para ela, agradecendo-a.
- Por que você não ajuda Rose a preparar nosso almoço enquanto eu termino de explicar alguns detalhes que ficaram faltando? – Isabella sugeriu.
Minha mãe assentiu e saiu com Rose da sala.
- Eu quero Don vivo. – Isabella disse – Mas nossa prioridade é Carlisle. Eu o quero longe da pista o mais rápido possível. Jasper, você ficará responsável por tirá-lo de lá.Entendido?
Todos assentiram, inclusive o empata foda.
- Estejam prontos. Amanhã de manhã começaremos com o plano. – ela disse terminando a reunião.
Depois disso, todos nós almoçamos e, logo em seguida, Isabella desapareceu.
Eu a procurei por toda casa, e por fim Rose disse que ela estava fazendo os últimos arranjos para amanhã.
Passei a tarde e o começo da noite com a minha mãe e nem sinal de Isabella. Sabendo que eu precisava descansar, eu me despedi da minha mãe e fui para o meu quarto.
Eu não ia conseguir dormir, mas pelo menos tentava descansar.
De repente, comecei a ouvir gritos. Rapidamente, eu saí do meu quarto e vi Rose e Alice no corredor.
- O que está acontecendo? – eu perguntei.
- Jasper e Isabella estão discutindo. – Alice me respondeu um tanto aflita.
Eu escutei Isabella gritando que a vida era dela e ela faria o que tinha vontade. Era óbvio que os dois estavam discutindo por minha causa.
Eu fui em direção a porta, mas Alice me segurou pelo braço.
- Não, Edward. – ela disse.
- Alice tem razão. Eles têm que resolver esse problema sozinhos. – Rose falou.
Alice concordou com ela, mas eu não. Eu neguei e me desvencilhei gentilmente de Alice.
- Eles estão brigando por minha causa. – eu disse – E eu vou entrar sim.
Eu abri a porta e entrei no quarto de Isabella no momento em que Jasper a mandava calar a boca. Imediatamente os dois se calaram e me olharam.
- Saia daqui. – ele ordenou.
- Você não me dá ordens, Jasper. – eu retruquei.
- Mande-o embora. – ele disse ríspido para Isabella.
- Você não vai falar assim com ela na minha frente. – eu rosnei.
- Agora você quer defendê-la? Tarde demais, Cullen. – Jasper exasperou.
- E só por isso você se acha no direito de gritar com ela? – eu perguntei.
- Não se meta! Ela é minha...
- Sua o que? – eu o cortei – Ela é sua ex noiva. Ex. Contente-se com isso.
- Ela é muito mais que isso para mim. – ele respondeu – E não ouse se intrometer na nossa relação.
- Pelo visto quem está se intrometendo aqui é você. – eu retruquei.
- Você não se cansou de brincar ainda com ela? – ele perguntou maldosamente.
Eu o segurei pela gola da camisa.
- Você não sabe de nada, seu filho da puta. – eu falei entre dentes – Eu e Isabella...
- Vocês podem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui? – ela nos interrompeu com seu tom de “sou foda”.
Eu a olhei ainda segurando o imbecil pela gola.
- Solte Jasper, Edward. – ela pediu com um tom suave.
Eu bufei e soltei o maldito. Ela se aproximou de mim e sorriu fracamente.
- Está tudo bem aqui? – eu perguntei a ela e olhei para Jasper desconfiado.
- Está sim. Eu preciso conversar com Jasper, Edward. – ela me disse – Depois nós dois conversamos. Pode ser?
Eu assenti contrariado. Dei um olhar raivoso para Jasper, mas saí do quarto, como ela queria.
Rose, Alice e agora minha mãe esperavam no corredor. Sem ter o que falar, eu dei um beijo na testa da minha mãe e fui para o meu quarto.
Eu me deitei na cama e acabei dormindo.
Acordei com a porta sendo aberta. Vi Isabella entrar no meu quarto. Eu me sentei e a fitei.
- Podemos conversar? – ela perguntou.
Notas finais
MEU POVO, espera... deixa eu me recuperar....
O que foi esse capítulo, minha gente? O tão esperado Eu Te Amo saiu!! Cara, to até emocionada. Edward se superou agora, mas fala verdade a Swan nos matou com a reação dela!
Jasper... Jasper... como não te odiar? Já sinto isso desde o início dos tempos em #CN, agora isso não podia mudar, certo? Enfim, nunca gostei do Jasper e acho a intromissão dele muito chata.
Enfim, o que será que a Swan quer falar com o Edward? Esse final me deixou bem curiosa. E vcs?
Não deixem de comentar!
Beijos, até a próxima.
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Recado da Su:
Oi galerinha... como prometido, mais um capitulo...
Espero que tenham gostado da declaração do nosso mafioso. E eu sei que todos estão odiando Jasper, mas eu não consigo odiá-lo... rrss...
Obrigada a todos que comentaram!!! Amo ler os comentários...
Bjosssssss!
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