Cosa Nostra
40 2ª Temporada - Capítulo 11: Fim da Linha
Notas iniciais
Bjos e boa leitura!!!
Novamente eu senti aquela sensação ruim que me acompanhava desde o momento que eu acordei com Isabella nos meus braços.
Eu olhei nos seus olhos e senti toda sua confiança.
- Ao seu lado, sempre. – eu respondi.
Ela deu um sorriso.
- Então vamos para guerra, baby. – ela disse arrancando o carro e cantando pneu.
Segundos depois, já estávamos a quase cem quilômetros por hora. A paisagem da estrada passava rapidamente por nós. Eu mantinha uma mão na perna de Isabella, enquanto ela dirigia concentrada.
- Rosalie, me envie as imagens do satélite em tempo real. – Isabella pediu pelos comunicadores que todos usávamos na orelha.
- Já estou te enviando, Bella. E a partir de agora, todos nós estaremos em conferência o tempo todo. – Rose nos informou da sede.
Ou seja, todos nós escutávamos tudo que qualquer um de nós falasse. Essa conferência nos permitia livre comunicação, mas também servia como proteção, pois saberíamos na hora se algo errado acontecesse com qualquer um de nós.
Isabella tirou uma das mãos do volante, pegou o celular em seu cinto e me entregou.
- Veja se as imagens já chegaram. – ela disse para mim.
Eu assenti e desbloqueei seu celular, abrindo o arquivo enviado por Rose.
Pela imagem podíamos ver claramente o avião pousado na pista e três caminhonetes pretas que com certeza eram de Don.
Isabella olhou rapidamente para as imagens no celular e voltou a prestar atenção na estrada.
- Jazz, localize Carlisle. Alice, não perca Don de vista. – Isabella ordenou.
- Sim, senhora. – os dois a responderam pelo rádio.
Alice e Jasper já estavam na pista, escondidos entre as árvores e com o detonador das bombas. Eles iriam vigiar a aérea e ativar as bombas quando chegasse a hora.
- Bella, a entrada secundária está a quinhentos metros. – Rose avisou.
- Entendido. – Isabella respondeu.
Uns segundos depois, Isabella entrou em uma estrada de terra cheia de buracos, que descobrimos que existia quando verificamos as imagens aéreas tiradas por Mike. Essa estrada também chegava à pista clandestina só que pelo norte, lado oposto da pista que Don estava acostumado.
Essa nova estrada acabava juntamente com a estrada utilizada por Don e onde estavam Mike e Emmett.
- Emmett, qual a localização de vocês? – eu perguntei.
- Já entramos na estrada de terra, no quilômetro 03 e estamos a menos de cinco minutos do local. – ele respondeu.
- Nós também já estamos na estrada de terra. Estamos no quilômetro 02. – Isabella informou a ele a nossa localização.
Era necessário estarmos sincronizados com Emmett e Mike para chegarmos à pista ao mesmo tempo e bloquearmos qualquer rota de fuga de Don.
A ideia era eu e Isabella chegarmos pelo norte e Emmett e Mike pelo sul ao mesmo tempo, bloqueando qualquer passagem.
- Jasper, vocês já viram Carlisle? – Isabella perguntou.
- Positivo. Ele está na caminhonete do meio. Don está do lado de fora do carro, ao lado da porta de onde está Carlisle. Verificamos doze capangas munidos com submetralhadoras Colt Thompson M1. – Jasper respondeu totalmente profissional.
Na sede, ele fez questão de demonstrar que não havia gostado do fato de eu e Isabella estarmos juntos novamente, mas minha General simplesmente o ignorou e me disse para fazer o mesmo.
Eu cheguei a cogitar a possibilidade de deixarmos Jasper fora da missão, mas Isabella me garantiu que ele não faria nada para nos prejudicar. Ela ainda frisou que a presença dele era necessária porque estávamos com menos homens que Don.
E agora eu percebi que ela estava certa. Jasper agia como um profissional e era peça chave na nossa missão.
- E como está Carlisle? – Isabella perguntou um tanto hesitante e eu prendi minha respiração, apreensivo.
- Ele tem um olho roxo e algumas escoriações visíveis. Ele está notoriamente mais magro, mas parece bem, apesar de tudo. – Jasper relatou deixando um pouco de lado a voz totalmente profissional e parecendo estar satisfeito com o fato de meu pai estar relativamente bem.
Imediatamente eu relaxei um pouco. Meu pai estava bem na medida do possível e isso era o mais importante para mim.
- General, vinte segundos. – Mike nos informou.
Isabella me olhou silenciosamente me perguntando se eu estava preparado. Eu balancei a cabeça levemente para ela. Eu estava pronto e sabia que ela também.
- Dez segundos, Newton. – ela respondeu.
Nós já conseguíamos ver o carro onde estavam Mike e Emmett. A sensação é que iríamos bater. Os dois carros estavam em alta velocidade e ia um de encontro ao outro.
À minha esquerda, eu podia ver o avião e os carros da Cosa Nostra.
- Cinco. – Mike disse.
Então Isabella começou a contagem regressiva:
- Quatro... – o carro de Emmett estava cada vez mais próximo – Três... – eu segurei firme no banco do carona – Dois... – ela contou e eu prendi a respiração — Um.
Os carros então passaram um rente ao outro e frearam com violência. Pronto. A saída estava completamente bloqueado pelas duas blazers pretas das Forças Especiais.
- A primeira bomba, Alice. – Isabella falou.
No mesmo instante um estrondo ecoou e a poeira levantou cegamente momentaneamente todos.
- Agora! – Isabella deu a ordem.
Eu, Mike e Emmett saímos dos nossos respectivos carros com a metralhadoras em mãos. Do outro lado da pista, Jasper e Alice também se posicionaram. Como nós, eles estavam armados e mirando em Don.
Quando a poeira abaixou, Don tinha a feição assustada ao perceber que estava cercado e que seria impossível o avião descolar com o buraco que a bomba tinha feito no chão de terra.
- Edward Masen. Aqui é a unidade alfa das Forças Especiais dos Estados Unidos. Largue as armas e coloque as mãos para o alto. – Isabella falou por um alto falante ainda de dentro do carro.
Don abriu a porta do carro e tirou Carlisle de lá, o segurando pelo braço e apontando uma arma para ele. Meu pai estava com os olhos arregalados e parecia estar apavorado.
- Não atirem. Carlisle é nossa prioridade. – Isabella disse friamente pelo rádio comunicador.
Ela já tinha ressaltado antes de sairmos da sede que o importante era meu pai, mas ela ainda reafirmava isso. Acho que era para me passar segurança... e eu não podia reclamar porque estava dando certo.
- Não resista, Masen, será pior para você. – Isabella disse pelo alto falante.
- Eu não vou me entregar. – Don gritou.
- Alice, a segunda bomba. – Isabella disse pelos comunicadores.
Instantes depois, mais uma explosão tomou conta da pista clandestina.
- Se entregue ou será pior. – Isabella disse no alto falantem para Don.
Ele não respondeu, apenas deu uma risada aguda.
- Se entregue agora Masen. – Isabella repetiu em tom de ordem.
- Ou o que? – ele a desafiou olhando rapidamente para os lados.
Mais uma vez eu tive aquela sensação estranha. Eu sabia que alguma coisa estava errada.
- Isabella, eu acho que Don vai fazer alguma coisa. – eu a avisei via rádio.
- Eu também. – ela respondeu e eu fiquei ainda mais apreensivo.
Por mais bem planejada que a missão fosse, sempre havia o risco de alguma coisa dar errada. E foi exatamente isso que aconteceu.
Do nada, uma caminhonete 4X4 veio em alta velocidade e bateu no carro onde Isabella estava.
Como sua porta estava aberta, ela jogou sua metralhadora e pulou rolando um pouco pelo chão enquanto a blazer era completamente esmagada no lado do motorista. Ela se levantou rapidamente e se posicionou ao meu lado, já com a sua metralhadora.
Nesse instante, os capangas de Don começaram a atirar contra nós. Imediatamente nós revidamos... e o tiroteio começou.
Eu e Isabella nos concentramos em atirar nos capangas da caminhonete que havia batido em nossa blazer.
- Cuidado com Carlisle. – Isabella disse a todos e continuou – Alice, ative todas as bombas, exceto as perto demais de Carlisle.
- Ok. Se segurem. – ela respondeu.
E várias bombas foram detonadas. Um carro da Cosa Nostra explodiu e vários capangas foram mortos.
Os capangas da caminhonete também já estavam todos mortos.
- Bella, o Carlisle! – Jasper disse aflito.
Eu e ela nos viramos e vimos Don enfiar Carlisle dentro de um carro, entrando logo em seguida. O carro veio em nossa direção em alta velocidade e conseguiu passar, batendo mais ainda no carro onde Isabella estava antes.
- Edward, Mike, entrem no meu carro. – ela mandou já entrando no carro amassado e o ligando – Jasper, Emm e Alice, aqui é com vocês. Nós vamos atrás de Don.
- Pode deixar com a gente. – Emmett disse.
Eu e Mike entramos na blazer e a perseguição teve início. Em alguns minutos, nós já havíamos saído da estradinha e estávamos na rodovia.
Isabella acelerou e conseguiu ficar quase ao lado do carro de Don. Então ela jogou a blazer para cima do carro da Cosa Nostra.
O carro saiu da pista, mas logo voltou.
- Merda. – ela resmungou – Rose, me dê as coordenadas.
- As imagens estão chegando Isabella. – Rose respondeu pelo rádio – Só um minuto.
- Nós não temos um minuto droga. – ela esbravejou.
- Falta pouco. As imagens já estão sendo baixadas. – Rose informou.
Isabella mais uma vez acelerou o máximo e jogou a blazer contra o carro de Don, que mais uma vez saiu da pista e logo voltou.
- Pronto! – Rose praticamente gritou – A dois quilômetros tem uma barreira fechando metade da pista á direita porque a estrada está em obras.
- Excelente. – Isabella falou.
Ela acelerou mais o carro e ficou do lado esquerdo da pista, forçando Don a ficar à direita.
- Peguem suas pistolas. – Isabella ordenou – E estejam preparados.
Eu peguei minha arma, que estava em meu cinto e a destravei. Escutei Mike também destravar a sua.
- Quinhentos metros, Isabella. Depois da curva. – Rose informou.
Isabella se manteve ao lado do carro. Quando estávamos fazendo a curva, Isabella jogou a blazer completamente contra o carro de Don, que não teve outra opção a não ser jogar o carro para a margem da estrada e frear para não bater em algumas máquinas que estavam no encostamento.
Isabella também jogou o carro para o encostamento e freou, bloqueando o carro de Don.
Eu, Mike e Isabella saímos do carro a atirando nos capangas, que estavam do lado de fora do carro, ficando na frente com o intuito de proteger Don e meu pai. Eram quatro. Rapidamente estavam todos mortos.
Só restavam Don e meu pai.
- Acabou Masen. É hora de admitir sua derrota. – Isabella disse.
Ele apertou mais o braço do meu pai, enquanto com a outra mão, levava a arma até sua cabeça.
- Você é mesmo insistente não é Swan? Igual ao seu pai... – Don disse com o tom de voz irônico – E vai ter o mesmo fim que ele... vai ser morta pelas mãos da Cosa Nostra.
Isabella arqueou a sobrancelha, mas não deixou se segurar sua arma com segurança.
- Meu pai morreu na guerra, Masen. – ela disse.
Don deu uma risada alta e desagradável.
- As Forças Especiais não divulgaram as condições exatas de sua morte, mas eu terei o prazer de lhe contar exatamente o que aconteceu. – ele disse e era visível que isso lhe dava satisfação – O grande General Charlie Swan foi morto no Iraque por uma bala amiga.
Don percebeu o olhar de surpresa de Isabella e continuou:
- Sim, Isabella! Por meio milhão seu pai foi morto por um companheiro de exército. E saiba que eu paguei com prazer cada dólar ao Capitão Reid.
Isabella não respondeu de imediato e eu fiquei imaginando o que estava passando pela mente dela. Era óbvio que Don fazia isso para desestabilizá-la.
- Eu nunca imaginei que um dia que falaria essas palavras, mas se foi isso mesmo que aconteceu...
- Claro que foi. – ele a interrompeu.
- Então, eu lhe agradeço, Masen. – Isabella respondeu com um sorriso debochado no rosto.
Don ficou confuso e ela continuou.
- Você me fez um favor matando Charlie. Ele não era exatamente um exemplo de pai e sua morte foi um alívio para mim. – ela disse com amargura – Aliás, não é só por causa dele que eu devo lhe agradecer.
E eu me vi preso em uma guerra mental entre os dois. Eu e Mike estávamos calados, apenas apontando nossas armas em direção a Don e esperando nossa hora de agir.
- Oh! Tem mais? – Don perguntou tentando mostrar indiferença, mas eu podia perceber que Isabella estava mexendo com os nervos dele.
- Sim... Eu também tenho que lhe agradecer por Edward. – ela disse e ele realmente se assustou.
Por essa ele não esperava. Na verdade, nem eu.
- Edward é um homem maravilhoso... totalmente diferente de você. – ela falou e ela falava com tanta convicção que era impossível contradizê-la.
- Se apaixonou por um mafioso, querida? – Don perguntou sarcástico.
- Não! Claro que não! Eu me apaixonei pelo Capitão Cullen. – ela disse sem hesitar.
Don forçou uma risada, mas Isabella se manteve impassível.
- O Capitão Cullen não existe. Ele foi apenas uma farsa usada pelo meu filho, Edward, o Assassino da Cruz. – Don retrucou.
Eu abri a boca para falar que eu não era filho dele, mas Isabella respondeu imediatamente sem deixar brechas para eu me manifestar.
- E ainda sim ele está ao meu lado, com uma arma apontada para você. Pronto para te matar... do mesmo jeito que ele matou Tanya.
Don estremeceu com aquela informação. Ele ainda não sabia que eu havia matado Tanya.
- Você não sabia, não é Masen? – Isabella perguntou irônica.
- É mentira. Ela era noiva dele. Eles eram namorados desde adolescência. Ele não faria isso. – ele argumentou.
- Pelo visto ele não a amava. – ela deu os ombros.
- Ele não faria isso, não é mesmo, moleque? – Don questionou e me olhou esperando que eu confirmasse que era mentira.
- Eu dei um tiro certeiro na testa de Tanya... – eu falei, pela primeira vez, com nítido tom de descaso em minha voz – ... quando ela apontou uma arma para Isabella.
Eu estava tentando ajudar Isabella a desestabilizá-lo.
- Viu? Parece que quem não existe mais é o Assassino da Cruz, Masen. – Isabella finalizou – Desista. É o fim da linha para você.
- Sua desgraçada. Essa conversa acaba aqui. – ele disse alterado apertando mais a arma contra a cabeça do meu pai.
- Eu acho que não, Masen. – Isabella continuou impassível.
Lentamente, ela deu alguns passos para trás, sem tirar os olhos de Don e sem deixar de apontar a arma para ele.
- Que tal uma troca? – Isabella propôs.
- O que você tem que poderia me interessar? – ele perguntou arrogante como sempre.
Isabella abriu o porta-malas do carro e tirou Elizabeth de lá. Don arregalou os olhos ao ver sua esposa amarrada, amordaçada e nas mãos da Swan.
- Carlisle por Elizabeth. – Isabella falou colocando sua arma contra a cabeça de Elizabeth – Uma troca justa, não acha?
Ele ficou alguns segundos olhando alternadamente para Isabella e Elizabeth. Para ter uma resposta dele, Isabella puxou Elizabeth pelo cabelo, fazendo-a gemer de dor, apesar da mordaça.
- Então? – Isabella perguntou.
Don bufou, mas eu via o medo em seus olhos.
- Venha até aqui Isabella e eu farei a troca. – ele exigiu.
- Mike, vá para o carro e o mantenha ligado. – ela ordenou – Esteja preparado para levar Carlisle para nossa sede.
- Sim senhora. – Mike disse caminhando de costas até a blazer, sem tirar os olhos e sua arma de Don.
- No meio do caminho Masen. – Isabella falou firme.
Don pensou por alguns segundos, mas acabou dando alguns passos em nossa direção e parando quase no meio do caminho.
- Agora você general. – ele disse.
Ela assentiu e caminhou lentamente com Elizabeth em direção a Don e meu pai. Don o soltou e Isabella soltou Elizabeth. Meu pai foi empurrado em direção à Isabella e Elizabeth foi caminhando em direção a Don.
Isabella deu três passos para perto do meu pai, que estava paralisado no meio do caminho. Ela então tirou o colete à prova de balas e colocou em Carlisle.
- Vá para o carro. Você ficará bem com Mike. – ela ordenou o tirando do transe.
Meu pai acenou freneticamente e correu em direção ao carro onde Mike esperava por ele.
Nesse momento, ouvi um disparo e eu vi que o motorista do carro de Don ainda estava vivo e apontava uma arma na direção de Isabella.
Isabella também viu o motorista com a arma. Ela atirou duas vezes nele quando eu a olhei percebi que Don estava segurando ela. Sua arma estava no chão e ela estava nos braços de Don, de frente para mim, exatamente como meu pai estava há alguns minutos.
Eu corri o olho pelo seu corpo para verificar que ela não estava machucada, mas quando olhei para sua barriga, vi que ela havia recebido um tiro no abdômen.
- Se você matá-la, eu mato você Don. – eu falei com firmeza, pois eu não tinha dúvida que eu faria isso.
Ele me olhou com ódio.
- Moleque atrevido! Eu deveria ter te matado quando eu tive a chance ou devia ter deixado Harry acabar com a sua raça. – ele disse.
- O que? – eu perguntei confuso e ele sorriu como um maluco.
- Eu nunca te quis. Eu nunca quis ter um filho. – ele afirmou me olhando nos olhos – Eu nunca quis dividir Elizabeth com ninguém. Ninguém! Mas ela queria muito ter um filho e parou de tomar a pílula sem que eu soubesse.
Eu fiquei calado, apenas escutando que merda era essa que ele falava. Isabella me encarava, debatendo-se nos braços de Don mesmo com o tiro na barriga.
- Alguns meses depois e ela estava grávida. – ele disse segurando Isabella com tanta força que a ponta dos seus dedos estavam brancos – Como eu odiei aquela notícia! Naquele momento, eu te odiei com todas as minhas forças. Eu pensei em como podia acabar com você, mas não podia fazer nada enquanto ela estivesse grávida, porque eu não poderia fazer nada que a machucasse. Ela é minha vida. Meu amor. Eu jamais a machucaria.
Ele parecia um desequilibrado. Um louco... mas ele não parou e continuou a falar:
- Então, ela entrou em trabalho de parto... e teve você. Ela ficava com você no colo quase vinte e quatro horas por dia e eu não pude te matar. Passados alguns dias, você perdeu o fôlego durante a amamentação e ficou alguns segundos sem ar. Eu nunca vi Elizabeth tão desesperada. Ela chorava com tanta dor. E eu te odiei ainda mais. Então eu percebi que não poderia matá-lo, porque eu iria matar parte de Elizabeth também.
Isabella se remexeu mais e ele apertou sua barriga, onde ela havia levado o tiro. Ela travou o maxilar para não gritar e fechou os olhos de dor.
- Quieta, vadia! – ele esbravejou – Agora que eu comecei, vou contar toda história para o meu querido filho.
Ele me olhou debochado e continuou:
- Assim, eu simulei um ataque da polícia ao nosso esconderijo e consegui convencer Elizabeth que teríamos que abrir mão de você para sua própria segurança. Era o único jeito de ela aceitar te deixar. Sabe... ela fez questão de te levar a um orfanato durante a noite. Eu a acompanhei só para ter certeza que você estaria fora das nossas vidas de uma vez por todas.
Ele deu uma risada irônica e enjoativa.
- Mas eu estava enganado. Elizabeth chorou direto por dias. Ela não comia, não tomava banho, não conversava comigo. Ela apenas chorava. Eu pensei que em alguns meses ela melhoraria, mas não. Ela foi definhando ainda mais. Ela apenas parecia com a mulher que eu tanto amava quando íamos ao orfanato e ela te observava de longe.
“Eu tinha que dar um jeito nisso, então, tive a ideia de arrumar pais adotivos para você. Eu disse a Elizabeth que eu havia arranjado um casal maravilhoso que poderia cuidar de você. Ela gostou dessa ideia e foi melhorando aos poucos.”
- Eu sabia de todos os podres de Harry e Sue. – ele disse e sorriu maldoso – E eu sabia que Elizabeth ficaria feliz e que você sofreria como eu queria que sofresse. Cada surra que você levava deles era por cada noite que Elizabeth chorava por você.
Eu estava estático e meu estômago embrulhava. Ele sabia de tudo. Ele fez da minha vida um inferno de propósito... por causa desse amor doentio.
- Quando você completou 13 anos, Elizabeth insistiu que ia te ver. Não era mais o suficiente apenas te ver de longe ou por fotos e ela queria te ver de perto... falar com você. Foi quando nós nos aproximamos. Eu ainda te odiava, mas tive que engolir meu ódio e fingir ser o pai amoroso e arrependido. Tive até que fingir que não sabia o que Harry e Sue faziam.
“Mas com o passar do tempo, alguma coisa mudou. Desde a primeira vez que eu te vi atirando com tanta habilidade, eu soube que você seria muito útil para mim. E assim eu comecei a te usar. Depois de um tempo, eu até passei a gostar de você. Você se mantinha distante o suficiente para não ter uma relação de filho com Elizabeth e eu fiquei satisfeito com isso.”
- Você é um monstro. – eu falei com nojo.
- E você não é tão diferente de mim, moleque. Afinal, é meu sangue que passa pelas suas veias. – ele retrucou.
Eu o olhei com ódio. Eu tremia por completo de raiva. Minha mão mal segurava minha arma na direção dele.
- Edward... – Isabella disse com dificuldade – É mentira... Você não é como ele. Não acredite!
Para fazê-la se calar, mais uma vez Don apertou sua barriga. E ela novamente travou o maxilar, mas duas lágrimas saíram dos seus olhos.
Isabella estava cada vez mais pálida. Seu sangue já tinha formado uma poça no chão. Sua camisa estava empapada de sangue e eu sabia que ela estava fazendo um esforço enorme para se manter firme.
Eu respirei fundo e me controlei. Conseguir me concentrar novamente e passou a ter segurança e firmeza ao apontar minha arma na direção de Don.
- Solte-a agora Don. – eu mandei.
Ele apenas riu sarcasticamente.
- Você não está em condições de mandar em nada moleque, mas eu estou. – ele disse – Jogue a arma no chão ou eu mato a vadia.
Eu não o obedeci e ele deu um tiro não chão, perto demais do pé dela como aviso.
Eu não confiava em Don, mas não tinha escolha. Eu sabia que se eu não o obedecesse, ele a mataria sem hesitar.
Derrotado, eu joguei a arma no chão. Don sorriu maldosamente e jogou Isabella na minha direção. Sem forças, ela caiu de joelhos no chão.
Maldito.
Rapidamente, eu fui a sua direção. Eu a segurei e a levantei com o máximo de cuidado que consegui.
-Você está bem? – eu perguntei.
Ela apenas assentiu. Seus olhos estavam desfocados e eu sabia que ela estava se forçando a não fechar os olhos.
A risada de Don se espalhou pelo campo.
- Que cena linda! E o mafioso se apaixonou pela general. – ele disse e eu apenas o ignorei, olhando para Isabella – Não me ignore, moleque.
Mas eu continuei o ignorando. Então ele atirou para cima, como uma advertência.
- Acho bom você me obedecer. – ele ameaçou, agora apontando a arma para mim e Isabella.
- O que você quer, Don? – eu perguntei rispidamente. – Já não está satisfeito com essa merda toda?
- Quero saber se valeu a pena. – ele disse – Se valeu a pena perder a vida por causa dessa vagabunda.
Eu não o respondi e ele atirou novamente, só que dessa vez mais perto de nós dois.
- Eu perguntei se valeu a pena nos trair...
- Eu faria tudo de novo. – eu afirmei – Eu daria qualquer coisa por ela.
- Inclusive a vida?
Don adorava esses joguinhos mentais.
- Inclusive a vida. – eu falei convicto.
- É uma pena, moleque. Você poderia ser grande. Poderíamos ter conquistado o mundo juntos. Mas se é assim que você quer.
Ele apontou a arma na direção de Isabella. Rapidamente, eu me coloquei na frente dela, abraçando-a com toda minha força e ficando de costas para Don.
Não demorou nem um segundo e eu escutei mais uma vez sua risada de prazer e um tiro longo e profundo... e em um instante, foi como se tudo o que eu tivesse vivido até aquele momento corresse e simplesmente evaporasse bem diante dos meus olhos.
- Eu te amo. – eu sussurrei no ouvido de Isabella.
Notas finais
AI MEU DEUS!!! Isabella tá ferida! Será que o Edward vai morrer? O que será do nosso casal preferido?
Don é definitivamente um psicopata nojento, que história, meu Deus. Tadinho do Edward. Bella foi forte até o final.
Oh Deus...
O jeito vai ser esperar para saber...
Espero muito que vocês tenham gostado e que estejam ansiosos pelos próximos capítulos.
Beijos da Ju.
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Recado da Su:
Oi galera do meu coração... espero que tenham gostado do capitulo e não me matem por ter parado justo nesse momento.
Eu queria agradecer a todos os comentários!!!!! E também à Ari Machado e JuhRodrigues pelas recomendações... Vocês acreditam que já temos 100 recomendações????? Achei um máximo!!!!!
Bjos a todos e até a próxima!!!!
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