Haruiichi Kominato passava os dias dividindo o tempo entre os estudos, o clube de beisebol e Eijun Sawamura. Ok que o último item era o que mais lhe ocupava o tempo e era definitivamente estranho.

O rapaz não soube dizer exatamente quando ou como aconteceu, mas quando percebeu, seu coração acelerava toda vez que via o amigo arremessar. Era reconfortante, animador e estimulante; vê-lo arremessar era como uma injeção de energia e o fazia querer treinar mais, ficar mais forte.

Céus, esses pensamentos chegavam a ser incômodos de tão frequentes; pior: ele mesmo havia mudado com a convivência, fazendo o possível para animá-lo e agradá-lo, o que só havia feito até então pelo seu irmão mais velho (embora com objetivos distintos).

Entretanto, não podia culpá-lo, pois Eijun era um babaca sem noção que esbanjava energia, o que era bem divertido e... fofo. Sério, desde quando achava Sawamura fofo? Como dizia sua avó, tem caroço nesse angu.

Porém, a tão temida confirmação de que algo estranho se passava consigo veio quando o castanho comentou que ficaria melhor sem a franja, ao tirá-la da frente dos olhos para examinar seu rosto.

— Harucchi, você tem belos olhos, devia tirar o cabelo da frente. Aliás, como consegue jogar com ela? – sua expressão denotava uma curiosidade infantil.

— Estou acostumado. — respondeu simplesmente.

Depois do ocorrido, o jovem remoeu o assunto perguntando a si mesmo qual seria a reação dele caso seguisse a sugestão e resolveu arriscar.

A comoção obviamente fora enorme, com todos os senpais e colegas de classe rodeando-o e dizendo como estava diferente. Como manda seu lado tímido, corou e sussurrou várias vezes “obrigado”, arrancando risadas nada confortáveis de Kuramochi. E quando finalmente a causa da mudança, olhou-o surpreso, seu coração acelerou e por um momento ele deixou de respirar.

Sawamura vistoriou seu novo corte de todos os ângulos possíveis e Haruiichi sentiu que poderia derreter feito gelo. Quando acabou e ambos se encararam, soltou o ar (só então percebeu que estava prendendo), mas antes que pudesse se pronunciar, o outro sorriu e aprovou:

— Eu não disse Harucchi? Assim está bem melhor! – fazendo um sinal de positivo, virou-se e saiu andando – vamos treinar!

As batidas de seu coração (finalmente) voltaram ao normal e sorrindo, foi atrás do amigo. Certo, depois de tudo, amigo não era a palavra certa, mas enquanto não a encontrasse, se contentaria com as sensações que o outro lhe causava e tentaria lidar com seus pensamentos.

Notas finais
aeeee que bosta q
meu Pai amado, isso tá mofando há meses no meu caderno e me pergunto porque diabos a tirei de lá.
Enfim, vou me jogar num canto xau q
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!