Corrompido.
2 Capítulo II - Um dia anormal. Parte II.
Notas iniciais
Acordei. Meu nariz ainda latejava, a dor era horrível. Parecia que eu havia sido atropelado por vários cavalos. Abri meus olhos lentamente, eles ainda estavam turvos ao meu lado eu via apenas uma borrão de pé. Oque havia acontecido eu não sabia, aparentemente eu estava deitado na enfermaria. Bastou eu levantar para descobrir. Me apoiei sobre a cama, de modo que eu ficasse sentado sobre a mesma. Do meu lado estava a responsável do local, Sra Bellwood. Esta era uma quarentona de cabelos ruivos e crespos, pele enrugada e um olhar intimidador. A médica me encarou apertando seus olhos, em seguida pegou de uma mesinha próxima um óculos, e murmurou para si mesma “bem melhor”.
– Como está se sentindo? — Perguntou delicadamente, pegando uma prancheta e fazendo anotações nesta.
– Bem… — Disse demasiadamente sem ânimo. Revirei meus olhos sob a sala que era preenchida de camas, e aparelhos médicos. — Só estou um pouco tonto. — Murmurei, levando minha mão lentamente ao nariz.
– Não! — Interveio Sra.Bellwood, exitei. — Vai por mim garoto, não toque no nariz. Já é um milagre ele está inteiro, você é duro na queda. — Falou a mulher abrindo um sorriso gentil enquanto se dirigia ao final da sala. Ela abriu um armário. Deste tirou uma caixa, em seguida pegou um copo de água e o me deu, depois uma pílula branca. — Irá se sentir melhor. — Alertou a Sra.
– Tudo bem. — Logo peguei a pílula e a joguei garganta a baixo, depois dei um gole no copo de água e suspirei tranquilo. — Obrigado, bem eu posso ir embora? — Perguntei intimidado com os olhares que a mulher me lançara.
– Está bem! Sem mais confusões, garoto. — Bradou me dando a prancheta e apontando em uma linha para eu assinar, peguei a caneta e o fiz. — Ah, ia me esquecendo. Você ficou desacordado pouco tempo, e seu nariz melhorou… — A mulher fez uma breve pausa para olhar seu relógio. — Você tem uma aula daqui a alguns minutos. Se apresse, afinal não está dispensado. Tenho que sair, até. — Concluiu enquanto se caminhava até o portal e o atravessava.
Me levantei de vez, coloquei meus tênis. E me dirigi ao espelho da sala, meu nariz estava com algumas fitas. Vasculhei entre os bolsos do uniforme meu horário. O encontrei. A próxima aula seria física, ótimo, eu odiava física. Peguei minha bolsa e saí da sala lentamente. No meio do caminho algo irrompeu na minha frente, me assustei.
– D-desculpe Sr. Campbell — Disse gaguejando um garoto de olhos esbugalhados, cara redonda e cabelos encaracolados. — eu não queria assustar. E sim agradecer! — Falou me olhando com uma certa admiração, me lembrei que aquele era o garoto que eu “salvará” no intervalo.
– Oi, de nada. Eu não achei justo a atitude dos três. — Falei corando, nunca fazia algo que realmente fosse prestativo até agora. — Eu tenho que ir…? — Indaguei enquanto dava alguns passos.
– Thomas! —
Acenei, Thomas o fez de volta. Em seguida me dirigi sem ânimo a aula de física. Na porta da sala me deparo com quem menos gostaria. Brad Puck o garoto que quase destruiu meu nariz hoje mais cedo. Nós trocamos olhares raivosos, o ar ficava denso. Estava preste a saltar no garoto quando um garoto passou entre nos dois. Entrei, felizmente notei Larissa, sorri. Aulas de física geralmente eram em duplas, quando estava ao lado da mesa de Larissa, fui atirado no chão pela terceira vez no mesmo dia. O Puck atacou novamente, sentou na cadeira, abriu um sorriso de canto e me olhou.
– Ah, perdão! — Falou irônico. — Não sabia que o vós, o menino do nariz torto queria sentar. — Brad riu loucamente, alguns demais o acompanharam. Larissa o olhou tristonha. — Ainda não acabou isso Digory! — Ele disse superiormente.
– Para! — Ditou Larissa, agarrando o jovem pelo braço. Ele se soltou facilmente.
– E você não se meta, ainda temos que conversar. — Disse arrogantemente, enquanto fuzilava Larissa com os olhos.
– Quem você acha que é para falar assim com ela?! — Aquilo foi o estopim, Brad desrespeitará minha nova amiga, eu fiquei furioso.
– Ora, ora! O namorado dela quem mais nariz torto. — Funguei, achei que ele estava mentindo mas não estava, quando olhei para Larissa ela me olhou de volta com a cara baixa. Desisti da intriga. Me levantei, me dirigi ao fundo da sala onde existia um lugar vago. Me sentei.
Ao longo da aula me perdi em meus pensamentos. Eu ainda não havia processado que Larissa e Brad eram namorados, ela era tão maravilhosa e ele tão asqueroso. A garota durante a aula de física me dava rápidas olhadas por cima do ombro, e me encarava com seus olhos verdes. Eu ficava ainda mais chateado. No final da aula todos saíram e foram para o “refeitório” o intervalo seria agora. Eu fui o último a sair. Ao passar pelo portal Larissa me abordou, agora sem seu namorado. A fitei.
– Olha Digory — Pausou brevemente tentando achar as palavras certas, depois suspirou longamente. — eu não queria mesmo… — Terminou por aí, em seguida a garota virou para trás e caminhou até o final do corredor onde estava Brad. Quando desci, não pode deixar de reparar em gritos vindo do lado de fora da escola, mas ignorei.
Ao entrar na lanchonete me deparei com uma cena clichê. Centenas de alunos jogando comida, lanches, e sucos um nos outros. Um cara sem camisa e com o rosto pintado de roxo gritou ao meu lado “Guerra de comida”, e depois foi nocauteado por uma torta de cereja voadora. Alguns respingos encontraram meu rosto bufei. Caminhei a passos largos até a porta, quando fui atingido por um suco de Blueberry azul. Sai do lugar e fui ao banheiro mas próximo, assim que sai pude ver o zelador chegar e acabar com a confusão. Entrei no banheiro. Lá havia apenas um garoto de cabelos desgrenhados e pretos, de olhos azuis e média estatura.
– Ótimo — Falou o moreno abrindo um sorriso e me encarando, o olhei. — um Avatar. Que dia perfeito. — Ele fechou a cara e foi até a pia, lá lavou a mão. Fiquei furioso, mas não podia cair naquela tentativa medíocre de sarcasmo.
– Patético! — Disse lavando meu rosto.
O garoto saiu pouco tempo depois fiz o mesmo. Era permitido sair da escola para comer e assim o fiz. Havia muito tempo até o sinal tocar, uns trinta minutos. Saí do colégio, e fui a uma pizzaria na esquina. Fiz um pedido e me sentei. A Pizza logo chegou e a devorei por completo. Depois sai e voltei para o colégio, agora faltava pouco tempo para dar inicio as aulas.
Me sentei na grama e olhei para a movimentação. Observei a Black se aproximar de mim, e sentar ao meu lado. A olhei demasiadamente triste.
– Porque fez isso? — Ele me olhou, depois suspirou profundamente.
– Isso? Sabe Digory eu não gosto dele. — Ela parou, mas retomou. — Nossos pais são empresários, e bem eles nos forçam a namorar para unir a fortuna das 2 famílias e formar uma só. Entendeu? — Depois disso ela se levantou. Parou na minha frente, e se agachou rapidamente. Depois me beijou na bochecha e saiu, eu corei. O sinal tocou. Me levantei.
Quando eu estava no corredor do segundo prédio, andar 2. O inspetor irrompeu na minha frente, me encarou.
– Digory Campbell? — Perguntou o velho, me olhando com desprezo. Apenas assenti. — Me acompanhe. — Ele disse logo depois saiu rapidamente eu o acompanhei. Atravessamos o saguão no térreo e fomos até o final do corredor. Então paramos em frente de uma porta com a placa “ Principal Finn “, ele girou a maçaneta e riu. Entrei na sala. Lá estava Brad, e o próprio diretor. A sala era bem grande, repletas de artigos ocidentais. E em uma das paredes uma espada sustentada no ar. O diretor era descendente de japoneses, tinha olhos puxados, pele clara, baixo e cabelos negros impecáveis.
– Sente-se. — Falou com um ar severo. Sentei na cadeira ao lado de Brad, nos encaramos. — Eu os chamei, pelo incidente de hoje cedo. — Bradou nos fuzilando com o olhar. — Alguém se habilita a explicar? — Perguntou.
Quando eu estava prestes a responder centenas de gritos surgiram. Na porta do colégio uma série de pessoas correndo loucamente, e atrás delas pessoas urrando, cambaleando, e aparentemente sem raciocínio. Depois uma cena horrenda aconteceu. Uma pessoa caiu. E algumas das pessoas que urravam se abaixaram e começaram… A comer ela. O diretor deu um salto da cadeira, e nos olhou.
– Esperem aqui. — Falou. Logo depois saiu.
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