Notas iniciais
Eu devo ter alguma doença, porque eu nunca escrevo caps de verdade no começo de fics! Isso é algum problema, eu tô quase tendo certeza : Mas você não falou que ia postar a cada cinco dias? Não, eu dei um prazo mínimo e um máximo em que eu vou estar postando, então acho que você estão felizes agora, né?! Sei lá, eu nunca sei. Ah! Tava quase esquecendo, eu tive uma conversa com minha conselheira como eu deveria proceder e todas as nossas ideias se mostraram quase impossíveis de se fazer depois de escrever o mesmo cap 20 vezes, então ficou desse jeito :P Enfim. Tenham uma boa leitura :)

Sabia que nós, mortais, pouco sabemos sobre as histórias mais antigas já contadas? Aquelas que embalam nossas noites e sonhos desde os primórdios? Aquelas que tanto nos fascinam?

A voz que lhe falava era muito bonita e suave. Poderia facilmente imaginá-la como a voz de uma sereia que atraia as embarcações para os rochedos, ou até mesmo como a voz de um anjo católico em que o amigo acreditava.

Acreditamos que as conhecemos em sua totalidade, mas estamos completamente enganados, nada sabemos sobre elas, apenas as enfeitamos quando as contamos para crianças e adultos. De tudo o que falamos, o que é verdade? De tudo o que falamos, o que é mentira? Até onde conhecemos as histórias? Até onde conhecemos a história da princesa acorrentada? Até onde conhecemos a verdadeira história de Andrômeda?

Você conhece algo? Ou pensa que conhece?

As histórias mais antigas já contadas, estão escritas nas estrelas. Histórias de um tempo anterior aos homens, quando os deuses derrotaram os titãs e guerreavam contra os gigantes, tudo para decidir qual força dominaria a Terra. Os gigantes eram muito mais poderosos do que os titãs, pois eram a essência do ódio e desprezo personificada, e era preciso impor-lhes um fim. E esse fim devia vir pelas mãos dos próprios deuses, ou melhor, dos próprios Reis.

Zeus, Poseidon e Hades decidiram que eles precisavam ir até as últimas consequências se quisessem manter-se no poder. E assim o fizeram.

Zeus chamou seus filhos, Ares e Atena, os deuses da guerra, e perguntou-lhes como eles procederiam em seu lugar. Ambos deram suas opiniões, porém, Zeus queria algo mais imediato, então acatou a opinião de seu filho, Ares, e da qual sua filha, Atena, não concordava. Uma resposta rápida, violenta e ignorante.

Zeus então convenceu o irmão, Hades, a criar feras tão fortes que pudessem destruir qualquer coisa, pois deviam ser a essência da morte, o fim definitivo do que quer que fosse, e da própria carne, Hades deu a luz a horrores indescritível. Como Zeus havia instruído, após o surgimento de tais criaturas, Hades as deixou sobre os cuidados dos deuses da violência desmedida, dos medos e das fobias. As feras deviam ser os piores seres que já existiram e assim seriam.

Cada fera serviria a um dos Três Grandes, mas também sempre seriam fiéis aos seus mestres, os deuses as criaram e cuidaram. E disso a deusa Atena não gostava, uma fera com dois mestres não existe.

Zeus, o rei dos céus teria Ménos, criado pelo deus da violência desmedida, seu filho Ares. Poseidon, o rei dos mares teria Apéxtheias, criado pelo deus das fobias, neto de Zeus e filho de Ares. E Hades, o rei do submundo teria Trómos, criado pelo deus dos medos, também neto de Zeus e filho de Ares.

Tal como o planejado, as feras derrotaram os gigantes e depois, por insistência de Atena, foram seladas, para que seu poder fosse requisitado apenas quando necessário.

Atena, deusa da guerra e sabedoria, não gostava daquelas feras, não gostava da ameaça que elas representavam para a humanidade e para os próprios deuses, então, escondida dos demais deuses, suplicou ao filho de Hades, seu primo Dastan, que criasse a alma mais pura que pudesse existir. Tal alma seria capaz de subjugar qualquer mal, desde que não sucumbisse ao mesmo mal. No entanto, o jovem deus a alertou que tal alma deveria ser guiada pela própria deusa ou alguém de confiança, um ser do qual Atena já tinha conquistado a lealdade, para que não caísse eternamente nas trevas. Atena aceitou as orientações sugeridas e assim a alma mais pura do mundo foi criada.

Zeus já tinha criado os homens e as preces dos homens nutriam a imortalidade dos deuses, mas com o tempo, a humanidade foi ficando descontente, ela começou a questionar os deuses e por fim se rebelar contra eles. E foi nesse mundo que duas crianças de incrível poder nasceram.

Ambas crianças ainda não sabiam, não tinham como saber, mas seus destinos estavam ligados. Ambas teriam uma vida cheia de provações e desafios além do normal, seus feitos sobre-humanos jamais seriam reconhecidos, mas seus nomes ainda sim entrariam para a história e suas vidas virariam lendas, que com o passar dos séculos seriam esquecidas e distorcidas pelos menestréis e contadores de histórias. Eles poderiam mudar o mundo se quisessem.

Andrômeda. Argos.

Andrômeda era descendente de Cavaleiros, mas era filha de serviçais. Seus pais morreram de cólera quando ela ainda era pequena e tudo o que lhe restou foi o irmão mais velho, Phoenix, que chegou ao ponto de roubar para sustentá-la. Por um tempo ela viveu sem o irmão, que havia ingressado no exercito, se tornou uma serviçal e, eventualmente, veio a se tornar uma Amazona após mostrar todo seu poder ao acudir os mais fracos. Andrômeda ainda sofreu a perda do irmão, cuja vida havia sido roubada por uma deusa invejosa, e ficou totalmente sozinha no mundo, a partir desse momento ela se tornou nômade e começou a escrever sua própria história. Uma história escrita nas estrelas.

As pessoas só ficam fortes quando fazem de si mesma correntes. Elas primeiro devem decidir quem será seus elos ao fazer um circulo entorno de si mesmo, um circulo que englobe as pessoas que mais lhe tem preço, e assim pode começar a forjar uma corrente com elos que jamais serão quebrados.

Argos era membro da realeza de Delphos, viveu feliz ao lado da família até seu pai descobrir que ele era um filho bastardo e matar sua mãe, desde então a vida do menino foi repleta de sofrer e medo do pai. Era odiado pela família que um dia o amou, mas só não era morto por ser dotado de um dom muito importante em sua sociedade. Ainda menino, foi excluído do mundo e sua vida passou a ser regida pela vontade dos outros, que não se importavam com seus sonhos e esperanças. Os transtornos que passou em sua infância e o peso que carregava nos ombros, levou o rapaz a fugir. Passou sua vida fugindo da própria família, porém nunca deixou de aprender nos caminhos que trilhava. Ele era um verdadeiro mistério, que foi se revelando aos poucos, e sua vida de andarilho nunca mais seria a mesma depois que decidiu voltar ao seu tão amado lar, a Grécia.

Não se arrependa do que fez ou deixou de fazer, esse era o seu destino, o caminho que você escolheu. Não deixe de viver sua vida por um único motivo, aproveite-a como se não houvesse um amanhã, aproveite-a como se cada minuto fosse o último.

Conhecia tais fatos? Conhecia tal verdade ou nunca soube que as histórias eram muito mais profundas do que aquelas alegorias que faziam delas? Pois eu acredito que não sabe nem mesmo a metade da verdade e é por isso que vou lhe contar.

Já é passado o momento de conhecer a verdade. Já é chegada a hora de conhecer sua verdadeira história.

A última coisa que viu antes de despertar foi longos cabelos castanhos puxados para um tom quase esverdeado e um sorriso sincero.

Notas finais
Vamos lá cérebro D: Eu só tô pedindo que você imagine um cap de verdade D: Ai, ai... Espero que tenham gostado :) Bjs. L :3