Após o acontecimento de dois dias atrás, com a morte de sua mulher e a partida de seus filhos, Jonathan estava arrasado sua vida não fazia mais sentido, teria de recomeçar, quem sabe com uma nova mulher e novos filhos. Ele não podia continuar a viver a uma ilusão como estava vivendo, o sustento da casa era quase todo da mulher o seu salário não era grande coisa, ele conseguiria se sustentar sozinho mais um dia quando os filhos crescessem, ele teria de pega-los de volta não confiava muito em seu irmão, mas era a única saída agora.

Era quase meia noite, haviam se passados dois dias do incidente com sua mulher, ele havia desaparecido do serviço por dois dias então teria que voltar hoje e contar a verdade. Ele subiu para o seu quarto e olhou para a cama de casal sozinho e disse para si mesmo:

- Você não vai chorar Jonathan, você vai ser forte e continuar sua vida.

Ele desviou o olhar da cama e se dirigiu para o banheiro. Ele não chorou.

Vestiu-se para o trabalho não poderia faltar hoje se não perderia o emprego e ai realmente seria seu fim. Depois de tudo pronto desceu até o hall de entrada pegou a chave do carro que estava pendurada atrás da porta e foi para a garagem, ele nem se quer olhou para o amassado do carro entrou direto e dirigiu rapidamente para o shopping onde trabalhava de segurança noturno.

O seu trabalho poder ser definido com duas palavras: uma merda.

Ele tinha de ficar separando brigas de drogados no estacionamento subterrâneo que quase sempre ele sai machucado, tinha de ouvir reclamações das riquinhas patricinhas do shopping por não estarem satisfeita com algum serviço e durante a madrugada tinha de ficar sentado em um banco no frio ouvindo comando da central como ir até o muro de trás espantar os pichadores.

E tudo isso para ganhar no máximo seiscentos e quarenta reais por mês, para ele é algo suficiente a casa é grande mais não dá muito gasto o mais preocupante era os gastos com mercado e roupas que não estavam baratos no Texas após a seca de um longo tempo que diminuiu as produções.

Ele havia chegado ao trabalho, como sempre já havia drogados brigando no estacionamento, como seu turno não havia começado ele não fez absolutamente nada continuou andando até a central para pedir desculpas e explicar todo o incidente. Chegou à porta do gerente respirou fundo e entrou.

- ONDE VOCÊ ESTEVE TODO ESSE MOMENTO?!

Foi assim que Jonathan foi recepcionado pelo seu chefe.

- Me desculpe eu posso explicar.

- Não você não pode explicar me devolva às chaves e o crachá e já pode pegar seu papel de demissão lá com a minha secretaria.

- Senhor me desculpe minha mulher morreu esses dias eu não tenho culpa eu tive de cuidar das crianças enquanto o meu irmão não veio buscá-las. Eu voltei e não vou mais repetir isso novamente! Por favor, senhor eu preciso desse emprego!

- Eu já disse, RUA! Isso não é uma desculpa descente, vamos me devolva às chaves e o crachá e amanha eu quero o uniforme na minha mesa também.

Jonathan retirou as chaves do bolso e tirou o crachá que estava pendurado no uniforme colocou tudo em cima da mesa. Mostrou o dedo do meio para o gerente e disse:

- Como você não é mais meu superior eu quero que você se foda cada vez mais na sua merda de vida seu desgraçado, tudo o que você fez pra mim eu quero que venha em dobro para você!

E assim foi Jonathan saiu do escritório foi para casa, viveu fazendo trabalhos em vários lugares as vezes como segurança, caixa de supermercados, empacotador, passeava com cachorros e essas coisas quando dava ele comprava algo para comer, abastecia o tanque do carro e pagava o mínimo das contas que o governo mandava. Até que um dia os empregos foram ficando mais decadentes, ganhando menos e ele se viu em um estado grave. Dezessete anos já havia se passado desde a morte de sua esposa e da partida de seus filhos ele já estava velho e cansado talvez fosse a hora de sua partida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.