Correntes Do Destino
2 Nascimento
Um rosto angelical, perfeito, se destacava na multidão
- tanta presa, eles correm contra um relógio que nunca para de badalar. – refletiu a estranha figura.
Seus passos eram rápidos, firmes, o eco de seus saltos preenchia o ar da penumbra da noite, enquanto se dirigia para o beco escuro e úmido. O casaco preto apenas preso à cintura deixava a mostra um vestido branco que dançavam ao vento, e seus cabelos ondulados e loiros estavam presos em uma trança lateral.
Ela parou, no final do beco, a parede feita de pedras estava úmida pelo sereno. Flexionou os joelhos e pulou. 10, 20 ou 30 metros. O vento e as gotas de chuva batiam em seu rosto em quando ela subia em uma velocidade sobrenatural. Quando aterrissou no telhado, outra figura observava o movimento lento do transito, debruçado sobre o parapeito.
- Já faz muito tempo Nicoly. – disse sem desviar os olhos da rua.
- Porque me chamou Aziel. – um trovão soou e um raio iluminou o rosto de Aziel. Os traços agudos e prefeitos, parecidos com os de Nicoly, porem, os olhos verdes eram de uma de imensidão. Não aparentava ter mais de 19 anos. Mas o olhar sério e sábio revelava sua verdadeira idade.
- Direta como sempre não? – o tom divertido de sua voz contrariava sua expressão séria. Olhou para o céu e então olhou para garota. – Os tempos estão mudando. São poucos de nós agora.
Nicoly caminhou até Aziel se encostando ao parapeito.
- Onde estão Raziel, Aniel e Malaquias? – perguntou olhando-o.
- Não sei. – era visível a raiva que o desconhecido despertava nele.
O som de algo atingindo o telhado molhado chamou a atenção de Nicoly. Outra garota estava abaixada. Os cabelos castanhos repicados estavam molhados, as botas de couro preto iam até pouco abaixo dos joelhos, usava uma calça jeans preta, um corpete preto. A silhueta se levantou lentamente.
- Sophie. – comprimento Nicoly com um aceno.
- Nicoly. – repetiu o gesto. – Aziel.
- Sophie. Que bom vê-la. – disse Aziel.
- Diga logo o que quer Aziel. – Nicoly não gostava de quando Aziel ou outros de seus’’ irmãos’’ apareciam. Claro que ela os amava, ou algo parecido. Mas desde outras Eras aprendera que, assim como ela, os outros têm suas próprias ambições e magoas.
- A paciência é uma virtude minha cara. — disse Aziel repreendendo a jovem.
- é uma dádiva de poucos Aziel, e a minha também está acabando. – disse Sophie, ficar longe de casa não era bom. Eles poderiam ser visto. As sombras sempre observam. Aziel suspirou longamente antes de prosseguir.
- Os tempos são difíceis, quanto mais força eles ganham mais nós perdemos. – disse voltando o observar o tráfego. – São tão frágeis não? Pensam que sabem de tudo, que compreendem tudo. Mas a grande e dura verdade, é que eles não vêm nada. Nem reparam nas batalhas que estão por vir.
Nicoly e Sophie se encolheram. A guerra era apenas uma questão de tempo, e elas estavam bem no meio da linha de fogo.
- Os lados estão armando suas tropas. Logo este mundo será o cenário de uma guerra terrível. — disse Aziel com angustia.
- E o que nós temos haver com isso?- perguntou Sophie. Ela já havia reparado que os lados juntavam forças. Não irai demorar.
- Duas crianças iram nascer hoje, logo. – Aziel podia ouvir o bater dos corações. – e elas são muito importantes. E é por isso que as sombras querem pega-las. Creio que já perceberam. O Silêncio. – mesmo nas noites calma, Sophie e Nicoly podiam ouvir sussurros nas sombras, mas hoje estava tudo quieto. — me digam qual a última vez que viram uma sombra?
- muito tempo — responderam juntas.
- Exato. Depois de Paris, todas elas sumiram. Estão tramando algo. — Aziel se voltou para elas. – e essas crianças estão no meio.
- O que quer que façamos AZIEL? Não podemos impedir. – exclamou Sophie.
- As regras são bem claras irmão. – Nicoly o lembrou.
- Essas crianças não são mortais normais. São poderosas. Mas não estão prontas para a batalha. As Sombras as querem, temos que ter certeza que elas estarão preparadas para o que vira. E vocês serão as responsáveis por isso. – ele ouviu atentamente o bater ainda mais rápido e ritma tico do coração das crianças, elas estavam nascendo, então caminhou lentamente até a beirada e saltou.
Nicoly e Sophie também pularam. Aterrissando na calçada movimenta de Berlin. Ninguém as notou, Aziel tinha razão. Eles não viam nada, talvez parecessem apenas um vento estranho, ou uma sombra, algo que os mantenham longe.
As três sombras andarem lentamente, os carros para eles estavam em câmera lenda, não apenas os carros, mas também o tempo, o tempo que os gêmeos levariam para nascer.
Entraram no hospital, — voltando ao tempo normal — caminhando para a maternidade.
- São eles. – disse Aziel apontando para dois meninos.
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