Notas iniciais
Será uma história breve, no máximo três capítulos. Boa leitura.

Nossa história já tivera um inicio, meio e fim, mas não imaginei que fora somente um capítulo e que mais um viria. Algum tempo havia se passado desde nosso último encontro de olhares e mesmo assim, depois dessa eternidade, me senti hipnotizado quando tive outra oportunidade. Um beijo. Nada fazia sentido para nós. Não existia um porque, um motivo para termos uma segunda chance. Mesmo estando diferentes, ainda éramos apenas Sophia e Bernardo. Duas crianças brincando de serem adultos, fantasiando uma vida juntos, que jamais chegariam a viver. Maldita vida!

Decidi que teríamos que fazer um teste antes de reatar de vez. Teríamos que conseguir resolver nossos problemas antes de se envolver de novo. A relação entre nossos pais era este desafio. Os meus jamais tiveram um bom contato com os de Sophia, e isto fora um agravante para terminarmos pela primeira vez. Sei que as pessoas realmente importantes em um relacionamento são somente os namorados, mas a família é a base, e sem uma nada para em pé.

Antes de conseguirmos solucionar tudo entre as famílias, Sophia apresentava alguns sintomas de uma doença, séria, porém estávamos tão ansiosos para tudo ficar bem que ela adiou as idas ao médico para me encontrar. Em um desses encontros eu a levei em um. Ele disse que precisariam mais exames para se obtiver a certeza. Porém disse algo somente para mim: “Pode ser câncer...”. Malditas palavras! Entraram pelos meus ouvidos e surraram meu cérebro.

Eu não fui capaz de conta-la. O médico disse “Pode ser câncer...”, e não “É câncer...”. Qual é? Ela é uma linda garota que deve ter uma ótima vida pela frente. Inteligente, carinhosa. Por que com ela? Por quê? Sua mãe tivera câncer, duas vezes, e para Sophia, ver quem ama morrendo foi uma grande dor. Mas ela conseguiu vencer. Uma guerreira que aniquilou duas vezes esse inimigo.

Ela por muitas vezes se fez de forte em tentar ficar ao lado de sua mãe em suas seções de quimioterapia, mas ver uma droga que mata não só o câncer circular nas veias de seu exemplo de vida não é fácil. Ela culpava Sophia por não ter sido presente em todos os momentos, como se fosse fácil ver tudo isso com apenas 11 anos.

No caminho até o seu ponto de ônibus eu só conseguia olhar para cima. Não queria chorar na sua frente. Coisa que parecia impossível mesmo antes dessa premonição. Sua presença mexia com meus sentimentos mais verdadeiros. Só de conversar com ela meus olhos se enchiam d’água. Ora felicidade. Ora Tristeza. Malditas Lágrimas! Elas caíram. Eu não fui capaz de conte-las na única vez que realmente foi preciso. Sou um fraco. Abracei-a forte e disse: “Te amo.”.

Independente de resolver os problemas, ou se era realmente câncer, eu sabia que era minha deixa para ser protagonista, de novo, na história daquela Mulher, sim com M maiúsculo.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.