Correndo em Círculos

26 Capítulo 26: Tudo que vai, volta


Notas iniciais
Oii gente!!! Primeiramente eu queria dizer que fiquei muito feliz com o aparecimento de vários fantasminhas! Rsrsr’ e com os reviews do capítulo passado. Muuuuiito obgada! ♥ Música do capítulo: Best Thing I Never Had – Beyoncé Só espero que vcs não queiram me matar com o final desse capítulo. Leiam as notas finais que vai ter prévia do próximo e isso pode acalmar a raiva desse capítulo..

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A plateia inteira cai na risada ao ouvir a voz de Pedro se sobressair com a de Sol e gritar o apelido de Karina em alto e bom som para todos ouvirem. Ela cora, mas ao mesmo tempo sente seu coração acelerar e seus lábios se curvarem no canto.

Ele, ao contrário do normal, também sente seu rosto esquentar de vergonha. Não era sua intenção dizer aquilo, mas no calor do momento acabara por sair. Uma ironia do destino, pois à quase um ano atrás ele também cantara essa música com seu apelido substituindo a protagonista. A única diferença era que daquela vez ela havia ficado braba, batido o pé e ido embora, agora ela estava corada, sorridente e olhando-o intensamente.

–- Er... parece que nosso amigo aqui errou a letra. – murmura Sol no microfone, tentando quebrar o clima de tensão que ficara entre os dois.

Pedro engole em seco, desvia o seu olhar do de Karina e espera até que a plateia se acalme e Sol comece uma nova música.

A noite continua assim por umas boas horas, com Karina mandando olhares maliciosos para Pedro e ele fugindo de seus olhos enquanto dedilhava sua guitarra. Ao final da talvez décima música da noite a banda se despediu e depois de uma série de ovações eles desceram do palco e se juntaram as pessoas para jantar. Exceto por Pedro, que se despediu com um breve acenar da cabeça e correu para dentro de casa.

–- Oi Karina! Você ta gata... – elogia Sol e o resto da banda concorda com ela.

Karina sorri, tentando não ficar vermelha novamente. Tinha que perder essa sua mania estúpida de enrubescer por qualquer coisa.

–- Obrigada Sol... – agradece ela, mas seus olhos não ficam parados na cantora, escorrem por todo o restaurante, em busca de alguém. – Ué, cadê o Pedro? – indaga ela.

–- Ele disse que tava cansado... deve ter ido dormir. – responde Sol e Karina não pensa duas vezes, se levanta e caminha em direção à casa de seu guitarrista. Ah, mas ele não ia mesmo fugir dela daquele jeito!

Os integrantes da banda apenas se entreolham, maliciosos, enquanto a garota troteia em direção à porta da casa de Pedro.

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Bianca estava nos céus. Desde sua noite com João ela não conseguia mais parar de pensar em seu viciadinho. Nunca pensara que fosse se sentir daquele jeito novamente, mas ali estava aquela felicidade genuína de volta e com algo a mais, um brilho diferente. Estar apaixonada por João não poderia ser mais diferente do que estar apaixonada por Duca. Com Duca ela se sentia impotente, como se a qualquer momento aquela alegria pudesse acabar e ele encontrar outra pessoa, mas com João... ela se sentia segura em seus braços e podia crer apenas olhando em seus olhos que se dependesse dele, eles nunca se separariam.

Ela estava atirada em sua cama, pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada, um sorriso bobo nos lábios enquanto ouvia uma música qualquer de seu celular, até que ela escuta uma voz a chamar e se apressa em tirar os fones dos ouvidos, envergonhada pela ideia de ter sido pega no flagra.

–- Filha! Abre a porta... eu to no banho. – grita seu pai, com a voz abafada por provavelmente estar debaixo do chuveiro.

Bianca se apressa em correr até a porta da frente e abre um imenso sorriso ao atendê-la.

–- Oi Bianquinha! – murmura Dandara, sorridente, lhe dando um beijo no rosto para então entrar em sua casa.

Bianca espia por cima de seu ombro e abre ainda mais o seu sorriso ao ver quem estava atrás dela.

–- Bianca... – murmura João, misterioso, analisando seu figurino: uma camisola curtérrima.

A atriz cora e fecha a porta atrás dele.

–- Seu pai não avisou que a gente vinha jantar? – indaga a cantora, se sentando no sofá.

Bianca nega com a cabeça e cora ao olhar para as suas vestimentas.

–- Ele deve ter esquecido... a Karina nem mesmo ta em casa... mas bem eu vou ali trocar de roupa, meu pai ta no banho, mas você pode esperar ele aqui. – diz ela, simpática e corre para o seu quarto.

Depois de fechar a porta e abrir o guarda-roupa, ela suspira, não sabendo ao certo o que vestir. Queria ficar bonita, mas ao mesmo tempo não sugerir nada, por isso optou por um short jeans normal e uma blusa de renda. Largou a roupa por cima da cama e puxou sua camisola para cima para tirá-la, sendo interrompida bruscamente por um abraço quente. Ela fecha os olhos e sente sua respiração travar.

–- J-João... – sussurra e ele a vira de frente para ele, lhe roubando um beijo que ela, mesmo hesitante, retribuiu com avidez. Os dois caminham devagar em direção a cama dela, mas ela o empurra quando o sente um pouquinho animado demais e abaixando sua camisola.

–- O-o que você... ta fazendo aqui? – indaga ela, ofegante.

João abre um de seus sorrisos bobos.

–- Seu pai apareceu lá na sala e eu resolvi dar uma escapadinha... – responde ele, se aproximando novamente e beijando-lhe o pescoço. Bianca se rende e logo ele está por cima dela novamente.

–- YOW! – grita uma voz, e João cai da cama com o susto, enquanto Bianca tenta se cobrir com as mãos e sente seu coração parar ao ver quem estava ali, lhes encarando. – O QUE SIGNIFICA ISSO?! – grita Gael, cego de raiva.

O único pensamento do casal Joanca no momento era: fodeu.

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Nesse momento qualquer um que não conhecesse Karina entenderia seu apelido Esquentadinha. Ela estava irada de raiva, raiva por Pedro estar dificultando tanto as coisas e fazendo-a de boba. Não entendia como ele havia aturado ficar daquele jeito com ela depois que ela descobriu seu segredo, ela não aguentava mais, queria se atirar em seus braços de uma vez, trancá-lo em algum lugar ou até mesmo forçá-lo, mas ela queria ele de volta. Só isso.

Entrou furiosa em seu quarto, mas sua expressão decaiu ao reparar que ele não estava ali, foi para o corredor e ouviu o chiar do chuveiro. Bufou. Péssima hora para ele estar no banho! Pensou em bater na porta do banheiro até ela cair, mas não o fez, voltou para o seu quarto e sentou em sua cama. Ia esperá-lo e nem que seu banho durasse uma eternidade ela sairia dali.

Passou-se alguns minutos, dez, talvez mais e ela começou a se entediar, jogou seu corpo para trás, atirando-o sobre o colchão, até que ouviu o som de uma folha se dobrando, ergueu a cabeça, confusa e levantou seu travesseiro. Era uma folha ou talvez mais de uma, meio amassada e ainda com as barbichas em volta, a letra cursiva e escandalosa de Pedro a preenchendo por inteiro.

Karina se senta ereta novamente, os olhos incansáveis sobre suas palavras:

Primeira vez Perina

Foi a primeira vez que a gente fez.
A primeira vez que ela disse sim. A primeira de muitas, no que depender de mim. Mão na mão, olho no olho, nossos corpos se tocaram pela primeira vez.
Assim como o nosso amor, nada foi planejado. Aconteceu assim, de repente, um momento inesperado.

Não teve data certa, não teve hora marcada. Foi um encontro de almas, eu e minha amada.
Éramos dois. Éramos um. Éramos a certeza e a incerteza lado a lado. Típicos jovens apaixonados.

Eu contava as horas, os minutos, os dias. Eu queria estar preparado, seguro, mas mal eu sabia.
Que ter a certeza de tudo faz até perder a graça. Me basta a certeza que o mundo para, enquanto a gente se abraça.

E mesmo assim fui ficando nervoso, como nunca fiquei em toda minha vida. E o meu coração batia mais rápido do que um desses carros de corrida.
Meu peito esquentava e o meu braço tremia. E eu já não controlava o que o corpo fazia. Só sei que era aquilo, um momento sublime. Do jeito que eu sempre queria.

Ela se faz de durona, de poucas palavras, não fala pra mim o que sente. Mas sinto dizer, não é necessário, seus olhos azuis não mentem.
Eu quis que fosse perfeito, do jeito que a gente dizia. Você descansando em meu peito, cansada, depois do que a gente fazia.

Porque é com você que tudo faz sentido e o seu lugar é bem aqui comigo. E eu sempre soube que ia acontecer, só esperei partir de você.
E quanto a mim, eu te quero sim. E falo pro mundo inteiro que você agora é minha.
Quem disse que ninguém é perfeito, certamente não conheceu a minha esquentadinha.

Ela continua a encarar a folha, perplexa, os olhos marejados e os lábios curvados para cima, seu peito retumbando. De alguma forma, em meio ao caos que eles estavam passando, ele conseguira transmitir toda a intensidade que era o amor deles para o papel, se esquecendo de tudo, das mentiras e das inseguranças, da dor ou da angústia e focando naquilo, naquele momento sublime, naquele sentimento intenso.

–- Karina? – indaga uma voz, e ela ergue o seu olhar, seu sorriso aumentando e seus olhos derramando a lágrima solitária que desejava cair.

Pedro a encara, de testa franzida, o corpo enrolado apenas por sua toalha e água escorrendo por seu peito, ele encara as mãos dela e aos poucos entende o que aquilo significava.

Ela se levanta, seus olhos atraídos pelos dele a arrastando para mais perto e quando ela está a apenas um passo, larga o papel no chão e o agarra pelo pescoço, juntando seus lábios do jeito que só eles faziam. Intensa e delicadamente, as mãos dela agarrando forte em seu pescoço para ele não se afastar enquanto ele continuava parado, perplexo. Mas ela não mede esforços para que ele corresponda, e logo que enrosca seus dedos em seus cabelos o vê retribuir com ardor ao seu calor. Ele a puxa para mais perto, se esquecendo de tudo e focando apenas na sensação que era tê-la em seus braços novamente.

As coisas se intensificam e logo os dois estão enroscados sobre a cama, num emaranhado de membros, o corpo dela embaixo do dele e suas mãos acariciando toda sua pele nua, causando arrepios pelo corpo dele, que se esquece por um segundo de seus trajes e prensa mais seu corpo contra o dela. Ela geme contra seus lábios e desce suas mãos da nuca dele até o seu abdômen e mais abaixo, se aventurando por sua pele nua até a sua toalha, onde ela agarra sua borda, pronta para puxá-la para fora de seu corpo.

Pedro congela e afasta seu corpo do dela com rapidez, a respiração ofegante.

–- D-Desculpa... – gagueja ele, as mãos cobrindo o rosto envergonhado.

Ela encara suas reações e não é complacente com sua vergonha, joga seu corpo por cima do dele, roubando seus lábios novamente.

–- N-Não... chega. – sussurra Pedro, com uma certa dificuldade, se levantando e se afastando.

Karina lhe encara, frustrada.

–- Pê... não adianta negar. – murmura ela, se levantando também e agarrando o rosto dele com suas mãos para que ele não fugisse de seus olhos. – Eu li a sua redação... você não pode dizer que não sente o mesmo que eu.

–- É verdade... mas eu nunca neguei, Karina. – responde ele, sincero. – Eu te amo. – completa, arrancando um sorriso dos lábios dela. – Mas o problema não é esse...

Ela desmancha o sorriso e afasta suas mãos do rosto dele.

–- Pedro, você não percebe que está inventando dificuldades só pra não ficar comigo? Para de dificultar as coisas...

Ele a encara, levemente magoado com sua afirmação.

–- Inventando? Eu não to inventando porra nenhuma, Karina! – murmura ele, irritado. Karina arregala os olhos, nunca havia visto ele soltar um palavrão daquela forma. – Quem me garante que se a gente começar um relacionamento agora você não vai surtar por qualquer garota que apareça?

–- Isso é ciúmes, seu bobo! Assim como você tem do Cobra.

–- Meu ciúmes de você com o Cobra não tem nada haver com isso. Eu deixo vocês serem amigos, O.K.? Mesmo me roendo de ciúmes, eu confio em você.

Karina olha para baixo, sem saber exatamente o que dizer.

–- Agora me diz que se eu fosse lá pro Perfeitão só de toalha e a Vicki estivesse lá sozinha você não ia pensar que eu ia te trocar? – murmura ele, e diante do silêncio dela, se vira em direção a porta.

–- Não! Para... – pede Karina, puxando-o pelo braço, seu rosto coberto de lágrimas. – Você não acha que seria demais me pedir pra aceitar uma coisa dessas?

–- É demais, sim... mas esse é só um exemplo da insegurança que você tem. – diz ele.

–- Quer saber? Eu sou insegura mesmo! Passei minha vida inteira sendo diminuída pelas outras pessoas e agora não consigo acreditar que alguém tão incrível feito você queira alguém como eu. – admite ela, com lágrimas nos olhos.

–- Então muda! Olha pra você, Karina! Você é linda, engraçada e talentosa... é a garota com quem todo garoto sonha. – afirma ele, irritado, e depois de um tempo em silêncio solta um suspiro. – Mas o problema real não é esse. O problema, Karina, sou eu. Fui eu que errei e é por isso que você não confia mais em mim. – completa, mágoa em cada palavra sua.

Karina continua o encarando.

–- E o que eu devo fazer, Pedro?

–- Desistir. Desiste de nós. Não dá pra apagar o passado. Não dá pra apagar os nossos erros. – responde ele, cada palavra sua ardendo em seu peito feito veneno. -- Perina acabou. – completa, e ela se cala por completo, dor em cada um de seus poros, as lágrimas saindo incansáveis de seus olhos. Ele aponta para a porta de saída e ela não fala nada, apenas se retira de seu quarto com as lágrimas ainda cobrindo seu rosto.

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No dia seguinte, Karina estava desanimada. Passara a noite inteira praticamente em claro e o dia inteiro também, sem ânimo para fazer nada, sua mente remoendo a cada instante o amor que estava perdendo. E ela não sabia mais o que fazer.

Seu pai insistiu para que fosse pelo menos treinar, mas nem isso tinha graça e ela negou tanto que ele desistiu, deixando-a atirada sobre a cama e indo fazer suas tarefas.

Ela não chorava mais, suas lágrimas haviam secado naquela noite, depois de um enxame delas vir à tona. Bianca ficou preocupada, mas como sempre estava sendo desde que Karina descobrira sua mentira, as duas discutiram e cada uma ficou em seu canto.

Agora a lutadora estava olhando para o teto, tentando achar alguma graça nele e no mundo, sem sucesso. Ela escuta uma batida na porta de seu quarto, mas apenas coloca o travesseiro sobre o rosto. Devia ser seu pai em busca de alguma forma de fazê-la sorrir novamente.

–- Ka... – chama uma voz, e ela percebe que errou. Não era seu pai, era Jade e Cobra, mais atrás, os dois com expressões de dó.

Karina solta um suspiro.

–- O que vocês tão fazendo aqui? – indaga, ríspida, mas Jade, começando a se acostumar com aquele seu jeito marrento se senta ao seu lado com um sorriso no rosto.

As duas estavam desenvolvendo uma espécie de amizade que Karina nunca imaginara ter com uma pessoa como ela. Mas era bom poder contar com alguém do sexo feminino, lhe dava força e estrutura para acreditar em si mesma, afinal, a opinião feminina geralmente é mais aceita do que a masculina.

–- Viemos levantar esse seu astral. Sabia que o Pedro ta lá fora curtindo com a galera? Fizeram uma festa de despedida pra eles...

–- E?

–- Vai lá e mostra o seu valor, lutadora. Mostra que ninguém rejeita você! – responde a dançarina, com um sorriso arrogante no rosto.

Karina se senta sobre a cama e encara a... amiga?

–- Eu não to com ânimo pra isso... – murmura, entre dentes e essa é a deixa para que Cobra se aproxime.

–- E quem te perguntou isso? – pergunta ele, provocante. – Vai mesmo dar àquele guitarrista frouxo o gostinho da vitória?

–- Quer saber... eu vou ir mesmo! – murmura ela e o casal se encara, sorridentes com mais uma missão cumprida.

A dançarina ajuda ela a se vestir, e depois de pronta, os três saem. Karina, linda em um vestido-camisa jeans e bota com cadarços preta.

Eles atravessam a rua em direção a praça, mas Karina se interrompe, capturando com seus olhos uma outra figura: Pedro. Ela solta um suspiro e sente sua respiração trancar depois disso. Ele estava sentado em um banco, com uma garota. Loira, olhos azuis, alta e bonita. Ela fecha as mãos em dois punhos e sente suas unhas cravarem na própria pele.

Se aproxima mais, se camuflando atrás de uma árvore e observa os dois, que interrompem suas risadas e se encaram.

–- Você é muito engraçado! – murmura a garota e coloca o cabelo para trás da orelha.

Karina revira os olhos, podia não usar daquele tipo de artimanha, mas sabia muito bem o que aquilo significava, ela estava jogando charme para Pedro.

–- Ah... obrigado. – murmura ele, nervoso e depois de um tempo em silêncio a garota se aproxima mais, fazendo menção de beijá-lo. Karina arregala os olhos e vê a mão dele agarrar a dela e seu corpo não fazer menção nenhuma de se afastar.

Ela olha em volta, apavorada. O que ela poderia fazer? Sente seus olhos queimarem e as lágrimas começarem a descer, até que tropeça nos próprios pés e desperta a atenção do casal, que a encara, confusos.

Ela olha para ele que tem uma expressão dolorida no rosto, a respiração trancada.

–- Você conhece ela, Pedro? – pergunta a garota, e ele quebra o contato visual com Karina e a encara.

–- É... sim, mas não tem importância. – responde um pouco mais alto, de propósito. Queria provocá-la o tanto que ela havia o provocado quando os papéis eram inversos e era ele quem a queria de volta.

Karina engole em seco e se vira para trás, dando de cara com o casal Cobrade, que encarava a cena com dois olhares perplexos.

–- O que...? – murmura Cobra, mas antes que ele completasse sua frase, Karina se levanta, o olhar furioso sobre Pedro e se vira para o lutador, uma ideia vindo em sua mente, e então ela interrompe sua fala com um beijo.

No início ele não retribui, mas depois de um tempo suas mãos vão para sua cintura e ele se deixa levar pela cena, se esquecendo por um segundo que era apenas uma encenação.

Karina se separa dele depois de um tempo, sua ficha finalmente caindo ao ver Pedro arregalar os olhos e se levantar, fúria estampada em seu rosto. Ela se vira de volta para o amigo, mas o que vê a faz sentir raiva de si mesma. Jade a encara, enojada, ódio jorrando de cada poro seu.

Notas finais
Visshh Karina só dá vexame! Logo agora que a Jade tava ficando amiguinha dela?? :SS Mas o Pedro bem que mereceu, néh? Ele já tava passando dos limites... Mas me falem, e o resto do capítulo? Pedro ta marrento, néh? Shaushua mas ele merece esnobar um pouquinho a Ka também, néh? Apesar de... Joanca forbidden pobre casal, como se não bastasse Gael empatando Perina... Cobrina? Acho que vcs não curtem mt eles, neh... mas relaxem que era encenação. Se vcs continuarem nesse agito eu posto quinta ou sexta o próximo. Prévia: Com nada e mesmo assim com tudo: “—Pê (...) Ele se vira para ela. -- Está feliz agora, Karina?” “Você ia beijar outra pessoa! – acusa, fazendo jus ao seu apelido.” “Eu esqueço que o erro maior fui eu que cometi. (...) -- Você não vai sair daqui desse jeito. – afirma ela.” “Eu e o Cobra somos só amigos. (...) -- De qualquer forma não importa mais. (...) -- C-como assim? (...) -- A gente terminou. (...) -- Vocês dois são idênticos. Vão funcionar juntos.” “Karina olha para baixo novamente. – Ai meu Deus, Karina! (...) Bianca arregala os olhos e as duas irmãs se encaram, apavoradas. -- Karina, você não acha que... -- Sim, Bianca.” Até mais! Beijoo e vejo vcs nos reviews!