Correndo em Círculos

2 Capítulo 2: Tão Certo Quanto o Calor do Fogo


Notas iniciais
OIIII GENTEE!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu queria agradecer do mais fundo do meu coração possível pelos comentários, "favoritações", acompanhamentos e até pelas olhadinhas na minha fic! .< e essa é uma das primeiras cenas assim que eu posto então peço que opinem, é muito importante pra mim saber se vocês aprovam ou desaprovam. OBS: o título do capítulo é um verso da música Fogo do Capital Inicial, que tem bastante à ver com o capítulo e que eu fiz um videozinho perina com ela no fundo (link aqui: https://www.youtube.com/watch?v=N_xhpBw1U7Y&list=UU2tpKmp8kCPe6xveBT5YffA) Um Feliz Natal atrasado e boa leitura!

Pedro entrou na barraca e encontrou Karina deitada com a cabeça encostada na lona, um braço debaixo de sua cabeça, ele não sabia, mas ela estava se segurando para não chorar mais.

–- Ka... – sussurrou, com medo de que ela estivesse dormindo.

Mas ela se virou para ele, engolindo o máximo que conseguia seu choro. Não era Bianca, não ia ficar se lamentando.

–- Oi, Pê. – respondeu ela, com a voz tristonha, notar isso fez o coração dele latejar. – O que você ta fazendo aqui? – perguntou, tentando se recompor, preferia que ele tivesse dado um tempo para ela se preparar, sabia que se ele terminasse com ela agora seu coração ficaria despedaçado.

Pedro se aproximou, se sentando ao lado do corpo dela, sua cabeça zunindo de medo.

–- Soube que você ficou boladona por causa da Vicky. – Karina bufou de raiva. Por que sua irmã tinha que abrir a boca? E como ela não ficaria chateada com uma garota linda daquelas em volta de seu namorado? Não se achava páreo para ela, não conseguia usar vestidos e quando seus cabelos eram longos sempre reclamava que eles pinicavam e atrapalhavam seus treinos, se sentia mal quando usava maquiagem, pois todos a olhavam e debochavam que ela era menininha.

Não reparara que havia baixado o olhar, apenas quando ele ergueu seu queixo, trazendo seus olhos para os dele.

–- Não fica assim, linda, eu não vou deixar aquela lambisgoia se aproximar. – falou ele, com sinceridade. Karina suspirou.

–- Eu achei que você fosse terminar comigo. -- e olha para baixo novamente, cheia de medo. – Se você quiser terminar comigo, não precisa ficar com medo, eu não vou te bater.

Pedro ergue os cantos dos lábios em um quase sorriso.

–- Se eu quisesse terminar com você eu não ia me preocupar se você ia me bater, ou você se esqueceu que apanhar de você é meu passatempo favorito?

Ela sorri levemente, mas acaba por desmanchando seu sorriso.

–- Você sabe o que eu penso, Pê... você pode encontrar alguém bem melhor que eu, alguém linda, feminina, desencanada, delicada e romântica que nem você. Alguém que não fique cheia de neurose que nem eu.

Pedro negou com a cabeça, sua testa franzida de indignação. Como ela podia pensar assim?

–- Para com isso, Karina! – fala ele, irritado, segurando o rosto dela com as duas mãos para mostrar que realmente falava sério. Ela não conseguiu mais segurar, seus olhos marejam e lentamente uma lágrima escorre por seu rosto. – Eu não quero outra garota! Eu quero alguém esquentadinha, lindinha, tímida, brincalhona e toda insegura, que nem você. Eu prefiro mil vezes alguém assim!

Ela sorri. E ele encara aquele sorriso lentamente, detectando cada detalhe de seu rosto, sua pequena boca cuidadosamente desenhada com um dos cantos inclinados para cima em um daqueles sorrisos de lado que ele tanto ama, seus olhos azuis como o mar e estreitos como o horizonte, seu cabelo rebelde contornando sua testa e seu fino queixo erguido para alcançar o olhar dele.

–- Eu amo você, Esquentadinha. Só você. – disse, ainda sem quebrar o olhar. Ela sentiu-se ofegante, seu coração sem caber mais em seu peito, seu estômago borbulhando de nervosismo. Aquela era a primeira vez que ele falava aquilo com todas as letras. Aumentou ainda mais seu sorriso, emoção jorrando de todo seu corpo. Não falou nada. Não era preciso. Apenas buscou seus lábios com os seus e se agarrou em seu pescoço.

Ele a beijou cuidadosamente, transmitindo toda a saudade que sentia, passou seu polegar pelo rosto dela em busca de suas lágrimas e então pelas suas costas, devagar, de cima para baixo, de baixo para cima, fazendo-a se arrepiar. Parou suas mãos em sua cintura, puxando delicadamente o corpo dela ainda mais contra o seu. Ela mexeu nos cabelos de sua nuca e lentamente parou suas mãos em seus ombros largos, apertando-os em busca de apartar seu desejo, isso o fez apertá-la ainda mais contra si, intensificando o beijo.

Quando o ar se fez necessário, Pedro separou seus lábios dos dela, descendo-os lentamente por seu pescoço e respirando incansavelmente lá enquanto sentia seu cheiro inebriante. Ela apertou mais suas mãos em seus ombros, beliscando-o enquanto tentava acalmar sua respiração, mas aquilo não estava funcionando, principalmente quando ele beijou-a no pescoço, beijos molhados e intensos por toda sua pele, eles a faziam queimar por dentro. Ela apertou seu braço com as unhas e então ele trilhou seus lábios até os dela novamente e voltou a beijá-la com ainda mais paixão.

Ela gemeu contra os lábios dele quando sentiu suas línguas se encontrarem, quanto mais ficava perto dele, mais ela queria. Aprofundou-se mais no beijo, se jogando em cima dele até que ficasse em seu colo, suas unhas roçando em sua coluna até a barra da camiseta, arrepiando-o. Pedro a prensou ainda mais contra si, passando suas mãos por baixo da camiseta do pijama dela e apertando sua cintura. Ela podia sentir o quanto ele a estava desejando naquele momento, através de seu corpo quente, e isso fez com que ela não hesitasse. Se ambos queriam, por que negar? Não tem nada que impeça vocês dois de partirem pra próxima etapa.

Tirou a camiseta dele, atirando-a para o lado, e então, ativando seus instintos, grudou seus lábios em sua pele nua, beijando-o por todos os cantos enquanto ele permanecia de olhos fechados, absorto em seu toque. Subiu seus beijos até que sua boca encontrou com a orelha dele, ela o mordeu ali, bem no lóbulo, e colocou suas duas mãos sobre as dele, guiando-as até a sua blusa desta vez, ajudando-o a jogá-la longe e o encarando intensamente nos olhos enquanto ofegava.

Pedro arregalou os olhos quando constatou até onde eles já haviam ido, o retumbar de seu peito parecendo uma bomba prestes a explodir.

–- Desculpa, Ka... eu não queria ter ultrapassado os limites. – fala ele, corado, ainda tentando acalmar sua respiração, e ela nega, deixando-o ainda mais confuso.

–- Hoje não tem limites para serem ultrapassados. – e o beija novamente, quente como lava. Seus lábios se derretendo sobre os dele como manteiga e suas mãos formando rastros de fogo pelo seu corpo.

Ele a agarra junto ao seu corpo, suas mãos deslizando agora quase que livremente por suas costas, sua cabeça palpitando com as palavras dela, seu corpo, seus beijos. Se afasta por um segundo de recuperação de fôlego e encara-a, ambas pupilas dilatadas de desejo, promessas silenciosas entre seus olhares.

Ela se afasta uma boa distância, longe o bastante para ele observar seu corpo inteiro, e sobre os seus joelhos coloca suas duas mãos na barra do top que vestia. Ele treme de nervosismo.

–- Espera! – ela o encara, confusa, descendo suas mãos para os lados do corpo novamente, prendendo sua respiração por um segundo. -- O que fez você se decidir...? – pergunta ele, não queria quebrar o clima, mas aquela pergunta flutuando em sua mente já estava o incomodando. Não queria que aquele passo em sua relação fosse dado porque ele se declarara para ela, ela precisava desejar aquilo tanto quanto ele.

Karina o olha, corada e então suspira.

–- Desculpa por ter te enrolado, Pê, eu já estava preparada, só estava insegura, pensando que nós ainda poderíamos nos separar. Mas não tem motivos pra isso, você é um namorado perfeito, já me provou que se importa comigo, nunca me enganou, nunca se ofendeu com esse meu jeito marrento. – falou, sorrindo, a voz mansa e sincera.

Ela o beijou nos lábios novamente, fazendo com que ele caísse deitado nos colchonetes e ele retribuiu, puxando-a para mais perto. Mas quando ela se afastou, sorrindo, pronta para erguer seu top novamente, Pedro segurou suas mãos, negando. Ela o encarou, uma sombra de confusão no olhar enquanto ele a olhava sem expressão, as pupilas não mais dilatadas.

–- Eu tenho que ir... – fala ele, ainda sem expressão.

Karina sentiu como se tivesse tomado um banho de água gelada.

–- Mas... – ele não a deixou completar a frase, beijou-a uma última vez nos lábios, antes de sair da barraca.

Ela se jogou em seu colchonete novamente, as mãos na cabeça, os olhos marejados. Ela se entregara completamente para ele e ele não a quisera. Não conseguia entender sua atitude. Seu corpo era tão feio assim? Ela havia sido ousada demais? O que aquilo significava?

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Fora da barraca, sentado no mesmo toco de árvore de antes, mais adiante, Pedro passava as mãos pelos cabelos, nervosamente, sua respiração ofegante e a garganta seca. Estava se sentindo horrível. Como ele podia ter deixado chegar àquele ponto, sem contar para ela?

Vê-la entregue daquele jeito, confiando nele, fazendo o que ele sabia que era difícil para ela, tímida, havia acabado com a sua consciência.

–- Pedro... o que você ta fazendo aqui, cara? – fala uma voz, e Pedro se vira em sua direção, relaxando ao constatar que era João.

–- Vim atrás da Karina... – responde, olhando para baixo em seguida.

–- IIIhhh... passou dos limites e a Esquentadinha te deu um chute, amigão? – pergunta seu amigo, notando a cara emburrada dele. Ele nega com a cabeça. – Hm... então você fugiu antes disso? – ele nega novamente. – Ah, já entendi, vocês tiveram uma DR!

– Mais ou menos.

–- Como assim?

–- Eu vim pra cá pra ver se ela tava bem em relação à Vicky.

–- Aquela garota que te cantou no casamento?

Pedro assente. – Essa mesma. Ela virou meio que uma substituta da Sol nos ensaios, e a Ka descobriu... enfim, o problema não é esse, a gente fez às pazes.

João franze as sobrancelhas. – Então qual é o problema?

Pedro suspira, sabia o quão estranho seria dizer isso para o amigo, que pensaria que ele havia enlouquecido de vez.

–- Ela queria, mas eu não consegui. – João arregalou os olhos, se segurando para não rir do amigo e Pedro, notando como aquilo devia ter soado, se apressou em se corrigir: -- Ela disse que estava se sentindo preparada porquê sabia que podia confiar em mim. Mas isso não é verdade. E a consciência começou a pesar, sabe?

João se sentou ao seu lado e fez uma careta, não sabendo como ajudar o amigo.

–- Ás vezes eu desejo poder voltar no tempo e mudar tudo, não fazer isso com a minha Esquentadinha, mas eu sei que se não fosse por isso eu teria desistido dela lá no início, porque eu sou um covarde, Johnny.

–- Não é não, cara. Você só é meio idiota mesmo. – responde o amigo, fazendo o outro sorrir levemente. – Errar é humano... você tava desesperado, não pensou.

–- É... agora tenta fazer ela entender isso. Ela vai ficar arrasada.

–- Você vai contar pra ela, não é mesmo?

Pedro encara-o, pensativo, mas assente levemente.

–- Aceitar aquele dinheiro foi de longe a pior coisa que eu já fiz e pode parecer egoísmo querer fazê-la sofrer, mas se tem uma coisa que eu aprendi com os erros de meu pai, é que não adianta esconder a verdade, o destino vai fazer questão de por as cartas na mesa.

João assente, colocando seu braço nas costas do amigo e dando tapinhas de alento lá.

–- Bem... eu vou voltar pra minha barraca antes que alguém me veja aqui fora e comece a falar que eu tava espionando a Bianca ou coisa parecida. Você vem? Tem espaço pra você lá, o Paulista arrumou outra barraca e graças á Deus eu to sozinho. – Pedro apenas assente, seguindo o amigo, sua cabeça uma confusão de pensamentos e divagações, se preparando para o que estava por vir.

Notas finais
Então gente??? Será que o Pedrinho já revela no próximo capítulo? (suspense) No próximo tem Karina toda Esquentadinha... Mesma coisa de antes, posto de acordo com a aceitação dos leitores, a princípio domingo ou segunda, mas segunda eu acho que não porque é meu aniversário então... E vocês viram o teaser de hoje? MEU DEUS EU NÃO CONSIGO PARAR DE OLHAR, PERINA NO CHÃO DO MATO, NO CHÃO DO BANHEIRO, NO CHÃO DOS SHOW. PERINA + CHÃO =