Correndo em Círculos

31 Capítulo 31: As estrelas vão nos guiar para casa


Notas iniciais
Capítulo mega fofo aqui pra vocês! Perina pra dar e vender usahsua Espero que vocês gostem! Música do capítulo: All Of The Stars – Ed Sheeran BOA LEITURA

Karina estava morrendo de curiosidade e insistia cada vez mais para que Pedro lhe dissesse onde eles estavam indo, mas o garoto fora forte e não cedeu, deixou que o ônibus andasse até seu ponto e quando chegou lá se levantou e foi seguido por ela, que caminhava curiosa em suas costas.

Assim que o ônibus retoma seu caminho, Karina analisa aonde se encontra. Ao longe dava para se ver a praia, seguindo reto pela calçada e logo em sua frente havia árvores, mas antes disso uma porção de pistas de skate, marcadas por pichações antigas e o desgaste do tempo. Não era um lugar lindo, mas a fizera sorrir.

–- Você não queria aprender a andar de skate? – indaga Pedro e ela ri mais um pouco.

–- Não acredito que você pensou nisso. – murmura ela e se agarra em seu pescoço, lhe dando um rápido beijo nos lábios em forma de agradecimento.

–- Eu penso em tudo, minha linda. – afirma ele, convencido, abraçando-a pela cintura.

Karina revira os olhos e ergue as sobrancelhas.

–- Só não pensou que pra andar de skate se precisa de um skate.

Ele faz uma careta, mas olha para trás e ela segue seu olhar, podendo ver, do outro lado da rua, uma loja de compra e aluguel de skates.

–- Claro que eu penso em tudo... – ela revira os olhos, mas o segue em direção a loja.

_____________________________________________________________________________

Depois de cair vários tombos em frente a sua casa, Karina nunca imaginou que se divertiria tanto tentando andar de skate. Mas era sempre assim com Pedro. Ele fazia as coisas mais monótonas ou irritantes terem graça.

–- Primeiro: você põe um pé de apoio ao lado do skate e depois, devagar, coloca o outro bem no centro. – diz o garoto, pela enésima vez, sorrindo grande.

Ela faz o que ele pede e, já tendo realizado aquele passo umas cem mil vezes, pula para o próximo e dá impulso com seu corpo para que a prancha se mova. Pedro corre para agarrá-la, bem a tempo de ela perder o equilíbrio e tombar para trás.

–- Woou! Esquentadinha e apressadinha, em? – brinca.

Ela o abraça e se agarra mais firme em seu pescoço, abafando uma risada contra ele.

Ele se arrepia com sua respiração quente batendo contra sua pele e se afasta levemente, inebriado. Encara seu rosto, seus lábios salivando pelo contato dos dela. Ainda era estranho saber que poderia beijá-la sem se preocupar com nada.

Ela sorri, pensando a mesma coisa e então acabando com a distância entre os dois, beijando-o tão intensamente quanto queria, suas mãos brincando entre seus cabelos. Ele sorri contra os lábios dela e a puxa para mais perto, intensificando o beijo, mas ele esquecera que ela ainda estava em cima do skate, e quando viu ela já havia caído por cima de seu corpo, derrubando-o junto no chão.

–- Você ta bem? – pergunta, preocupado, e ela ri.

–- Você amorteceu minha queda. – diz e volta a beijá-lo, até que ele geme e ela se afasta, preocupada. – Ta tudo bem? Você não se machucou, néh? – indaga.

Ele nega.

–- Não. É que você é pesada mesmo. – murmura e ela se levanta, rindo enquanto lhe oferece uma mão.

–- Mas é um frouxo mesmo. – diz, e ele se levanta sem sua ajuda, emburrado. Ela para de rir na hora. – Você não levou mesmo a sério o que eu falei, não é? – pergunta e ele se vira e fica de costas para ela, simbolizando um sim.

Ela se aproxima e o abraça pelas costas, tendo que ficar na ponta dos pés para alcançar seu pescoço.

–- Ah Pedro... não fica assim. – ela ri. – eu tava só brincando.

Ele se vira e a agarra pela cintura.

–- Eu não achei graça nessa brincadeira. – murmura, fazendo um biquinho com os lábios. Ela ri ainda mais, entendendo o seu jogo.

–- O que eu posso fazer pra você me perdoar? – indaga, brincalhona.

Ele faz uma cara de pensativo e sorri maliciosamente.

–- Hm... eu tenho algumas ideias, mas elas são impróprias pro horário...

–- Ah é... – diz ela, se segurando para não corar. – Mas eu posso te dar uma pequena provinha do que você quer. – diz, antes de levar suas mãos para trás de sua nuca e ficar na ponta dos pés para beijá-lo.

Ele ri contra sua boca, mas quando começa a intensificar as coisas a vê se afastar correndo.

–- Mas antes você vai ter que merecer! Será que o moleque consegue ser mais rápido que a Esquentadinha? – pergunta, provocante. Ele estreita os olhos e depois de pegar o skate corre atrás dela.

Mas mesmo que ela estivesse brincando, para ele aquilo já passara de uma brincadeira, parou, ofegante, as mãos nos joelhos enquanto ela corria com a respiração quase normal. Não era à toa que ela era uma lutadora e ele um músico. O máximo que ele conseguia ser melhor que ela era no skate.

–- Parece que você não vai ganhar seu desejo... – diz ela, risonha, voltando para alcançá-lo.

Ele respira mais um pouco e depois de um tempo ergue sua cabeça e encara o rosto sorridente dela.

–- A gente pode renegociar... – diz ele, quase sussurrando por ainda não ter recuperado todo o fôlego.

Ela ergue as sobrancelhas, mas antes que tivesse tempo de raciocinar, ele já havia a puxado para mais perto, prensando seu corpo firmemente contra o dele.

Ela morde os lábios e ele vai à loucura, beija sua bochecha, deslizando sua boca para o canto da dela e beijando-a ali também. Ela ofega, segurando um gemido e acaba por soltá-lo quando sente a boca dele descer por seu pescoço e acariciar sua pele.

–- Hm... Pedro, eu acho que você já ta passando dos limites... – sussurra ela, os olhos fechados fortemente enquanto sentia ele beijar seu pescoço e passar suas mãos por suas costas.

–- Ah é? Que bom. Eu adoro passar dos limites. – responde ele, entre um beijo e outro e depois de terminar de falar os direciona para sua boca. Ela passa suas mãos com vontade por seus cabelos e ele, tomado ainda mais de desejo, desce suas mãos para sua bunda e puxa o corpo dela ainda mais contra o seu. Ela murmura contra seus lábios e aumenta o ritmo do beijo, mordendo os lábios dele por dentro antes de se afastar, sorridente.

–- É sério, P-Pê... – diz, ofegante. – esse não é o lugar adequado pra esse tipo de coisa... – completa, e ele sorri maliciosamente ao ver suas bochechas coradas de desejo. Olha sugestivamente para baixo e ela lhe dá um peteleco.

–- Ai! Esquentadinha...

–- Para com isso, Pê. – diz, envergonhada e se afasta. Os beijos dele a estavam deixando cada vez mais maluca e depois da primeira vez dos dois, eles causavam cada vez mais efeitos sobre ela...

Ele ri de seu jeito, pega o skate e o posiciona na frente dos dois.

–- O.K. então se é assim... só nos resta voltarmos!

Ela assente, e os dois voltam agarrados para as pistas.

Pedro abre um de seus sorrisos sapecas e desce uma das rampas, com direito a uma manobra no final.

Karina ri de seu moleque. – Exibido! – murmura.

–- Deixa que quando você chegar nesse nível, no final do dia, eu te dou todo o direito de ser exibida também. – brinca ele, piscando um olho e subindo para parte reta da pista, onde ela estava. Ela revira os olhos e quando o vê perto, se apoia em seu ombro e apoia um dos pés no chão e o outro no centro da prancha.

–- Devagar... – pede ele e leva uma de suas mãos para a cintura dela. – agora você vai dar impulso, mas não se esquece de levar todo o corpo junto do skate, se não você cai.

Ela assente e respira fundo, vendo ele largar sua cintura e segurar sua mão. Ela dá impulso com o pé e ele se move junto, prestando atenção em todos seus passos para que ajudasse caso ela caísse.

–- Você já pode pôr os dois pés no skate no próximo impulso. – murmura ele e ela assente e faz exatamente isso, quase perdendo o equilíbrio e o deixando alarmado. Mas ela retoma para cima da prancha depois dele ajudá-la, segurando sua cintura para manter seu equilíbrio. Ela abre os braços e fecha os olhos, sentindo a brisa do vento bater levemente em seu rosto. Ela não estava em alta velocidade, mas mesmo assim era mágica a sensação de estar no abraço quente dele e ao mesmo tempo sentir-se voar.

–- Woooho! – grita, sem vergonha nenhuma.

Pedro ri de seu jeito descontraído, mas a falta de atenção dos dois faz ela tombar para o lado e ele a agarra rapidamente, a girando no ar para descê-la da prancha, em meio a risadas. Ela se agarra em seu pescoço e beija sua bochecha ao final da manobra.

_____________________________________________________________________________

Mais tarde, às quase oito horas da noite, os dois se sentaram sobre a areia a observar o pôr do sol, comendo sorvete e se abraçando descontraídos enquanto as cores dos céus mudavam repentinamente, o azul se mesclando com o amarelo alaranjado. Pedro ri de alguma piada interna e ela o encara, curiosa.

–- O que foi? – pergunta.

Ele mais uma vez ri e a puxa para mais perto com a mão que não carregava o sorvete.

–- Eu tava pensando aqui... como esse pôr-do-sol parece a gente, não é? O azul surgindo em meio ao laranja. Seus olhos azuis se mesclando com os meus, castanhos... é tão parecido. – sussurra ele, encarando-a, pensativo, enquanto acariciava seu rosto.

Ela dá o seu sorriso de lado, beija seus lábios rapidamente e diz:

–- Como você é bobo... – ele ergue uma sobrancelha, levemente magoado. – Mas eu gosto. Eu amo meu guitarrista frouxo, medroso e bobão.

Ele sorri e passa seu sorvete pela ponta do nariz dela.

Ela abre a boca, surpresa e o vê lambê-la exatamente ali em meio a risadas. Ela lhe dá um tapa no peito, mas ri junto.

–- E eu amo minha lutadora esquentadinha. – ela ri ainda mais e dá uma lambida em seu sorvete, assistindo ao final da explosão de cores aconchegada nos braços de seu amor.

Ele beija o topo de sua cabeça e depois que o sol vai completamente embora, beija também seus lábios, subindo seu corpo para cima do dela enquanto se embalava no êxtase de seus lábios. Ela puxa o corpo dele para ainda mais perto, não se importando com a areia pinicando em sua pele ou em seu cabelo, envolvida apenas nele. Seu guitarrista. Seu.

Eles se afastam depois de um tempo e buscam o olhar um do outro em meio a escuridão. A praia estava completamente vazia e não havia nenhum poste ou luz a uma boa distância, apenas a lua emoldurando suas silhuetas.

Pedro sorri, uma ideia vindo em sua mente, e se levanta, tirando sua blusa e descendo sua calça.

Karina franze a testa.

–- Enlouqueceu mais um pouco? – pergunta e arregala os olhos ao vê-lo confirmar aquilo, tirando sua calça e sua cueca juntos e se virando para ela.

–- Que tal um banho? – pergunta.

Ela fica boquiaberta e dá graças à escuridão por ele não ver suas bochechas coradas e seus olhos teimando em deslizarem para suas partes baixas.

–- Pedro... e se tiver alguma câmera por aqui? – pergunta a garota, preocupada, olhando para todos os lados para ver se não tinha ninguém por ali.

–- Deixa de ser boba, Esquentadinha. Não tem câmera nenhuma aqui. Você vem ou não? – indaga novamente.

Ela se levanta, ainda hesitante.

–- Mas... pelada? – ele ri e assente.

–- Sim... vamos ser um pouco radicais, vai?! – pede, os olhos firmes sobre o corpo dela.

Ela assente, engole em seco e tira sua blusa com tudo, levando também o top, tira suas calças e se encolhe, cobrindo suas partes íntimas e indo até ele, Pedro puxa uma de suas mãos e a agarra com a sua, rindo ao vê-la olhar para os lados, preocupada.

–- Shh... – chama, e ergue seu queixo para cima, fazendo-a engatar novamente em seus olhos. Ela se esquece de seus medos, sorri, tímida e descobre totalmente seu corpo.

–- Vamos lá... – sussurra e os dois correm juntos em direção à água, feito dois malucos em meio à escuridão, a lua iluminando levemente cada uma de suas curvas e sendo a única confidente daquela loucura. Ela e as estrelas, que eles imaginavam rirem e aprovarem o ato, sacanas como eram.

Eles mergulham para apartarem o frio e, quando sobem para cima da água novamente, vão de encontro um ao outro e se abraçam.

Pedro sorri, beija o canto de seu sorriso assim de lado e observa a lua junto dela. O encontro entre o Sol e a Lua podia ser magnífico, mas ela sozinha também tinha sua plenitude, principalmente assim, cheia e brilhante, refletindo sobre a água do mar. As pessoas, em meio à corrida do dia-a-dia, sempre se esqueciam de observar as belezas da natureza, até mesmo a lua, que basta esticar o pescoço para cima e já é visualizada, com toda sua pompa, por isso Pedro e Karina sabiam e sentiam... aquela lua era deles, linda daquele jeito, em sua homenagem.

Eles se beijam sob o luar, os sorrisos estampados em suas faces.

_____________________________________________________________________________

Mesmo com tanto amor e saudade os envolvendo, Pedro e Karina chegaram no horário combinado á casa dela. Eles nem pensaram que Gael ficaria fulo da vida se se atrasassem, mas graças às forças superiores protetoras do Universo – como diz Pedro --, eles chegaram na hora, pois o mestre andava de um lado para o outro, a espera de sua filha.

–- Ah é... Pê, meu pai queria falar com você... – avisa a garota, fazendo uma careta, antes de abrir a porta de sua casa.

Pedro assente, mesmo cheio de medo e os dois entram e se deparam com Gael, batendo o pé incansavelmente no chão.

–- Ah! Finalmente! – diz ele, se levantando.

Pedro arregala ainda mais os olhos e Karina ri do garoto.

–- Você queria falar comigo, mestre Cruel? – indaga o guitarrista, se sentando no sofá.

Gael assente.

–- É... à sós. – afirma e Karina entende na hora a indireta, beija os lábios de Pedro e vai para o seu quarto.

O mestre se senta em sua poltrona e Pedro treme nas estribeiras.

–- Então você e minha filha reataram?

–- É-é... mais ou menos. A gente vai ver quando eu voltar de viagem.

Gael ergue uma sobrancelha e Pedro engole em seco. Não precisava ter dito aquilo. O mestre só precisava ouvir o básico. Que ele amava Karina e estava disposto a reatar mesmo tendo que aguentar ela desconfiando dele no início. Com o tempo, pensou ele, ela ia voltar a confiar cem por cento em seu guitarrista e eles podiam sim passar aquele tempo juntos, afinal, não iam mesmo aguentar fazê-lo separados...

–- Não importa. Você, menestrel, sabe muito bem o que eu penso disso tudo. Você não vai mais magoar a minha filha.

Pedro assente.

–- Nunca mais.

Gael pigarreia.

–- Eu quero te alertar, guitarrista, que a Karina é moça de família. E ela ainda por cima é completamente fechada. Por isso você não pode, ta me ouvindo...?, você não pode magoá-la. Eu sei que ela já se entregou totalmente pra você e sei que foi por amor. Minha pequena garotinha só faria isso por amor.

Pedro assente, sentindo seu corpo relaxar levemente.

–- Por isso que eu queria falar com você... a Karina é frágil, então se você não estiver totalmente, completamente entregue, é melhor nem começar.

–- Mas eu to, mestre. Eu amo a sua filha mais do que tudo. Ela também foi a minha primeira e eu espero que única. Eu não quero apenas um namoro... eu quero um futuro ao lado dela.

O mestre sorri, satisfeito.

–- Então vocês têm a minha benção. E eu espero estar botando fé na coisa certa... eu vou confiar em você novamente menestrel, mas eu to de olhos abertos pra qualquer coisa.

Pedro assente novamente e se levanta ao mesmo tempo que o mestre.

–- Eu não vou te decepcionar. – avisa e o mestre aperta sua mão, assentindo.

_____________________________________________________________________________

Na manhã seguinte, Karina acordou cedinho, se levantou, vestiu qualquer roupa, e correu para fora de casa sem nem mesmo tomar café da manhã. Ela queria aproveitar ao máximo o tempo junto de Pedro antes dele viajar, por isso tomou café da manhã em sua casa, com sua família.

Tomtom ficou maravilhada com a visita repentina, ela morria de saudades de Karina e, principalmente, do casal Perina. E Delma quase foi aos céus, grata por seu filho finalmente ter voltado a estar feliz. Aqueles últimos meses haviam sido um inferno, com Pedro sempre chorando, cabisbaixo e não querendo nunca se levantar da cama. Mas ela também estava assustada, se fosse ser sempre assim, ele sem ânimo quando estava sem ela, não queria nunca imaginar mais um possível término.

Os quatro, depois de comerem, foram para a praça, se juntar à banda, o ônibus de turnê ia buscá-los ali em breve e a emoção e ansiedade era tanta que eles mal cabiam em si.

Pedro e Karina foram para um banco mais afastado enquanto o ônibus não vinha.

–- Você promete que vai dar tudo certo? Que quando você voltar, a gente vai estar junto? – pergunta Karina, preocupada.

Pedro suspira.

–- Você sabe que eu não posso prometer isso, Esquentadinha. Eu só posso prometer tentar.

Ela assente, mesmo sem ter a resposta que esperava, mas fica emburrada, olhando preocupada para a silhueta do garoto.

–- A Vicki vai nessa turnê? – pergunta, temerosa.

Pedro abre um de seus sorrisos convencidos.

–- Não... eu nunca mais falei com ela ou à vi depois daquela noite lá no Perfeitão...

A lutadora assente, aliviada, e ele passa sua mão pelo rosto dela, até sua nuca, onde a acaricia até vê-la de olhos fechados de prazer. Sorri. Ela adorava seu cafuné e ele adorava o jeito que ela ficava quando o fazia.

Ela abre os olhos depois de um tempo e os dois mergulham um no outro novamente.

–- Eu já to morrendo de saudade agora. Imagina quando a gente estiver longe... – diz ela, sincera, os olhos marejados por apenas pensar na distância que ficaria de seu amor.

Ele puxa o queixo dela em sua direção e busca seu olhar mais intensamente.

–- Eu também, minha linda. Mas a gente pode se falar sempre que der e quando não der, é só você olhar pro sol e se lembrar de mim ou então pro pôr dele e se lembrar da gente.

Ela sorri.

–- Eu te amo. – diz, beijando suavemente seus lábios, sem vontade alguma de se afastar. Queria agarrá-lo junto ao peito e nunca mais soltar.

–- Eu também te amo, Esquentadinha. – sussurra o garoto, acariciando seu rosto com a ponta de seus dedos e encarando cada parte sua, tentando memorizá-la para as horas em que estivesse longe.

Ela fecha os olhos, apreciando o carinho e ele beija suas pálpebras, seu nariz e sua bochecha para então selar levemente seus lábios. Praticamente um encostar de bocas.

–- Pensa em mim, em? E se cuida, minha linda. – diz ele e ela assente.

–- Você também, moleque. – diz, sorridente e sente seus olhos derramarem uma lágrima.

Era quase como se nunca mais fosse vê-lo e isso lhe dava calafrios. Em breve ele estaria em seus braços, pensou, tentando ser otimista. Mas era difícil quando ela lembrava que eles mal passaram tempo juntos e já se afastariam novamente.

Ele se levanta no banco e vai em direção ao ônibus. A banda inteira já havia se estabelecido, só faltava ele. Beija o topo da cabeça de sua irmã, a bochecha molhada de lágrimas de sua mãe e os lábios tremidos de Karina e entra no ônibus.

Karina abana para seu amor e logo vê e porta se fechar e o automóvel se afastar junto da metade de seu coração.

Ela suspira. Não era tão doloroso assim, afinal. Ela ainda sentia seu amor firme e forte no peito, o coração dela se tornando elástico para alcançar o dele. Seriam apenas três semanas. E logo ela teria seu amor de volta. Sem mais interrupções; ela esperava.

Notas finais
Senti falta de alguns de vcs nos reviews passados, mas, por favor, me digam se estão gostando. Esse capítulo não teve muita informação, mas é justamente pra ter um pouco de diversão na fic. No próximo teremos vááárias revelações e coisas que vão mudar bastante o andamento da fic. Alguém ai ta sentindo falta do Lobão por aqui??? ;) Espero ver todos vocês nos reviews!