Correndo em Círculos

3 Capítulo 3: Apenas Um Toque no Fogo Ardente


Notas iniciais
Oiiiiiiii gente!! Primeiramente eu gostaria de agradecer pelo carinho dos leitores -- mesmo que eu já tenha dado falta de alguns -- que mandaram reviews, suas palavras são de grande importância para meu ânimo e consequentemente pra fic, então muito obrigada! O título desse capítulo é um verso da música Just A Kiss - Lady Antebellum que eu também fiz um vídeo perina (link aqui https://www.youtube.com/watch?v=UgEiV5ICCGQ). Acho que eu vou fazer assim agora, cada título vai ser um verso de uma música e de brinde um vídeozinho de vez em quando (um vício meu, admito, fazer videos shippers...). O que vcs acham? Qualquer erro me avisem, tanto gramatical, qto outros... Enfim, leiam as notas finais que eu terei alguns esclarecimentos sobre o que vai acontecer nesse capítulo... BOA LEITURA!

Já passava das sete horas da noite quando Gael reparou que sua filha continuava na academia, treinando incansavelmente.

–- Filha... – chamou ele. Karina não interrompeu sua tentativa de Jab, apenas gritou de volta um “hm” irritado. – Já ta tarde...

Ela se interrompeu, encarando-o de cara fechada. – Por favor, deixa eu treinar mais um pouco, to precisando esfriar a cabeça.

Mestre Gael notou a distração da filha, já havia reparado nisso á dias, mas agora parecia pior, ela estava ainda mais irritada, descontando seus sentimentos na luta. Maldito Menestrel do Capiroto... isso só podia ser obra dele!

–- O.K., só não exagera... e se quiser pode conversar comigo, vou tentar ser compreensivo... – respondeu seu pai, lhe mandando um olhar sincero. Odiava ver suas filhas magoadas por causa de garotos.

Karina assentiu, tentando sorrir para ele, não queria envolver seu pai em seus problemas de relacionamento.

–- Pode deixar. – ele avisou que deixaria a chave com ela, que ela deveria arrumar as coisas antes de sair e desligar as luzes e então deixou-a sozinha com sua mágoa.

Ela suspirou assim que seu pai saiu de seu campo de visão, seus olhos teimando em encherem de água. Sentou-se no ringue, as pernas abertas despreocupadamente, seus lábios em uma curva para baixo.

Fazia dois dias que não via Pedro, o acampamento havia acabado logo na tarde depois dele fugir de sua barraca e ele parecia continuar fugindo dela, pois nunca o encontrava, e aquilo a destruía. Se ele a amava porque estava complicando tanto as coisas? Será que ele queria terminar e estava tentando arrumar coragem? Parecia tolice pensar que ele queria terminar novamente, depois de tanto ele insistir que aquilo não ia acontecer, mas seus atos eram completamente contrários à suas palavras e ela não via motivos para ele estar tão distante, muito pelo contrário, ele não devia estar feliz por ela finalmente ter permitido que ele ultrapasse todos os limites?

–- Droga, moleque. – sussurrou, mas se recompôs, não podia ficar chorando por ele a vida toda, tinha que ter paciência e tentar entendê-lo. O que é impossível...

Limpou seu rosto com as mãos enluvadas mesmo e se levantou, respirando fundo antes de recomeçar a sequência de golpes no ar. Ficou ali, absorta em pensamentos por longos minutos, a luta em nada retardando seus pensamentos negativos, até que a porta se fechou com um barulho seco, não fez menção de ver quem era, apenas olhou de soslaio para aquela direção.

–- Ka... – disse uma voz, mas ela continuou chutando o ar com fúria, ainda mais fúria após perceber de quem era aquela voz. – Karina...

–- O que foi, Pedro?! – respondeu ela com irritação e o garoto se encolheu, se odiava por ser o responsável pela irritação dela.

Ela deu mais uma sequência de socos furiosos no ar, imaginando Vicky em sua frente. Pobre ar..., pensou Pedro.

–- Nós precisamos conversar. – falou ele, finalmente resgatando a atenção dela, entrou para o ringue e se posicionou em sua frente, encarando-a. Ela tremeu de nervosismo, olhando para baixo em seguida. – Por que você ta assim, Ka? – perguntou, por mais que já soubesse a resposta.

Ele viu as narinas dela se dilatarem, sua respiração se intensificar e seu rosto avermelhar e se arrependeu de ter perguntado aquilo.

–- Por que você acha que eu to assim?! – respondeu ela, com raiva. – Como eu deveria estar depois de ser rejeitada por meu próprio namorado?! E pior, ser completamente ignorada por ele? – a barriga dela subia e descia, ofegante, seus olhos brilhantes pelas lágrimas de mágoa.

Pedro tremeu, já imaginava que ela estaria brava com ele, mas nunca imaginou que estaria tão magoada. Ele devia ter ferido seu orgulho feminino.

–- Não fica assim... eu só tava com medo. – ela franze a testa, confusa, as lágrimas que borravam sua visão enfim escorrendo de seus olhos para seu rosto.

–- Onde você esteve? Por que sumiu? Por que está fugindo de mim?! – disse ela, aos gritos, empurrando-o para longe em seguida e passando furiosamente suas mãos pelo rosto, tentando esconder suas lágrimas.

Aquilo destruiu Pedro, ele sabia que tinha que contar, mas não podia fazer isso numa hora daquelas, ela já estava magoada o suficiente com ele naquele dia. Aproximou-se, passando seus dedos pelo rosto dela, que apenas fechou os olhos, respirando ainda com algo entalado em sua garganta. A raiva acumulada em seu peito se apartando.

–- Desculpa... eu te amo e te desejo, mas eu não queria fazer aquilo num lugar onde pudéssemos ser interrompidos. Mestre Cruel ia fazer picadinho de mim. – ela sorriu em resposta, pensando no namorado cagão que foi arrumar e ele relaxou um pouco, realmente não ia querer que fossem interrompidos, mas naquela hora aquilo nem havia passado por sua cabeça...

– E eu não estava fugindo de você, é que eu to meio atrapalhado com as tarefas lá em casa, minha mãe ta tentando ser forte, mas meu pai tem botado muita pressão pra voltar e vira e mexe ela ta trancada no quarto e eu tenho que me virar como posso. – ele se sentiu mal por envolver sua família na mentira, mas aquilo era quase verdade, ele tinha que cuidar da casa, manter sua irmã forte, ajudar no restaurante, aumentar suas notas e ensaiar com a banda, e é claro que Karina podia ter participado de qualquer uma daquelas coisas, como ela estava fazendo antes, mas ele realmente estava precisando daquele tempo para se preparar e hoje, quando decidiu vê-la, não pensou em como ela poderia ter visto esse tempo longe, se preocupara apenas em matar sua saudade.

–- Desculpa, Pê, eu esqueci o quanto você deve andar ocupado, mas é que eu não tenho te visto em nenhum lugar da Ribalta e sempre que eu vou pro restaurante você não ta. Eu achei que você estivesse me evitando. – disse ela, corada, o rosto ainda molhado de lágrimas. – E você podia pelo menos ter me dito que estava com medo de meu pai... – e olha-o no fundo de seus olhos, alívio percorrendo os seus.

–- É, eu fui burro em ter saído daquele jeito. – ele se aproxima mais um pouco e ela suspira, encarando seus lábios.

Ele abre um sorriso presunçoso ao reparar isso, enlaçando-a pela cintura e puxando seu corpo contra o dele, acariciando seu rosto.

–- Eu pensei que você tivesse se ligado que não me deseja dessa forma. – sussurra ela, fugindo dos olhos dele.

Pedro negou, um calafrio percorrendo sua espinha ao pensar no quanto ela devia ter divagado e se culpado por causa de seus atos.

–- Hey... para de pensar bobagem, eu já falei que você é linda e a sua bundinha então... dá um show! – ela riu, dando-lhe um tapa no braço.

–- Bobo.

–- Só por você, minha linda.

–- Você não precisa me chamar assim... – diz ela, corada.

–- Por quê? Só digo verdades. Você que é louca de não ver sua beleza. – responde ele, acariciando-a desde suas bochechas até seu queixo, hipnotizado pela sua proximidade.

–- Você que é cego.

–- Quer que eu prove? – ela franze a testa, confusa e então ele empurra-a contra as cordas em volta do ringue e prensa-a. – Esses olhinhos azuis bem fechadinhos... – ele beija suas pupilas e ela da um de seus sorrisos de lado, entendendo o que ele pretendia. – essa boquinha de bonequinha, puxadinha pro lado... – ele a beija suavemente nos lábios e desliza sua boca pelo rosto dela. – esse narizinho perfeito... – ele beija a ponta de seu nariz. – esse rosto que não precisa de maquiagem. Você, é perfeita assim, sem nada. – ele se afasta levemente e encara-a nos olhos novamente, sua respiração inquieta.

Ela encosta sua testa na dele, ofegante por mais imediações e então ele sorri e aperta ainda mais seu corpo contra o dela.

–- Esse seu corpo... – sussurra ele, sua voz rouca sem mais aquele tom de brincadeira e sim de seriedade. Caminha suas mãos por suas curvas: suas costas, sua cintura, seu quadril e levemente por suas nádegas, parando-as em suas pernas nuas, deixando-a arrepiada.

–- Pê... – sussurra ela, sua voz um gemido esganiçado implorando por mais.

Ele beija-a no pescoço e ela, já cansada de seu joguinho, prensa seu corpo contra o dele e ataca seus lábios com fúria, pendurando-se em seu pescoço. Ele franze a testa, surpreso por seu surto de paixão e então desliza suas mãos ainda mais até as coxas dela e ergue-a até que ela se prenda em sua cintura, seus corpos ardendo dentro de uma fogueira de desejo. Ela o agarra ainda mais forte contra si, afiando suas unhas pelas costas dele, arregaçando sua camiseta e puxando seus cabelos com força. Ele geme contra a boca dela, mordendo seus lábios em um sinal de aprovação, se agachando até que alcançasse o chão e então, prendendo-a ali, seu corpo por cima do dela, uma mistura de sensações flutuando entre eles.

Mesmo contra o chão ele a puxa contra si, seus braços cruzando suas costas, seus lábios deslizando pelo pescoço dela até a curva de seu decote, enquanto ela puxava sua blusa com pressa, finalmente passando-a por sua cabeça e enfim tocando sua pele. Ela aperta seu peito, sentindo as leves curvas ali presentes, seu abdômen não era sarado, mas era compacto, quente e seco, um visual extremamente sexy para seus olhos observarem. Ele sorriu ao ver suas órbitas ficarem negras de desejo, seus lábios entreabertos incrivelmente receptíveis, beijou-a novamente, suas mãos brincando pela borda de seu top, fazendo cócegas debaixo do tecido – e ele agradeceu mentalmente por ela estar treinando só de top naquele dia. Interrompeu o beijo em seus lábios para então trilhá-los por sua pele, seus ombros, sua barriga chapadinha de tantos treinos, ela não se aguentou, fechar os olhos com força de nada adiantava em acabar com sua sede, puxou seu top para cima, sendo prontamente ajudada por ele e então, se livrando daquela peça, sentiu-se corar diante do olhar dele, pura luxúria, fogo jorrando de suas orbes.

–- Sei que eles não são muito... – disse ela, ainda corada, cobrindo seus seios com os braços.

Pedro apenas negou, com um sorriso no rosto. – Eles são perfeitos. – e pegou seus braços, afastando-os de lá para então cobri-los com seus beijos, beijou-a em todo lugar, sentindo o sabor salgado de sua pele por seus lábios, seu aroma apimentadamente inebriante por seu nariz. E quando tomou os lábios dela mais uma vez, interrompeu-se, afastando-se para encarar suas orbes cor de mar, enquanto acariciava seu rosto com suavidade. – Você é linda. – e depois de sorrir atirou-se contra o chão, respirando ofegantemente, frustrado por ter que se interromper.

Karina o olhou de testa franzida, cobrindo seus peitos com os braços novamente, indignação tomando conta de seus poros.

–- Por que parou? – ele respirou fundo antes de respondê-la:

–- Eu quero que a nossa primeira vez seja em um lugar especial. – ela encarou-o, um sorriso irritado nos lábios e então, sentou-se para colocar seu top.

–- Pare de mentir! Esse lugar seria perfeito pra isso... foi aqui que você derrubou o balde de água na minha cabeça, aqui onde eu te dei meus primeiros socos... – ela sorriu com a lembrança, mas ainda assim se sentia irritada pela atitude dele.

Ele se ergueu do chão, sentando-se sobre os cotovelos para colocar sua camiseta e então, encarando-a, sem saber o que dizer.

–- O que tanto te incomoda? – pergunta ela, encarando-o de volta. Ele suspirou e fugiu de seu olhar, se levantando e oferecendo sua mão para que ela levantasse também, ela negou, abraçando seus joelhos, emburrada. – Você não vai me responder? – perguntou mais alto, fazendo-o passar suas mãos pelo cabelo nervosamente.

–- Karina... não fica assim, você tem que ter paciência!

–- Paciência?! – gritou ela, levantando-se em um surto de raiva, encarando-o de pertinho. – Eu não preciso de paciência, eu preciso de respostas!

Pedro respirou fundo, encarando suas próprias mãos, pensando em como fugir daquilo, não queria contar ainda, aquilo tinha que ser feito em um momento em que ela não estivesse prestes a lhe dar um soco, precisava de mais tempo, tempo para encontrar a forma mais fácil e menos dolorosa de destruí-la.

Ele encarou-a de volta, podendo ver seus próprios olhos refletidos nas orbes azuis brilhantes dela.

–- E-Eu... e-ee-u... sou v-virgem. – Karina franziu as sobrancelhas e arregalou os olhos, tinha suas dúvidas quanto à vida sexual dele, mas nunca perguntava, sabia que ele já havia ficado com várias garotas e por isso pensava que já tivesse passado por várias destas experiências, mas parecia que havia se enganado.

–- Sério?

Pedro olhou para baixo, incrivelmente corado, aquilo não era bem verdade, quer dizer, até onde pode ser considerado um cara virgem? Já havia visto algumas garotas nuas, mas nunca havia acordado ao lado de nenhuma, também nunca havia feito o ato realmente. Seus amassos se resumiam em beijos praticamente. As garotas, por mais liberais que parecessem ser sempre estancavam na hora H, ou ela nem mesmo chegava perto de acontecer, mas isso não por culpa dele...

–- Com nenhuma de suas musas...?

Ele respirou fundo antes de assentir, era verdade, ele podia dizer que era virgem.

–- Você é a minha primeira e espero que única musa. – responde, completamente certo do que falara pela primeira vez no dia.

Ela se levanta, sorrindo e então o abraça apertado.

–- Você não precisa se envergonhar disso, Pê. – e passa uma mão por seu rosto, acariciando-o enquanto o encara.

Ele se retesa diante do olhar dela, odiava ter que sempre esconder alguma coisa.

–- Eu sei. – e beija sobre sua cabeça, abraçando-a. – Mas vamos com calma, o.k.?

Ela assente, sorrindo e o apertando mais contra si.

–- Não sei por que você escondeu isso de mim. Quer dizer, é bom você ser virgem. Nós podemos aprender tudo isso juntos. – admite ela, contra o peito dele, seu rosto corado por falar daquele assunto tão abertamente.

–- Eu não tinha pensado por esse ângulo... achei que você ia querer alguém mais experiente.

–- Sendo ou não sendo experiente, eu não me importo. O passado é passado. – responde ela, surpreendendo-o. Esperava que essa frase valesse quando ele dissesse tudo o que tinha para dizer.

–- Eu quero fazer da nossa primeira vez a mais perfeita possível. – sussurra, completando em pensamento: e na hora mais certa possível. Só esperava que conseguisse segurar sua Esquentadinha e contar antes que aquilo acontecesse. Mas não era à toa que seu apelido era Esquentadinha... seria difícil se controlar perto dela, e ainda mais, controlá-la.

Notas finais
Como eu falei, Karina BEEEM Esquentadinha nesse capítulo... nas duas formas! Bem, como vcs leram o Pedro é virgem, eu resolvi que ele seria na minha fic graças ao último capítulo da novela, a última cena pra ser mais exata... depois que o Pedro trava ele fala "Na verdade isso tudo nunca aconteceu antes" (ou algo assim) e a K faz uma carinha que me dá entender que ela achou que ele estava falando que era virgem... enfim, não acho impossível isso, conheço homens que já ficaram com várias garotas e ainda são virgens e isso vai dar um toque a mais no que eu to planejando... Desculpa se a K estiver parecendo muito sentimental... quando eu escrevo, tendo a tentar entrar na mente dos personagens colocando uma pitada de meus próprios sentimentos em relação a isso... quer dizer, escrever é basicamente colocar seus sentimentos reprimidos em palavras, isso dito pelo meu professor de literatura... e por alguma razão imaginei que essa seria a reação dela. Li e reli esse capítulo e ele continua me incomodando... mas ele é importante pra história. Ainda não sei bem quando posto o próximo capítulo porque vou ta meio sem tempo... mas vou tentar escrever bastante essa noite e postar terça pra vcs, novamente se houver comentários com suas opiniões... Agora me falem, o que vcs acharam do último cap da novela? Eu fiquei jogada no chão. COMO ASSIM DÊNIS? BEIJÕES