Notas iniciais
bom...isso deveria ser dividido em mais 2 partes XD mas achei melhor ja postar todo de uma vez =3 ~ aki vai,a ultima parte o/

– Moriarty? O que ele tem haver com isso?! – perguntou John confuso.

– Conte a ele irmãozinho! – falou Tomás, visivelmente se divertindo com a situação.

– Lembra que eu disse que Jim Moriarty tinha uma identidade falsa? – falou Sherlock enquanto observava cada passo e cada reação que o irmão esboçava.

– Lembro, por que?! – confirmou o médico.

– Eu me enganei, Richard Brooke não era a identidade falsa de Moriarty, Moriarty era um personagem vivido por Richard Brooke!

– O que?! – exclamou John surpreso – O que? Como?

Tomás riu da reação de John.

– Moriarty não existe, nunca existiu! – continuou Sherlock, sem tirar os olhos de Tomás.

John estava tão confuso que não conseguia nem falar.

– Te peguei direitinho, não?! – falou Tomás sorrindo – Você nunca notou? Mesmo?! Admito que Richard era um ator excepcional, mas ainda assim você deveria ter desconfiado! O Grande Sherlock Holmes!

– Por que não se apresentou diretamente? – perguntou Sherlock sério.

– Eu quis fazer uma brincadeirinha, ver se você desconfiava! Me enganei! – complementou fingindo um falso desapontamento. – Aparentemente também não sou tão burro quanto você e Mycroft julgavam!

– Espera, você pagou um ator para fingir ser um manda chuva psicopata? – falou John.

– Uau! – exclamou Tomás – Ele é realmente lerdo! – virou-se para Sherlock – Como suporta ele perto de você? — virou-se agora para John – Sim, eu paguei Richard Brooke, muito bem pago na verdade, para fingir ser Jim Moriarty, um chefe do mundo do crime! O psicopata foi por conta dele! Um toque extra que eu adorei, deu mais verdade ao personagem, não acham?!

– Por que?! – perguntou John, ainda tentando entender o que realmente estava acontecendo.

– Sherlock pode te responder isso! – falou Tomás sarcástico – Não quer esclarecer a mente do seu pequeno cãozinho, Sherly?!

– Tomás inventou Moriarty para que pudesse falar através dele! Me avisar para ficar longe de seus negócios! Era uma forma de mandar seu recado sem ter que aparecer pessoalmente para mim e Mycroft.

Dava para notar o quanto Tomás estava adorando aquilo tudo. Sherlock ainda estava com aquele olhar perdido, de quem ainda esta associando tudo o que pode. Dois homens entraram na sala e cochicharam algo no ouvido de Tomás. Ele sorriu e depois virou-se para Sherlock e John.

– O papo está muito bom, mas se me dão licença, preciso me encontrar com meu irmão mais velho!

E dizendo isso, saiu, deixando Sherlock e John sozinhos.

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– Mary, cuidado! Tem certeza de que você pode fazer isso?

Molly estava ajudando a amiga a subir a escadaria. Uma mulher de nove meses subindo uma escadaria daquelas grudadas na parede, não é lá muito confortante.

– Estou ótima, Molly! – respondeu a loira – Você trouxe a arma de Sherlock?

– Trouxe sim! – Molly subiu a escadaria logo em seguida

– Sabe atirar?

Molly afirmou. Mary pareceu surpresa.

– Jura, aonde aprendeu?

Molly sorriu encabulada.

– Meu pai era policial, sempre me dizia que eu precisava aprender a me defender!

Mary riu.

– Seu pai é sábio!

As duas chegaram em cima de um telhado e seguiram por um pequeno caminho que levava até um telhado de vidro. As duas olharam para dentro do prédio através desse telhado e viram uma sala vazia. Observaram mais um pouco e notaram três homens se aproximando da sala. Era Tomás e mais dois homens, que deveriam ser seu seguranças.

– Ele está saindo? – perguntou Molly

– Aparentemente! – respondeu a loira.

Elas acompanharam com os olhos por mais alguns minutos e viram ele seguir para a entrada da casa e entrar dentro de um carro, que partiu logo em seguida.

– É a nossa chance, Molly, vamos!

As duas desceram pelo telhado e entraram dentro da sala que acabaram de olhar pelo telhado de vidro.

– Ele veio daquela direção! – apontou Molly para um corredor com uma porta no fundo.

– Excelente, Molly! – elogiou Mary.

As duas seguiram pelo corredor e adentraram na porta, que estava aberta. Mary achou isso levemente estranho, mas elas desceram pela escadaria mesmo assim. Molly e Mary já estavam segurando cada uma a sua arma, andando devagar e cuidadosamente. Com todos os sentidos em estado de alerta. Ao terminarem de descer a escada, Molly acendeu a luz. As duas mulheres exclamaram aliviadas. Lá estavam John e Sherlock.

– Mary!! – falou John surpreso. Subitamente, Sherlock levantou seu rosto após ouvir o nome de Mary e viu Molly junto com a esposa de seu amigo.

– Molly?! O que fazem aqui? – perguntou confuso.

– Missão Resgate! – falou Molly feliz, indo até Sherlock enquanto Mary ia até John.

– É arriscado! – falou John preocupado. – Mary, você está..

Mary o interrompeu.

– Eu sei que estou grávida, acredite, não há como esquecer!

Molly conseguiu soltar Sherlock e já estava indo ajudar Mary e John.

– Precisamos de um plano, Tomás foi pegar Mycroft! – falou Sherlock enquanto massageava seus pulsos – Não vai demorar muito para ele chegar!

– Vamos bolar alguma coisa! – falou Mary soltando John com a ajuda de Molly.

– Não, vocês vão para casa! – disse John firmemente. — Sherlock e eu cuidamos disso!

– Como cuidaram até agora?! – provocou Molly, Mary riu.

– Qual é, John! Eu estou bem, o bebe não vai vir agora!

– Além do mais, isso de bancar o detetive é tão divertido! – falou Molly.

As duas se olharam e riram.

– “Bancar o detetive”- repetiu Sherlock um pouco incomodado.

– Mesmo assim, é muito perigoso! – disse John furioso.

– Está se preocupando à toa, John! Esqueceu que Mary tem habilidades de uma agente especial? – falou Sherlock- Mas você não, Molly! Aqui é perigoso!

– Sei me cuidar muito bem, sr. Holmes! – falou Molly, com muita convicção na voz.

Sherlock sorriu.

De repente, um barulho na porta.

– Rápido, escondam-se! – ordenou o detetive para as mulheres, que se esconderam atrás de uma mesa que havia no loca.

– Uau! – exclamou Tomás descendo com seus seguranças – que traziam Mycroft — ao ver Sherlock e John soltos. – Como conseguiram se soltar?

Nem Sherlock e nem John responderam. Tomás riu.

– Bem, não faz diferença! Temos aqui uma ótima reunião familiar! Papai e mamãe estariam tão orgulhosos! – Tomás ordenou com um gesto que os seguranças depositassem Mycroft na cadeira na frente da mesa onde Molly e Mary estavam escondidas. Mycroft as viu, mas elas imediatamente fizeram sinal para que ele nada falasse. Mycroft apenas revirou os olhos com impaciência.

– E agora, vai nos matar?! – disse Mycroft com seu tom sarcástico costumeiro.

Tomás sorriu na direção do irmão mais velho.

– Não seria muito mais do que vocês dois merecem!

– Por favor, Tomás! Não seja ridículo ao ponto de usar essa encenação do “irmão revoltado pela falta de carinho”! – falou Mycroft – Você seguiu esse caminho apenas por que era o que mais lhe convinha!

– São sempre os do meio! – falou Sherlock, em tom de despreocupação.

– Eu avisei nossos pais inúmeras vezes sobre isso! – concordou Mycroft.

– CALEM A BOCA! – gritou Tomás, assumindo uma feição assustadora. – Parem de fazer esse joguinho! Vocês não estão no controle, caso não tenham percebido! Eu estou!

– Ele herdou isso de você, sem dúvida! – disse Sherlock para Mycrfot, novamente no tom de despreocupação.

– O que te faz pensar que foi de mim? – protestou o outro.

– Essa mania de grandeza, de sempre querer ser o melhor!

– Eu sou o melhor! – falou Mycroft em um tom quase ameaçador.

– Viu, ele herdou isso de você!

– CHEGA! – Tomás sacou sua arma e apontou na direção dos irmãos – Vocês dois não continuarão me ignorando!

Sherlock e Mycroft olharam para Tomás. Um silêncio se fez no local.

– Vocês tinham mesmo que provoca-lo? – sussurrou John para Sherlock.

– Bem, se vai nos matar, surgiro que faça isso mais rápido! Ou você corre o risco de ser interrompido! – informou Mycroft calmamente – Ou você acha que pode sequestrar o Ministro da Defesa e que ficará tudo bem?

Tomás olhava de Mycroft para Sherlock, visivelmente confuso.

– Tic,tac,tic,tac! – falava Sherlock, imitando um relógio.

John lançou um olhar de raiva para um amigo. Não se deveria provocar um homem com uma arma na mão.

– Você ainda tem cinco minutos! – informou Mycrfot consultando seu celular – Anthea acaba de me avisar que já está com a minha localização!

Tomás então pareceu tomar uma decisão, ele mirou em Mycrfot e destravou a arma. Sherlock ficou em alerta. Tomás ia mesmo atirar?

– Adeus querido irmão! – falou Tomás exibindo um sorriso.

Antes que Sherlock pudesse fazer qualquer coisa, o barulho de tiro ecoou pela sala aonde estavam. O detetive sentiu seu coração parar. Mycroft morrera? Ele havia sido atingido por Tomás? Sherlock correu em direção de Mycroft e de repente, ele respirou aliviado. Mycroft estava bem, sem um único ferimento. Um barulho de alguém caindo no chão se fez, era Tomás. Ele havia sido baleado, não Mycrfot! Mas por quem?

Sherlock olhou para baixo e viu Molly com sua arma ainda soltando fumaça. Ela havia atirado, ela havia salvado a vida de Mycrfot.

– Molly! – exclamou Sherlock surpreso. – Você...

Os seguranças de Tomás reagiram, e agora foi a vez de John agir. O detetive vendo a dificuldade do amigo, correu para ajuda-lo. Rapidamente, eles detiveram os dois seguranças.

– Mycroft falando! – atendeu o celular enquanto os outros dois finalizavam os seguranças – Sim, está tudo bem, mas é melhor mandarem uma ambulância, temos uma mulher em trabalho de parto aqui!

Ao ouvir isso, John entrou em pânico e correu para a mesa onde Molly e Mary estavam escondidas. Ele viu a esposa se contorcendo e muita água no chão. A bolsa havia estourado.

– Mary! Eu disse para ir pra casa! – falou John em bronca.

– John, agora não é a hora! – repreendeu Molly enquanto prendia os cabelos e posicionava a amiga no chão – A ambulância não vai chegar a tempo, rápido, eu preciso de ajuda aqui!

Mary, que segurou a vontade de gritar durante todo aquele tempo, vendo que Tomás enfim estava morto, gritou a vontade agora.

– Me tragam água quente, preciso de alguma coisa alcoólica também! E toalhas! — pediu Molly para Sherlock e John. Os dois, no entanto, estavam em pânico com a cena que se formava. Molly virou-se para eles novamente, dessa vez gritando – AGORA!!!

De repente eles acordaram do choque e saíram correndo atrás das coisas que Molly havia solicitado. Mycroft já havia retirado seu paletó e suspendido sua manga. Segurou a mão de Mary e a auxiliava.

– Respire calmamente, calmamente! – falava com uma calma na voz nunca antes ouvida por ninguém.

Molly sorriu para ele, já ele estava encabulado demais para retribuir.

Sherlock e John chegaram com as coisas que Molly havia pedido. Felizmente a cozinha estava funcionando, e Sherlock pode aquecer a água. John não achou toalhas, mas achou algumas roupas, que por sorte estavam limpas. Já a coisa alcoólica, Molly teve que se contentar com o uísque que John encontrara.

Em apenas alguns minutos, um choro de um bebe sadio ecoou por toda a sala. Molly cortou o cordão umbilical com uma tesoura que estava em cima da mesa aonde elas tinham ficado escondidas. Limpou o bebe e Mary com a água que Sherlock trouxera e enrolou o bebe nas roupas que John encontrou. Era uma linda menininha. Mary e John choraram de felicidade quando Molly lhes entregou a bebe limpa e enroladinha nas roupas.

– Molly! – começou Mary chorosa – Nem sei como agradecer!

Molly apenas sorriu para a amiga.

–Mycroft, você também! – falou Mary. O mais velho dos Holmes apenas acenou com a cabeça.

Nessa hora, Anthea, os outros homens de Mycroft e alguns enfermeiros com uma maca chegaram. Os enfermeiros colocaram Mary na maca e a levaram para fora. John os acompanhou.

– Bem, parece que tudo terminou bem! – falou Mycroft para o irmão enquanto recolocava o paletó.

Sherlock apenas assentiu com a cabeça.

– Pode deixar que eu vou cuidar dele agora! – disse Mycroft apontando para Tomás com a cabeça – No momento acho que você deve aproveitar esse momento de paz agora! – e lançou um olhar furtivo em direção a Molly, que limpava-se com a água restante – Foi uma boa escolha, Sherlock!

Sherlock sorriu para o irmão.

– Bem, adeus! – completou Mycrfot, indo embora.

Sherlock despediu-se do irmão com um aceno de cabeça. Assim que Mycrfot e Anthe se retiraram, Sherlock foi em direção à Molly.

– Você esteve incrível hoje! – falou o detetive atrás da legista.

Molly sorriu.

– Só fiz o que uma médica normal faria! – minimizou – Além do mais, eu também estava morrendo de medo de que algo desse errado!

– Não foi só o parto, você salvou Mycroft! Com um tiro bem certeiro, me atrevo a dizer! E me atrevo a dizer também, que duvido que tenha sido sorte de principiante!

Molly riu, agora encabulada.

– Não foi! – Molly se aproximou de Sherlock, como se fosse contar um segredo – eu fiz aulas particulares!

Sherlock pareceu impressionado.

– Mas não conte a Mary, eu disse que foi meu pai que me ensinou! – complementou a garota, agora com seu tom normal. – Não queria que ela pensasse que sou perigosa ou algo do tipo!

Sherlock riu e abraçou Molly por trás.

– Você é incrível Molly Hopper-Holmes! Absolutamente incrível!

Molly sentiu seu rosto corar.

– Acho que você ganhou muitos pontos com Mycroft hoje! – falou Sherlock ao pé do ouvido da garota.

– Bem, somos uma família, não somos?! Temos que fazer tudo pela nossa família!

Sherlock não pode resistir a isso. Ele a beijou tão profundamente quanto sua gratidão. A gratidão infinita que ele nutria por Molly. Por tudo o que ela havia feito e por tudo o que ela era. Mycroft tinha razão, ele escolhera bem!

– O que acha de ser minha parceira no crime, Molly?! Acredito que John deva estar meio ocupado por conta do bebe de agora em diante! – perguntou o detetive após se separarem.

– Sherlock, seu bobo! Eu sempre fui sua parceira! – respondeu a garota com um sorriso enorme no rosto.

Sherlock também não pode resistir a isso, aliais, ele sabia que jamais poderia resistir a nada quando se tratasse de Molly. Ele a beijou novamente. E beijaria mil vezes mais, não fosse a chegada da atrasada Scotland Yard, querendo informações sobre o que havia acontecido. Molly e Sherlock saíram de fininho e foram para o hospital ver Mary e John.

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Epílogo

– John, Emily está definitivamente convocada para o nosso próximo caso!

Os dois casais estavam reunidos na Baker Street, dessa vez, a única razão do encontro não era um psicopata solto por ai, mas sim apenas uma visita amistosa.

– Ela só tem 3 meses, Sherlock! – protestou o médico.

– Foi com essa idade que eu comecei a falar! – rebateu o detetive com a pequena garotinha em seu colo. – Além do mais, eu já consigo ver que graças a Deus, ela herdou a inteligência da mãe.

John lhe lançou um olhar desagradável.

– Vamos, parem com isso! – falou Mary se sentando ao lado de John, segurando um chá gelado na mão – Minha filha vai ter uma vida bem normal, Sr. Holmes, não pense em aliciá-la! – e piscou para o detetive, que lhe sorriu em retribuição.

– Estou surpresa com você, Sherlock! Não pensei que gostasse tanto de crianças! – disse Molly com uma bandeja com chás gelados para todos.

– Bem, não é que goste – começou enquanto brincava com Emily – mas ultimamente não acho que seja uma idéia tão ruim!

– Bem, você tem mais 7 meses para treinar com Emily! – informou Molly entregando ao marido um copo com chá gelado.

Sherlock e John olharam atônitos para Molly. Mary lhe lançou olhares de cumplicidade.

– Você está grávida?! – falou Sherlock visivelmente empolgado, entregando Emily para Mary.

– Ora, por favor! Para um gênio da dedução, você está meio lerdo! – brincou Molly.

Sherlock riu e agarrou a esposa pela cintura. Ele a levantou e a rodopiou pelo ar.

John e Mary riram da cena. Estavam felizes pelos amigos.

– Hora, parece que a alegria encheu esse lugar! Acho que devo voltar outra hora! – falou Mycroft que acabara de chegar.

Sherlock colocou Molly no chão, foi até o irmão e o beijou.

– Olá, titio! – disse o detetive para o Holmes mais velho.

– Oh deus, não! – falou Mycroft com seu humor habitual – Você não se transformou naquele tipo de pessoa irritante que fica feliz por uma coisa tão banal quanto essa!

Sherlock fingiu parar e pensar e sem demorar muito, voltou-se para o irmão e respondeu sorrindo.

– Sim, me tornei!

E voltou correndo para Molly e a abraçou.

– Graças a você! – disse ao ouvido da esposa.

Tudo estava realmente bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.