Corpus

5 Capítulo 5


Fato: acordar com ressaca não é a primeira melhor coisa do mundo e nem a segunda devo dizer. E com a cabeça latejando me pergunto, qual o motivo para beber mesmo?

Abri meus olhos devido à forte claridade proveniente da janela que tinha plena certeza de ter fechado juntamente com as cortinas ontem, ou não? Pensando bem, não me lembro de quase nada do que aconteceu, exceto...

- Isabella Marie Brandon! O que significam essas manchas roxas no seu pulso? – Já sabia da onde vinha toda luz.

- Não sei do que está falando Allie e faz um favor, apaga a luz que eu preciso dormir mais! — Virei de frente na cama e coloquei o travesseiro sobre o rosto.

- CARALHOOOOOOOOOOOOOOO! Que marcas são essas na sua barriga e cadê a porra da sua calcinha?! – Ok, agora eu estava acordada.

Alice subiu na minha cama e já foi pondo do dedo sobre as marcas.

- Aiiiii, tira o dedo daí Allie. – Sentei na cama e olhei minha barriga com aquelas oito conhecidas marquinhas.

Passei minha mão sobre elas lembrando lentamente de tudo que havia acontecido, para não piorar a dor de cabeça.

- Bella, conta pra mim. Sou sua irmã. Foi o cara que te atacou na boate e que os seguranças bateram e colocaram pra fora? – perguntava enquanto passava os dedos sobre meu punho.

- Que cara Alice? Do que você está falando?

- Ué, do idiota que te agarrou na mesa e por isso você chamou o segurança. Ele disse que você estava chorando de soluçar e que tinha marcas roxas no braço. – Allie tomou meu pulso e levantou na altura dos meus olhos. — Aqui Bellinha, olha o que o idiota lhe fez. Bem feito para ele agora, deve estar descadeirado ou mesmo morto em algum beco perto da boate. – afirmava enquanto seus olhos focavam minha cintura.

- Alice, eu nem sei de quem você está falando. Essas marcas são resultados de mais uma noite nas mãos do canalha e, mágico nas horas vagas, Ed.

Falar seu nome me embargou e grossas lágrimas caíram. Alice me pegou em seu colo e me confortou.

- Eita irmãzinha, é só eu te deixar sozinha e olha o que acontece... Tá toda roxa. Me desculpa minha linda, não faço mais isso.

- Não... Não... Não foi sua culpa Allie, foi minha. Mas eu não sei o que acontece comigo quando encontro aqueles olhos verdes. Eu simplesmente não consigo me segurar e acabo me entregando. — Essa era a mais pura verdade, Ed simplesmente me deslumbrava e me dominava. Ed mandava em mim, assim como havia me dito.

Continuei abraçada a Alice por um tempo até que a dor de cabeça diminuiu, com o cafuné que ela fez em meus cabelos e com nossos papos sobre nossa infância.

- Alice, onde diabos você se meteu ontem na balada? Eu mandei torpedos, liguei e nada.

- Desculpa mesmo irmã, mas Jasper disse que seu empresário sentaria conosco, porém o moço não apareceu. Fiquei na mesa por um tempo e como você não voltava, fui até o banheiro lhe procurar. Na porta, uma garota informou que o banheiro estava vazio, exceto por dois assanhados em um box.

Não pude deixar de rir ao lembrar nossa loucura. Estávamos ficando bons em banheiros, mas agora não havia mais um nós. Enquanto isso, Alice continuava a narrar suas desventuras.

- Enfim, lhe procurei pela balada, mas começou a ficar lotada. Sabia que você iria encontrar um canto sem ninguém já que estava sozinha e só sairia dali a hora em que me visse. Por falar nisso, como está sua fobia?

- Alice, continua a sua saga que a minha eu conto depois, por favor!

- Ok,ok. Bem, comecei a andar pelos cantinhos escuros e vazios, mas só encontrava casais em meio à amassos. Parei pra falar com aquele segurança e o avisei que estava à sua procura. Continuei até chegar em frente ao palco e consegui que Jasper me entendesse. – Alice fazia gestos com a mão mostrando sua tática de “Jasper? Amor? Tá vendo minha irmã?” Com as mãos ao redor da boca e a cabeça balançando feito boneco de posto de gasolina.

- Sei Alice, sei. E aí?

- Bem, quando o Jasper conseguiu entender, passou a olhar pela multidão até que viu uma garota desmaiar e o segurança a levar. Daí ouve o primeiro intervalo e eu fui me encontrar com ele na coxia. Saímos lhe procurando pela casa, mas paramos algumas vezes sabe? – Alice fazia uma carinha de “fiz bobagens, tá”.

- Claro minha irmã, claro... Enfim sua noite foi de momentos prazerosos e uma caça ao tesouro, que no caso era eu!

- Sim e não... Bom, Jasper teve que voltar ao palco para as últimas músicas enquanto eu continuei a lhe procurar. Quando cansei e parei na frente do palco mais uma vez, Jaz fez sinal de que você estava na nossa mesa e então ele encerrou o show. Foi quando encontrei com o empresário dele e acabei me perdendo na conversa sobre a banda deles associarem a imagem à minha nova loja.

- Ok, senhorita “Eu sou a mais nova empresária do ano” e o resto da noite eu já sei... Você se perdeu no papo, chegou na mesa e não me achou, o segurança por sua vez disse que eu tinha sido “molestada”, você veio pro apê e bingo, me acordou!

- Isso! Mas Bella, e o seu Ed?

- Ele sumiu, simplesmente disse que ia falar com a galera dele, e sumiu. Ainda deixei o nome do nosso hotel, caso ele nos perdêssemos, mas pelo jeito nada!

- Nada entre aspas né Bella, afinal que nome você deu a ele?

- Eu tenho outro nome que não seja Isabella, cara irmã loira e louca...

- BELLA! Acha mesmo que papai e mamãe nos registraram com nosso sobrenome mesmo? Os funcionários nos conhecem, mas para qualquer outra pessoa estamos com o sobrenome de solteira da mamãe: Swan.

- Eu odeio a mania dos nossos pais de verem filmes policiais e CSI. Perai... Alice então ele pode ter vindo me procurar não é?

- Acho que sim... mas se você...

Não a deixei terminar a frase, levantei correndo da cama parando apenas pela leve tontura e continuei a correr em direção da porta.

- PELADA MESMO???Onde pensa que vai nua assim? Aqui não é o paraíso para você ficar andando pelada...

Ops! Havia me esquecido desse detalhe. Parei com a mão na maçaneta escutando a gargalhada de Alice.

- Que tal você tomar um banho, se trocar e então descemos? Você vê seus “recados” e vamos até a loja?

- Ok. Você venceu. – Com um sorriso doce, minha irmã me deu um beijo e foi para seu quarto.

Após um banho relaxante, uma aspirina e uma arrumadinha na aparência (claro que obra de Alice), fomos até a recepção.

- Bom dia, digo, tarde... Enfim, tem algum recado pra mim?

- A boa tarde Senhorita Brandon, espero que o ocorrido na noite anterior não se repita co- – Não consegui deixar a mocinha terminar com suas baboseira.

- Então, tem algum recado pra mim?

- Bom, apenas um jovem senhor Edward passou pelo hotel, porém como ele não sabia o nome com o qual a senhorita estava registrada, John nosso recepcionista da madrugada, não lhe incomodou e nem informou que a senhorita está instalada aqui.

Bufei! Não, fala sério! O mundo conspira para quando se quer uma noite de sono e amor decente! Não era possível!

- Ele deixou algum telefone, email, recado, data de aniversário? Enfim, ele deixou algum recado?

- Lamento senhorita, mas não consta nenhum recado.

- Bella, vamos para a loja, afinal como Ed poderia deixar algum recado para você, se o tal de John disse que você não estava aqui no hotel... – Alice tinha razão, mas meu coração não me permitia pensar em mais nada.

Ele havia me procurado, ele havia corrido atrás de mim. Não era tarde e nem muito menos cedo para que déssemos certo.

- Alice, preciso descobrir mais alguma coisa sobre ele... Como irei achá-lo nessa cidade imensa?

- Vamos colher a impressão digital que você carrega... – Alice gargalhava.

- Engraçadinha. – Dei de língua para aquela coisa que era minha irmã.

O carro do hotel já no esperava e rapidamente nos levou até a Rodeo Drive, endereço da loja de Alice.

- Sabe Bells, agora pelo menos você sabe que o nome dele é Edward.

- Alice nós nos apresentamos ontem... Edward Cajen? Edward Caullin? Edward Caim? Droga!!! Porque bebi? Agora nem o sobrenome dele me lembro.

- Acalme-se. Chegamos à loja, depois você pode usar o computador e procurar a digital do seu mocinho... — Alice dizia sorrindo enquanto saia do carro.

A loja era simples, instalada em uma Boulevard cercada por lojas de renome. DASH era toda de vidros fumês e de fácil acesso. Alice estava certa, com uma ótima propaganda a loja tinha tudo para dar mais certo do que nunca.

- Allie, é linda e completa! Parabéns minha irmã, seu sonho está completando o meu! – Disse dando-lhe um abraço apertado.

- Então venha, vamos abrir a porta juntas. – Andamos até a porta e a empurramos com a mão direita e botando nossos pés direitos dentro da loja.

A loja estava vazia, exceto pela vendedora que estava encostada no balcão e por uma garota no telefone rindo escandalosamente atrás do balcão.

- Olá, DASH, em que posso ajudá-las? – A garota que nos atendeu com uma postura de vagabunda e logo estourando uma bola de chiclete praticamente na cara de Alice.

Alice olhou para mim fazendo sinais de ira. A garota continuou com sua pose e Alice passou por ela indo até o balcão.

- Oi você é Kim?

-... Então, peraí... Chegou uma miniatura aqui, vou atender e já te ligo Rob. Beijo amor! Oi o que você quer?

- PRIMEIRO: Quero você e a outra menina na rua já! Meu advogado entrará em contato com ambas. ESTÃO DESPEDIDAS! — Alice praticamente botou a loja abaixo com seus gritos.

Nunca havia visto pessoas sendo despedidas, mas garanto que aquela era a pior maneira. Ambas saíram da loja aos prantos enquanto Alice tentava se acalmar apoiando no balcão.

- Isso é que assumir com postura! – Falei em meio às risadas que Alice e eu começamos a dar.

- Entende que agora teremos que trabalhar não é? Sem as duas aqui, precisaremos conhecer a loja por nós mesmos. – Alice dizia com um meio sorriso formado.

- Alice, nada segura as irmãs Brandon! BATE AQUI o/

- É isso mesmo Bellinha! \\o

Fui para trás do balcão para acessar os dados da loja, enquanto que Alice vasculhava cada prateleira daquela que seria sua segurança de vida. Os dados mostravam que a situação era boa, pouco estoque encalhado, alto capital de giro (entrada e saída de dinheiro minha gente) e muitos, mais muitos clientes famosos no cadastro.

- Podemos investir pesadamente na publicidade Alice. Temos clientes potenciais com os quais podemos negociar vendagem e aparições. – Estava me associando melhor com a escolha de Alice e a minha fraca possibilidade administrativa. Pude confirmar o tino para negócios de minha irmã.

- Isso não vai ser necessário agora baby. Vamos ter a banda de Jazz, que irão se vestir com as nossas roupas, nos divulgará nos shows. Além do que, pretendo fazer uma festa de inauguração com uma mega apresentação deles. – Alice estava tão empolgada que não quis interrompê-la quando vi Jasper na porta e essa eu não iria perder...

- Então me diga, o lance com Jasper como está?

- Não sei Bella. Em parte queria ser livre para segui-lo em todos os shows pelo mundo afora, mas se ele conquistou tudo por minha causa, sinto que devo me formar junto com você para ter uma profissão e ser digna dele, me entende? – Seus olhos estavam com um brilho incrível enquanto falava dele. Ele estava boquiaberto e encantado pelo que havia escutado.

- Mesmo se você fosse apenas uma mocinha encantadora e simples, EU faria tudo que fiz por você novamente, Alice Brandon. – Jasper se manifestou fazendo com que Alice desse um pulo e olhasse para ele.

- Jazz!!!! Diga que não está há muito tempo aqui, diga! – Alice praticamente se jogou em seus braços.

Jasper me olhou e eu assenti.

- O bastante para confirmar que estava certo em mudar por você! Eu te amo minha baixinha. — Os dois eram perfeitos, os opostos que se completavam. Alice estava entregue aos beijos e Jasper absorto em seus braços. Não era muito do meu feitio interromper um casal, mas meu estomago resolveu lembrar-me que era necessário preencher seu vazio.

- Pombinhos? Que tal irem se pegar em algum restaurante enquanto eu fico aqui na loja arrumando as coisas e vocês me trazem algo depois?

Entramos em um acordo, Alice e Jazz saíram para pegar comida e eu fiquei com a loja que ficaria fechada hoje até conseguirmos nos entender com o sistema e o estoque.

Após saírem, recolhi o tapete (N/A: Nos EUA, tirar o tapete da porta, significa estar fechados para clientes), encostei as portas e me virei já pegando as roupas que estavam sobre as bancadas para dobrá-las, afinal precisava pegar prática se quisesse saber tudo dentro da loja e ser responsável por fazer meu próprio pagamento.

Fui até o balcão e aumentei o som.

(Música do post: Kate Perry – Hot ‘n Cold)

Voltei para a bancada e retomei a dobra das roupas, a música me envolvia e me remetia aos últimos acontecimentos... Senti-me untando com as lembranças.

As mãos de Ed percorrendo meu corpo...

O aperto naquele banheiro do avião... E que avião senhor!

E como ele me preenchia, me envolvia...

Fiquei perdida em pensamentos e sensações, parando apenas quando um gemido escapou por meus lábios e eu comecei a rir. Que situação! Aquele homem realmente me deixava louca, mas ele sabia como fazê-lo.

Passei um bom tempo dobrando as roupas ali, até que ouvi a porta sendo aberta.

- Desculpe, estamos fechados hoje. Volte amanhã. – Disse sem fitar quem havia entrado.

- DEUS É MEU PAI, CERTEZA! – Aquela voz não! Virei em direção à porta e ele estava ali parado a porta me olhando atônito.

Não tive tempo nem de olhá-lo direito e já senti seus braços ao meu redor. Seu cheiro me inebriou e percebi sua boca procurando a minha. Sua língua pediu passagem e não tive forças para negar, aquela sensação era indescritível e necessária ao meu corpo! Em instantes estava entregue novamente àquele homem que não demoraria a me abandonar novamente ou sumir ou mesmo dizer que iria comprar pão na esquina e depois de quinze anos reaparecesse. Não! Não podia sucumbir novamente.

- ME LARGA! – Gritei e o empurrei.

- Nossa como estamos bravas hoje. – dizia em meio ao sorriso de cafajeste conhecido.

- Estamos mesmo. Vai ver que ficar sozinha em uma balada, ser atacada por um idiota e acabar a noite bêbada e sozinha mais uma vez, me deixa muito brava!

- Mas eu te procurei! Fui até o seu hotel, mas disseram que não tinha nenhuma Isabella instalada lá. Queria que eu fizesse o quê? – Ed gesticulava e passava as mãos pelo cabelo em pleno nervosismo.

- Sei lá o que eu queria que você fizesse, mas PORRA estou cansada de num minuto estar nos seus braços feliz e no outro sozinha e perdida. Eu não faço a menor idéia de como continuar com isso... – Era isso, não fazia a menor idéia de como seguir com esse louco.

- Sabe, eu também estou cansado disso, mas não faço a menor idéia do que fazer daqui para frente. Minha vida está um caos, meu trabalho me consome, não sei o que é ter uma casa fixa há anos. – Ed falava sem pensar, apenas jogando as palavras.

- Então me procure quando souber o que fazer da sua vida. Agora já sabe onde trabalho. – Ok, eu estava sendo infantil e louca ao, tecnicamente, dispensar aquele deus do sexo, mas eu precisava pensar mais em mim.

Vi a expressão de Ed passando de nervoso a triste num segundo. Meu corpo desejava voltar aos seus braços e o completá-lo. Meu coração tinha acabado de se partir, mas a razão estava falando alto e eu estava voltando a ser a Isabella de antigamente.

Ed veio a mim e me deu um último abraço. Simples e frio e assim, ele foi embora.

Assim que a porta se fechou as lágrimas surgiram quentes e salgadas, percorrendo minha face até alcançar meus lábios. Senti novamente seu gosto e procurei memorizá-lo. Naquele instante tive a máxima certeza, Edward havia levado meu coração com ele. Talvez meu ponto G também.

Continuei com a tristeza aparente, mas me proibi chorar novamente, eu havia escolhido esse caminho e agora precisava voltar a focar em mim. Estabeleci metas e desejos. Iria ser como Jasper: focaria na minha profissão para ser algo melhor e poder oferecer algo a mais e então encontraria Edward novamente.

Alice e Jasper voltaram uma hora após Edward ter vindo e ido, minha expressão permanecia séria, mas meu nariz me denunciou.

- Bella, virou a rena do nariz vermelho por quê? – Alice era uma excelente irmã, não?

- Por nada Alice, por nada. Bem, já arrumei as roupas aqui da frente da loja, olhei o estoque e arrumei os dados no computador. Está tudo certo para amanhã abrirmos de vez. Se me permitem, vou embora.

- Ah não Isa, fica aí. Vamos sentar e ver o que podemos fazer para nos ajudar, a banda ajuda a loja e a loja ajuda a banda, assim posso ficar mais com minha Alice. Meu empresário já deveria estar aqui por falar nisso. – Jaz estava abraçado a Alice e a rodava no meio da loja.

- Bem... Ok, eu fico, mas cadê minha comida? – Nada melhor do que ocupar minha cabeça com MEU emprego.

- Xi, JAZZ eu disse que estávamos esquecendo de alguma coisa! – Alice deu um tapa no ombro de Jazz e ambos começaram a rir.

- Então ta, vou dar uma volta e providenciar comida. Volto daqui a pouco e, por favor, não façam “arte” no estoque, acabei de arrumar hein!

Saí da loja escutando os risinhos abafados de ambos. Segui andando pela Boulevard a procura de algo saboroso para comer, afinal, no meu estado de espírito meu lado de ex-gordinha estava gritando por um sanduba e um enorme pote de sorvete. Sim eu sou como qualquer pessoa que desconta seus problemas na comida ok?

Acabei encontrando um Subway da vida, pelo menos seria um sanduba light. Fiz meu pedido e sentei à mesa que dava praticamente de frente a entrada da loja e ali fiquei até terminar meu lanche.

Não queria voltar para a loja, mas havia me comprometido a conversar com o tal empresário para a divulgação da loja e eu precisava fazer isso dar certo, pelo bem de Alice.

Meu celular tocou e no visor Papi’s.

- Papai que saudades!

- Bella minha linda como vão as coisas em Los Angeles? Tenho falado mais com Alice do que com você e estava ficando preocupado.

- Não fique paps. Tenho ótimas noticias, convenci Alice a estudar comigo já que ela havia encaminhado sua documentação também. Acabamos de entrar na loja e pai, você não imagina o tino para negócios de sua filhota...

- Fico imensamente feliz, mas...

- Filha?

- Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!! Saudades de ouvir sua voz. – Lágrimas começaram a rolar e toda a minha pose de forte estava ruindo, eu precisava de colo.

- Nossa filha. – meu pai e minha mãe falaram ao mesmo tempo. – Acho que precisamos ir para Los Angeles meu amor, Bella não está bem. Interrompi ambos.

– Não, me desculpem, estou bem sim, mas acho que é a saudades mesmo. Estou feliz com a universidade, feliz que Alice vai estudar comigo e mais ainda porque a loja não será um cabide para vocês mandarem dinheiro para nós. Vamos fazer a loja pagar nossas contas, mãe. Eu e Alice vamos triunfar aqui em LA.

- Fico tão feliz ao ouvir isso minha filha. Sentimos muita saudades de você e Alice, mas ajudar os mais necessitados tem nos dado tanto prazer. Nos faz úteis ao mundo, entende?

- Claro mãe. Que bom falar com vocês. Vou falar para Alice que vocês ligaram para mim, ela vai ficar feliz.

- Que bom minha filha, qualquer coisa nos ligue. Amamos vocês. Beijos

- Beijos pai, mãe. Amo vocês também!

Cara, de boa, não existe coisa melhor que pai e mãe. O amor que recebi deles por esse telefonema me abasteceu e fui para a loja.

Assim que parei a porta da loja, reconheci aqueles cabelos dourados, ele havia voltado. Eu não podia encará-lo, não agora, não já. Peguei meu celular e liguei para o motorista vir me buscar e continuei a nadar pela Boulevard. Assim que entrei no carro, mandei um torpedo para minha irmã.

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Para: Allie

De: Bells

Fui para o hotel. Falei com papis e mamys. Converso com vc depois.

Dor de cabeça.

B.

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Sim, dor de cabeça, afinal era isso que Ed significava para mim.

Entrei no hotel e subi direto e reto para meu quarto. Tirei minha roupa pelo caminho e me lancei sem noção de tempo àquela gigante banheira. Fiquei imersa em meus pensamentos por horas a fio e peguei no sono.

Edward vinha por meu corpo e percorria com suas mãos hábeis me tateando e me explorando. Sentia seu pau contra minha coxa e sua língua em meu pescoço. Aquele arrepio gelado quando ele mordia meu pescoço e o assoprava, minhas pernas se abrindo e seu pau brincando em minha entrada. Seus dedos dentro de mim e sua mão boba na minha bunda. Senti um dedo me penetrar o rabo. Olhei em seus olhos e senti sua pulsação, Edward ia me invadir...

Afoguei! Caralho! Dormir na banheira devia ser proibido por lei. Quase morri afogada.

A água estava gélida e meu corpo já estava mais enrugado que maracujá de gaveta velho. Me sequei e vesti o robe do hotel. Lancei-me na cama e liguei um pouco o aquecedor. A temperatura havia caído e comecei a ficar com friozinho. Liguei a TV, “Behind The Scenes: Twilight”. Fiquei absorta na história, afinal por que eu não podia ser como Kristen e Robert? Um amor mais impossível que o meu, mas dava certo. Ódio!

Desliguei a Tv e fui separar os documentos necessários para ir à universidade amanhã. Escutei quando Alice chegou com Jasper, afinal a tentativa de ambos em não fazer barulho havia acabado no momento em que Alice colocou a chave na fechadura.

Minha irmã estava feliz e eu só podia invejá-la, afinal ela faria sexo essa noite e eu, bem, eu ficaria chupando o dedo, se me entendem...

Notas finais
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Mayh.... É pra vc!
( E claro que antes é da Rachel tá)
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