Corpus
49 Capítulo 35
Notas iniciais
A Belle etsá grávidissima e não tenho enviado para ela... Afinal, ela é como nossa Bella e ngm quer mexer com ela.
Flor, esse cap é para você. Dois anos de uma linda amizade e agora a Gabi para coroar!
Bjkas
- Maldita provocadora.
Cai na gargalhada no momento em que Ed me jogou novamente na casa. Sem saber realmente o que havia acontecido naquela biblioteca, mas vendo que meu futuro marido estava em paz com isso, eu finalmente ficaria em paz também.
Aquele banheiro se pudesse falar, tenho certeza que daria uma estória desesperadora, digna de roteiro de filme pornô, exceto que nunca Ed iria ser o protagonista… Não se ele quisesse manter aquele pau delicioso vivo, pulsante, duro, grosso, latejante… Ai Ai…
Por mim.
Era ciúmes? Talvez, mas naquele momento eu tinha certeza que precisava me sentir amada. Seria amada ou desejada? Não faço a menor idéia, mas meu corpo possuía um novo desejo, algo que não me pertencia.
Eu. Queria. Mastigar. Edward.
Só que faltava era literalmente eu chamando o Ed com aquela voz estranha “Mim quer comida”[1]
A água morna escorria por meu corpo enquanto eu conseguia imaginar o que seriam as mãos de Ed percorrendo cada nova curva do meu corpo. Se eu estava entrando em loucura pelo meu peso? Não mesmo, o que importaria se daqui alguns dias seria mais fácil me pular do que me circular, enfim, não seria problema algum as mudanças do meu corpo abrangendo meu filhote.
Senti minha nuca se arrepiar, sabia que ele estava ali me olhando e não pude deixar de serpentear meu corpo tentando atraí-lo. Seus suspiro confirmava que estava adiantando. Bella rechonchuda 1 x Piranhas esperando pelo meu futuro marido 0.
Definitivamente eu preciso resolver essa coisa dele não ser oficialmente MEU marido. Definitivamente!
- Sua provocadora barata.
Eu queria gargalhar, mas tudo fazia parte do charme… E barata? Convenhamos, até agora eu fui tudo, menos barata.
- Barata não… Até onde eu saiba, vamos gastar muito com esse filho.
Em apenas três passos Ed estava na frente do box e com sua mão contra meu enoooorme ventre. Aposto que ele está se perguntando se realmente estou no começo da gravidez ou lá pelo sétimo mês.
Seria besteira da minha parte ficar neurótica neste momento e deixar de aproveitar o pouco de sexo bom que me sobrava enquanto Ed não percebia quão feia estou ficando. É… Ele já não me vê tão gostosa, já tem o quê… Uns cinco minutos, vinte minutos que estava ali, só imaginando minha bunda enorme e sentindo minha pança. Seria melhor se eu começasse a ser enérgica com ele.
- Caralho… Dá para vir aqui logo? Está ficando frio aqui…
Acho que ele percebeu que eu estava notando seu desinteresse em mim, mas se tinha uma coisa que Ed adorava, era minha tara por ele.
Ele mal chegou perto e já tomei aquele pau, que com certeza ele estava com dificuldade em mantê-lo ereto só olhando para mim… Deus! Quem será que ele imaginou? Scarlett Johanson? Natalie Portman? Senhor!
Acalme-se Bella! Acalme-se!
Eu estava com aquele pau pulsante em minha mão e deixava meu cérebro louco me dominar? Humpf! Eu estava “neuroticando” de vez!
Respirei profundamente e comecei a percorrer sua pele com minha boca. Seus mamilos eriçados esperando por minha rápida dentada ao mesmo tempo que minha unha arranhava por todo seu corpo.
Ele já estava duro, mas quando minha respiração chegou perto da sua ponta, a deliciosa lágrima escorreu pedindo para ser sorvida.
Dos Deuses como sempre.
Acre, levemente adocicado e peculiar ao meu paladar, assim era aquela porra na minha garganta. Pequenas chupadas ao mesmo tempo em que eu tragava aquele pau com minha garganta, fazia com que Ed gemesse.
- Porra Bella, preciso estar em você. AGORA!
Bella rechonchuda 2 x Piranhas esperando pelo meu futuro marido 0.
Há! Toma essa! E eu nem era boa...
Suas mãos eram firmes contra meu braço, ele me queria ali, mas enquanto eu o torturasse eu o manteria cada vez mais comigo. Sem mais nenhum empecilho…
- Porra Bella, eu disse agora.
Se foi o ar mandão ou o leve toque de desespero, em sua voz que me deixaram enlouquecida, eu não sabia, mas definitivamente Ed havia despertado a ninfomaníaca criada por ele.
Seus lábios eram grossos e saborosos, um gosto de chocolate com menta, que me deixava alucinada por saborear mais ainda. Brutalmente sorvi tudo que ele podia me oferecer até que senti sua língua invadir minha boca… Hora de deixá-lo alucinado. A sucção começou lenta… Algo como degustação…
Os gemidos de Ed eram norteadores. A cada pressão que exercia sobre aquela fenda, mais pérolas saborosas ele me fornecia. O ritmo foi se intensificando a cada engolida que dava naquele pau, até que retesei ao sentir que ele queria virar o jogo.
FINALMENTE!
Edward!
Humpf! Duvido que alguma outra mulher o satisfaça como eu. Meu corpo já respondia ao seu toque sem eu nem precisar olhar para onde iam suas mãos. Óbvio que ele estava atrás de me enlouquecer, já que foi direto ao pote, exercendo a pressão quase que precisa para me fazer gozar imediatamente.
Fodido Bastardo!
Eu mal conseguia segurar a sucção naquele pau que logo enchia ainda mais minha boca, fazendo com que eu respirasse apenas pelo nariz para não me engasgar.
Os gemidos que antes eu escutava mais brutos, agora eram sôfregos e curtos: Era eu quem gemia. Droga!
- Vai gozar assim facinho é?
Eu queria rosnar, brigar ou fazer com que ele se ajoelhasse e me desse o que queria imediatamente, mas ele só sabia brincar.
- Ed… Para de brincar com a comida!
A pressão se intensificou e comecei a ordenhar aquele dedo, rezando para que ele preenchesse exatamente minha necessidade de sentir Ed em mim; por Deus, era seus beijos ou seu corpo contra o meu que me deixava mais alucinada?
Minha cabeça já dava piruetas com o fato dele praticamente arrastar seu fôlego por minha pele, me arrepiando toda. Os dedos que não deixaram de acariciar meu corpo diminuíram a intensidade, dando lugar a sua boca que percorria meu ventre.
Mais para baixo! Senhor! Crie uma seta apontando o lugar que preciso de Ed!
AGORA!
A seta não aconteceu.
Nenhuma placa mágica apareceu no meu ventre.
Mas lá estavam as estrelinhas que me cegavam a cada orgasmo alucinante que Ed me dava.
- Sim Ed… Assim.
A indicação da minha necessidade se deu por águas e mais águas que escorriam pelas minhas coxas, e óbvio que aquela boca não sossegaria e deixaria se perder todo o mel que sempre Ed fazia questão de se lambuzar.
Foi a sugada lenta e profunda que me trouxe de volta ao frio azulejo contra minhas costas enquanto Ed continuava sorvendo todo meu mel.
Um segundo vi Ed em minhas coxas e no outro sentia seu pau me invadindo sem dó. Com estocadas rápidas e nada sutis, logo os espasmos estavam de volta fazendo com que eu mordesse meus lábios para que não implorasse por meu orgasmo.
As estocadas eram fundas fazendo com que nossos corpos se unissem ainda mais.
- Eu quero gozar com você. Vamos Bella, goza comigo, goza...
- Eu vou Ed. Eu vou... Não consigo, vou gritar. EDDD…
E com um beijo carregado de amor, sedução, paixão e alguns outros sentimentos que sabia que Ed ainda carregava com ele, meu corpo se encontrou.
Amolecidos.
Bella rechonchuda 3 x Piranhas esperando pelo meu futuro marido 0.
Mas agora eu deixaria o jogador descansar para mais tarde ter o jogo da revanche.
Ed continuava com a respiração lenta e com as mãos apoiadas contra o azulejo me fechando em uma redoma, embora eu sentisse que a necessidade da redoma era mais dele do que outra coisa. Ed estava mais quebrado do que eu poderia imaginar.
Agarrei o sabonete enquanto Ed permanecia com as costas sob o forte jato de água, que mantinha a pressão exata, para relaxar os músculos tensos que se encolhiam a cada vez que minhas mãos o tocavam.
Edward suspirava pesadamente enquanto eu terminava de banhá-lo. Sentia seus espasmos musculares mostrando como seu corpo estava cansado.
— Você não quer ir para a cama me esperar?
Talvez se passe anos e eu não saberia tudo que Edward conversou com sua mãe naquela biblioteca.
Um último suspiro e, Ed me encarou. Seus olhos estavam opacos e longínquos, como se estivesse revivendo cada maldito pesadelo que foi sua infância e adolescência.
- Não esquece que te amo muito?
- Não Love, você é minha sustentação. Sem você eu já estaria devastado, enterrado, soterrado…
- Ok senhor Dramalhão Mexicano, já entendi, agora mova essa bundinha boa para nossa cama enquanto termino meu banho.
- Te espero na cama…
Suas costas curvas e seus braços perto do joelho eram prova viva de que Ed havia entrado nesse banheiro para se esgotar comigo, mas o melhor que eu tinha à fazer era deixá-lo com seus pensamentos para resolvê-lo.
E o melhor que eu tinha a fazer por mim, era comer um sanduíche de pasta de amendoim com patê de atum…
Hum…
Em segundos havia garantido que Ed estava na cama ressonando pesadamente, que eu podia jurar que até nossos amigos saberiam que ele estava esgotado.
Sim! Roncando alto e claro!
Entrei no closet segurando a respiração e logo peguei um dos vestidos simples, rodado e com certeza, idéia de Alice. Em dois minutos estava sobre Edward na cama. Os roncos haviam sido supridos e a respiração estava acelerada, quase que ofegante – claramente um pesadelo.
Minha cabeça deu uma volta homérica e precisei me segurar para não começar a chorar. Algo estava errado comigo.
Sai do closet em desespero já, precisava falar com Ed. Era caso de vida ou morte. Pelo menos para um de nós.
- Ed? Love?
Toquei seu rosto afastando algumas mexas e decorando cada linha de expressão que eu desejava para nosso filho. Eu o queria igualzinho ao pai, fosse menina ou menino, afinal, não seria nada fácil ter filhos parecidos comigo… Muito menos neuróticos.
Sim, neuróticos como eu, que já estava criando mil e um problemas para o fato de Edward não abrir os olhos e nem falar nada.
“Senhor, não permita que minha sex machine morra agora e me deixe aqui obesa e com filho para criar.”
Melhor pedir pelo meu filho, dizem que Deus gosta mais de criança.
“Senhor, deixe que meu filho tenha um pai delicioso, gostoso e maravilhoso para criá-lo”.
Isso, definitivamente pedindo para meu filho, Deus meu ouviria.
Edward continuava respirando pesado, então passei a cutucá-lo. Ergui suas pálpebras, como já tinha visto em alguns filmes e vi que nesse momento ele me olhava como se estivesse perdido. Finalmente podia desabafar…
- Você quer comer alguma coisa? Vou descer…
Ele mal olhou para mim. Definitivamente eu tinha acabado com ele no banheiro.
Deixei-o na cama praticamente babando e resolvi descer. Nas escadas fui capaz de detectar que a casa ainda estava movimentada.
Cheguei à sala e os meninos da banda estavam se rasgando em uma partida alucinada de algum jogo cheio de sangue que não me agradou em nada. Allie e meus pais não estavam por ali, assim como a megera.
Menos mal.
Praticamente percorri uma meia maratona de Nova York atrás de comida, já que algo estava muito mal... E esse mal era meu estomago rugindo para ser alimentado, diga-se de passagem, fartamente alimentado.
Como uma boa família, encontrei-os sentados em torno da mesa da copa conversando com Alfred.
- Boa noite família linda!
- Tá doida? – Alice se mantinha como uma excelente irmã.
- Que foi?
- Isso são roupas Bella? Está quase 10 graus lá fora e você está de vestido? O que deu nessa sua cabeça? Não sabe que não pode…
Em minha cabeça tudo se tornou um monte de blábláblá infinitos vindos de Allie, tudo por conta daquele prato cheiroso sobre a bancada que praticamente me puxava para ele.
- Senhor o que é aquilo? É uma miragem?
- Você não escutou uma vírgula do que eu falei não é?
- O que é isso?
Eu já estava com as mãos sobre um prato ricamente colorido enquanto Allie ainda jogava seus braços e bufava algo como “cobertor para ela”.
Meus pais e Alfred estavam sorrindo enquanto eu peguei cada um dos triângulos coloridos de laranja que magicamente se encaixaram em minha boca. A explosão foi imediata. Um sabor doce, acre, picante, suave… enfim, tudo que um bom prato devia ter.
- Isso combina com tudo… Será que tem chocolate?
- Isabella Brandon! Controle-se! Isso são nachos, não são para comer com chocolate.
Esme olhava como se o que eu tivesse era um crime culinaristico, se é que isso existia em alguma face do mundo.
- Qual é mãe... Isso é muito bom! É surpreendente, é saboroso, é, é…
Foi exatamente o tempo de tentar explicar o que era e tentar pegar mais um para descobrir uma Alice enfurecida que segurava uma manta e já tinha praticamente, jogado a “comida dos Deuses” para um Jazz que agora se deliciava.
- AQUILO É MEU!
- Aquilo é porcaria que você nunca gostou de comer. Não é porque está grávida que vai comer porcaria.
- AQUILO. É. MEU.
Jasper estava praticamente acabando com todos os deliciosos nachos, que para mim, continuariam a se chamar de comida dos Deuses…
- Coma maçã.
- Eu. Não. Quero. Maça.
- Isabella, pare de ser pirracenta. Nunca vi você assim e Alice está certa. Você, mocinha, não deveria comer bobagens agora, não jantou. Precisa se alimentar com legumes e verduras… Muita fibra.
Minha mãe estava falando, mas eu só conseguia me concentrar no movimento fatídico de Jazz entornando o prato para literalmente comer até os farelos daquela delicia. Droga! Fim da discussão, Jazz não deixou nenhunzinho para mim.
- O que você estava dizendo mamãe? Não prestei atenção, enquanto aquele morto de fome finalizava MEU prato.
Todos olhavam para mim surpresos, como seu tivesse acabado de jurar amor ao incrível Hulk. Albert era o único que continuava me olhando feliz.
- Você me entende não é Alfred?
- Sim senhorita… E se existisse alguma dúvida que carrega um filho de Edward, nesse momento eu seria o primeiro a confirmar… Ele é apaixonado por esses pedaços crocantes de milho desde que o conheço, ou seja, antes mesmo de seu nascimento.
- Tá! Tá! Ta vendo como isso não é culpa minha???? É meu filho quem quer comer isso! Vocês não podem negar para o seu futuro neto, ou futuro sobrinho Allie.
Nem eu acreditei em mim, e a prova real foi que nem terminei de falar, cai nas gargalhadas como todos que ali estavam.
Alice foi rápida em pedir um prato bem gostoso para que eu me alimentasse enquanto me sentei e fui generosamente coberta por meu pai. Os assuntos ficaram limitados ao meu casamento com Ed, que obviamente, foi mais que discutido pela minha mãe e por Alice que permanecia contra a idéia de um casamento “fast-food”.
Enquanto estava sendo alimentada, concordei com algumas coisas que só depois subindo as escadas vi a besteira que tinha feito.
Onde eu estava com a cabeça quando concordei em deixar Alice arrumar o casamento?
Abri a porta com uma mão, enquanto que na outra, estava com o prato que Alfred havia preparado para Edward. O cheiro não era muito agradável. Ele disse que era algo com feijões e queijo, e logo meu nariz soube que aquilo não podia ser “legal”.
Ed permanecia esparramado pela cama. Marcas de algumas lágrimas estavam em seu rosto e tive certeza que faria bem em acordá-lo.
- Ed? Love? Vamos amor, abra os olhos… Trouxe alguns petiscos que Alfred deixou para você. Disse que são seus preferidos…
Com os olhinhos baixos e ainda sonolento, Ed se ajeitou na cama me trazendo contra seu peitoral e colocando o prato em seu colo. Vi que eram nachos, mas o que Alfred havia botado no meio deles, me deixou um pouco enojada.
Edward permaneceu por um bom tempo apenas me encarando. Até que suspirou…
- Eu amo você e nunca me deixe esquecer de dizer isso a cada segundo… Entre nós nunca existirá espaço para segredos, mentiras e nunca, nunca iremos passar mais que algumas horas afastados… Prometa Bella.
Seus olhos estavam vidrados e por mais que eu tentasse compreender sua necessidade de resposta, não conseguia apenas prometer.
- Eu queria prometer o mundo para ti meu amor, mas ele seria ínfimo perto do amor que tenho para lhe dar.
- Prometa Bella!
Ele me pedia o impossível.
- Se é isso que vai fazer você melhor, eu prometo o que você quiser… Meu, por enquanto único, amor.
Eu já não amava apenas Edward, amava essa vida que já estava me deixando maluca. Mãe. Eu sou mãe.
- Eu já te disse que queria menino para não ter dor de cabeça? Mas confesso que terei ciúmes dele com você… Ai… Definitivamente eu vou amar nosso filho!
E foi o que eu precisava para explodir de felicidade e esticar meu pescoço para chegar até a boca de Edward.
Nós nos amamos e a prova desse amor estava em mim. Meu filho… ops… Nosso filho.
Confesso que comecei a ajudar Edward a comer... Claro, fazia ele morder a parte com aquela coisa estranha, que suspeito ser o que vou achar cada vez que tiver que trocar a fralda do nosso filho, e comia a parte deliciosa, saborosa, maravilhosa…
Contei aos poucos sobre as decisões do casamento, aproveitando os momentos de “ausência” que Edward tinha a cada vez que esbarrava em minha barriga e ficava encarando como se o bebê fosse naquele momento, surgir do nada e conversar com ele, portanto, não fazia idéia de como ele estava com o monopólio Alice sobre nosso casamento.
Edward parou de escutar quando estava falando sobre a confusão que Alice fez em relação a minha alimentação, eu soube disso, quando senti sua baba sobre meu ombro.
Tirei tudo que havia deixado sobre a cama para nossa alimentação e o arrumei. Cobri seu corpo com a manta que estava embolada em mim e vi que já se passavam das quatro da madrugada, ou seja, SOBREMESA!
Ok! Bella respire.
Sentei na cama, sabendo que Edward estava atrás de mim, e principalmente, sabendo que nenhuma dessas idéias doidas sobre nachos, sorvetes de blueberry, mangas brasileiras, amendoins, me pertenciam. Eu era aquela que discutia com Alice por uma alimentação saudável, a mesma que quando criança pediu para Esme trancar o armário de biscoitos para que não houvesse mais “furtos” na madrugada… Claro, Alice não falou comigo por três enormes dias…
O que estava acontecendo comigo? E não venha dar a desculpa de estar grávida dona Isabella Brandon.
Bufei e decida, coloquei as coisas sobre a mesinha de leitura. Amanhã, ou hoje, assim que acordasse, levaria os pratos e após uma consulta médica, manteria uma dieta equilibrada e perfeita para o nascimento saudável do meu filho.
Puxei as pernas para a cama, comecei a me ajeitar contra Edward quando algo dentro de mim gritava… Pior, gritava mesmo, em alto e bom som: “EU QUERO SORVETE DE BLUEBERRY COM MANGA!” e o pior, agia com meu cérebro, afinal, amanhã, eu começaria uma dieta, então por quê não?
Minhas pernas foram mais rápidas que meu cérebro e quando dei por mim, já estava com o pote de sorvete e as mangas misturadas. As colheradas eram gigantescas e eu não exercia controle algum sobre minha mão que continuava a encher a colher e empurrar guela abaixo.
DEFINITIVAMENTE ESTAR GRÁVIDA É SER HOSPEDEIRA.
Há um alien dentro de mim, e ele está sedento por comidas estranhas.
Finalmente o Alien estava saciado após deixar o pote de sorvete na pia. Eu aceitaria as conseqüências, mas nesse momento, precisava dormir.
Assim que entrei no quarto, o frio me pegou. Fui até o closet para buscar um par de meias de Edward…
Isso é tudo que me lembro.
- Uhaaaaaa.
- Uhaaaaaa.
- Uhaaaaaa.
- Uhaaaaaa.
- Uhaaaaaa.
Longe de tudo… Longe de todos.
Adeus mundo cruel.
-Bel…
- Bella…
Ao longe eu escutava a voz de Edward, que devia estar se despedindo do meu corpo agora sem vida.
- Uhaaaaaa.
- BELLA CARALHO, FALA COMIGO…
Porra! Nem eu no céu o Edward deixa de falar palavrão… Tsc! Tsc!… Porra digo eu! Eu não tava morta… Só meu corpo que resolveu morrer, vomitando ele de dentro pra fora. Reuni todas as forças possíveis e consegui murmurar algo.
- Love?
- Mais que porra! Onde você está?
Respirei algumas vezes pensando em como seria bom deixar Edward colocar uma coleira, ou uma seta luminosa em mim. Forças do além me ajudaram.
- A-Aqui.
O pior já estava passando… As forças já eram maiores, e nada de Edward aparecer para me ajudar. Apelei para o racional.
— PORRA CULLEN…
Em segundos, dois olhos esbugalhados estavam na porta do closet. Literalmente, um cervo sob o ataque assassino de faróis desgovernados.
1 minuto… E ele não se moveu.
5 minutos… E ele não se moveu.
O caralho de uma vida toda e ele não se moveu!
- Vai ficar aí me olhando?
Porque devia estar super legal me olhar mergulhada em coisas roxas, verdes, laranjas, amarelas, enfim... Um arco-íris ao meu redor.
Finalmente ele se moveu, mas suas mãos pareciam ter olhos sedutores para mim. Eu mal estava lidando com uma gravidez… Senhor! Nunca mais passo por isso em toda minha vida.
- Cullen se forem os nove meses assim, nunca mais você coloca suas mãos em mim.
- Love, com o fogo que você estava a pouco tempo atrás, muito me admira se conseguir ficar sem mim por tanto tempo assim… E posso saber como foi que você veio parar aqui com essa ânsia toda?
- Eu… Eu… Eu só queria arrumar um espaço no armário para colocar roupinhas de nenê…
E dizer que ia roubar as meias, ultra maravilhosas, ganhadoras de todos os prêmios de esportista que Edward tinha? Eu estava grávida e não doida!
- Não me olha assim Ed…
E lá estava um dos momentos que provavelmente verei o resto da minha vida. Edward ausente.
- Terra chamando Cullen!
Afinal eu ainda estava jogada no chão, pensando em ter uma séria conversa com meu alien, digo, meu filho… Ele quer comer tudo e depois não quer mais nada? Decida-se meu filho!
- Venha meu amor, venha aqui… Deixa eu cuidar de você.
E finalmente eu estava me sentindo nas nuvens. Mãos fortes e uma rápida inalada naquela pele e eu sabia que estava no meu paraíso particular. Que me amava… Que me ama… Que me ama mesmo?
- Você me ama?
- Você é minha vida Bella. Não posso deixar de te amar nunca.
PQP! E o tesão estava lá. Meu homem. Meu! Meu e de mais ninguém.
- Que bom Cullen, porque definitivamente eu preciso de você em mim…
Esperei ser jogada contra a parede, ou no mínimo que o azulejo estivesse gelado, mas me deparei em ainda estar vestida, molhada e nos braços de Edward que estava com o nariz franzido e cara de… de… Nojo?
- Ainda não entendi por que de estar com esse nariz franzido Cullen?
- Er… Bella, que tal um banho meu amor?
Banho? Banho?
Sério que eu fedia a esse ponto?
Que agora para Edward fazer amor comigo, só com minha cara empurrada contra os azulejos, água já limpando seu corpo para não ter que ter meu cheiro nele? Era o fim… Eu já não conseguia nem segurar as lágrimas que agora já caiam.
- VOCÊ NÃO ME AMA MAIS…
- Shiii Love, eu te amo…
Era uma mentiroso! Ainda conseguia me olhar e dizer que me amava… Mentiroso! Todos eles... Mentirosos...
- FORA!
- FORA CULLEN! VÁ DORMIR NO SOFÁ SE NÃO PODE VIVER COM MEU CHEIRINHO…
E em segundos eu já estava estendida na cama com meu choro e minha falta de amor…
As lágrimas não paravam de brotar enquanto eu via a imagem da família perfeita sendo desfeita por Edward indo embora enquanto eu e meu filho éramos carregados por moscas.
Eu não sei quando parei de chorar, mas sei a hora em que Alice me limpava com uma toalha embebida em água quente e vociferava palavrões para alguém que estava do lado de fora do quarto.
É… Essa gravidez não vai ser nada fácil.
[1] Me want Food – Frase de 30 Rock de uma personagem que acaba ganhando um programa por conta dela. P.S: Eu não vejo esse seriado, mas tenho amigos viciados. Bazzinga!
Notas finais
Foram 16 páginas e se Deus me permitir... Termino Minds esse final de semana, transcrevo na segunda no máximo e tento postar o mais breve possível.
Bjkas e obrigada pela força que tenho recebido atrav´s dos emails/mps e revies.
Obrigada. É por vocês que escrevo!
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