Corpse Party
1 Is your Dead.
Meu nome é Amanda Clarcke, sou professora de uma escola particular em Ohayo, Estados Unidos. Sempre fui de Ohayo nunca consegui me desprender dos laços dessa cidade, sempre ligada aos meus alunos de uma forma amigável. Sempre participava de suas festas do terror e de suas tramoias, em resumo eu era uma criança no corpo de um adulto. A alguns dias ouvi a representante de turma Lucy falar sobre uma escola antiga e assombrada a alguns quarteirões de nossa escola.
A historia contava que a muito tempo em uma escola primaria que só abrigava crianças de diversos estados. Havia um professor que teve sua vida e sonhos arruinados obrigados a trabalhar como professor de crianças. Em uma certa noite ele se cansou de tudo isso e trancou crianças de sete a oito anos na enfermaria da escola. Primeiro deixo-as com muito medo depois começou a estripa-las e por fim esquarteja-las pegando apenas seus olhos de recordação. Após alguns dias do assassinato o professor cansou-se de sua vida e suicidou-se. Reza a lenda que aqueles que entram na escola nunca mais entram, são mortos da mesma forma que as crianças foram.
Para provar aos meus alunos que essa escola não era assombrada decidi esperar a noite cair e entrar no local, já estava cansada deles pensarem tanto nesse local. Ao cair da noite já estava pronta, apenas peguei minha capa de chuva pois acabara de cair uma tempestade, ótima para ajudar no clima da escola assombrada. Me direcionei para fora de minha casa andando pelas ruas desertas sem uma pessoas nelas, pouca iluminada apenas ouvindo as gotas da chuva caírem no chão. Ouvia também o som das trovoadas causando um estrondo ao céu fazendo-me sobressaltar a cada barulho alto.
Ao chegar no portão da escola senti calafrios subir pelo meu corpo deixando-me tensa, o local era simplesmente arrepiante. Respirei fundo e coloquei minhas mãos sobre o metal gélido do portão abrindo-o em seguida. Ouvia o rangido vindo do portão que me deixava cada vez mais agoniada, fechei os olhos tentando me concentrar ao local. A estrutura da escola era simplesmente péssima, de uma qualidade antiga, parecendo que vinha daqueles filmes de terror japoneses. A estrutura que segurava a escola estava toda esburacada e marcada por arranhões também. As janelas estavam todas sujas num tom acinzentado e parcialmente quebradas. As árvores já sem folhagem com a batida do vento, fazia com que os galhos batessem na estrutura fazendo um rangido irritante.
Balancei minha cabeça tentando ter mais foco em meu dever, que era entrar nessa escola para provar aos meus alunos que o local não tinha nada de assombrado, que apenas eram boatos. Me direcionei a porta de madeira principal a onde estava cravejado o nome : “ Escola Elementaria “. Toquei na madeira empurrando sua estrutura para abrir, deparando-me com um local escuro e com um cheiro totalmente nojento que começava a me dar náuseas. Puxei uma lanterna de minha bolsa lateral clicando em seu botão mediano que começava a disparar uma luz no local. Soltei um berro apavorante logo suprimido pelo palmo de minha mão, tinha uma trilha de sangue ao local rodeada por moscas que zumbiam perto de meu ouvido. Ao lado da porta havia um esqueleto pequeno, julgaria ser de uma criança.
O contexto batia com o da historia? Será que a historia era mesmo real? Não podia ser, estava muito estranho para ser. Engoli em seco e segui para frente do corredor a onde a trilha de sangue mostrava. Poderia ser apenas uma pegadinha, mais o cheiro de podre falaria outra coisa, na certa a morte. Ao fim da trilha de sangue me deparei com um corredor apenas contendo uma porta, e estava escrito: “ Enfermaria. ‘’ Fiquei chocada meu corpo não se movia ao ver o nome que estava cravejado na porta. Poderia realmente ser verdade e meus sentimentos diziam que era. Toquei minha mão sobre a maçaneta gélida e agirei abrindo a porta. Estava com medo do que poderia encontrar no local e o cheiro já me indicou o que era, Corpos. Um amontoado de corpos apodrecidos. Comecei a me sentir tonta a medida que entrava na sala, observei ao canto da mesma uma estante de vidro e madeira que dentro havia papeis, bisturis e facas. Me aproximei da mesma abrindo a pequena porta de vidro, busquei a papelada tomando-a em meu colo. Comecei a folhear os registros dos alunos percebendo que na foto de alguns havia um X escrito por sangue. Ao ver o que era derrubei todo o papel sobre o chão, sentindo náuseas.
Curvei meu tronco para alcançar os papei quando ouvi um estralo vindo da estante, que logo após caiu sobre meu corpo. Não sentia minha cintura nem as pernas e comecei a sentir uma dor aguda e forte em minhas costas. Algo molhado começou descer dela e era quente, meu sangue. Tentei mexer meu tórax e virar minha cabeça para ver o que aconteceu, porem a cada movimento fazia um estrago em meu corpo, fazendo-me berrar. Começou a sair lagrimas de meus olhos, porem conseguir ver o que estava de errado, havia facas, bisturis e facas enfiados em minhas costas. Tentei ficar imóvel porem meu corpo tremia fazendo-me berrar em dor. Não estava aguentando essa dor excruciante, baixei meu rosto sobre a madeira tentando me esquecer disso.
Ouvi a porta se abrir e a madeira estralar pois havia alguém vindo em minha direção, achava que estaria a salvo e voltaria viva para casa. Mas a pessoa que estava ao local piso sobre a estante aplicando uma força bruta sobre a sola do pé fazendo com que os objetos entrassem mais e mais a minha pele, até perfurar alguns órgãos. Já saberia que não tinha mais volta, que iria morrer logo. Levantei meu rosto para ver a face do meu assassino, de como ele seria. Levei um susto ao ver ele, não havia olhos e estava totalmente sangrento. Em suas mãos havia uma faca a esse ponto sabia que era meu fim. Ele movimentou seu braço passando sua faca a minha jugular, e a poucos segundos fui perdendo minha consciência aos poucos, deixando tudo o que eu amava e meus queridos alunos.
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