Corporação "O.O.N."

3 Primeira Missão - Parte 2


Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo dessa história super pé no chão! Espero que gostem do capítulo, e obrigado por esperarem!

– Ei novato, para onde está correndo? – indagava o gato.

– Atrás do cara de capuz preto, cara! – respondia Djow já ofegante.

– Já disse que não tem ninguém ali cara – miava Antony.

– Eu não estou ficando louco! – afirmava o garoto – “Acho que terei que usar minha habilidade especial aqui...” – pensava – Parado! Eu tenho uma arma!

Neste momento a mão direita de Djow, que fazia simulação do gesto de uma pistola, com dois dedos para frente, dois fechados e o polegar para cima começa a se transformar na parte posterior de um revólver. Isso assusta tanto Antony quando o homem que estava sendo perseguido, que para de correr e se vira para eles. Dava para notar agora que o rapaz de All Star, calça Jeans, e um casaco com capuz preto, também usava óculos escuros, mas desde que olhou as mãos de Djow se tornando um revólver, as lentes dos óculos se tornaram verdes.

– Nus – disse o rapaz ao parar, e após estar de frente para os dois perseguidores, e suas lentes ficarem verdes, continua – Só vejo verdes.

– Nossa cara, como você fez isso? Que poder louco – afirma o gato Antony – Aliás, você tem porte de armas? Acho que esse seu poder é ilegal de acordo com o estat... – mas foi interrompido antes de terminar.

– Isso não importa agora – afirmava Djow – quem é você, estranho?

– O estranho aqui é você, Djow, falando sozinho. Vamos voltar, a Natália ficou com o Raphael, ele é pervertido, com certeza o maior perigo da missão.

– Nus, cê me descobriu – afirmava o rapaz do capuz, ao retirar o capuz.

– Ô loco, agora estou vendo um cara ali.

– Começa dizendo o que você estava fazendo ali na pastelaria – mandava o garoto armado.

– Eu não de pão de queijo, mas pastel de queijo tem queijo e carne – afirmava o rapaz, cujas lentes voltaram a ser pretas.

– Ai, ele está usando o mesmo código que usou na pastelaria!

– Deve ser um enigma, vou tentar decifrar – afirmava Antony.

– Não cara, eu só queria dizer o que gosto e o que não gosto, e o motivo de querer pão de queijo, ou não, já que o pastel não carne, ou sim, depende. Estou em abstenção. Sou mineiro.

– Nossa ele deve estar sofrendo então – afirma Antony.

– Isso não explica como você fica invisível e o motivo de sair correndo enquanto nos observava.

– Que que cê queria cara? Estou no Rio de Janeiro, de noite, um bando de caras com capas entra na pastelaria. E eu não estava errado de ter medo, cê tem uma arma. E me responde agora, como você conseguia me ver?

– Olha, ele começou a usar nossa língua. Agora explique seu poder. Não tente nada, eu posso atirar hein? – afirma Djow. Nesse momento as lentes do rapaz ficam vermelhas.

– Atirar? Só vejo vermelhos! – respondia em tom de raiva.

– Isso é crime, sabia Djow? Segundo o código pen...- afirmava o gato, que de novo não pôde concluir sua fala.

– Mas isso não vem ao caso, eu que não o Rio sabe de você me ver da maldição uma vez então por isso, desta forma, inclusive sim – respondeu o rapaz cujas lentes voltaram a ser pretas.

– Que? – pergunta um Djow intrigado.

– Ele está tentando se comunicar cara, mas eu também não entendi bulhufas do que ele disse – afirma o metamorfo.

– Por exemplo, verde. Metamorfose ou solidão. Seria esta uma maldição?

– Agora ele está fazendo poema? – Djow já estava impaciente.

– Eu acho que agora é um crime ainda mais grave, a sua ameaça a mão armada, uma vez que ele aparenta ter deficiência mental – conclui Antony.

– Na teoria minha mão não está armada, ela é uma arma.

– Então não podemos dizer que é uma mão armada? – responde aquele usando terno, deixando o perguntado intrigado.

– Se pensar por esse lado...

– Eu não mental! – bravejava o homem.

– Acho que não vamos a lugar nenhum – afirmava o armado.

– Tsc eu tinha que ter vindo aqui né? – reclamava o gato, de novo.

~X~

Raphael estava nocauteado no chão. Natália se posicionava em posição de luta em frente da inimiga.

– Perfeito, agora posso lutar livremente – afirmava a garota.

– Só pelo motivo de seu amigo estar fora de combate ali?

– Sim, somos só nós duas. Agora não importa o quanto eu corra e pule, os caras não vão ficar olhando pro meu corpo e tudo mais – dizia – “ Além disso, este não é meu corpo real, é uma projeção, então não fico tão cansada, me sinto mais livre.”

– Nossa, deve ser horrível homem notarem seu corpo hein? Que coisa. Tem que estar feliz mesmo por não estarem olhando, já viu a combinação da sua roupa? – ria a garota vestida de militar.

– “Antony... vou te matar por isso...” – pensava Paloma.

Nesse momento Ligia, a militar, começa a atirar seus projéteis de pão de queijo. Numa movimentação exemplar, Natalia corria em direção à mulher que atacava, desviando dos ataques, ou desviando-os com suas mãos, fazendo movimentos que lembravam os de um felino, até pular e derrubar a garota do pão de queijo no chão.

– Eu... eu... não imaginava que você correria... seu ataque... muito forte... – dizia Ligia.

– Vamos, confesse seus crimes! – grita a menina com instintos felinos.

– Eu... eu matei...

–Mais alto!

– Eu matei Mufasa!

– Nããão! Assassina! Não, espere, história errada – afirma a garota confusa.

– De fato, mas acredito que você deveria se importar mais com seu companheiro caído.

Ao ouvir essas palavras, Natalia volta sua atenção para seu parceiro, que estava no chão da calçada, cheio de pães de queijo em sua boca e rosto.

– Estou tampado a boca e nariz dele! Ele irá sufocar até a morte! Hahahaha!

– Usar comida para matar os outros, isso é tão... errado! Eu não vou te perdoar! – gritava Paloma.

Natália então corre para seu amigo e começa a arrancar a comida de seu rosto, jogando longe. Mas todo pão de queijo que ela retirava era um novo projétil mais uma vez em favor de Lígia, que usava-o contra Natalia, que desviava, ou para voltar a sufocar Raphael.

– “Terei que comer, se não só vamos continuar nisso para sempre! – pensava Natalia.

~X~

– Nakama – disse o rapaz dos óculos escuros.

– Na cama? – pergunta Djow.

– Acho que ele é gay e quer seu corpo – aponta Antony.

– Só vejo Heresias! – grita o rapaz, que por um momento cria uma barba branca grande, com seu cabelo e sobrancelhas passando a ser também brancos. Isso apenas por uns 5 segundos, para então voltar ao normal.

– Ele está preparando algo! Não vou dar meu Oco para ele, vou atacar – afirma o rapaz.

– Então você é ativo – conclui Antony.

– Vai se fuder, Antony.

Neste momento, dos céus cai um raio, trazendo consigo uma figura oculta em um manto negro, com capuz incluído. Ele tinha os símbolos da O.O.N. atrás também. E não só isso, um triângulo com um olho no meio era visto como imagem de fundo das costas do manto. Seja lá o que estivesse oculto naquele manto, só dava para saber de uma coisa: Era baixo. Devia ter um metro e meio. E forte, pois o manto estava mais estilo “mamãe to forte” na figura. Djow concluiu que se tratava de um anão de RPG.

– E-elias... – afirma Antony.

Nessa hora a figura retira uma relíquia antiga do bolso, um celular antigo sem internet que apenas fazia ligações e mandava sms. Ele fica alguns segundos utilizando o objeto. Então Antony recebe uma pequena mensagem em seu próprio celular, dividida em duas partes pois o celular da “coisa” não suportava enviar muitos caracteres por mensagem.

“Vamos levá-lo ao grupo. É vontade de EdB que utilizemos o poder do rapaz aqui presente para ajudar o Magnânimo a concluir seus...”

“...objetivos”.

Era o que diziam ambas as mensagens.

– Mas Elias... – começou Antony a retrucar, mas sua resposta foi apenas uma palma de mão virada para ele, com o sentido de “pare”. Nesse momento, a figura tocou o ombro do rapaz, e lhe entregou um papel. Em seguida Elias mais uma vez voltou aos céus de onde veio.

– Cara isso foi muito louco – afirma Djow.

Nesse momento, o rapaz que recebeu o papel começa a se derramar em lágrimas.

– O que será que houve? – pergunta Djow.

– Não sei, mas vamos logo, temos que voltar para ver se a Natália está bem. Você ouviu a vontade de EdB. Deixa que com esse aí ele lida.

– E o Raphael também né?

– Ah, ele nem tanto, deixa ele. A Natalia que importa.

– Sei. Será que ele sequestrou os parentes dele para que o mesmo nos ajudasse e por isso ele está chorando? – finalmente questiona Djow.

– Isso também não importa – afirma o gato.

~X~

A batalha feroz se dava na caçada de uma rua deserta, em que Natalia utilizava-se de habilidades quase felinas para desviar de diversos projéteis enquanto tentava se aproximar da mulher, mas tendo que voltar para salvar seu amigo, até que decide parar de fugir de vez dos ataques, e interceptá-los.

– Ela está brincando de pegar os ataques de pão de queijo e comendo! Parece um gato! Onde aprendeu isso?? – se perguntava, em voz alta, a militar.

– Com meus filhotes! – afirmava a garota, que depois de comer a maioria dos projéteis, se viu na obrigação de correr atrás da inimiga que fugia de volta para a padaria, provavelmente tentando pegar mais armas.

Com sua velocidade rápida, Natalia ultrapassa a inimiga pelas ruas, e volta acertando-a com um lindo Lariat. Pelo menos isso teria acontecido se ela não tivesse se perdido entre as ruas, e voltado ao ponto em que Raphael se encontrava caído.

– Droga, perdi ela, essas ruas são muito confusas – reclama a garota, embora ela que tenha apena dado uma volta em um pequeno quarteirão. Sem perder mais tempo, ela vai até próximo de seu amigo e percebe que o mesmo não está mais respirando.

– Oh meu deus, ele não respira! O que um gato faria? Provavelmente pularia nele. Não, devo pensar o que um humano faria? Massagem cardíaca? Respiração boca a boca? É isso! – pensava alto.

Ela começa a fazer a massagem cardíaca, quando Djow e Antony estavam voltando e já a viam. Quando Natalia ia seguir para a respiração boca a boca, Antony acelera mais rápido que qualquer animal na face da terra ao virar um guepardo de terno e em seguida começar a assumir a forma humana com orelhas e dente de coelho, já próximo aos dois, ajoelhado, ainda de terno.

– D-deixe que eu faço isso, Natália, pode não parecer, mas eu já tenho muita experiência nisso, se você fizer errado ele pode piorar, e tem toda uma técnica que eu estudei, pode deixar comigo, sou o mais capacitado, não precisa se expor a isso, não se incomode, não que eu esteja indo contra sua liberdade de fazer o que quiser, mas eu só acho que seria o melhor para ele, de forma que você não precisa se incomodar a fazer isso, uma vez que isso deve te incomodar socialmente falando, eu faço por você e...- dizia muito rápido o rapaz meio coelho, até ser interrompido pela amiga.

– Certo, certo, eu entendi, mas faz logo, ajuda ele, não perde tempo.

– “Eu me pergunto se isso é a vontade de beijar o Raphael, ou de não deixar a Natalia tocar os lábios dele” – pensava Djow – “Talvez ambos” – conclui.

Antony estava quase encostando os lábios no de Raphael, quando o mesmo acorda com um susto, vira seu rosto e empurra com a mão Antony para o outro lado.

– O que você está faz... argh cof cof – começa a tossir, até cuspir um pão de queijo inteiro no chão – ...zendo... mas que merda é essa, o que aconteceu?

– Ela fugiu de volta para a padaria – afirma Natalia.

– E o outro rapaz, agora não é tão importante — Afirma Djow, que já estava com a mão normal.

– E o Antony estava quase me beijando por...?

– Seu safado, você estava esperando para se dar bem com isso não era? Estava fingindo? Seu aproveitador! Isso é tão errado em tantas maneiras sabia? – resmunga Antony.

– Eu estava o que? Do que você está falando? Ih você mudou de aparência.

– Meninos, agora não é hora – dizia Natalia.

– Ela está certa, temos que ir atrás da garota do pão de queijo – completa o novato.

– Concordo, tenho que retribuir o que ela fez comigo – afirma G. – embora quem tenha me dado esse soco tenha sido a Paloma.

– Eita, sério? – pergunta o metamorfo.

– Pois é, mas não foi culpa minha...

– O que você disse mesmo de não precisarmos nos preocupar com o outro cara que só você viu? – questiona o agora lúcido Raphael.

– Então, um cara surgiu do nada e entregou um papel para ele, disse para a gente não se meter.

– Seria o...? – perguntaram G. e Paloma em uníssono.

– Sim, era o Elias – responde Antony.

Natalia e Raphael encaram Antony com uma expressão de surpresa.

~X~

O jovem do capuz ainda estava chorando na rua. Era choro de felicidade. De alguém que nunca se sentiu bem-vindo... recebendo um bilhete como aquele. Um bilhete com os dizeres:

“Kuroo, você foi convidado para o grupo O.O.N. Corp.”

Que dia inesquecível para o jovem Kuroo.

Notas finais
Espero que tenham gostado e aguardem ansiosamente pelo próximo capítulo! Obrigado por lerem e até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.