Coroas e destinos
41 O Trono do Desejo e a Noite Sagrada
A festa de celebração do casamento ainda ecoava suavemente pelas paredes de pedra do palácio, mas os aposentos reais do Rei e da Rainha de La Push haviam se tornado um santuário isolado de todo o resto do mundo.
O grande quarto fora decorado com esmero: dezenas de velas de cera de abelha lançavam uma luz dourada e acolhedora sobre as paredes, espalhando pelo ar um aroma suave de baunilha e sândalo. Sobre a enorme cama de carvalho e dossel de veludo, pétalas de rosas vermelhas e brancas repousavam sobre os lençóis de linho macio.
Jacob trancou a pesada porta de madeira com um baque surdo, a chave girando na fechadura como o selo definitivo de que o mundo lá fora não mais existia. Ele virou-se devagar, retirando a coroa real da cabeça e pousando-a sobre a mesa de apoio, sem tirar os olhos de sua esposa.
Renesmee estava parada junto à janela da varanda, a brisa do oceano fazendo o véu e o tecido leve do vestido de noiva flutuarem ligeiramente. À luz das velas, com a coroa de brilhantes reluzindo nos seus cabelos acobreados, ela parecia uma deusa do mar e do fogo.
— O Rei de La Push finalmente trancou as portas do seu castelo — sussurrou ela, o tom de voz doce, carregado de uma sensualidade serena e sem pressa.
Jacob caminhou até ela com passos lentos, firmes e predadores. A postura austera que ele mantivera diante de toda a nobreza ruíra por completo; nos seus olhos negros, queimava uma chama devoradora de puro amor, admiração e desejo reprimido.
— O Rei só tem um domínio que importa esta noite, Nessie — respondeu ele com a voz rouca e grave, parando a centímetros dela. — E ele pertence inteiramente à sua Rainha.
Ele ergueu as mãos grandes e quentes, retirando com extrema delicadeza os ganchos e o véu dos cabelos dela, deixando as ondas acobreadas caírem livres pelas costas e ombros da esposa. Os dedos de Jacob deslizaram pela pele da nuca dela, puxando-a suavemente para perto.
O primeiro beijo não foi de pressa, mas de uma devoção profunda. Os lábios de Jacob uniram-se aos de Renesmee num toque macio, lento e faminto, saboreando cada pedaço da boca dela. Renesmee soltou um suspiro entrecortado contra os lábios dele, enlaçando o pescoço de Jacob e colando o próprio corpo ao peito largo e quente do marido.
A Desnudez Sagrada
Com dedos firmes e habilidosos, Jacob começou a soltar os botões e os laços do vestido de noiva. A cada pedaço de pele alva que ficava exposta, ele depositava beijos quentes e demorados — nos ombros, na curva do pescoço, na saboneteira. O vestido de marfim desabou pelo corpo de Renesmee, acumulando-se no chão como uma nuvem de seda.
Renesmee ficou apenas com as peças íntimas de renda delicada. Ela olhou nos olhos dele e começou a desabotoar a túnica cerimonial de Jacob. Ela abriu o tecido negro, deslizando as mãos macias pelo peito largo, musculoso e quente do marido, sentindo a respiração dele desordenar-se a cada toque. Jacob tirou a túnica e a camisa, caindo ambas ao chão, revelando o seu torso esculpido e dourado pela pele quente de lobo.
Jacob ergueu-a nos braços com facilidade, levando-a até à grande cama de dossel. Ele deitou-a sobre o linho macio e as pétalas de rosa, cobrindo o corpo dela com o seu sem descarregar o peso.
Ele retirou o restante das roupas que os separavam, até que ambos ficassem completamente nus, pele contra pele, o calor de Jacob aquecendo o quarto inteiro.
— Você é a mulher mais linda que já pisou nesta terra, Nessie — murmurou ele, a voz num sussurro ardente enquanto os seus lábios desciam pelo colo dela, abocanhando um dos seios eretos com uma avidez que fez Renesmee arquear as costas e soltar um gemido agudo de prazer.
As mãos de Jacob percorriam as curvas do quadril, das coxas e da cintura dela com uma posse firme, mas impregnada de carinho. Ele venerava o corpo dela como se cada pedaço de pele fosse um privilégio reconquistado.
O Encontro dos Corpos e das Almas
Renesmee cravou as unhas nas costas largas de Jacob, puxando-o para si, incapaz de conter a urgência que queimava no seu próprio ventre. A saudade, o sofrimento dos dois anos de separação e a certeza da eternidade juntos explodiram no peito de ambos.
— Jake... por favor... eu preciso de você agora — suplicou ela, os olhos marejados de puro desejo, arfando contra o pescoço dele.
Jacob posicionou-se entre as coxas dela, segurando o rosto de Renesmee com as duas mãos e olhando bem no fundo de suas pupilas dilatadas.
— Eu sou seu, minha Rainha. Para sempre — declarou ele.
Ele uniu-se a ela num impulso lento, firme e profundo.
Renesmee soltou um gemido alto e longo, uma mistura de prazer avassalador e alívio profundo, enquanto sentia a preenchimento completo de Jacob. O calor dele queimava-a por dentro, fazendo o seu corpo estremecer inteiro. Jacob fechou os olhos por um segundo, soltando um rosnado grave de puro êxtase, testando o controle para não se perder na sensação indescritível de estar novamente dentro da mulher da sua vida.
Eles começaram a mover-se num ritmo compassado, profundo e ritmado. Cada investida de Jacob era envolta em juras de amor murmuradas contra a pele de Renesmee; cada movimento dela ao erguer o quadril para recebê-lo trazia uma onda de calor que fazia os lençóis desarrumarem-se e as pétalas espalharem-se pelo colchão.
A paixão entre os dois era intensa e desenfreada. Os corpos suados chocavam-se com força e urgência, o som da respiração descontrolada e dos gemidos ardentes preenchendo o quarto. Jacob segurava a cintura dela com firmeza, aumentando o ritmo dos impulsos, levando-a a alturas de prazer que ela jamais imaginara alcançar.
Renesmee envolvia-lhe as pernas no quadril forte dele, entregando-se sem reservas. O prazer acumulava-se no seu ventre como uma tempestade elétrica, até que uma onda avassaladora de clímax a atingiu. Ela gritou o nome de Jacob, contorcendo-se sob o corpo dele enquanto as paredes do seu ser se contraíam em espasmos de puro êxtase.
Sentindo o ápice dela, Jacob acelerou as últimas investidas profundas e, com um rosnado visceral, entregou-se ao seu próprio clímax, derramando-se inteiramente dentro dela num abraço apertado e sufocante de amor e redenção.
A Eternidade nos Braços do Rei
Minutos depois, o silêncio sereno voltou a tomar conta do quarto. A respiração de ambos aos poucos se acalmava.
Jacob estava deitado de costas, a pele suada e dourada brilhando à luz fraca das velas. Renesmee descansava o corpo nu sobre o dele, a cabeça apoiada no peito largo do marido, sentindo as batidas firmes e ritmadas do coração de Jacob. O lençol fino cobria-os apenas até à cintura.
Com a mão grande, Jacob acariciava os cabelos acobreados dela, traçando caminhos suaves pelas suas costas desnudas.
— Valeu a pena esperar cada segundo de dor para chegar a esta noite — murmurou ele com doçura, beijando a testa de Renesmee.
Renesmee ergueu o rosto, sorrindo com os lábios ainda vermelhos e inchados do amor intenso que compartilharam.
— Não há mais dor, meu Rei — disse ela suavemente, selando os lábios dele num beijo calmo e carinhoso. — A nossa história finalmente começou.
Fale com o autor