Notas iniciais
Nada a declarar além de que EU ACABEI O PLANEJAMENTO MUAHUAHAUHUAUHAUHAUH ON YOUR FACE RICK RIORDAN YES, THTA DOES MEAN I KNOW EVERY SINGLE THING THAT WILL HAPPEN UNTIL THE END OF THIS FANFICTION E, só pra constar, são 114. E a música é Ghost, da Halsey.

Depois de três semanas de muita diversão, as garotas finalmente haviam acabado com o estoque de How I Met Your Mother do palácio. E realmente haviam: Sky havia feito questão de checar para ter certeza de que não era somente Alasca tentando enganá-la. Não que ela achasse que Alasca faria aquilo, fora Alyssa que a convencera. Skyler sabia bem que nem mesmo a ruiva poderia negar que aquelas tardes estavam sendo perfeitas; mas Alyssa era cega quando o assunto era Alasca.

Então, depois de um bom tempo enfiadas no cinema o dia inteiro, elas voltaram a frequentar o salão. Na realidade, elas praticamente só trocaram a tela do cinema pela do salão e a série favorita de Skyler pela amada Lie To Me de Aurora. Apesar de não ser uma sit-com- o tipo preferido de série de Sky -ainda era uma série ótima. Nenhuma delas sequer reclamava de assistir (bom, menos Alasca em seus dias ruins. Aí ela reclamava de tudo mesmo).

Quando elas acabaram Lie To Me, porém, preferiram dar uma pausa das maratonas e fazer alguma outra coisa. A questão era: o quê elas fariam?

As sete ficaram sentadas numa mesa redonda no Salão, somente pensando sobre isso, durante algum tempo. Elas encaravam o nada com caras pensativas, dando tudo de si para pensar numa saída para o tédio, quando a Rainha e as três princesas entraram no Salão. Uma criada rapidamente pegou a bebê no colo da Princesa Louise e a colocou num berço que havia sido colocado ali para ela, e a Princesa Hannie se dirigiu à sua área de pintura. As duas ruivas, porém, andaram diretamente para as garotas; que rapidamente se colocaram de pé e fizeram uma reverência. A Rainha sorriu ao se aproximar.

"Senhoritas", ela disse, olhando uma por uma. "Desistiram de suas maratonas de séries?"

Sofia fez uma pequena careta. "Estamos procurando algo diferente."

"Creio que o termo certo é cansamos", Alasca considerou.

Louise fez uma cara divertida. "Não parecem procurar. Parecem sete garotas entediadas sentadas em volta de uma mesa."

"Touché", Aurora disse, sem entusiasmo, e suspirou. "Vossa Majestade tem alguma sugestão?"

"Ah, eu tenho v-", Louise começou, mas foi divertidamente interrompida pela mãe.

"Não é por nada, querida, mas acho que a senhorita Bocchi se dirigia à mim", a Rainha America brincou, para a diversão de todas menos Louise, que botou língua. "Ora, se não é um poço de maturidade. Quanto à vocês, meninas, eu posso ter a solução perfeita. É um jogo de tabuleiro, chamado Pandemia", olhou para a criada mais próxima, então, e pediu que ela o trouxesse. "É extremamente divertido e vai promover a união entre vocês. Além de ter bastante de estratégia e de administração."

"Não esqueça do detalhe que ele pode ser extremamente estressante, mamãe", a princesa ruiva disse, brincando com a última palavra, mas a Rainha se limitou a revirar os olhos e ignorá-la.

"No jogo, existem quatro pandemias se espalhando pelo mundo. A missão de vocês, todas vocês", ela apontou cada uma enquanto falava, ", é achar a cura para cada uma. Essa é a única maneira de ganhar, mas existem três ou quatro de se perder."

"Não é exatamente um jogo justo, Majestade", Delancy colocou, estranhando. Como um jogo poderia ter quatro maneiras de te derrotar e somente uma de ser derrotado.

"A vida não é, senhora Lewis. Por mais que todos nós desejamos que fosse, não é. E, devo dizer, esse jogo é uma ótima simulação de uma Pandemia", a Rainha colocou, um pouco melancólica. "Eu tenho trabalho a fazer, mas Louise ficará aqui e explicará tudo à vocês. Tenham um bom dia, garotas!"

E foi para seu trono, assinar pilhas e pilhas de papel, deixando sete garotas confusas e uma princesa determinada a vencer. Observou Louise puxar uma cadeira e explicar o jogo em detalhe para as sete, que ouviam com atenção indivisa. Quando o tabuleiro chegou, algo como dez minutos depois, cada uma pegou sua carta e elas começaram o jogo. Nas próximas duas horas, enquanto a Rainha America discretamente observava, as garotas perderam a paciência e a cabeça com o jogo (e umas com as outras) por diversas vezes; mas a ruiva tinha plena noção que elas estavam se divertindo muito. Uma parte da conversa foi especialmente notável.

"Não, Alasca, esse cubo não", a chamada Calliope disse, calmamente, tocando a mão da amiga. "Precisamos de você pra construir um centro de pesquisa em Moscou."

"Mas, Calliope", Alyssa interveio. "Se a Alasca não tirar ao menos um aí em Paris, corremos o risco de um surto duplo."

"Mas se construirmos um centro em Moscou, poderemos finalmente achar a cura para o azul", Delancy Lewis devolveu para a ruiva.

"E por quê você está me defendendo, de qualquer maneira?", Alasca entrou no papo.

"Não estou defendendo ninguém. Só concordo com você", Alyssa devolveu, olhando nos olhos da outra ruiva. "Por pior que nosso relacionamento seja, Victoria, estamos todas juntas nessa."

Alasca meneou a cabeça em concordância, e voltou para o jogo. "Precisamos tirar esse bloco, pessoal. Paris é muito..."

Mas a Rainha já não ouvia exatamente, mergulhada em seus próprios pensamentos. Ela sabia que o jogo implicava certa união entre os jogadores, mas não se lembrava desse sentimento de fraternidade. Ela própria não sentia aquilo desde... De... Sua própria Seleção.

E como ela sentia falta daquilo.

Se virou para a mulher ao seu lado. "Poderia me trazer minha agenda e um telefone por favor, Mary?", perguntou à fiel criada, que permanecia com ela desde a época em que ela era só uma garota teimosa de 17 anos. "Preciso conversar com algumas velhas amigas."

–x-x-x-

Arthur estava mais que cansado quando subiu para seu quarto naquele dia. Eram mais ou menos onze da noite e ele acabara de conseguir sair de uma reunião entre ele, seu pai, Austin e o conselheiro-chefe. Seu corpo inteiro doía e ele conseguiu até mesmo estalar suas costas.

Quando ele entrou o corredor que daria entrada em seu quarto, porém, teve a sensação de ver Sarah Campbell olhando com raiva para ele. O ruivo, assustado, reprimiu um grito e deu um ou dois passos pra trás. Os guardas que estavam fazendo a ronda rapidamente chegaram até ele e verificaram sua situação. Para a sorte ou azar do príncipe, um deles era Marcus. Anthony também apareceu por ali, tendo ouvido a comoção, e os dois o miravam como pais olham para uma criança que fez besteira.

"Quem foi dessa vez?", Marcus perguntou.

"Sarah. Sarah Campbell", Arthur respondeu, recuperando a cor da face. "Ela parecia estar com raiva de mim. Muita."

"É a que tinha te beijado?", Tony indagou, recebendo uma cotovelada de Marcus enquanto Archie assentia.

"Arthur, você realmente tem de falar com o doutor Ashlar", o Leger disse, os olhos verdes preocupados.

"Eu não posso", Arthur disse. "Vocês sabem disso."

"Arthur, Arthur...", o loiro suspirou, mas seu irmão o ignorou.

"Além do mais, vai passar. Tem de passar, não tem?"

"Eu suponho que sim", Marcus opinou, não realmente botando fé no que dizia.

"E eu estou morto de cansado. Isso com certeza está afetando", o ruivo continuou, colocando tanta crença quanto podia no que falava.

Tony balançou a cabeça. "É melhor você ir pra cama, cara. Amanhã é quarta-feira, e vai ser um dia bem cheio."

"Ah, é!", Arthur bateu na própria testa. "Vamos acabar de planejar tudo amanhã, né?"

Seu irmão assentiu. "Foi você que escolheu o dia."

"Ok, está bem. Eu... Eu estarei na sala. Eu prometo", o ruivo disse, colocando uma nota mental para que amarrasse uma fitinha em seu dedo na intenção de se lembrar.

"Assim espero", Tony admitiu, e então bocejou. "Boa noite, vocês dois."

"Eu tenho de continuar a ronda", Marcus ajeitou a arma no cinto. "Boa noite, gente."

Arthur bocejou, vagamente acenando a cabeça antes de entrar em seu quarto. Uma vez lá dentro, ele nem colocou pijama: preferiu dormir somente de cueca mesmo. Antes de apagar a luz e deitar a cabeça em seu travesseiro, porém, ele mirou o mural acima de sua escrivaninha-o presente de aniversário de seu pai. Fotos das garotas, de todas elas, embora as da Elite aparecessem várias vezes mais do que as outras. Havia um pouco de tudo ali: Celina e ele dançando, Sky sendo conduzida para o Jardim Secreto, Aurora e Alasca jogando cartas em uma varanda. Delancy rindo de algo- provavelmente dito por Caroline -, Sofia escrevendo algo, Alyssa com a boca cheia de algum tipo de bolo e Calliope mexendo mais uma vez em suas luvas também tinham seu espaço. Era incrível como seu pai conseguia fotografias tão maravilhosas, simples e espontâneas de pessoas. Arthur só conseguia pensar em uma palavra pra definir todas elas, verdadeiras. Aquelas eram meninas reais, fazendo coisas de meninas. E aquilo o encantava.

E, com esse pensamento na cabeça, ele apagou a luz do quarto. Elas o encantavam, extremamente, e ele tinha de fazer o possível para retribuir da melhor maneira.