Notas iniciais
Eu amei escrever esse capítulo. A sério. Shippo Delarthur tão forte que o meu coração quase derrete de escrever essas coisas, gente. Vocês vão entender EXATAMENTE do que vocês estão falando no final do capítulo, quando acontece a cena Delarthur mais maravilhosa dessa fic inteirinha, e quando acessarem a coleção de casamento deles no meu poly, porque obvs que vou colocar alguns headcanons que nem coloquei na de Aurony. Vou deixar os links pra vocês no fim do cap com outros de algumas outras coisinhas que fiz no poly ;) Mas, antes de ler esse capítulo, agradeçamos à benção ruiva que veio para toda a humanidade: Hayley Williams. Sério, sei que é meio modinha, mas The Only Exception é minha fave do Paramore ♥ e da Dya também lol. Enfim. Acho que vocês querem ler o capítulo, né? Mass, antes, por favor acessem esse link aqui: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/8c/af/ff/8cafff640d75358bf96bb561d874dee5.jpg. Vocês vão achar nele uma ordem processional, a seguida em países pelo mundo afora, que eu usei, porque sou viciada em ficar olhando coisas de casamento e gostei dessa ordem ;) Bom, é. Espero que gostem! P.S: 23:44, logo, 31/03. Então não, queridas, este não é o último capítulo! Ainda falta um yaay!

Arthur estava ansioso como o inferno. Era um dos dias mais importantes de sua vida e, embora tudo houvesse sido minimamente calculado e planejado para dar certo, ele não conseguia segurar seu nervosismo. Sua mãe, vendo o desespero pelo qual ele passava, andou até o garoto.

Não tão mais garoto, America., ela se repreendeu. Seu menino já tinha vinte e um anos, afinal. Ele iria, finalmente, ser coroado Rei. Você realmente está ficando velha., riu consigo mesma.

“Você parece ansioso”, ela disse, quase que despretensiosamente, para Arthur. Seu filho olhou-lhe com um fuzilar irônico.

“Ha-ha, mãe”, disse, revirando os olhos, mas America só lhe sorriu. Ele suspirou. “Ok, eu estou me mordendo de ansiedade. Era isso que queria ouvir?”

“Você fala como se fosse alguma novidade Arthur Schreave estar ansioso”, disse outra voz, e Archie se virou para encontrar Marcus. Ele estava indo tomar seu lugar na procissão, mas, antes, deu um tapinha nas costas do amigo. “Vai dar tudo certo.”

“Marcus está certo, em todos os casos”, sua mãe lhe falou, e ele voltou sua atenção para a ruiva. “Temos mais ou menos seis dos melhores cerimoniais do país. Eles sabem o que fase. Eu e Delancy confiamos neles, e você deveria também.”

Ele não segurou um sorriso ao som do nome de sua noiva. Pessoas apaixonadas são sempre idiotas assim?, perguntou à si mesmo. “Certo. Vai dar tudo certo.”

“Veja pelo lado bom”, seu pai, tomando a cintura da mãe, sorriu-lhe. “Pelo menos, seu noivado não foi completamente arruinado por rebeldes.”

“Não é exatamente um bom consolo”, Arthur sorriu amarelo.

“Bom, é o melhor que temos. Vai ter de servir”, foi America a responder, e então ela abraçou seu filho, se lembrando de não beijá-lo na testa por conta do batom. “Relaxe. Hoje, Arthur, é o dia mais feliz de sua vida. Aproveite ele bem.”

O príncipe sorriu quando seus pais lhe deixaram, correndo para pegarem seus lugares dentro da igreja e ao fim da procissão. Arthur riu consigo mesmo antes de se colocar o quepe na cabeça, até que lembrou-se de que seu casamento não era um dia para o quepe da marinha. Se ele estivesse com um chapéu na cabeça, como iria receber uma coroa, afinal?

A coroa. Ele a receberia hoje, assim como Delancy. Aquelas eram oficialmente as suas últimas horas como príncipe de Illéa. E, acima de tudo, ele se sentia nostálgico.

Ele havia tido bons vinte e um anos de vida. Cada segundo que o levara até aquele momento, em frente às portas da Catedral de Angeles, valera a pena. Cada lágrima derramada, cada gota de suor que caíra. Cada risada solta, cada palavra dita, cada gesto feito. Cada pequeno momento, e cada grande também, triste ou feliz, valera a pena. Como qualquer coisa poderia não valer a pena se juntara-lhe com a mulher de sua vida?

Delancy. Ele ouvira o carro que a guardava parando ao pé da escada fazia alguns minutos, mas não quis olhar para trás. Não queria correr nem o menos risco de sem querer conseguir ver como ela estava antes da hora. Queria que ela o surpreendesse – o que, considerando Delancy Lewis, não era muito difícil.

Ele se pegou encarando o nada com cara de paisagem, subitamente, e reconheceu que era o pensamento dela que o deixava assim. Ele amava-a, sim, a este ponto. Ao ponto de encarar o nada feito um autista enquanto focava toda sua energia, todos os seus pensamentos, tudo o que era, nela. Somente nela. Afinal, daquele momento em diante, ela era tudo o que importava.

E, de alguma maneira, como ele veio a entender mais tarde, sempre fora. Desde o início ele possuía essa curiosidade, essa vontade de descobrir e explorar completamente Delancy. No início, porém, ele simplesmente tachara isso de curiosidade – ela sempre fora uma garota misteriosa aos seus olhos. Não seria um absurdo que nada mais fosse. O tempo, com uma pequena ajuda de Anthony e Louise e uma mãozinha da própria Delancy, o fez entender que aquilo era amor. A necessidade de tê-la, de entendê-la, de conhecê-la; era amor. Um amor correspondido, como ele gostava de se lembrar – às vezes, achava que aquilo era bom demais para ser verdade.

Ele foi arrancado brutamente de seu devaneio por uma música e a abertura das portas da Catedral. De seu ponto como o sétimo a entrar, não conseguia ver muito, mas o burburinho de várias pessoas pondo-se de pé fez ele concluir que o lugar estava lotado. Fotógrafos de topo tipo estavam logo na entrada, também, e em áreas específicas nos cantos da igreja, para que a mídia pudesse ter as tão desejadas fotos do grande dia.

A primeira pessoa a entrar foi Anastácia Lewis, a simpática avó de Delancy. Ele sabia que ela era tudo o que ela tinha de exemplo materno depois que sua mãe suicidara, quando ainda era muito nova, e tinha mais respeito por ela do que achava que era possível. Ela havia praticamente criado Dya, no final das contas.

Os padrinhos, então, foram os próximos. Dentre os três que ele escolhera, o primeiro era Marcus Leger, que estava tão elegante quanto um militar poderia em seu traje de passeio das Forças Armadas illeanas. Ele deu seu típico sorriso Leger antes de se colocar a andar, e foi rapidamente seguido por Nathaniel Lewis, o irmão de Delancy, que sorria genuinamente pela primeira vez desde que eles haviam se conhecido e então Dade Fadaye – cuja presença por si só já era causadora de flashes o suficiente para cegar alguém.

O best man selecionado, obviamente, fora Anthony. Não havia ninguém no mundo inteiro em quem Arthur confiava mais que seu próprio irmão – à exceção de Delancy –, e ele tinha certeza que seu discurso seria maravilhoso. Vestido com o traje da aeronáutica, Tony mostrou para as câmeras e convidados um sorriso feliz antes de se pôr em marcha. Arthur não saberia dizer, mas as câmeras pareciam clicar para ele tanto quanto haviam clicado para Dade, o quê era extremamente bizarro. Dade era, sem dúvida, a maior celebridade illeana.

Ele foi o próximo. Tentando não olhar para as câmeras ou os convidados que ele não conhecia bem, estampou um sorriso confiante no rosto e se colocou a andar. De vez em quando, levantava a mão para acenar para algum amigo de infância ou conselheiro; mas, na maior parte do tempo, seus olhos ficaram no fundo, em Anthony e seus pais. Era mais seguro assim.

Arthur chegou no altar a tempo de ver o oficial de justiça entrando. Eles estavam lutando para desassociar o estado da religião, num sentido progressista, então haviam preferido se casar só no civil. A Igreja, compreensiva de maneira que ninguém nunca esperou que fosse, lhes cedeu a Catedral desde que deixassem a coroa e o cetro de Arthur e Delancy serem benzidos pelo Bispo local. Enquanto o oficial entrava, Arthur sentiu alguém cutucando seu ombro.

Anthony. Como best man, ele ficara logo atrás do noivo, o que lhe dava uma posição conveniente para sussurrar ao ouvido de seu irmão. “Sua postura está extremamente tensa. Você está feliz. Relaxe.”

Arthur segurou o impulso de revirar os olhos. Que palavras reconfortantes.

A procissão seguiu com a entrada de Aurora Bocchi, Skyler Smith e Louise. As três, como madrinhas, trajavam vestidos iguais, prateados e brilhantes. Estavam bonitas, Arthur notou no canto de sua mente, mas não deu muita atenção ao pensamento. Calliope Rosier, a maid of honor, veio em seguida e se posicionou como Anthony, somente do outro lado. Arthur mordeu os lábios quando as portas tornaram a fechar. Era agora.

Uma música suave começou a tocar no fundo antes de elas se abrirem. Arthur lembrou-se da ocasião em que Delancy decidira que aquela seria a música, e ele perguntara por quê.

“A chave de tudo é a letra”, ela havia lhe explicado, e então colocado para tocar. Chamava-se The Only Exception. “Ouça com atenção.”

Ele ouvira. Ao final da música, Delancy havia ficado com uma aura aérea, como se aquilo trouxesse-lhe memórias. Arthur compreendeu o porquê: a música era Delancy. Histórico familiar problemático, uma menina que não acreditava no amor. Você é minha única exceção.

Ele a abraçara com força, e, segundos depois, sentira as lágrimas quentes em sua camisa. Beijou sua testa, então, levantando seu rosto para que conseguisse vê-la bem. Um braço continuou à sua volta, mas ele usou uma das mãos para limpar suas lágrimas com a ponta dos dedos.

“Você está segura aqui”, lhe disse, os olhos cravados nos dela.

“Sim”, ela concordou, antes de engolir em seco, provavelmente levando o nó em sua garganta abaixo. “Eu achei que nunca estaria fora do alcance dos meus fantasmas, Arthur, mas eu encontrei um refúgio.”

“E onde é?”

“Bem aqui”, ela devolveu, antes de encostar sua cabeça contra o peito dele de novo. Ele acariciara seus cabelos.

“Pode saber que você sempre vai tê-lo.”

E ali, esperando as portas abrirem, ele sentiu um nó se formar em sua garganta. Que mulher ele tinha.

Conseguiu engolí-lo bem na hora, já que as portas foram escancaradas por duas cerimoniais no momento em que ele o fez. Atrás de Hannie e Gwen, a irmã mais nova de Delancy, e Phillip, que levava os anéis, ela estava de pé, em um vestido branco rendado. Seus detalhes eram sutis e o corte clássico. O véu era longo, ele podia ver, e também rendado em sua ponta. Não eram só perfeitos como também a cara de Dya. De braços dados com ela estava o Rei Maxon, uma vez que eles tinham insistido que ela não deveria entrar com o irmão ou sozinha. Era mais que justo que o pai de seu noivo a levasse ao altar, já que ela morava com eles fazia cinco meses.

Arthur tinha mais a analisar, como os acessórios que ela usava ou seu buquê, mas, de alguma forma, ele não conseguiu ver nada disso. Quando os olhos de Delancy encontraram os seus, tudo o que ele conseguiu ver foram as duas pupilas verde-mel dela. Seus dois grandes e lindos olhos travados nos dele. Sentiu um sorriso bobo e apaixonado percorrer seus lábios, e pôde ouvir Anthony fazendo algum comentário que ele relevou. Quando ela se colocou a andar, então, ele sorriu.

And I’m on my way to believing.

Notas finais
Ok, ainda não tenho todos os links prontos e tenho de postar isso antes da meia noite. Então vou deixar aqui as coisas, mas, nos links do set explicativo o casamento e da coleção Delarthur, ainda falta a parte escrita xD Devo acabar agora mesmo, antes de dormir, então se vocês olharem amanhã de manhã já deve estar tudo bonitinho hehe AURONY -> http://www.polyvore.com/casamento_aurony/collection?id=5209651 DELARTHUR -> http://www.polyvore.com/casamento_delarthur/collection?id=5222317 SET EXPLICATIVO (update: está com explicação yaay agora só falta os headcanons na coleção delarthur) -> http://www.polyvore.com/soon/set?id=195004334 TAG DA FIC NO POLY (todos os sets que já fiz de coroada) -> http://www.polyvore.com/cgi/hashtag?hashtag=coroada&.locale=pt-br