Notas iniciais
ANTES DE TUDO E QUALQUER COISA EU QUERIA DIZER QUE ACHEI QUE JÁ TINHA POSTADO ESSE CAP, PORQUE FIQUEI ATÉ Q U A T R O D A M A N H Ã ESCREVENDO ELE E VIM AQUI DESCOBRIR QUE TINHA SÓ AGENDADO. Enfim, vamos lá. Eu tinha algo extremamente importante e duzentos por cento crucial pra falar, mas, como sou uma ótima pessoa e dormi no meio tempo entre a escrita desse cap e a postagem dele, esqueci. E damn, realmente era importante. O quê poderia ser? Sei lá. Mas enfim, é a vida. Damn, eu tinha algo importante mesmo pra falar e esqueci. Lou, u shitty minded girl. Então vamos lá, né. Vou mais uma vez fazer um apelo por comments, até porque a primeira eliminação d'A Elite tá chegando (E EU NÃO VOU FALAR QUANDO É VOCÊS SÓ VÃO SABER NA HORA EM QUE ELE DESPACHAR A GAROTA MAUHAUAHUAHAUH SOU MUI MÁ MESMO CARA) e porque a falta de comentários e de presença no geral está impedindo que o próximo capítulo seja tão especial quanto deveria, mas no spoilers kiddoes. A música é If Only, da Dove Cameron, embora eu não goste dessa música em particular. É só que, na hora em que eu reli o cap pra escolher uma, If Only encaixou daí já viu, né. Boa leitura, peeps, e vejo vocês nos comments!

Dade tinha de admitir que estava ficando mais animado do que o natural para a sexta-feira de umas três semanas para cá. É claro que ele amava o trabalho dele mais do que aproximadamente qualquer outra coisa, e sexta era sempre seu dia favorito da semana, mas havia algo mais naqueles dias. Ele não soube porquê, mas estava certo de que havia algo errado consigo mesmo quando, depois de sair do banho e secar o cabelo (não riam, por favor. O cabelo é um ponto delicado para os Fadaye), ele tentou alinhar seus cachos. Escolheu seu terno azul, com uma camisa de botões branca por baixo, e até espirrou um pouco de perfume em si próprio (embora ele obviamente soubesse que o cheiro não sairia na câmera). Quando se olhou no espelho, checando se faltava algo antes de descer para o estúdio e deixar que a equipe do Jornal batesse maquiagem em suas bochechas, reparou que estava mais arrumado do que e qualquer outra ocasião em sua vida inteira.

Dade Fadaye, o quê raios há de errado contigo?, ele se perguntou e, para a surpresa geral, o reflexo não respondeu. O loiro revirou os olhos para si mesmo antes de bater aporta e traçar seu caminho para o estúdio de filmagens.

Chegando lá, reparou que era um dos primeiros, como de praxe. Ele sorriu para o pessoal das câmeras, que o cumprimentou com acenos animados, e para Austin Orders, que parecia arrumar alguns papéis na mesa do Conselho, mas ainda conseguiu lhe dar um aceno de cabeça confiante. A equipe de maquiagem já estava pronta, e os inúmeros maquiadores conversavam enquanto esperavam seus clientes.

“Fadaye!”, uma garota alta, de longos cabelos ruivos e olhos verdes, gritou com animação quando o viu. “Descobriu finalmente qual é o uso de uma escova?”

Dade fez uma cara de cético, esperando que o volume das risadas baixasse antes de devolver. “Eu perguntaria se você finalmente descobriu como ser engraçada, Mallory, mas é evidente que não.”

Os maquiadores riram mais alto ainda quando ele se sentou calmamente na cadeira com seu nome, enquanto Mallory Keen o encarava com o mesmo semblante de quem acabou de perder um ônibus. Dade sorriu, pensando que não deixaria ela maquiá-lo hoje, nem que fosse a última coisa que fizesse. Mallory então cruzou os braços e sorriu sombriamente, em um sinal de vai ter volta. Estaria ela... Flertando com ele?

Ah, droga. A última coisa de que precisava era isso.

Um dos únicos homens da equipe, Tyler Gunderson, foi quem fez sua maquiagem naquela noite, batendo o pó rápida e eficientemente em suas bochechas; e ele já estava mais que pronto quando as pessoas começaram a chegar.

Dade pôde descobrir qual era o sentido de sua agitação, porém, só viu que Skyler Smith já estava ali, conversando com Alyssa Swan e Mallory, que as maquiava, e sentiu-se na obrigação de checar o alinhamento de seu terno. Ah, não. Tudo menos isso.

Ele havia prometido à si próprio que pararia de pensar na Selecionada. Ela não era para o bico dele, não mesmo, e era errado estar com ela. Durante a semana, não vê-la era uma tarefa fácil, já que eles só se encontravam caso propositalmente cruzassem o caminho um do outro. Nas sextas, porém, era como se o esforço dos últimos sete dias fosse por água abaixo. Era só ele ver ela, sorridente e deslumbrante nos vestidos de luxo feitos à medida por suas criadas, que se esquecia de qualquer tentativa de não se encantar completamente por Skyler.

Naquela noite, ele notou, ela estava particularmente linda. O vestido verde-água caía perfeitamente em seu corpo, fazendo um bonito desenho de seus quadris e se soltando nas canelas. O corte da roupa parecia ser perfeito, e até mesmo seu cabelo preso em um elaborado coque deixava o esforço de Dade para parecer arrumado no chinelo. Em alguns minutos, quando estava quase deixando parecer que estava olhando para ela diretamente, o Jornal Oficial começou.

Os Conselheiros, como sempre, foram primeiro, seguidos pelo Rei. Os políticos do país informaram brevemente a população sobre a guerra na Nova Zelândia, deixando de fora qualquer detalhe sobre a decisão final com a Nova Ásia, e então falaram um pouco sobre Illéa. Explicaram um novo projeto desenvolvido pela Rainha, que envolvia o ensino das artes nas escolas, e então essa parte se deu por encerrada, e Dade foi chamado ao palco.

Entrou com um sorriso de orelha à orelha, como sabia que deveria fazer, e não se demorou em começar a falar. Depois de muita encheção de linguiça e uma breve matéria que compunha um quadro sobre a vida das Selecionadas no palácio, começaram as perguntas da noite. A última delas, que chamou particularmente a atenção do apresentador, foi: “O que vocês, senhoritas participantes da Elite, mais procuram em um garoto?”

Houve uma pequena comoção entre elas quando ele acabo a pergunta, e foi Alyssa Swan a responder primeiro. “Acho que compreensão. Meninos são sempre ótimos quando o assunto é nos julgar, mas, aquele que realmente te compreende é aquele que te merece.”

“Ótima resposta, senhorita Swan, embora eu me sinta na obrigação de retratar os garotos de Illéa ao dizer que isso não é cem por cento verdade”, Dade sorriu para ela. “Alguém mais?”

Skyler levantou a mão, com um semblante sério, e Dade lhe concedeu a palavra, discretamente engolindo em seco. “Embora eu concorde com Alyssa, não acho que isso é o fundamental em um garoto. Acho que o garoto certo pra você vai ser aquele que não tem medo de se abrir. Que te conta o que está acontecendo e o que está sentindo”, ela colocava intensidade nas palavras, e o apresentador quase tinha medo de Skyler. Por que ela estava zangada, afinal? “, mesmo que isso faça ele parecer um idiota completo.”

“Seria sua resposta então sinceridade, senhorita Smith?”, ele cerrou os olhos ao perguntar, como que em um desafio. Sky balançou a cabeça de leve, não tirando as íris azuis dele.

“Acho que está mais para coragem, Dade.”

Dade engoliu em seco, absorvendo aquelas palavras o mais rápido que podia. Ele era o apresentador, e o show deveria continuar. Ele teria tempo para refletir sobre o quanto aquilo havia doído mais tarde, com certeza. “M-muito obrigado por sua opinião, senhorita Smith”, então olhou para a família real, onde Arthur se sentava, tentando sorrir o mais sinceramente que podia. “Espero que esteja anotando tudo isso, Alteza.”

Arthur sorriu para ele, aparentemente desligado do que havia acontecido. Na verdade, era como se só ele, Anthony e Skyler tivessem reparado. “Não adianta, Dade. Elas mudam de opinião a cada segundo, espere só até semana que vem!”

Os presentes compartilharam uma risada, mas Dade não via a hora de acabar com aquilo tudo logo. O que é que Skyler havia querido dizer, além de que ele estava sendo um covarde?

–x-x-x-

Skyler ficou surpresa quando, após o Jornal, ninguém deu nem sinal de ter reparado a troca de indiretas entre ela e Dade. Ela ainda não tinha certeza sequer do porquê havia feito aquilo, já que garantira à si mesma que não nutria sentimento algum pelo garoto, mas parecia menos verdade a cada vez que ela repetia aquilo para si mesma.

Ela não conseguiu pensar em outra coisa durante o Jantar inteiro, e nem mesmo quando suas criadas lhe disseram que ela havia sido brilhante aquela noite, já no quarto. As duas mulheres retiraram sua maquiagem, deixando seu rosto limpo, e desfizeram o coque; além de lhe ajudarem a retirar a coisa meio pomposa demais que todos insistiam em chamar de vestido. Skyler tinha um pressentimento estranho sobre aquela noite, então, quando colocou a camisola, preferiu permanecer com o sutiã por debaixo da fina peça de ceda e deixou o robe bem perto de sua cama. Dispensou as garotas, então, mas não foi para a cama. Em vez disso, permaneceu sentada na mesa da varanda, sentindo o vento calmo e quente de Angeles roçar sua pele.

Algo como dez minutos depois, duas batidas curtas e rápidas soaram em sua porta. Ela não precisou perguntar quem era: sabia que ele viria antes mesmo de decidir ficar com o sutiã.

Não foi surpresa nenhuma ver o garoto de pé, desajeitado, do lado de fora de sua porta. Ainda assim, algo dentro dela despertou ao sinal de sua imagem.

“Oi”, ele disse, obviamente sem-graça.

“Oi”, ela devolveu, sem saber o que dizer.

“Se importaria se eu entrasse? Não seria bom para nós se alguém me visse na porta do seu quarto.”

Ela arregalou os olhos antes de puxá-lo para dentro. Alguém ver Dade na porta do seu quarto poderia acabar com os dois como mendigos, sem casa ou comida, na rua; e ela definitivamente não queria aquilo.

“Sente-se”, ela apontou o sofázinho na ponta da cama, onde havia acabado de pegar seu robe e vesti-lo. “O que houve?”

“Você está realmente me perguntando o que houve?”

“Achei que fosse mais inteligente.”

“Foi você quem mandou as indiretas mais duras que já ouvi em rede nacional e não foi descoberta por ninguém”, ele argumentou. “Sobre o quê foi aquilo?”

Sobre o quê havia sido aquilo era algo que Skyler amaria saber. Infelizmente, não era o caso. “Sobre o quê eu estou procurando em um menino. Você deveria saber, a pergunta foi sua.”

“Aquilo é parte de um script, Skyler, e eu tenho certeza que mencionei isso em alguma das nossas conversas”, Dade se defendeu. “Não é como se quem me ajuda a escrever sabe ou possa saber sobre o que está acontecendo!”

“Não é como se eu soubesse o que está acontecendo”, Skyler comentou, baixo, mas alto o bastante para irritá-lo.

“Isso é sério?”

“Eu que lhe pergunto.”

“Bom, Sky, eu estou colocando minha condição privilegiada de apresentador, minha reputação e basicamente minha vida em jogo. Para mim, isso aqui não é brincadeira.”

“Está sugerindo que eu não levo as coisas a sério?”

“Estou dizendo que você precisa parar, pensar, e descobrir exatamente o quê você quer”, ele falou, começando a se acalmar.

“Pelo amor de Deus, eu tenho dezesseis anos!”

“Você é quem está usando idade como desculpa depois de me acusar de ser um covarde.”

E bam. Simples assim, ele tinha um ponto.

Skyler inspirou e expirou algumas vezes, até se acalmar de verdade, e então virou seus olhos para ele.

“E o que exatamente você quer, Dade?”, devolveu a pergunta, tentando soar o menos desafiadora possível. “O que é que você está sentindo?”

“Você quer sinceridade ou isso não está entre as coisas que você procura em um garoto?”

“Idiota.”

“Eu tenho plena noção dos meus sentimentos, Skyler”, Dade falou, segurando uma de suas mãos. O toque a encheu de eletricidade, e ela segurou o impulso de sorrir. “Depois de três semanas tentando ignorar isso, eu me permiti descobrir que estou apaixonado por você. E não importa todo o meu esforço para me manter longe, toda vez que você aparece é como se eu estivesse tentando achar uma agulha num palheiro.”

Ela segurou um sorriso de novo, comprimindo os lábios. “Dade, eu-“

“Você não precisa falar nada”, ele lhe assegurou, se colocando de pé. Então, após depositar um beijo em sua bochecha branca e macia, o garoto foi em direção à porta. “Só pense. Não precisa me dar satisfação alguma, Skyler, mas acho que a Sky Smith aí dentro adoraria entender o que está acontecendo com ela mesma.”

Ela concordou fracamente, assentindo, ainda desnorteada. Como é que um simples toque fazia tanto efeito sob uma pessoa? “Te vejo depois?”

“Conte com isso”, ele piscou, antes de fechar a porta e deixá-la sozinha com seus pensamentos.

–x-x-x-

vocês vão realmente tentar resistir à curiosidade?