Coroada - A Seleção Interativa
5 Arthur James Singer Schreave
Notas iniciais

Ao acordar, se espreguiçou debaixo dos lençóis brancos como neve. Passou a mão no cabelo ruivo espetado e ralo, de trás pra frente. Olhou para a janela, deviam ser umas 8:30a.m.- e ele tinha que se levantar agora. Se espreguiçou de novo, e disse, entre bocejos:
–E ainda dizem que vida de príncipe é fácil.
Se pôs de pé e vestiu uma camiseta azul, jeans e tênis. Fez sua higiene matinal e abriu a porta do quarto, vendo do outro lado, o mais novo dos 5 irmão, Philipp- que tinha 2 anos. Ele ainda não andava direito, mas falava como uma maritaca.
–Archie!- ele gritou, abraçando as canelas do irmão
Ao som da vozinha estridente do bebê, Safira Tunys apareceu no final do corredor.
Safira era a terceira dos sete filhos de Janet e Teddy Tunys(antigos Marlee Tames e Carter Workwood, mas só o Rei e a Rainha sabiam disso), e nasceu numa família de Seis(por uma punição aplicada aos seus pais). Era três anos mais nova que Arthur, tendo 17. Com o passar dos anos, a Rainha America fizera de Janet uma Dois, já que ela era sua melhor amiga, e Safira deveria ser tratada como uma dama. Porém, para Arthur e Anthony, ela era como outra irmã mais nova, ainda mais irritante que Hannie, a princesinha.
–Já acordado, Alteza?- ela fez a melhor voz de bajulação que podia, enquanto pegava Philipp no colo.
–Há muito, Srta. Tunys.- o príncipe respondeu, também mudando sua voz. Ambos riram- Mas, sério agora,-riram de novo- por que você tá aqui?- fechou a porta e se apoiou no corrimão da amurada de vidro que impedia a queda do terceiro para o primeiro andar.
–Mamãe e Tia Meri estão tomando chá no jardim.- ela disse com simplicidade, sem saber que aquele apelido fora usado por um valente morto
–Algum assunto em especial?
–A Seleção.- ela estalou a língua, como se tivesse lembrado de algo importante- Querem você e Tony lá. Tipo, agora.
–Vou chamá-lo e desço. Boa sorte com o baixinho!-se referiu a Philipp e saiu correndo pelo terceiro andar, enquanto a garota acenava e Philipp resmungava que já era grande.
Se os quartos não ficassem todos no mesmo andar, colocariam Tony no primeiro e Archie no último. Nenhum dos dois era lá um delinquente, mas, uma vez juntos, eram capazes de quase tudo. Uma vez, jogaram sua mãe na piscina do Palácio, durante uma entrevista importante. Como sua avó, Amberly, costumava dizer: “Vocês são a música da balada, um furacão para o Palácio.”
A ex-Rainha não era muito vista, pois voltara para Hondurágua quando Clarkson morreu. Mas, quando no Palácio, ela sorria constantemente e conversava/brincava com todos os seus netos. Contudo, todos em Illéa sabiam que ela nutria uma invejinha branca por America ter tantos filhos-5, veja bem- e ainda estar esperando um casal de gêmeos, que provavelmente viriam durante A Seleção.
Arthur ainda corria quando trombou com Aghata , mulher que era responsável quase completa pelas Selecionadas. Os papéis em suas mãos foram para o chão, e Arthur começou a juntá-los.
–Desculpa, Srta.- disse- Muito trabalho a fazer?
–Bastante, Majestade.- ela também catava a papelada- Desde ontem, quando as garotas souberam que vinham, dou telefonemas sem parar. O que acha de ter essas 35 garotas dentro de sua casa por algum tempo?
Ele se lembrou de sua conhecida Aurora Bocchi, a italiana de Angeles. Aquela garota sim é um furacão, pensou. Se lembrou então dos belos olhos de Vênus Petrov e Celina Blanco e se acalmou. Tudo correria bem.
–Estou com medo de algumas. E esperando ansiosamente por outras. Só espero achar minha esposa entre elas.- concluiu, se levantando. Tinham juntado tudo.
–Espero a mesma coisa. Ouça aqui, Arthur, tudo isso tem que valer a pena, okay? Porque, se por acaso sua esposa não estiver entre essas garotas, e eu tiver feito tudo à toa, Um ou Oito, eu te estrangulo.
Ela riu. Arthur passou a mão no cabelo de novo e se despediram. Chegou à porta do quarto de seu irmão de 18 anos. A abriu violentamente, só para deparar com o garoto do outro lado. Caíram.
Anthony era bem diferente de Arthur: tinha cabelos louros, puxados do pai, e olhos azuis, como a família Singer. Arthur era o exato contrário, pegara o cabelo da mãe, os olhos do pai, e o gênio dos dois. Se puseram de pé novamente.
–Vem logo, babaca.- Archie puxou o segundo pela camisa- Mamãe nos quer no jardim, agora.
–Tá, mas não relaxa minha camisa, retardado.- deu m pescotapa no irmão, que o soltou- Tia Janet está aí?- o primeiro assentiu- E Tammy?- se referiu à filha mais velha dos Tunys, e Archie assentiu de novo- E Safira?
–É, aquela criatura irritante já conseguiu me perturbar hoje, assim que acordei.- disse, colocando as mão nos bolsos da calça
–Tão cedo assim?- Tony bocejou, se sentando no corrimão da escada que levava ao primeiro andar
–Se mamãe ver, ela te mata.
Tony o ignorou.
–Meu Deus, hoje ela tá inspirada!
–Falando em garotas,- Archie desconversou, e o louro sabia onde ia acabar- Você viu quem é a Selecionada de Angeles?
Tony não conseguiu conter um suspiro quando aurora Bocchi lhe veio à cabeça. Esse suspiro fez seu “tão maduro” irmão dois anos mais velho quase rolar no chão de rir, muito embora essa não fosse a atitude de um príncipe- mesmo sendo muito comum a Arthur.
É, Tony pensou, essa vai ser uma grande Seleção.
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