Coroa de Flores

1 Capítulo único


Notas iniciais
Tenham uma boa leitura!

Era um dos invernos mais extremos que já tinha acontecido em Snowdin, obviamente que ambos não gostavam, mas a ordem da capitã era clara e absoluta.

Os rumores na cidade diziam que um novo humano havia caído e claro que Papyrus seria o primeiro a capturá-lo, e assim foi na casa dos irmãos esqueletos.

— Anda logo! Ele já pode ter seguido em frente! — Berrava Papyrus no andar debaixo, já na porta do batente da casa — Se eu perder-lo, a culpa será sua!

— Cala a boca ou eu enrolo ainda mais — Dizia o esqueleto menor sussurrando palavrões enquanto colocava o seu casaco preto — Se ficarmos preso na neve, eu mesmo te mato — Sans se aproximava da porta mostrando seus dentes pontudos enquanto olhava de relance para o mais alto.

E assim foram, para a floresta, a procura do humano, na qual, Papyrus já tinha esperanças de tê-lo perdido, o mesmo preferiu montar suas armadilhas ao logo do caminho até Snowdin, Sans optou pelo fundo da floresta, onde achou uma enorme porta.

— O que? Quem diabos iria morar tão longe da cidade? — Tentara imaginar alguém idiota o bastante para se isolar de todos — Tenho pena de quem realmente vive nisso.

Resolveu seguir para os lados para ver se podia contornar a construção, parecia impossível, havia se afastado da porta, até ouvir um barulho, alguém poderia tê-la aberto.

— Que saco — Colocou as mãos nos bolsos e refez o seu caminho até a porta, e quando chegou, sua caçada havia terminado.

Finalmente havia encontrado o que tanto procurava, mas não estava sozinho, tinha alguém falando com ele, já que o mesmo respondia apenas com gestos.

— Sabe, as pessoas vão correr de você se o virem assim — Sans finalmente pode ver quem era, era uma flor dourada que possuía algumas de suas pétalas rasgadas, que tinha suas raízes presas ao braço do humano — Você devia usar isso — Uma coroa de flores surgiu ao redor da cabeça do humano, cobrindo os olhos — Não se preocupe, eu te guiarei!

E assim saíram andando pela neve. Com a flor falando de vários assuntos e o humano só concordando.

— Tsc. Flowey. — Resmungava o esqueleto atrás da árvore — Vai ser difícil capturá-lo enquanto essa maldita flor estiver com ele.

Sans resolveu segui-los atrás das árvores até que chegaram a uma ponte, onde decidiu aborda-los ali mesmo.

— Ei, pivete! Para onde pensa que vai? — Sans colocou suas mãos no bolso e só então deu um sorrido malicioso, exibindo seu dente amarelo.

— S-Sans?! — Resmungava Flowey ao notar a presença do outro — P-Por quê está aqui?

— É óbvio, não? — Tirava as mãos do bolso e dava de ombros — Vou levar o humano comigo.

— Eu acho que não, Sans — Flowey respondeu secamente.

— Qual é Flowey — Se dirigia á planta de modo irônico — Quanto mais desses desgraçados você pretende defender?

— Todos, se for preciso! — Vociferava a pequena flor.

— Pobre flor, é uma pena que eu tenha que te matar pra isso — Sans estava em posição de ataque, junto com o seu olho esquerdo que brilhava em vermelho — Bem, vamos lá.

De repente, o humano estava pairando no ar e era arremessado nas árvores, enquanto várias farpas entravam no seu rosto e vários arranhões apareciam no mesmo. O humano gemia de dor enquanto seu corpo ia de encontro do chão.

— Frisk! Me perdoe, eu não sabia que...isso foi tão repentino — Frisk ouvia as lamurias de Flowey enquanto tentava se manter em pé — Eu vou tentar resolver isso.

— HEHE. Acha que pode fugir de mim, bando de pragas? — Sans se aproximava com um utensílio muito estranho, tinha olhos e uma boca que estava aberta.

— Essas armas... Você! — O olhar de Flowey congelou ao pôr seus olhos nas armas que Sans portava — Onde conseguiu?!

— Presente de um certo amigo — Sorria diabolicamente enquanto revirava os olhos — E ao que parece, veio bem a calhar.

Ouviu-se os disparos das armas, quando Frisk se esquivou para a esquerda, ouvindo os avisos de Flowey e logo um osso surgiu a sua frente, Frisk foi desviando dos disparos repentinos das armas e tropeçou na ponta de um dos ossos. Engatinhava para trás quando Sans se aproximava.

— Parece que a diversão acaba agora — As armas carregavam um disparo final — Até nunca mais, pirralho.

E de repente, raízes surgiram do chão e prensaram o corpo de Sans no chão, fazendo o mesmo perder a concentração e as armas serem imediatamente desativadas.

— FLOR DESGRAÇADA! EU TE MATO! — Urrava Sans do chão enquanto via Flowey e Frisk tomarem distância, usou seus poderes para desprender-se das raízes e já ia logo levantando, quando um tronco de madeira acertou em cheio no seu crânio, fazendo o esqueleto desmaiar.

— Foi por pouco...vamos embora antes que ele acorde — Flowey se tranquilizou ao ver o esqueleto inerte no chão — O que? Como?

Frisk gesticulou. Flowey não podia estar acreditando no que o humano queria.

— Você quer...falar com ele? A sós? De jeito nenhum! — A flor se negava a deixá-lo com um assassino do rei — Eu...não posso deixar isso acontecer de novo — A flor então se encolheu no ombro do humano — Não posso deixar outro humano morrer.

O humano lhe garantiu que estaria tudo bem, não aconteceria nada que ele não quisesse que acontecesse. Flowey decidiu confiar na escolha dele, já que o humano tinha a opção de voltar tudo e consertar os seus erros. Mas antes de ir na frente, o humano havia um pedido muito especial para a pequena e judiada flor. Uma coroa de flores.

E assim o fez, deu a coroa de flores ao menor e seguiu o caminho logo em frente.

Passou-se algumas horas desde que Sans tinha apagado, começara sua caçada de manhã e quando acordou, o sol marcava meio-dia. Sentou olhando em volta e viu o humano, ali, parado e observando-o.

— Eh? Você não fugiu? E está sem a sua flor... — Desconfiava o esqueleto ao sorrir — Você é mesmo um suicida nojento.

O humano sorriu e lhes mostrou a coroa de flores na sua mão.

— O que? Para mim? — Deu-lhe a liberdade para o humano colocar em sua cabeça — M-Mesmo sabendo que eu ainda vou te matar? — Corara. Nunca tinha recebido gentileza de ninguém.

O humano deu-lhe um sorriso terno e sincero.

— Você admira minha coragem? HEHE. Você até que não tem tão mau gosto assim — Se gabava, ninguém jamais tinha dito isso á ele, era sempre reconhecido como o irmão mais velho do candidato á guarda real.

O humano levantou, fazendo o esqueleto levantar também de sobressalto, esperando algum ataque surpresa ou traiçoeiro do mais jovem. Mas ao invés disso, o humano acabou abraçando-o, isso sim era um ataque surpresa, fazendo Sans ponderar sobre o humano.

— Talvez...alguns humanos possam ser perdoados... — Resmungava Sans no ouvido de Frisk — Meu irmão deixou os espaços entre as barras muito largos, talvez você consiga passar — Disse retribuindo o abraço.

Atrás de uma das árvores, Flowey observava a cena.

— O perdão é uma dádiva única, eu sinto que esse humano tem algo de especial — Sorria a pequena flor.

Notas finais
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