Notas iniciais
Olá, pessoas! Tudo bem? Voltei depois de 17 dias! Eu estou pensando em alguma coisa engraçada pra postar nas notas iniciais MAS hoje eu to muito, mas, MUITO relaxada então eu vou deixar vocês com isso mesmo. Espero que vocês gostem desse episódio tenço. Kissus Sofi~♥

Apenas eu e meu desespero.

Então , desabei no chão , pois não pude suportar.

Lágrimas desesperadas escorreram por meu rosto.

Não havia forças para pensar , somente tentar suportar a dor.

Devia ter ficado horas, ajoelhada, chorando , sem forças, para ao mínimo perceber a dor que já sentia em minha pernas.

Minha mente estava uma verdadeira confusão. Matheus, o que eles poderiam ter feito com ele? Para falar a verdade, quem eram eles? Qual era o grande problema de eu poder ficar com Raphaël? Oh Deus... Raphaël... Estivesse menos ou mais preocupada com ele a Matheus, mas naquele momento eu só queria ser ar, queria ser nada, pensar em nada, mas isso não aconteceria. Eu precisava conversar com alguém, tentar me iludir que não estava sozinha para tomar decisões, apesar de que sabia que essa era a realidade.

Levantei-me com calma, ainda muito tensa com o que ocorrera. Fui dando passos leves e ritmados.

Parecia que nunca havia usado minhas pernas, elas pesavam como chumbo. Quando saí do quarto, olhei em volta à procura de minha avó, mas estava tudo muito quieto. Isso não faz o estilo da vovó, entrei no quarto dela. Nada. Cozinha. Nada.

O desespero já estava tomando conta novamente de mim.

– Vovó... Onde você está? – tentei manter a voz mais calma possível, mas ela soava trêmula. Silêncio. Nada além de silêncio.

– VOVÓ! Se você está aí pare de brincar! – novamente, silêncio. Minha respiração começou a ficar mais rápida. “SE ACALME CORINNE”, eu tentava dizer para mim mesma. Não estava funcionando.

Ela pode ter ido fazer compras... Ou, eles a pegaram... NÃO! Nem pense nisso.

– Ok, tudo bem, ela logo vai chegar! – disse para mim mesma.

Fui para a cozinha, fiz um chá para tentar relaxar minha mente, que ainda estava como um turbilhão, me recostei na poltrona, e acabei adormecendo. Quando acordei já era quase fim de tarde. Tudo ainda estava em silêncio, mas não entrei em pânico, sabia que este pensamento ruim, só iria piorar. Então , decidi escrever uma carta para Raphaël , pedindo para nos encontrar amanhã. Parece loucura, mas não poderia pensar na hipótese de perder Raphaël, justo agora que tudo estava dando certo. Eu precisaria deixar as coisas claras. Só não sei como...

Depois que escrevi a carta, levei-a na casa de Raphaël, caminhar um pouco me fez bem. Para falar a verdade, eu estava torcendo para que ele estivesse em casa, e carta fosse só um pretexto. Mas como ultimamente o mundo está contra mim, ele não estava. Quando voltei para a casa, já era quase noite, aquele dia, por mais torturante que tenha sido, pelo menos tivera passado rápido. Minha avó ainda não havia chegado, a preocupação estava voltando. Tomei meu banho, e retomei meu livro, não demorou muito para eu adormecer. De novo. Acordei. Os primeiros raios matinais entravam levemente pela janela . Tudo ainda estava em silêncio . Nossa , como eu odeio silêncio !

Decidi ser um pouco sensata , não me desesperar . Tomei meu café , tirei o pijama , quando estava quase saindo de casa a procura de vovó , um baralho na porta me alarma , finalmente , um barulho ! Eu vou correndo até ela , e a abraço como se não a visse , há anos ! Mas logo todo esse carinho se transformou quase em raiva .

– ONDE VOCÊ ESTAVA ? – acabei usando um tom mais grave do que pretendia

–Nooossaaa... –Falou com aquela voz rouca e aguda que tinha — Tudo isso é preocupação Corinne ? Parece que nunca ficou sozinha! Vou ter que contratar uma babá para você ? – disse vovó , com seu tom irônico natural . Minha respiração começou a ficar mais forte até que cai de joelhos e comecei a chorar, eu estava desesperada, não sabia oque fazer... Senti a mão de minha avó encostar no meu ombro.

–C-Corinne, querida eu sinto muito, não queria te deixar assustada!

–O que custa me falar para onde está indo?????

Ela ficou em silencio

–Ah, quem eu quero enganar? – Disse ainda com os olhos cheios de lágrimas – Não é sua culpa vó, eu preciso te contar uma coisa...

Em quanto atravessávamos a sala principal eu secava as minhas lágrimas e tentava pensar em um modo de dizer tudo oque estava acontecendo, quando chegamos à biblioteca eu me sentei na poltrona e a minha avó se virou de costas para mim em frente à lareira...

–Vó eu-

–Eu sei – Disse ela

–Oque... C-como... Como assim?

–... Corinne... – Ela tinha começado a chorar, a minha avó NUNCA chorava... — Sinto muito, Corinne, preciso te contar uma historia... Bem... Eu, eu nunca conheci a minha mãe, sua bisavó, ela morreu quando eu tinha apenas duas semanas, ela foi queimada, amarrada em uma cruz ela sentiu a dor do fogo ardente que incinerava as roupas e corroía a sua pele... A sua bisavó era igual a você...

~Flashback ON~

~POW Johanna~

Era a manhã de 1811, tinha acabado de parir duas meninas, uma saudável, de olhos castanhos, bem rosada, e a outra, morta...

Eu sabia que isso podia acontecer, mas não queria... Inicialmente permaneci apavorada, eu chorava, me sentia fraca, afinal eu não comia há dias, estava presa em Cativeiro, sem ajuda nenhuma, foi o jeito em que eu tive as minhas filhas, retirei o meu avental para proteger a criança viva daquele frio insuportável que nos cercava...

Eu tinha que achar um jeito de sair dali...

Eu tinha que salvar a vida do meu bebê, finalmente, de algo que eu possa chamar de meu, algo que eu possa amar...

Preciso protegê-la, em fim, consegui forças para gritar por ajuda, eu gritei, gritei até que eu ouvi vozes, comecei a chamar mais alto, eu gritava por ajuda, até que, finalmente, alguém me ouviu... Então eu apaguei... Acordei pouco tempo depois em uma cama macia com o choro de minha pequena Johanna, quando ouvi passos, eu estava muito assustada, peguei a minha filha e sai correndo do lugar, não consegui nem ver aonde eu tinha parado, corri, corri para bem longe daquele lugar...

Finalmente cheguei em uma espécie de gruta , tentei proteger minha pequena ao máximo. O frio só piorava a cada dia, e se não bastava , havia a fome. Já havia conseguido comida, mas muito pouco.

Quando estávamos conseguindo nos estabelecer naquele lugar precário, tudo virou de cabeça para baixo.

Duas semanas depois de nos estabelecermos na gruta, nos acharam. Levaram minha pequena e me capturaram.

~Fim do flashback~

~POW Corinne~

–Então Corinne, você já deve ter entendido... Sua bisavó, Johanna, era uma bruxa como, você. Eu não sou. Isso está no seu sangue querida, ser forte, está no seu sangue.

Eu devia estar com uma expressão engraçada, pois vovó quase começou a rir, não sei era pânico ou apenas a incompreensão momentânea.

– E todas tiveram escolhas difíceis na vida. Sua bisavó sacrificou sua vida para me salvar, e eu ainda tive sorte de ser adotada por uma família maravilhosa. Sua mãe nunca soube de nada... Ela era uma mortal, foi o que me levou a pensar que o ciclo havia sido quebrado, mas então você nasceu com o mesmo dom de Johanna, minha adorada mãe...

Alguns estantes de silêncio pairaram no ar. Eu sabia exatamente o que ela queria que eu entendesse. E também aposto que ela sabe que tudo isso é muito para mim.

Parecia que minha cabeça iria explodir. Meus pais. As vozes. Raphaël. Matheus. A decisão.

A decisão... Não sabia se conseguiria escolher. Eu sou fraca. Eu não sei lidar com pressão e medo. A decisão que tanto temi.

Vovó levantou meu queixo de leve, olhou bem nos meus olhos. Não foi preciso uma palavra se quer para entender o que ela queria dizer. “Você sabe o que fazer?“

Era simples, se amava mesmo Raphaël, a decisão era obvia.

Ou me afastava, ou nós morreríamos.

~Continua~

Notas finais
MUA HA HA HA HA!!! O que acharam das ultimas palavras desse capítulo??? Bem... Deixem o que vocês acharam da história nos comentários, COMO EU AMO VOCÊS POR ESTAREM MANDANDO REVIEWS!!! (9TTuTT)9 Kissus Sofi~♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.